quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Gratidão



Meus queridos, tenho boas notícias.
Foi um dia longo, muito longo e cansativo. Cheio de expectativas, porque a consulta, que seria a partir das oito horas, só aconteceu por volta de uma e meia da tarde, já que o prontuário de V. havia descido para o que eles chamam de "mesa redonda". Nessa junta médica, estavam decidindo o procedimento a ser adotado daqui em diante. Estranhei, porque a indicação era a suspensão da radioterapia e tratamento à base de "quimioterapia branca", já a partir de hoje...

Mas aguardamos, pacientemente, em meio a crises de choro de V., que queria ir embora assim que chegou, só de imaginar o sofrimento que a persegue nos dias que se seguem à quimioterapia. Precisei ser forte para não chorar junto, e insisti que se ela queria ficar curada, era preciso passar pelo tratamento. Mas dói dizer isso, especialmente se você vê seu amigo sofrendo tanto.

Já passava de uma da tarde quando o Dr. Rodrigo, médico de V. e excelente oncologista, nos chamou. Ficou conosco por quase uma hora, conversando e tirando cada uma de nossas dúvidas. Nem sempre os médicos têm paciência e disponibilidade para tanto. E quando você encontra um profissional sensível e humano, além de técnico, é preciso que ele saiba o quanto isso faz bem a um paciente. V. conseguiu ficar na sala, chorou, sim, mas recebeu carinho e atenção do seu médico, que ouviu de sua angústia, examinou-a, e abraçando-a disse aquilo que ela precisava ouvir.

Infelizmente (pra nós) o querido doutor estava em seu último dia no hospital, último dia no Rio de Janeiro... e foi a coisa mais linda quando V., com lágrimas nos olhos, lhe disse que ele havia feito a diferença na vida dela, ao tratá-la tão bem, desde o primeiro dia. E ainda pediu que dissesse a sua mãe que ela havia conseguido alcançar seu objetivo, porque toda a mãe ficaria orgulhosa de saber que tem um filho que pode fazer a diferença na vida das pessoas. Muito emocionado, tornou a abraçar V., disse que estava também quase chorando, e que coisas assim é que faziam valer a pena o desafio que é trabalhar na área de oncologia.

Por fim, está definido que V. fará um tratamento associado de radioterapia e hormonioterapia, que não traz nenhum daqueles terríveis efeitos colaterais causados pela quimio que ela estava fazendo. Por isso, saiu de lá mais animada, eu vim cantando, no carro, e combinando que a partir de agora podemos até marcar uns passeios ao shopping. Coisa de mulherzinha...

Muito grata a todos vocês que durante o dia de hoje dedicaram seus pensamentos à saúde de V.
Vocês foram carinhosos e sensíveis a sua dor. E Deus ouviu as orações.

Um dia no Inca - Instituto Nacional do Câncer

5h45min
Dentro de quinze minutos vou sair.
Hoje é dia de quimioterapia de V. Eu vou levá-la.
Já cansada, e entre mergulhos e saídas de processos depressivos, V. já não quer mais ouvir nada do que o médico tem a dizer, na consulta de hoje. Seus pais, com tantas ídas e vindas, também não têm estrutura suficiente para fazer as perguntas que não calam nem para ouvir as respostas que haverão de ser dadas.
Então eu vou. E vou perguntar aos médicos por que desistiram da radioterapia, por que já não será mais a quimio vermelha, mas a branca; qual a diferença entre elas; o que se espera nessa nova etapa, quais as perspectivas... Vou perguntar, ouvir, tentar entender.
É um programa que vai tomar todo o dia. E eu espero, sinceramente, ter boas notícias, na volta.
Lembre-se de V., hoje, quando você falar com Deus.
E tenhamos todos um bom dia.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Calvin e Haroldo

(clique na imagem para ampliá-la)

Alguém disse, eu torno a dizer - (1)

"As pessoas estão sempre culpando as circunstâncias pelo que são. Eu não acredito em circunstâncias. As pessoas que progridem neste mundo são as que se levantam e procuram as circunstâncias que querem; e se não as encontram, criam-nas."

Citando Tom Jobim

"Nova Iorque é uma cidade para se ver de maca."



hohohoho!!!
Enquanto Tom Jobim soltava essa pérola, a câmera, de dentro do carro, mostrava, de baixo pra cima, os arranha-céus, os edifícios enooooormes, altíssimos. E aí ele mandava a gente se imaginar nu'a maca, rodando por NY. Ahahahaha! Que sacada! Uma visão e tanto!

Tom Jobim - Eu sei que vou te amar

O especial do Tom não devia ter intervalo comercial.

domingo, 28 de janeiro de 2007

Céu de verão


Domingo
28 de janeiro
Cidade Maravilhosa
Cinco horas da tarde
Céu de fim-de-tarde, no verão

Minudência

Chegou pelos Correios. Já era passado, o Natal. Um envelope amarelo. Amarelo e pequeno. Quadradinho. Escrito à mão. Não sou boa nessas coisas, mas devia ter não mais que nove ou dez centímetros, cada lado; não mais. Era bem capaz que o carteiro o perdesse no meio de tantos outros. Os homens não estão acostumados a cuidar das pequenas coisas, e elas se perdem, no meio das grandes, no meio da imensidão das coisas que chamam a atenção porque ocupam espaço. É curioso como coisas espaçosas - gente, também - vão se sobrepondo àquelas mais discretas, mesmo sem dever... Uma espécie de imposição.

Os homens, eu disse, e quis dizer homens e mulheres. Diferentemente das crianças, eles não sabem direito como cuidar e não perder as pequenas coisas. E às vezes chego a pensar que bastaria aprender isso, na vida.

Dentro do envelopinho amarelo, havia um cartão. Era branquinho e trazia no meio umas flores. Postado em Florianópolis, endereço de origem São Conrado, Rio de Janeiro. Escrito à mão, como convém às coisas pessoais embora a modernidade seja mais prática, trazia um pouco de quem o assinava. É uma coisa interessante, isso de você sentir alguém bem perto, quando vê sua letra num pedaço de papel... Tenho gente perto de mim em dedicatórias de livros, em cartões de aniversário, em bilhetes guardados, listinhas de supermercado, gente que chega bem perto pelas anotações na agenda, nos cadernos e livros de colégio e faculdade... tenho gente perto de mim em camisas de uniforme assinadas no último dia de aula, no guardanapo do barzinho em que comemoramos a formatura na faculdade de Direito - aquele guardanapo cáqui, de tecido, com mensagens dos meus queridos amigos e da minha amada família.

Muito bem colado, e na ânsia de abri-lo, rasguei o envelopinho amarelo e retirei o cartão. Enquanto lia, inevitavelmente eu sorria. Seu jeito de falar estava ali. Vi até aqueles seus olhos que se marejam de lágrimas sempre que falamos de coisas especiais.

E então eu disse tudo isso para chegar aqui. E contar que dentro do cartãozinho encontrei a coisa mais delicada que alguém poderia encontrar num cartão de Natal. Eu já estava feliz se tudo acabasse ali, naquela parte em que eu rasgava o envelope e lia o cartão. Porque não se acabam, palavras de amor envoltas em carinho. Ficam eternamente, ressoando, como borboletas amarelas ficam dando voltas eternas em torno das flores quando querem nos dizer que há beleza, no mundo.
Mas ali estava a coisa mais delicada que eu poderia encontrar sutilmente embalada num cartão...















E enquanto releio, na cama, "A Hora da Estrela", marco a página com o "AMOR" que recebi. Num misto de sentimento pelo que leio, pelo que foi escrito, por quem me deu o presente, pela vida, pelo que tenho, pelo que houve, pelo que virá, por Deus, que me deu amigos tão presentes e amados... esse amor... eterno seja!

sábado, 27 de janeiro de 2007

Telejornais

Às vezes o RJTV é legal. Nas duas edições.

Isso é amor

Lembro como se fosse hoje e nem sei se ela mesma se lembra dos detalhes. Provavelmente. Era o dia do casamento de E. e S. Após a cerimônia, eu disse a ela: "se um homem cantasse essa música pra mim, eu também casava com ele!"

E. compôs a música, e na cerimônia de casamento, sentou-se ao piano e cantou pra sua noivinha, enquanto nós, que a tudo assistíamos, chorávamos de emoção. Essa música foi cantada uma única vez, que eu saiba - no dia do casamento deles, em 1994 (se não me engano quanto ao ano) 1993 - mas eu nunca mais esqueci da letra e da melodia. Perceba a declaração de amor em cada verso. E imagine as lágrimas que rolaram no rosto de cada um de nós, enquanto víamos e ouvíamos aquilo tudo...

"Você é a mais bonita / É a mais formosa / Você é a mais amiga / A mais preciosa / Sorriso de criança / Olhos cor do céu / Sempre carinhosa / Que entende quem sou eu

Meu amor / Eu me entrego pra você / Pois só nos seus braços / Eu encontro o meu lugar / O amor que eu trago aqui / É todo pra você / Todo o meu carinho / Pra fazer você sempre feliz

Que Deus me ouça agora / Escute a minha voz / Um misto de prece e de louvor / Pois passado tanto tempo / Não me vejo sem você / Quero ter você comigo / Enquanto eu viver

Meu amor / Eu me entrego pra você / Pois só nos seus braços / Eu encontro o meu lugar / O amor que eu trago aqui / É todo pra você / Todo o meu carinho / Pra fazer você sempre feliz

Meu amor / Eu me entrego pra você / Pois é só nos seus braços / Que eu encontro o meu lugar / O amor que eu trago aqui / É todo pra você / Todo o meu carinho / Todo o meu cuidado / Pra fazer você sempre feliz"


(bem, se há algum equívoco na letra, alguém aí que estava na cerimônia pode me corrigir, tá?)

Para Taia, a trigêmea

Os olhos brilham. As bochechinhas são as mais rosadas do mundo. O sorriso é de menina. A cabeça, de mulher. Os cabelos são lindos. A alma é boa. A determinação vem como marca. A doçura como estilo.
Desenhou? Pois essa é a Taia.

Ela é carinhosa, cuidadosa; quando estou dodói, se preocupa em ligar pra saber se já melhorei. Nunca deixa de ir aos nossos encontros. Lembra de mim toda vez que vê alguma coisa que é a minha cara (e isso inclui jogo do Flamengo, camisa 13 da Alemanha, sol, mar, a boneca Suzi, cachorrinhos de pelúcia...) Tem sempre um sorriso largo no rosto. Batalhadora. Dedicada. Capaz de encantar qualquer criatura com seu abraço gostoso e seu colinho fofo; e como num passe de mágica você se sente atraído por essa criaturinha, que é "Pura Magia". Por que "magia"? Seu Aurélio Buarque explica - magia: magnetismo, fascinação, encanto, mágica.
Minha irmãzinha, trigêmea, "Teu sorriso prende, inebria, entontece.
És fascinação...
"
Com todo o carinho que tenho por você, eu lhe desejo um FELIZ ANIVERSÁRIO!!

Fada Sininho. De todas as personagens das histórias em quadrinhos, essa é a sua preferida, não é, Taia? Procurei a mais linda. Nas lojas, no shopping inteiro... Não encontrei... Você aceita esta??

Termina aqui a seqüência de aniversários das trigêmeas Suzi, Gioconda e Taia, iniciada em novembro. Enfim, as meninas estão agora todas mais velhas, mais sorridentes, e cada vez melhores!

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Especialmente para Mumumu, no seu aniversário

O começo de tudo? Nem sei.
Não sei de onde apareceu essa Mumumu na minha vida.
Acho que foi no "Jogo do Currículo 2", da Marina W., que nós nos conhecemos.
Lembro também que na primeira vez que eu pisei naquele pasto fiquei com cara de "Ohhhhh!" Vaca, pasto, boi? "Ohhhhh!"

Ela escreve de um jeito divertido, não tem papas na língua, é doce quando tem de ser, e grossa quando é preciso. Acho que tem uma diferença entre ser grossa e ser grosseira. Mumumu nunca é grosseira. Eu acho e pronto.
Ela é mãe, filha, mulher, "marida", tem uma história e tanto, de vida, mas só sabe disso quem tá ali, pertinho do coração.
Ela compra a briga dos amigos. Paga o preço que for. Mas paga, compra, e a briga passa a ser sua. Tipo mãezona, é a amiga que você deveria ter, porque é daquelas que não tem preço. Ninguém pode comprar. Também, não precisa. Ela se dá.
Defeitos? Ora, ora, é claro que tem. Todos temos. Mas muito do que chamamos "defeito", é apenas "diferença", não é mesmo?

Mumumu, minha querida vaquinha querida, que seus caminhos sejam sempre os do bem;
que a luz da sua estrada seja Deus;
que haja saúde, harmonia e prosperidade no seu lar;
que seu coração esteja constantemente cheio de amor;
que nosso Pai do céu lhe dê sabedoria, na educação dos filhos;
que ao seu redor você tenha sempre bons amigos;
que haja sempre uma canção na sua vida;
que haja sempre uma pedra no meio dos caminhos.
Acredite! Isso também é fundamental.
E se precisar de um sapatinho para andar pelo caminho do bem...

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Dá-lhe, Mengão!!


O Flamengo é o maior do mundo e a torcida do Mengão é de causar inveja a qualquer jogador que jogue em qualquer outro time de qualquer lugar de qualquer mundo. Sem exageros!
Estréia bacana. 2x0 em cima do Cabofriense. Gols de Renato (de pênalti) e de Obina. Meu amigo ria, ontem, dizendo que um time que tem Obina como ídolo não pode ser sério... Pois hoje ele não me ligou, pra EU rir.
O divertido foi a musiquinha na arquibancada, porque agora o Obina já não é mais "apenas" melhor que o Eto'o, do Barcelona. A torcida do Flamengo quer mais é tirar onda e fazer graça:

"Ah! Obina é melhor do que o Nilmar! Obina é melhor do que o Nilmar"

Quebrando regras

Tanto pedi, que acabei ganhando dois exemplares do mesmo livro. Com dois "Tantas Palavras", de Chico Buarque, fui ao shopping trocar um deles. Trouxe Lya Luft e Martha Medeiros. Só crônicas. Amanhã é aniversário da Mumumu, e sábado, da Fadinha; voltinha pra escolher alguma coisa que fosse bem a cara delas. Achei. Entre uma coisa e outra, o relógio marca duas horas da tarde.

A gente quebra regras, sim, mas tem de agüentar as conseqüências, não é mesmo? Pois eu tenho uma regra: não como no McDonald's.

A realidade que se apresentava, no entanto, já não era nada boa; a pressão começava a cair, e eu queria chegar em casa a tempo de ver o penúltimo capítulo de "Chocolate com Pimenta". Preciso de alguma coisa salgada. Não quero parar, sentar, essas coisas. Em casa, comida fresquinha me esperando. Pensei: batata frita. Há tempo estou com uma tremenda vontade de comer batatas fritas. Chegou a hora. E onde? A melhor é a do MC Donald (leia-se "emici donáldi"). Um dilema. Quebrar a regra? Bem... Já aprendi que não se deve ser radical. Então, me rendi ao desejo e à necessidade de sódio, e lá fui eu. Fila e tudo. Custava R$ 3,25. Dei uma nota de R$ 50,00 - era a que eu tinha (mais tarde descobri que tinha uma de vinte, mas era tarde).

A gente quebra regras, sim, mas isso traz conseqüências. Às vezes, castigo, mesmo.

Pois ele veio depressa: eu recebi 32 reais em notas de dez e de um, e todo o restante do troco em moedas de R$ 0,25. Elas brilhavam, reluziam, de tão novas. Mas eu, realmente, mesmo eu, que normalmente prefiro moedas às notas velhas e fedorentas, não acreditei no que estava vendo. A mocinha espalhando as 59 (isso mesmo! cinqüenta e nove) moedas de vinte e cinco centavos ali, no balcão. E perdia a conta, e voltava a contar... Enquanto isso, eu imaginava se conseguiria levar o peso daquele dinheiro na bolsa e se haveria onde carregar, porque minha carteira possui um porta-moedas e não um cofre... E a mocinha contava e recontava e contava de novo... O tempo passando, e na minha cabeça a palavrinha martelava: castigo, querida, castigo. Quem mandou? Batatinha do Tio Sam... Financiando a guerra do Iraque... Essas coisas. Até que, enfim, a menina achou que o troco estava correto. Ela. Porque eu não.

Sorrindo gentilmente, eu disse olhando nos seus negros olhos:
- Sabe que eu gosto muito de moedas? Até prefiro moedas, no lugar de notas. Mas, convenhamos... Como você acha que eu vou conseguir carregar esse dinheiro todo? - o dinheiro não cabia nas duas mãos da moça, para você ter uma idéia.

Não tão delicadamente, ela me respondeu:
- Só tenho assim.
- Veja se no outro caixa não há algumas notas, por favor.
- Fulana (sei lá qual era o nome da colega) troca cinco? - ela só se dispunha a trocar cinco reais, dos quase quinze, percebe?
Olhou pra mim, e fazendo um movimento com a boca, típico de quem está rindo por dentro, não disse nada. Apenas continuou me olhando.

Eu já havia comido umas três batatinhas, mas não tive dúvida:
- Então eu não quero mais, tá bom? - e devolvi o saquinho, estendendo a mão para receber de volta minha nota de cinqüenta.

Os olhos da menina pela primeira vez me levaram a sério. Ainda assustada, ela olhou para os lados e se dirigiu ao primeiro rapaz de camisa branca que passava. Gaguejando, ela perguntou:
- Você tem nota?

O rapaz, que devia ser o gerente, olhou abismado para as moedas, me olhou, olhou de novo, meio incrédulo, e colocou no balcão notas novinhas de dois reais. O suficiente para que eu conseguisse sair dali com a coluna esticada. Mas a mocinha, tadinha, ainda meio enrolada, contou quarenta e seis reais. Deu-me duas moedas de um e dois reais em moedas de vinte e cinco centavos.

- É isso? - eu perguntei.
- Sim. Quarenta e seis reais.
- Mas ainda falta...
Sem esboçar qualquer reação, pegou três moedas de R$ 0,25 e me entregou.

Um sorriso, de novo, e me dirigindo ao gerente apenas com os olhos, fiz com que ele entendesse que agora eu só queria as moedas inevitáveis. Não sei se fui muito enfática - eu sei mesmo ser enfática, só com os olhos - ou se ele era mesmo bem esperto, mas sei que percebeu e compreendeu exatamente qual era a idéia.

Saí de lá com R$ 46,00 em notas, com apenas três moedas, e com quinze minutos a menos do meu dia, numa operação que deveria durar menos de dois minutos, já que a porção de batatas já estava pronta, antes de eu chegar.
Continuo gostando mais de moedas que de notas velhas e fedidas. Mas tudo tem limite!


Moral da história?
Você pode até quebrar uma regra; mas tenha tempo para contar em quantos pedaços ela se partiu.

De Vinicius e Tom Jobim

Nascido em 25 de janeiro de 1927, estaria completando 80 anos, hoje, se estivesse vivo, o maestro TOM JOBIM. Musicou os poemas mais lindos de Vinicius. Inclusive... "Eu sei que vou te amar".

E se essa não é a música da sua vida, um dia foi; ou ainda será. Pode acreditar.
Porque ninguém passa pela vida sem sofrer a eterna desventura de viver à espera de viver ao lado de outro alguém, por toda a sua vida...


Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida, eu vou te amar
Em cada despedida, eu vou te amar
Desesperadamente

Eu sei que vou te amar

E cada verso meu será
Pra te dizer
Que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida

Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua, eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta tua ausência me causou

Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida



quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

Donnez un peu de mouvement à votre vie

Jogos Pan-Americanos 2007


Serão dois milhões de ingressos postos à venda, para o Pan-Americano de 2007, aqui no Rio de Janeiro, segundo informações de "O Globo on line".
Inicialmente, mas ainda sem data marcada, as vendas serão pela internet. Depois, sim, postos espalhados pela cidade irão vender, também, os ingressos; mas apenas a partir da segunda semana de março.
Algumas modalidades esportivas serão abertas, e ninguém precisará pagar nada: ciclismo, maratona, marcha, triatlon e maratona aquática. Para alguns outros esportes, os ingressos terão "preços populares".
Até agora ninguém divulgou o que são preços populares, e o que não é popular. Até agora a gente só sabe mesmo que de graça é de graça. Se é que ainda é assim.
Então, sem desculpas. Quem acha o evento imperdível, ainda que esteja sem grana já pode ir pensando no seu lugarzinho, nas ruas do Centro, da zona sul, nas pistas do Aterro e nas águas de Copacabana.
Eu sei que nas arquibancadas do vôlei você vai me encontrar.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Provocando movimento

Quando você tem uma idéia na cabeça, ou desiste dela ou ela vai lhe perturbar, azucrinar o juízo, até tomar forma e passar de idéia a realização. Sua idéia pode ficar como um sonho, ou não. Pode limitar-se a um suspiro de desejo, ou expandir-se e tornar-se um instrumento de transformação de tudo ou de parte do que hoje está a sua frente.
É a diferença entre sonho e utopia. O sonho é apenas o exercício da imaginação, ou a idealização dos desejos mais secretos, seu inconsciente. Vontades, apenas. A utopia é o sonho que eu quero realizar. A utopia não são os sonhos irrealizáveis. A utopia é exatamente onde eu quero chegar.

Thomas Moore (ou Morus) deu o nome de "Utopia" a uma espécie de romance filosófico onde contava-nos de uma ilha desconhecida e falava das condições de vida naquele lugar. A ilha se chamava UTOPIA. Lá não havia propriedade privada nem intolerância religiosa, que haviam sido abolidas. A partir daí parece que se começou a utilizar o termo "utopia" para qualquer tentativa parecida, para qualquer idealismo político, religioso, social, que fosse muito, muito difícil de alcançar, impossível de se conseguir, inatingível.

Tive um Mestre de Direito Político e tenho saudades dele e de suas aulas, na faculdade. Chorei, quando soube, passados uns dois ou três anos de formada, que havia morrido... Ele era enfático. Emotivo. Emocionante. E quando começava a falar sobre "utopia"... nossa!! Com ele aprendi as lições de João Baptista Herkenhoff, para quem a utopia "é a representação daquilo que não existe ainda, mas que poderá existir se o homem lutar para sua concretização." Aprendi que a utopia é "a consciência antecipadora do amanhã". Ainda tenho cadernos, anotações, e lembranças.


Simples aspirações podem não passar do campo dos sonhos e se tornar um mero escape da realidade. Porém, quando tomam força, assumem corpo e consistência, podem se converter em instrumento de transformação da realidade. A "Utopia", eu aprendi e nunca esqueci, é antes de tudo uma forma de ação, porque provoca o movimento da pessoa.

Quando eu tenho uma idéia na cabeça, ou ela vira um sonho e eu me afasto dela mais cedo ou mais tarde, ou ela me perturba, azucrina meu juízo, até tomar forma e passar de idéia a realização. É quando ela se chama "Utopia". Porque provoca o meu movimento para alcançar aquilo que eu quero.

Perguntas e respostas

No meio da tarde de ontem, como se a vida desse mesmo a chance do "PAUSE", "FF" e "REW", parei tudo e fui dormir. Era o torpor do cansaço da viagem mental que, de repente, tomava conta de mim - no meu corpo, o cansaço; nos meus pensamentos, a viagem.

Hoje, ainda entorpecida, mas menos, muito menos, deparo-me com isto:

"Cada pessoa é a soma das respostas que deu, ao longo de sua vida, às perguntas que lhe foram formuladas. O sucesso depende dos acertos nas respostas. Mas os homens que mudam o próprio destino são aqueles que não se limitam a acertar respostas, mas também criam as próprias perguntas certas para o momento."
Cristovam Buarque
in "O Semeador de Utopias", de Marcel Bursztyn

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Dúvida

Uma fraca dor de cabeça.
Uma forte sensação de dever cumprido.
Um certo vazio.
Uma certeza irresoluta.
O que fazer quando tudo está tão destro
e você se acha canhoto?

Nem tudo é sem cor

Mais um dia cinza, no verão carioca.
Há quem já tenha desistido de acreditar nas cores da mais carioca das estações.
Mas não é assim. Nem no dia nem na vida.


Mesmo quando tudo em volta de você parece perdido, há sempre um tom carmesim a lhe deleitar os olhos.

domingo, 21 de janeiro de 2007

Cardápio do dia

Domingo.
Interfone às oito e meia da madrugada.
Pé na estrada.
(Re)encontros.
Cozido.
Daqueles do Nordeste.
Sorvete.
Pavê.
Risos.
Sorrisos.
Areia de praia.
Água do mar.
Água de coco.
Sol discreto.
Chuva fina.
Abraços.
Beijos.
Família.
Vai a tarde.
A noite cai.
A gente volta...
Felicidade, pode continuar insistindo. Teu lugar é aqui mesmo!

Pão de Açúcar e Corcovado, vistos de Niterói, pelos olhos da Suzi

Team of the Year 2006 - UEFA - O Resultado

Eis o resultado, com o Barcelona cantando:
"tá dominado, tá tudo dominado... "

Gianluigi Buffon (Juventus)
Gianluca Zambrotta (FC Barcelona)
Fabio Cannavaro (Real Madrid CF)
Carles Puyol (FC Barcelona)
Philipp Lahm (FC Bayern München)
Steven Gerrard (Liverpool FC)
Cesc Fabregas (Arsenal FC)
Kaká (AC Milan)
Ronaldinho (FC Barcelona)
Thierry Henry (Arsenal FC)
Samuel Eto'o (FC Barcelona)
Treinador: Frank Rijkaard (FC Barcelona)

sábado, 20 de janeiro de 2007

Escárnio

Entendeu por que eu SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE, desconfio da autoria dos textos que circulam na internet??

Como alguém pode publicar num blog, deixar exposto, fazer circular um texto reles como este, que peca pela obviedade, piegas, o que de mais elementar - ou podre, como queira - a título de "auto-ajuda" se poderia imaginar para mulheres com problemas de auto-estima, e ainda por cima atribuí-lo a MACHADO DE ASSIS?????

Queridos, "não é preciso viajar o mundo inteiro para saber que o céu é azul em toda parte". Eu não li a obra inteira do velho Machado. Mas é abusar da minha ignorância querer que eu acredite nisso... Porque não é crível, simplesmente. Um escárnio, na verdade.

Um texto pobre e de nenhum valor literário, atribuído ao grande Machado de Assis, e repassado com esse tipo de (des)crédito, é um desrespeito. Ora, Machado de Assis nasceu em 1839, morreu em 1908. Século XIX até comecinho do séc. XX. Não era simplista; muito menos óbvio. Era carioca, era um escritor. Tido como o maior escritor do Brasil, "um mestre da língua". A Academia Brasileira de Letras passou a ser chamada de "Casa de Machado de Assis", dada a sua importância. Agora, um homem que escreveu, por exemplo, "A desejada das gentes"...

  • ...
    — Todos os homens devem ter uma lira no coração, — ou não sejam homens. Que a lira ressoe a toda hora, nem por qualquer motivo, não o digo eu; mas de longe em longe, e por algumas reminiscências particulares... Sabe por que é que lhe pareço poeta, apesar das Ordenações do Reino e dos cabelos grisalhos? É porque vamos por esta Glória adiante, costeando aqui a Secretaria de Estrangeiros... Lá está o outeiro célebre... Adiante há uma casa...
    — Vamos andando.
    — Vamos... Divina Quintília! Todas essas caras que por aí passam são outras, mas falam-me daquele tempo, como se fossem as mesmas de outrora; é a lira que ressoa, e a imaginação faz o resto. Divina Quintília!
    ...

... esse mesmo homem poderia ter escrito isto???:

  • As melhores mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo da árvore. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados... Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.

Bem, não preciso dizer mais nada.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Enfim!, o dia do descanso

Pernas pro ar, porque ninguém é de ferro!!

Casa Antiga - por Cecília Meireles - 1964

Forrarei tua casa já tão antiga
Com um papel que imita as paredes de tijolo.
Ficará tão lindo como se estivéssemos na Holanda.
Forrarei tua casa assim, mas por dentro,
De modo que, longe de todas as vistas,
Será como se estivéssemos ao ar livre, no jardim.
E deixarei uma parede quebrada - não uma porta, não uma janela:
Uma parede quebrada por onde passe um ramo de goiabeira
Carregado de flores e vespas.
Parecerá que estamos sonhando,
E estamos sonhando mesmo,
E parecerá que estamos vivendo,
E a vida não é mesmo um sonho impossível?

A história do quadro furtado

Sempre desconfio da autoria dos textos que recebo por e-mail. Sempre. Sempre. Sempre.
Quando o texto me comove, eu começo a fuçar, fuçar, fuçar, até encontrar fonte segura que me confirme a autoria atribuída, ou não.

Pois hoje recebi um texto bem legal. Meio apressada, dei uma corrida com os olhos, nas letras, e parei no poema. Lindo. Dizia-se que é de Cecília Meireles. Dedicado aos pais de Cora Rónai. Quis publicá-lo, aqui, e na dúvida entre não creditá-lo a Cecília Meireles e creditá-lo erroneamente, fui atrás dos textos antigos de Cora, para ver se ela já havia mesmo feito alguma menção à história. Busquei nas coisas de Cecília, também. "Quem procura, acha." Aliás, essa frase é perfeita para muitas situações. Mas isso é outro papo.

E lá está, no blog da Cora, a história que envolve o poema. Na íntegra. Foi publicada em janeiro do ano passado, no jornal. E além do poema de Cecília, que estava gravado no quadro furtado e mais tarde devolvido, as palavras finais de Cora Rónai são de aquecer o coração:

"Mal sabe ele que nos deu um presente muito maior do que o que levou: um mundo onde crianças roubam poemas e adultos os devolvem é um mundo de beleza e de esperança. "

O poema segue no próximo post, ilustrado com a foto disponibilizada pela própria Cora, e com o destaque que haveria mesmo de ter, por tão lindo...

Ele e outros


A exposição começou em 14 de outubro, continua no CCBB, e até hoje eu ainda não fui ver.
A Mostra comemora os 17 anos do Centro Cultural do Banco do Brasil - Rio. São mais de 200 peças originais retratando o ciclo do ouro e o florescimento da arte barroca em Minas Gerais. Há trabalhos do Aleijadinho - Antonio Francisco Lisboa - de Francisco Xavier de Brito, Mestre de Piranga, Mestre Ataíde e obras também de autores anônimos. A ambientação do espaço, segundo notas de divulgação, nos remete a cidades históricas de Minas Gerais - Congonhas do Campo e Ouro Preto. E eu acho Ouro Preto simplesmente o máximo!
Há, ainda, Mostra de cinema e vídeo, série musical e palestras, além de oficinas e seminário para professores.
Rola até o dia 11 de fevereiro.
Uma visita à exposição e depois uma paradinha para um chá naquele delicioso salão...

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Uma rápida visão da cidade de hoje

O "Queen Mary 2" ancorou esta manhã, no porto do Rio de Janeiro. E já partiu esta noite, por volta das seis. O maior transatlântico do mundo! Com 345 m de comprimento e altura equivalente a um prédio de 23 andares, o QM2 chegou e partiu num dia chuvoso, em pleno verão... É muito grande. Enorme e lindo. Motoristas que passavam pelo viaduto da Perimetral, hoje de manhã, paravam o carro para fotografar. Eu, perita em tirar fotos dirigindo, não precisei disso. (A da volta, com o QM2 se deslocando, foi M. quem tirou.) O transatlântico partindo e aquele mundo de gente lá em cima, se despedindo do Rio. Que pena... eles não viram o céu mais azul do mundo!


Enquanto isso, em razão do Foro Consultivo de Municípios e Estados dos Países do Mercosul, homens camuflados, caminhões, jeeps, e armamento pesado em toda a extensão da Linha Vermelha. A opinião das gentes? Sensação de maior segurança. Eu, na verdade, sinto um misto de horror e compaixão. Não gosto de ver as armas. E tenho compaixão daqueles meninos, que carregam armamento de guerra, sem preparo específico para as guerrilhas civis dos bandidos da Maré. Que Deus nos proteja a todos.

Mexe com quem tá quieto...

Ahahahahaha!!! Eu li isso lá na Lilica. Nunca ouvi os caras. A bem da verdade, num desses programas aí, da Globo, já faz uns anos, eu ouvi anunciar. Tal de "Cpm 22". Mas nem lembro o que cantaram. Ou o que cantou. Porque nem sei se é um cara ou um grupo. Pelo nome eu acharia que é facção tipo CV e tals. Eu sei que é chato falar isso; mas eu acharia mesmo.
Bem, o lance todo é o verso da música - que nem sei nem tô aí pra saber qual é. O verso, só, já valeu a risada. Olha só que original:

"a cada dia que eu morrer espero que você morra dois!"

Caraca! Isso é praga, mau desejo, mau agouro, sei lá o quê! Como isso é forte, caramba! Imagine a cena... Perfeito pra hora da raiva, né não? Acabou de dar um fla-flu no cara, sangue quente. Fim de casamento. De namoro de dez anos. Raaaaaiva! Aí solta:
Aê, quer saber, merrrmão? Pra cada dia que eu morrer espero que você morra dois!
Ui!

Outros sonhos


"...eu sei que o sonho era bom / porque ela sorria / até quando chovia..."
Chico Buarque - 2006

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

A imagem é essa. Qual seria o texto??


"O resto é com você."

Notícias incríveis

Um homem atira na cabeça de seu cachorro, um dogue alemão. Os vizinhos ouvem o choro do animal e avisam à Polícia. O animal é encontrado. Diagnóstico: lesões cerebrais. Precisa ser sacrificado. Uma sociedade de proteção aos animais arca com as despesas na Veterinária. O homem é julgado e condenado a 180 dias de detenção. O juiz propõe a redução da pena, se a sociedade protetora for reembolsada pelo condenado. E oferece mais uma atenuação: 20 dias a menos no xadrez se ele vestir uma fantasia de "Filhote em Defesa da Segurança". Seu trabalho? Visitar cinco escolas de ensino fundamental, fantasiado, e orientar os alunos.

17 de janeiro - dez meses se passaram

Dez meses...



Já tive medo da morte. Hoje não tenho mais. O que sinto é uma enorme tristeza.
(Rubem Alves)

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Zeca Pagodinho

Lembra daquele dia que eu contei que fiz mil trocas de rotas até chegar ao trabalho, e que me diverti, no caminho, com o visual e com a entrevista do Zeca Pagodinho, na rádio?
Pois é... ela está AQUI, pra quem quiser ouvir.

O bloco 2 é exatamente aquele que tem a história do policial que faz música mas que gosta mesmo é de ser polícia, obrigando o Zeca a correr atrás dele pra conseguir um sambinha.
Quer rir? Clique.

Palavras

  1. O nome, agora, para "auto-ajuda", é "autodesenvolvimento pessoal". Pode?? Idéia da Publifolha, pra vender livros sem ser atrapalhada pelo preconceito.

  2. C. me desejou sol, por email. Eu respondi como se costuma dizer: "Sol? Só se for na França!" Recebi a resposta: "Na França (pelo menos em Aix-en-Provence onde vive a minha irmã) hoje também chove !!!!"
    Ahahahahaha!!! Ótimo!!!

A lua é minha. Não é não... Não é nãaaaaoooo!!!!

Mas é muita petulância dessa garota que tem o ego maior que as pernas...
Papo de "fiquei eternizada".
Caetano negou. Diz que não tornaria pública uma canção erótica sobre uma mulher com quem nada teve. Com Regina Casé, Sônia Braga, Vera Zimmerman, Cristina, Dedé e Paulinha Lavigne, teve experiências reais. Pra elas, sim, dedicou publicamente as canções que fez.
Mas a mocinha insiste.
Caetano diz que não.
Mas ela insiste.
Affff!!! Não é à toa que é uma chata.
Eu acho mesmo. Desde que ela disse que agradece a Deus todos os dias por ser linda.
Poupe-me, menina, por favor!



Agora leia o post de 12.01.07, aqui transcrito.
Resolvi tirar o link pro blog, porque não vou dar ibope pra quem não merece.
12/01/2007
Meu pecado capital: Preguiça... de gente!
Ainda me surpreendo como a mídia nacional da (sic) atenção a coisas pequenas...
Eu disse que o poema foi escrito, inspirado, em mim há mais de um ano e agora, musicado...
E eu, fiquei feliz...
Simples assim...
Mas vai ser feliz pra ver como incomoda...
Agora me deixem em paz, to aqui escolhendo as guloseimas da festa de criança pós-estréia...
(Excesso de reticências, erros de português, e apenas numa coisa tem razão: ser feliz incomoda. Só que não é o caso! Dãaaaaaaannnnn!!!!)

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Para Custódia

William Blake disse: "A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê".

Adélia Prado confessou: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra".

"Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema", disse Rubem Alves.

Resumo de um começo de semana

É. Empaquei num processo e passei o dia inteiro nele. Hoje, realmente não foi um dia produtivo. Dispersão total. Pessoal da tv pra trocar o aparelho. Directv agora é Sky+Directv. Acho que vou trocar o pacote, agora, só de raiva. Vou assinar essa tal de GloboNews. ahahahahaha!!! Telefonemas. Casar duas vezes com o mesmo marido tá virando moda. Conheço duas. Tem vezes que eu até acho que vale a pena. Sim, eu quero mesmo dizer "vale a pena". Falar nisso... "Vale a pena ver de novo" - Chocolate com Pimenta é uma novelinha divertida!
Abri o último panetone de ano novo. É. Comprei além da conta. Recheei alguns com sorvete, mas ainda havia um, intacto. Estragar? De jeito nenhum! Foi o lanche da tarde. Fatias, apenas, é claro. Almoço à base de proteínas e só. Sobremesa? ahahahahaha. Essa barra de chocolate, aí, da foto. Delícia. E-mails. Geléia de mocotó (pode rir). É uma luta, pra manter esse corpinho de boneca! Saudade de Mike, quando li sobre o dvd que vem aí. Dia cinza. Calor. Sete da noite. Chega de papel velho na minha frente. Amanhã preciso trabalhar muito, pra compensar a leseira de hoje. Hehehehe!!! Adoro essa palavra: "ê, leseira da moléstia!" Influência de "O Auto da Compadecida" de ontem. Não sei quem é melhor: Chicó ou Selton Mello; João Grilo ou Mattheus Nachtergaele.

DVD - Copa do Mundo - Alemanha - 2007


A "Sony Pictures" vai lançar dia 14 de fevereiro o DVD sobre a Copa da Alemanha, o Fifa 2006 World CUP Filme: The Grand Finale.
O documentário vai trazer, além das imagens da competição, entrevista com aquele italiano que estaria escalado em qualquer zaga - notadamente na defesa de nós, mulheres -, Fabio Cannavaro, eleito o melhor do mundo em 2006, pela Fifa; e, por óbvio, entrevista com maridinho alemão, Michael Ballack, "The Best, of course".
Curiosidade: quem dirigiu o filme, que tem 112 minutos de duração, foi Michael Apted, o diretor de What About Brian, que a Sony exibe.

Surreal


surrealismo[Do fr. surréalisme.]
Substantivo masculino.

1.Moderna escola de literatura e arte iniciada em 1924 por André Breton (1896-1966), escritor francês, caracterizada pelo desprezo das construções refletidas ou dos encadeamentos lógicos e pela ativação sistemática do inconsciente e do irracional, do sonho e dos estados mórbidos, valendo-se freqüentemente da psicanálise. Visava, em última instância, à renovação total dos valores artísticos, morais, políticos e filosóficos:

“O surrealismo procurava conjugar arte, sonho e realidade na tentativa de compreender além da realidade empírica.” (Bella Jozef, Jorge Luis Borges, p. 47.) [São preferíveis, porém p. us., as formas super-realismo e supra-realismo. Cf. automatismo (4).]

É essa veleidade, o desejo, a vontade, a real possibilidade de conjugar arte, sonho e realidade, o que me fascina, em plena segunda-feira!

domingo, 14 de janeiro de 2007

Domingo. Fim de tarde.

"Não dê muito valor ao que faz e escreve. Pois a realidade nos desborda por todos os lados. E nosso ponto de vista é apenas a vista do nosso ponto. E há mil pontos diferentes que permitem outras vistas." (Leonardo Boff)


Você pode ver apenas um céu cinza, mas há um leve tom de laranja e azul, no céu; pode ver sombras no lugar de árvores, enquanto de outro ponto a vista é de árvores desenhando a paisagem; pode ver uma linha no horizonte, e ela existe, mas há quem veja ali um mar sem-fim... Tudo, inclusive a realidade, é uma questão de ponto de vista. É a vista do ponto em que você está. Mas há outros pontos; outras vistas. Experimente.

Vinicius de novo e sempre

Vinicius realmente era "o cara". Cantava tudo e falava tudo do modo mais lindo, mais tudo. Até quando era meio machista (como no último verso de "Soneto da Mulher Ideal", em "Samba da Bênção") era adoravelmente um homem amável. E aí esquecíamos o defeito.

Era muito sentimento num homem só. Muito sentimento. Vinicius foi o poeta que escreveu nossos versos, cantou nossas canções, chorou nossas dores... decantou nossos amores. Vinicius, parece, sabia dos nossos segredos. E até as amarguras tratava com encanto. E sabia rir. E ria quando cantava. Eu acho mesmo que isso, de rir quando se canta, é maravilhoso. E não sei de uma só pessoa que, conhecendo, não ame Vinicius de Moraes.

Ele teve parcerias incríveis, na música. E histórias ainda mais incríveis vividas, como a do rapto planejado de uma de suas mulheres, a Nelita, levada, aos 19 anos, para Paris.
O motorista que levou "o algoz e sua feliz vítima" para o aeroporto que anos mais tarde levaria seu nome, era Tom Jobim. Carlinhos Lyra, o mentor intelectual do rapto juntamente com o próprio Vinicius, teve a idéia logo depois de ver o Poeta arrasado porque a família da moça era terminantemente contra a união e tinha bons argumentos! Por isso a elaboração intelectual do "rapto".
Tudo perfeito. No dia seguinte, o casal já em Paris, sai publicada uma nota no jornal, pela família da moça:

O sr. e a sra. Rocha
têm o prazer de comunicar
o casamento de sua filha Nelita
com o poeta Vinicius de Moraes.

E o texto de José Castello, no Livro de Letras, traz a conclusão:

"A fantasia triunfou sobre a mediocridade".

sábado, 13 de janeiro de 2007

Cecília Meireles

"Fica o dito por não dito, apenas com a declaração de que o superficial, o provisório, o supérfluo, o aparente não me apaixonam. Eu sou pelo essencial."




(18/06/1964)

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Minha primeira manhã de sol em 2007


O sol de ontem não conta. Eu só sei que ele aconteceu, mas eu não vivi o sol. Sabe o que é isso? É saber que ele está ali mas que você não está lá. Na praia.

Hoje não...
Hoje eu vivi minha primeira manhã de sol, em 2007.

Primeiro mergulho do ano. Enfim, de alma lavada!
Sal no corpo e sol na cabeça. Dupla perfeita.
Céu azul, pequenas nuvens de algodão.
Risadas.
Telefonemas.
Mais risadas.
A areia é mesmo um palco.
De volta, e-mail curioso de S., que tem sempre idéias no mínimo interessantes.
E por falar em idéias... lembra daquela de caixas com foto dos sapatos e sandalinhas? O aperfeiçoamento da original? Pois é... Acho que vou começar a sessão de fotos semana que vem.
Panquecas, no almoço, saladinha de legumes, palmito, azeitonas e mussarela de búfala. Porque empadinha praiana tem 200 calorias, a gente nunca come uma só, e dizem que é preciso equilibrar as coisas.

Alvorada


Às vezes estou no escritório e a tv da sala está ligada. De repente, é tarde, e escuto a trilha da série que passa depois desse BBB7 (a Globo vai insistir nisso até 2010, é isso?? Pffff!!!). Bem, voltando ao que interessa, o nome da série é "Amazônia", ou algo assim. Não acompanho essas séries que passam tarde da noite porque nem sempre me mantenho acordada; e muitas vezes, também, porque descambam mesmo, como foi o caso de "JK". Mas isso é outro papo.

O grande lance é que volta e meia a tv está ligada e eu aqui. Então escuto uma orquestra tocar "Alvorada no Brasil" ("Alvorada Brasileira"??, não me recordo exatamente). Lembro que já cantei isso na Sala Cecília Meirelles, num Festival de Música. Num resgate da minha excelente memória musical, lembro da letra, que ainda sei inteirinha, de cor, lembro da gente cantando, dos ensaios... É linda. Eu ouço, vou lembrando, e sentindo saudades. E até porque hoje o alvorecer trouxe o sol, eu já acordei cantando!

"Atrás da serra vem o sol a despontar
Mais uma aurora vem a terra engalanar
Laiá laiá lalaialalá...
Laiá laiá lalaialalá...
Ah! Como é cheia de encanto a alvorada no Brasil!

A passarada já começa a chilrear
E a gente fica com vontade de cantar
Laiá laiá lalaialalá...
Laiá laiá lalaialalá...
Ah! Como é cheia de encanto a alvorada no Brasil!
Alvorada no Brasil!
No Brasil!!"

Tomara que a sua alvorada tenha sido encantadora. No Brasil ou onde quer que você tenha amanhecido.
Tenha um bom dia!!

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Sei lá...

Sei lá por que. Talvez porque seja Vinicius. Ou porque seja Toquinho. Talvez pelo violão, quem sabe pela melodia. Sei lá... Talvez pela cadência, ou pelo jeito como era cantada. Talvez porque há dias, mesmo, em que se fica pensando na vida e a conclusão... ora, a conclusão, sinceramente, é que a vida tem sempre razão. Sei lá...

Tem dias que eu fico / Pensando na vida / E sinceramente / Não vejo saída / Como é, por exemplo / Que dá pra entender / A gente mal nasce / Começa a morrer / Depois da chegada / Vem sempre a partida / Porque não há nada / Sem separação

Sei lá, sei lá / A vida é uma grande ilusão / Sei lá, sei lá / Só sei que ela está com a razão

A gente nem sabe / Que males se apronta / Fazendo de conta / Fingindo esquecer / Que nada renasce / Antes que se acabe / E o sol que desponta / Tem que anoitecer / De nada adianta / Ficar-se de fora / A hora do sim / É um descuido do não

Sei lá, sei lá / Só sei que é preciso paixão / Sei lá, sei lá / A vida tem sempre razão

Oh Happy Day! Oh Happy Day!!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Amanhã


Amanhã preciso acordar cedo e sair cedinho.
Antes de dormir, bolsinha arrumada, pra não esquecer de nada!

Ele poderia ter se aposentado...

Poderia ter se aposentado por invalidez, mas que nada! Continua na ativa.
Deu no jornal:

"Ladrão sem braço é preso dirigindo carro roubado no Rio"

Ladrãozinho trabalhador, esse, hein?
E ainda portava uma pistola calibre 40. Note-se que ele só tinha u'a mão!! É assobiar e chupar cana ao mesmo tempo!
O indivíduo roubou o carro de um casal, um Fiat Doblò, manteve a mulher refém, foi perseguido pela Polícia e, enfim, preso.
Podia ter se aposentado por invalidez, o moço, mas continua na ativa! Continuava, pelo menos.

A propósito

Acho que eu já citei isto, aqui. Mas, a propósito...
"Só se lê bem aquilo que é lido com algum propósito pessoal.
Pode ser até com a intenção de adquirir poder.
Pode ser até mesmo com ódio do autor."
(Paul Valery)
ok?
então, pode ler, senhorinha!

Os gregos - aqueles homens...

Mais uma do Max Gehringer, no seu BIG MAX:

"HISTERIA" - Por algum motivo os antigos gregos achavam que os chiliques incontroláveis de suas mulheres tinham tudo a ver com o fato de elas possuírem útero. A palavra "histeria" veio exatamente dali, de hustera, "útero".

Ai, os gregos...

Livros & Trilhos


"No dia 13 de dezembro de 2006, o Metrô Rio inaugurou a Biblioteca Livros & Trilhos na Estação Central.

O projeto foi criado pelo Instituto Brasil Leitor, com Patrocínio da Visa e realização do Metrô Rio, e tem como objetivo incentivar o hábito de leitura da população, que não pagará pelo empréstimo dos livros e nem pela carterinha de sócio.
O projeto já foi implantado com sucesso no Metrô de São Paulo, onde existem três bibliotecas em diferentes estações. A biblioteca contará com um acervo inicial de, aproximadamente, 2.300 exemplares de diversos autores e títulos, com um universo de livros que vai desde ficção até culinária.

Horário de funcionamento: segunda a sexta entre 11h e 20h"


Pois eu conferi, e a lista de autores traz Clarice Lispector, Drummond, Casimiro de Abreu, Augusto dos Anjos, Nelson Motta, João Ubaldo, Álvares de Azevedo, Moacyr Scliar, Fernando Sabino, Veríssimo, Malba Tahan, Mário Prata, Quintana, Machado de Assis, Rubem Braga, Lya Luft, Vinicius, Monteiro Lobato, Martha Medeiros, Jabor, Lygia F.Telles, Professor Pasquale, Zélia Gattai, W.Olivetto, G.Dimenstein, Paul Singer, James C.Hunter, Frei Betto, A.Boal, Drauzio Varella, Ruy Castro, Danuza Leão, Ziraldo, Cony, Graciliano Ramos, Pedro Bial, A.Saint-Exupéry, Chico Alencar, Sartre, Charles Perrault, Arnaldo Antunes, Millôr, L.Câmara Cascudo, Piaget, Mario de Andrade, G.García Marquez, Florbela Espanca, Paulo Freire, St.Agostinho, Jorge Amado, Maria José Dupré, Sylvia Orthof, Ganymédes José, Orígenes Lessa, Stanislaw Ponte Preta, Ruth Rocha, Ana Maria Machado... para citar só alguns.

(fonte: www.metrorio.com.br
)

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

O dia em pequenas doses

* 16h45min, Blogger fora do ar. Saco!

* Nostalgia até meio-dia. Foi bom. Depois, passou. Foi melhor.

* Meio-dia em ponto e eu estou parada na saída de S., de um trabalho para o outro. Para um beijo e um abraço. Surpresa!! É bom surpreender alguém de um jeito agradável.

* Tem uma biblioteca no metrô do Rio. Você faz a carteirinha, e pega livros sem pagar nada. Acho que deve ser para ler durante a viagem, e deve ter de devolver no final do percurso; ou não. Não sei exatamente como funciona, mas o projeto é muito interessante. "Livros & Trilhos." Bela sacada! Vou procurar saber detalhes.

* "Esch Café". Passei em frente, hoje, caminhando. Deu uma pontinha de saudade. Uma pontinha. Aguda.

* Fiz mil perguntas do "Jogo do Almanaque Anos 80", no trabalho. Quando vim embora, Z. me passou um torpedinho: "Ficou tão silencioso depois que você se foi..." É claro que ele quis dizer: "Como isto aqui ficou sem graça..." hohohoho!!

* Meu irmão pegou hoje os passaportes Canadenses. U-au!!

* Chegar em casa e encontrar comidinha pronta. Muito bom.

* Baixar e-mails e encontrar o que esperava encontrar. Muito, muito bom.

* Telefonema de S., feliz.

* A. brigou com o namorado. Está triste. Mas meu primo vai visitá-la hoje, a trabalho. Faz bem pros olhos. Já é alguma coisa, pra melhorar o astral.

* A nova obra, em frente de casa, me acordou às sete da manhã com um barulho dos horrores. O caminhão, descarregando material, tocava cinco jingles seguidos e uma sirene de fábrica ou de polícia, sei lá, toda vez que era ligado ou desligado. Das sete às dez. Agora, quatro e pouco da tarde, silêncio sepulcral. É pessoal????

* Estou com sono.

Hoje eu quero...

Hoje eu quero pra mim um pouco de nostalgia. Já se vão mais de dez dias de chuva, no Rio. Tudo cinza. Sem cor. Dias assim pedem pensamentos. Pedem, um pouco só, de melancolia. Não se trata de tristeza. Não. Não quero ser triste, porque "é melhor ser alegre que ser triste e a alegria é a melhor coisa que existe", já cantou o Poeta. Mas quero um pouquinho de langor, hoje. Só um pouquinho. E só agora, pela manhã.

Giz
Legião Urbana
(Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá)

E mesmo sem te ver / Acho até que estou indo bem / Só apareço, por assim dizer / Quando convém aparecer / Ou quando quero / Quando quero

Desenho toda a calçada / Acaba o giz, tem tijolo de construção / Eu rabisco o sol que a chuva apagou / Quero que saibas que me lembro / Queria até que pudesses me ver / És parte ainda do que me faz forte / Pra ser honesto / Só um pouquinho infeliz

Mas tudo bem / Tudo bem, tudo bem... / Lá vem, lá vem, lá vem / De novo / Acho que estou gostando de alguém / E é de ti que não me esquecerei / Está tudo bem, tudo bem...
uh...uh...


E então? Chora-se ou fica-se feliz??

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Para Agá W.

Pra ver se ele ri um pouquinho...


O jogo

Nossa!! Parei de trabalhar às oito e pouco da noite. Tomei um banho e deitei no sofá. Havia acabado de receber o livro - "O Jogo do Almanaque Anos 80". Resolvi folhear.

O que é isto??? Estou me divertindo horrores!!
São mais de duas mil perguntas, divididas entre os oito temas: 1) televisão 2) revistas, figurinhas e livros 3) música 4) cinema 5) esporte 6) guloseimas 7) diversão 8) modismos.

Os anos 80 foram o máximo, pra quem viveu. E o livro faz você lembrar coisas incríveis e dar gargalhadas a rodo! Vou colocar aqui uma pergunta só de cada tema e quero ver quem acerta todas. Algumas têm opções de resposta. Outras, não. Divirta-se.

1) Que filme foi exibido no primeiro dia de transmissão da TV Manchete, em 5 de junho de 1983?
a)
ET, o extraterrestre
b) Tubarão
c) Contatos imediatos do terceiro grau
d) A lagoa azul

2) Qual era o nome do curso profissionalizante por correspondência que anunciava em nove de cada dez revistinhas em quadrinhos nos anos 80?
a)
Escola Profissionalizante União do Brasil
b) Ensinos Integrados Universal
c) Instituto Universal Brasileiro
d) Centro União de Educação

3) Quem é o primeiro artista a cantar em We are the world? Só pra lembrar os versos iniciais: "There comes a time / When we need a certain call"?
a)
Stevie Wonder
b) Cyndi Lauper
c) Lionel Richie
d) Paul Simon

4) Qual o nome da mulher de Roger Rabbit?
a)
Jennifer
b) Jacqueline
c) Jessica
d) Juliette

5) Quando Ayrton Senna venceu pela primeira vez o GP de Mônaco, o que aconteceu de inusitado na cerimônia de premiação?
a)
O brasileiro se enrolou todo na bandeira e cantou o hino de olhos fechados
b) Assim que acabou o hino, Senna saiu correndo para festejar com os mecânicos e esqueceu de receber o troféu
c) Eufórico, ele deu um banho de champanhe nos vestidos caríssimos das princesas Stéphanie e Caroline, e no terno do príncipe Rainier
d)
Senna desmaiou e foi amparado por Nigel Mansell, que estava ao seu lado.

6) O que tinha na embalagem de Banda, aquela bala quadrada que grudava nos dentes?
a)
Cornetas e tambores
b) Várias notas musicais
c) Um palhaço tocando tambor
d) Só o nome "Banda" escrito em letras coloridas

7) O que era salada mista, na brincadeira Salada Mista?

8) O que era comum fazer com a camisa do uniforme no último dia de aula?
a) Cortá-la em pedacinhos e distribuir aos amigos
b) Pedir à turma inteira que assinasse nela
c) Queimá-la para trazer bons fluidos e passar de ano
d) Dá-la para o seu melhor amigo

Amor Que Morre - por Nelson Rodrigues - parte final

E aqui se encerra a série de textos não-usuais de Nelson Rodrigues. Foram transcritas integralmente suas duas últimas crônicas, publicadas em 20 de dezembro de 1980 (e aqui divididas em partes 1, continuação, e final) e no dia 22 daquele mesmo mês e ano. Depois, Nelson Rodrigues morreu.
É de causar espécie que o homem que disse que "toda mulher gosta de apanhar" e "os homens adoram ser traídos" também tenha escrito com delicadeza que "quem experimenta o verdadeiro amor já não sabe viver sem ele."

"6 - Cabe então a pergunta: pode-se saber quando um amor morre ou, por outra, quando um amor começa a morrer? Nem sempre são as grandes causas que liquidam o amor. Às vezes, ou quase sempre, o que decide é a soma de pequeninos motivos. Um incidente mínimo pode valer mais que um insulto grave, uma ofensa mortal. Por exemplo: um bate-boca. Eu vos digo que é no primeiro bate-boca que o sentimento amoroso começa a morrer.

7 - Contei, aqui mesmo, nesta coluna, o caso daqueles namorados da Tijuca (da Tijuca ou de Haddock Lobo, não me lembro bem). Era um amor de novela, de filme. 'Nasceram um para o outro', diziam. E era tal o agarramento que, certa vez, no cinema, o vaga-lume incidiu sobre eles a lanterna. Houve, ali, um pequeno escândalo, felizmente abafado. Mas como eu ia dizendo: todo mundo estava convencido de que nada alteraria aquele amor, assim na terra como no céu. Até que, uma tarde, ele tem uma pequenina impaciência com a bem-amada, e deixa escapar um 'não chateia'.

8 - parece pouco. E foi muito, foi tudo. Essa interjeição ordinária, essa expressão vil era uma mácula definitiva. Naquele justo momento, o amor aodeceu para morrer. Todos os fracassos matrimoniais vêm da soma - repito - da soma de todos os 'não chateia', de todos os 'não amole', que vamos largando pela vida. A mulher que é simplesmente chamada de 'chata' teria preferido uma ofensa mais grave e brutal.

9 - Eu sempre digo que não é na recepção do Itamarati que devemos ser perfeitos. Não. Devemos reservar o melhor de nós mesmos, de nossa delicadeza, de nossa cerimônia, de nosso charme, para a mais secreta intimidade do lar. É menos grave chamar de 'chato' um embaixador, um ministro, do que o namorado, a noiva, a esposa, o marido. Se respeitássemos o nosso amor, não seríamos tão solitários e tão malqueridos."


FIM
Folha de São Paulo, 22/12/1980
E então, depois disso, NR morreu.

Circulando na internet

Já circula na internet a frase da semana (passada):

"Brasileiro é como o Saddam...
em um ano sai do buraco, no outro está com
a corda no pescoço!"

Depois de 20 dias...

Ela ficou fechada desde o dia 19 de dezembro. Não abri, nem sequer para conferir a quantidade de processos que vieram comigo pra casa, passar o Natal e o réveillon aqui.

Agora, quando nada mais se pode fazer e o retorno ao trabalho é inevitável - depois daquelas férias programadas mas suspensas de última hora, no apagar das luzes - abro a mala e encontro esses sete. Um deles é bem complicado. Os outros, nem tanto. Alguns são mesmo bem facinhos de resolver...

Quando penso em respirar aliviada - não são taaaaaantos assim - lembro-me que deixei lá, a minha espera, mais oito; e agora já são 15, então. Alimenta-me a idéia de que é uma questão de distribuição da justiça. Então, é o que me anima. Há quem esteja aguardando, numa esperança ansiosa de que seus direitos sejam reconhecidos. E às vezes isso pode significar pequenas quantias em dinheiro; o que, talvez, seja exatamente o que se precisa para alimentar a família...
Mãos à obra!

domingo, 7 de janeiro de 2007

Amor Que Morre - por Nelson Rodrigues - primeira parte

Conforme prometi, eis a última crônica escrita por NR (hoje apenas a primeira parte), publicada no dia em que ele morreu.
Eu não ía falar sobre isto hoje. Começaria a transcrever amanhã. Mas é que ontem vieram aqui em casa A., M., e seu filho A. E aconteceu que A., o pai, falou umas palavras vindas tão de dentro do coração, e ele é mesmo o meu preferido, na sua profissão, que eu fiquei com a alma impressionada. De lá para cá andei pensando umas coisas, e uma coisa leva a outra, e ninguém está entendendo nada, eu sei, mas eu sei o que quero dizer, ou nem sei exatamente... Enfim, com vocês, Nelson Rodrigues.


"1 - Amigos, estou batendo esta crônica e, ao mesmo tempo, ouvindo uma valsa linda, que o rádio do vizinho está tocando. Identifico a melodia. É uma valsa que não envelhece e que se chama 'Quando Morre o Amor'. Sempre a ouço com encanto e, mesmo, com uma certa mágoa. O que é bonito dói na gente. E só não concordo com o título. Nenhum amor tem, ao morrer, esta doçura evocativa, esta melancolia dilacerada. O título da valsa deveria ser: 'Quando o Amor Nasce'.

2 - Eis a verdade: o amor que morre não deixa nenhuma nostalgia, e eu diria mesmo, não deixa nada. Ou por outra: deixa o tédio. O que nos fica dos amores possuídos e passados é simplesmente o tédio, talvez o ressentimento, talvez o ódio. Abominamos o ex-ser amado. Intimamente, nós o acusamos de ter destruído o nosso sonho. E vamos e venhamos: que coisa atroz é o amor que deixou de sê-lo. Mas o que eu queria dizer é o seguinte: há um equívoco na valsinha nostálgica.

3 - Eu diria, ainda, que a morte de um amor é pior do que a morte pessoal e física. Só uma coisa espanta: que se possa sobreviver a um amor. Eu me lembro de um vizinho que tive, na minha adolescência. Era um rapaz igual a milhares, igual a milhões. De uma larga e irresistível simpatia humana. O seu 'bom-dia' não era polidez, mas amor. Pois bem, um dia, esse rapaz ama. Foi uma paixão de vizinhos. Aconteceu, então, o seguinte: ele entregou-se ao amor, pôs no amor a generosa totalidade do seu ser.

4 - Mas enquanto ele fazia um amor de ópera, com um certo halo de tragédia, a menina era superficial, uma frívola ou, como nós chamamos convencionalmente, 'uma cabecinha de vento'. Ela não sentia, no seu romance, o peso do sonho. Até que, uma tarde, na cidade, o rapaz a vê, de passagem, num táxi, com um homem casado. O que houve, nele, antes da dor, foi o espanto. Disse para si mesmo: 'Ela me trai. Eu sou traído". E o pior é que não sofria. Voltou para casa com a alma vazia de desespero. Essa impossibilidade de sofrer foi o mais duro dos castigos.

5 - Que faz o rapaz? Chega em casa, tranca-se. E, diante do espelho, mete uma bala na cabeça. A princípio, todos deduziram: 'Matou-se por amor.' Depois, entretanto, descobriram, em cima da mesinha, um bilhete. Lá estava escrito: 'Morro porque deixei de amar'. A rua, um bairro ou a cidade sentiu, nessas palavras finais, uma espécie de canto da solidão infinita. Eis a verdade: quem experimenta o verdadeiro amor já não sabe viver sem ele."

(continua)
Estou com soluço.
Adoro!!!!

ahahahahahaha!!!!

Histórias de amor - L

Ela pressentia que algo estava para acontecer. Ele nem sabia se sabia surpreendê-la...
E enquanto aquela tarde caía, ela deixou-se cair na varanda. Esperava que o telefone tocasse.
Ele tocou-lhe o coração, entretanto, ao soltar borboletas amarelas no jardim.
Borboletas amarelas!
Ela sorrindo, surpresa, sentiu um sentimento a lhe enternecer,

chorou choro de prazer,
pensou um pensamento rápido.
Ela pensou em ser feliz para sempre,
ele abraçou a idéia...
... e se abraçaram.

Luís Figo, queridinho da Suzi, o belo português que além de tudo joga um futebol bonito, acaba de assinar "o contrato mais vantajoso da história do futebol mundial". Vai jogar na Arábia Saudita, pelo "Al Ittihad", com um "pífio salário" de aproximadamente 1 milhão de euros por mês. Isso mesmo. Por mês. Em moeda brasileira, uns 3 milhões de reais. Que tal? Nada mal!

sábado, 6 de janeiro de 2007

Eternamente responsável


O PEQUENO PRÍNCIPE
(Antoine de Saint-Exupéry)

E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o princípe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessiddade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...

Mas a raposa voltou a sua idéia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então será maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...

A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o príncipe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

- Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas!

Porque hoje é sábado


Se o céu é uma grande tela cinza, pegue os pincéis e as latas de tinta.
Porque se hoje é sábado... vamos colorir!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Sexta-feira sem sal? Não! Apenas sem sol.

Acordei depois do meio-dia. Não é sempre. Mas quando acontece é bom demais.
Ontem ficamos conversando e vendo filme até quase quatro da manhã de hoje. Desde que eu me mudei para este apartamento, em julho de 2006, acho que A. só dormiu aqui em casa uma única vez. Depois de um rodízio de pizzas dormiram todos aqui - J. (a da "dancinha"), A. e seu namorado. Então resolvemos fazer um "Clube da Luluzinha", ontem!

Enquanto ríamos, a chuva chovia. Chovia rios. Achamos que não haveria sol para praia, hoje, e então o plano era amanhecer e bater perna por aí. Mas depois de um "café da manhã à uma da tarde", achamos que nosso corpo e nossa pele precisavam mesmo era de um mar de sal, mesmo sem sol, e fomos direto pro Posto 5, na Barra, nada obstante o aviso de "nuvens plúmbeas", que a Mumumu nos dera.


Ficamos ali, perto da escolinha de surf, mas nem ondas suficientemente altas havia. Então, um ou outro se arriscava a pegar uma onda, e para os demais a prancha servia de apoio pro corpo boiar.
Enquanto isso, na areia, contávamos histórias do tempo do colégio, lembrávamos das paixões platônicas, dos desencontros amorosos (os meninos que queríamos nunca eram os que nos queriam) e às vezes gotas de chuva caíam delicadamente sobre nós...


De vez em quando o sol deixava escapar seus raios por entre as nuvens. Só o suficiente para fazer brilhar as águas e banhar de beleza os nossos olhos. Pequenos pedacinhos de céu azul vez ou outra se abriam no céu, e a tarde foi passando até que já passava das sete da noite, quando resolvemos vir embora.
Uma caminhada breve pela areia, a vista maravilhosa de um dourado no céu e no mar, e voltamos pra casa.


A natureza oferece sempre um espetáculo diferente, todos os dias. Se soubermos olhar, há beleza em toda a parte.
E sentir-se feliz é, muitas vezes, apenas uma questão de opção.

Analfabetos do amor - por Nelson Rodrigues - parte final

"4 - Olhem em torno. Vejam os namorados que conhecemos. Eles amam sem alegria, sim, todo o mundo ama sem alegria. Essa tristeza, inerente ao sentimento amoroso, decorre de que não sabemos amar. O homem mais sensível e lúcido é, diante do ser amado, um incerto ou, pior do que isso, um inepto. Ele não sabe o que dizer, o que fazer, o que pensar. O que nós chamamos "romance" é a soma de erros, de equívocos engraçadíssimos. Vejam: - não encontramos palavra justa, exata, perfeita; não nos ocorre o galanteio que o ser amado desejaria escutar.

5 - E, no entanto, a partir de Adão e Eva, o homem já teve bastante tempo para aprender como gostar, como amar. O amor exige, entre dois seres, uma linguagem própria, um idioma específico. Mas não usamos essa linguagem ou parecemos não entender esse idioma. As pessoas que menos entendem - como se falassem línguas diferentes - são as que se amam. Dir-se-ia que o amor, em vez de unir, separa. Cabe então a pergunta - por quê? É simples. Porque amamos errado, porque não sabemos amar.

6 - A rigor, o momento mais doce do amor é o flerte. O flerte não dilacera, não envenena. Um simples olhar, de uma luz mais viva; um sorriso leve é quanto basta para que dois seres experimentem a esperança de uma comunhão docemente infinita. Mas o flerte - eu prefiro o flerte à paquera - o flerte é, normalmente, uma promessa que não se cumpre. Pois, em seguida, o namoro abre uma fase de perspectivas inquietantes. Fala-se em 'briga de namorados', tão comum e, eu diria mesmo, obrigatória. Mas não são os pequeninos atritos que marcam e vão, pouco a pouco, ferindo e destruindo o sentimento amoroso.

7 - Se o homem soubesse amar não elevaria a voz nunca, jamais discutiria, jamais faria sofrer. Mas ele ainda não aprendeu nada. Dir-se-ia que cada amor é o primeiro e que os amorosos dos nossos dias são tão ingênuos, inexperientes, ineptos, como Adão e Eva. Ninguém, absolutamente, sabe amar. D. Juan havia de ser tão cândido como um namoradinho de subúrbio. Amigos, o amor é um eterno recomeçar. Cada novo amor é como se fosse o primeiro e o último. E é por isso que o homem há de sofrer sempre até o fim do mundo - porque sempre há de amar errado."
(Final)
A seguir, virá a última das crônicas de Nelson Rodrigues - AMOR QUE MORRE

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

E cai a chuva, e chove, e chove, e chove... e eu me desmancho em águas de preguiça...

Diz-se que é mais ou menos assim que funciona

AS AMIGAS DA MULHER
A mulher passou a noite toda fora de casa.
Na manhã seguinte, explicou ao marido que tinha dormido na casa da melhor amiga. Aí o marido telefonou para 10 das suas melhores amigas, mas nenhuma delas confirmou.

OS AMIGOS DO HOMEM

O marido passou a noite toda fora de casa. Na manhã seguinte, explicou à mulher que tinha dormido na casa do seu melhor amigo. Aí a esposa telefonou para os 10 melhores amigos do marido. Cinco deles confirmaram que ele tinha passado lá a noite, e os outros cinco, além de confirmar que ele passou a noite lá, garantem que ele ainda está lá dormindo...