terça-feira, 31 de outubro de 2006

Não desista

Quando as portas estão fechadas e nem há janelas, experimente passar um bilhetinho por baixo da porta... Há sempre uma outra possibilidade.

É hoje

É hoje. Chelsea e Barcelona.
Aquele jogo dos ingressos esgotados com mais de dois meses de antecedência.
O Chelsea, líder do Grupo, recebe o Barcelona, vice-líder, dois pontos atrás dos ingleses.
É o jogo das estrelas.
Ronaldinho Gaúcho que me perdoe... mas entre ingleses, espanhóis e brasileiros, eu fico com meu alemão. Porque ele é mesmo uma gracinha... E prometeu que vai fazer um gol pra mim.

P.S.
Mike me disse que nesta foto só quis mesmo mostrar a chuteira nova; ele não vai meter as travas da chuteira na canela de ninguém...

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Hora de dormir

"Está na hora de dormir
não espere a mamãe mandar
um bom sono pra você
e um alegre despertar..."
Boa noite...

Levantando

É levantar e encarar mais uma segunda-feira.
É pé no chão e sonhos na cabeça.
É pau, é pedra, mas não é o fim do caminho.
É apenas o começo.
Porque tudo recomeça a cada novo dia.
É levantar.
Da cama, do chão.
Porque somente os que sempre de novo recomeçam
é que chegam lá.

domingo, 29 de outubro de 2006

sábado, 28 de outubro de 2006

Tocaê!!!!

Sábado à tarde

Mil contatos feitos, hoje de manhã, pro evento do dia quatro.
Um contato não feito. Telefone fora de área. Torpedo não respondido.
Almoço na mamãe. Delícia.
Volta pra casa.
Silêncio por todos os lados.
Sábado à tarde.
Soninho.
'Té já.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Oração de São Francisco de Assis

Feliz Sábado!!


Senhor, faze de mim um instrumento da Tua paz
Onde houver ódio faze que eu leve o amor
Onde houver ofensa que eu leve o perdão
Onde houver discórdia que eu leve a união
Onde houver dúvidas que eu leve a fé
Onde houver erros que eu leve a verdade
Onde houver desespero que eu leve a esperança
Onde houver tristeza que eu leve a alegria
Onde houver trevas que eu leve a luz
Mestre, faze que eu procure mais consolar que ser consolado
Compreender que ser compreendido
Amar que ser amado
Pois é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se vive para a vida eterna
Amém!

Krama postou esta semana a oração de S.Francisco de Assis. Lembrou-me, assim, dos tempos em que eu cantava em corais e essa música era muito executada. Estou indo dormir e essa será a minha oração esta noite. E que assim tenhamos não só um sábado feliz, mas uma vida inteira de felicidades. Porque é dando que se recebe e é perdoando que se é perdoado.

A noite com Vander Lee e os pastéis

Bem, eu realmente me assustei...
Então o show não havia começado. Estávamos com vontade de comer alguns belisquetes enquanto isso. Cardápio em cima da mesa, tudo muito meio caríssimo. Queríamos batata frita, realmente, mas a casa não disponibiliza. Pensamos em ir buscar na rua. Dava tempo. Mas aí terminariam de rasgar nossos ingressos... (piadinha interna, bem ao gosto da Moniquete)
Então, eu quis saber detalhes do jogo do Flamengo e liguei pra Taia. Enquanto isso, decidíamos que o pedido seria "pastelzinho de queijo". As meninas disseram ao garçom que queríamos os pastéis de queijo e ele anotou no palm-top o pedido.
Gente... e então eu realmente me assustei... Todos nós!! Porque o Canecão não é a sala da minha casa, onde em dois passos você está na cozinha... Pois o garçom não deu nem dois passos! Ele ainda estava do nosso lado, saindo, eu nem havia pedido o que beber, e eis que chega um gnomo, um duende - não sabemos bem, até agora - com um sorriso sinistro de canto de boca e carregando na mão uma bandejinha com 12 pastéis arrumadinhos, quentinhos, lindos e assustadores, e nos entregou o pedido. Tivemos medo de comer. Medo mesmo. Ríamos. Mas era de nervoso. Enfim, comemos. E por via das dúvidas, tratamos de controlar nossos pensamentos, desejos e volume da voz, com medo de que todos os nossos pedidos fossem assim atendidos literalmente num piscar de olhos. Porque não estávamos, ali, tratando apenas de música e comida. A vida se discute em mesas quadradas, também...

Vander Lee começa a cantar. A capella. Tudo um breu. Só a voz. Já ali ele emociona a platéia, que além de nós, pobres e emotivos mortais, era composta por nomes como Paulinho Moska, Tunai, Leila Pinheiro e Hyldon - é, aquele de "Na rua, na chuva, na fazenda".


Cantou as minhas preferidas, com versos como:
"...sou um velho diário perdido na areia, esperando que você me leia, sou pista vazia esperando aviões...";

"vi o meu sentido confundido, iluminado, vi o sol enluarar quando viu você...";

"... não te quero ter só nos finais de semana. Os meus dias de feira também são seus, Vem viver, corre pra nossa cabana. Faço de conta que sou levada pra ser levada em conta... Põe o moleton, prova meu batom, minha companhia, Dobra a calça jeans, rega meu jardim, colore meu dia";

"... mas a vida anda louca, as pessoas andam tristes, meus amigos são amigos de ninguém... meu amor, deixe eu chorar até cansar, me leve pra qualquer lugar aonde Deus possa me ouvir...", no infalível estilo piano e voz;


"... românticos são poucos, românticos são loucos desvairados... que choram com baladas, que amam sem vergonha e sem juízo... passam a noite em claro, conhecem o gosto raro de amar sem medo de outra desilusão... romântico é uma espécie em extinção";

"tô relendo minha lida, minha alma, meus amores, tô revendo minha vida, minha luta, meus valores..."; e nessa hora meus olhos se encheram d'água...

Ele particularmente ficou emocionado em dois momentos, pelo que percebi: enquanto cantava "Alma Nua", voz e violão, e quase ao final, quando cantou "Do Brasil", que, como nos disse, foi música feita sob encomenda, mas que resultou numa criação que tocou o criador; "educou o compositor".

O percussionista, um show à parte. Um show. Em todas as partes. Uma figura. Figuraça!!
Dentre os músicos, alguém tocando flauta. Transversa. Coisa mais linda. Tocou também outros instrumentos de sopro, mas a flauta lembrou minha infância. Eu toquei flauta doce, com meus irmãos ao piano e na scaletta.
A bateria e as outras cordas completavam a banda.

Ele não cantou a música que fala do sorriso do Marcos Palmeira - a Elza Soares não estava lá e talvez ele se recuse a cantar sem ela, aquela diversão musical. Cantou três músicas, no bis. E gostamos disso. Quando terminou, nós terminamos cheios de poesia, e com uns versinhos na cabeça: "meu coração tá de brinde, tô em liquidação!"

E assim tivemos todos uma boa noite.

p.s. Indo ao Canecão, peça os pastéis de queijo; mesmo assombrados, eles são deliciosos; de-li-ci-o-sos!!

Eu volto

Vou fazer um lanchinho, que vai valer como almoço, e depois eu conto sobre a noite de ontem.
Até mais...

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Desabafo

Pára o mundo que eu quero descer. Eu não entendo mais nada, eu me decepciono com as pessoas, eu acredito em qualquer gente que, mesmo fingindo, me pareça ser leal, boa de coração, que me sorria... e muito mais cedo do que eu poderia imaginar termino me assustando com quem elas realmente são. Devíamos ter domínio sobre as nossas emoções. E um sensor. Para saber a quem sorrir de volta, a quem demonstrar afeição, a quem respeitar. Não. Todas as pessoas merecem respeito. Até as mais irascíveis, insensíveis, frias e calculistas. Até essas também merecem respeito. Sei lá. Só por serem gente. Porque esse respeito em algum momento pode fazer a diferença. Sei lá. Devemos respeito mas junto vai um desprezo. Porque eu não entendo isso, eu não compreendo gente assim; porque eu sou transparente demais, e simples demais e verdadeira demais. E tudo muito demais. Talvez eu devesse ser menos. E menos me sentiria mal. E, se um pouco menos demais, eu viveria melhor.

Hoje é dia de música

Hoje é dia de ouvir Vander Lee ao vivo.
Noite de boa música e companhias agradáveis.
É como se fosse poesia misturada a um pouco de riso e muita emoção.
Não tem como errar.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Uma questão de percepção

Muito freqüentemente, o que chamamos "defeito" é apenas "diferença".

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

É para obedecer e pronto

É difícil compreender que se estabeleçam regras sem que haja a opção de discuti-las com aqueles que devem cumpri-las. Custa-me aceitar a imposição de idéias particulares de um grupo a uma coletividade que também pensa, que também tem idéias para discutir.
"Nunca subestime o poder da argumentação." Muito menos fuja. Discuta as idéias. Arrisque ser convencido.
É que alguns simplesmente não suportam essa idéia. E não suportam também as idéias dos outros.
Isso é insuportável.

Anistia Internacional - Faça a sua parte


Octubre, 2006
Querido amigo,

Querida amiga,

Parisa, Iran, Khayrieh, Shamameh, Kobra, Soghra y Fatemeh son siete mujeres iraníes condenadas a morir lapidadas. Quizá no tengamos mucho tiempo para actuar.
La República Islámica de Irán trata el adulterio como un delito castigado con la pena de muerte por lapidación, violando el Pacto Internacional de Derechos Civiles y Políticos, que garantiza el derecho a la vida y prohíbe la tortura.

Parisa, Iran, Khayrieh, Shamameh, Kobra, Soghra y Fatemeh han sido injustamente condenadas a la pena más cruel, inhumana y degradante, la de la pena de muerte.
Pero aún estamos a tiempo de parar su ejecución. Sabemos que podemos contar contigo. No te quedes en silencio.
Alza tu voz para intentar salvarlas.

Gracias por tu apoyo,
Esteban Beltrán - Director - Amnistía Internacional

Com a minha, já são 116.190 assinaturas.
Faça você também a sua parte.


Existe muita gente que foi salva da execução pela contribuição do trabalho da Anistia Internacional. Casos onde a pressão dos cidadãos de toda a parte do mundo conseguiu impedir a morte. Se não houvesse muitas pessoas como você, que se preocupam com isto, a esta hora essas mulheres seriam um registro das estatísticas de mulheres executadas.
Leia no site sobre os resultados positivos que a AI tem conseguido.

domingo, 22 de outubro de 2006

Não há outro igual a você

Quando eu era criança, aprendi u'a música bem gostosinha. Falava dos pingos de chuva. Que não há nenhum pingo de chuva igualzinho a outro. E hoje, quando eu voltava da rua, ao final da "expedição" que fiz com minha irmã, tentando localizar um amigo nosso que não vemos há uns 15 anos (sem endereço e apenas lembrando que morava perto da Estrada dos Bandeirantes...), caía uma chuva com muitos pinguinhos escorrendo pelos vidros do carro. E me veio à lembrança a música de criança... Somos assim, também, como os pingos de chuva. Diferentes, uns dos outros. E não há outro igual a você, nenhum outro igual a você. Curiosamente, Deus, que nos fez assim, cada um diferente do outro, cuida de nós de um jeito muito particular. Como dizia a música, "cada qual Ele fez diferente um do outro mas pra Deus é como se houvesse só você..."
Simplesmente porque não há outro igual a você.
Portanto, seja o melhor você que você puder ser. Ninguém pode fazer isso, no seu lugar.
Beijos e bom finalzinho de domingo!

sábado, 21 de outubro de 2006

Há cor

Há uma certa magia própria do cinza. É que ele faz sobressair um mínimo de cor que haja por perto. Da janela eu vejo um pedacinho de céu azul. No meio de todo o cinza, um pedacinho de céu azul.

"Só consegue achar quem tenta procurar / Só consegue ver quem tenta perceber / A vida tem mistérios, sim / Mas somos livres pra sonhar / Só consegue amar quem tenta conhecer / Impossível viver sem perdoar / Impossível morrer sem amor / Impossível é resistir..."
(Evaldo Vicente)

Feliz Sábado!!


Você pode desenhar seu próprio paraíso e entrar nele.
Não importa a tempestade que esteja lá fora,
seu sol particular você pode desenhar!

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Vamos dormir?


 
Boa noite!!

Sexta-feira véspera de sábado


"Hoje é sexta-feira, semana praticamente encerrada" - daqui a dez minutos o Sardenberg manda o mantra das sextas-feiras...


Sexta-feira cedo. Céu nublado. Muitas nuvens baixas. Baixas e escuras.
Boa notícia na sexta: a partir de sábado, volta o sol ao Rio de Janeiro.
Sexta-feira no trabalho. O bom é que posso usar jeans às sextas. E uma calça jeans é uma calça jeans, ora!
Calça jeans, flores no bolso e a marca do amor. Falta um violão e carona na estrada. Coisas que os filmes fazem parecer tradução de liberdade.
Sexta-feira, véspera de sábado. O melhor de tudo é isso mesmo: vem aí mais um sábado feliz!!

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

FELIZ ANIVERSÁRIO, Vinicius de Moraes!!


Se estivesse vivo, VINICIUS DE MORAES estaria completando HOJE 93 anos, você sabia?
Pois é. Em sua homenagem, Carol Saboya, no bis, cantou "Estrada Branca", obra do poeta em parceria com Tom, em 1958. A letra e a melodia são puro sentimento. E o final... aquele misto de tristeza e amor, ou saudade ou desencanto.

Carol Saboya cantou na Sala Funarte, hoje. Uma bela menina carioca, que tem quatro CDs lançados no Brasil, dois no Japão e prêmio de melhor intérprete na Espanha. O show foi de bossa nova. Tem um sorriso doce, quando canta, uma voz carinhosa, e sua interpretação em algumas bossas foi de arrancar aplausos efusivos da platéia. Repete amanhã. Preços mais que populares. Música da mais alta qualidade. No bis, ela sentou-se ao piano e tocou, para cantar-nos Vinicius. E então foi a vez de Vinicius ser aplaudido reverentemente.


"Estrada branca / Lua branca / Noite alta / Tua falta caminhando / Caminhando / Caminhando / Ao lado meu / Uma saudade / Uma vontade / Tão doída / De uma vida / Vida que morreu

Estrada passarada / Noite clara / Meu caminho é tão sozinho / Tão sozinho / A percorrer / Que mesmo andando / Para a frente / Olhando a lua tristemente / Quanto mais ando / Mais estou perto / De você

Se em vez de noite / Fosse dia / O sol brilhasse / E a poesia / Em vez de triste / Fosse alegre / De partir / Se em vez de eu ver / Só minha sombra / Nessa estrada / Eu visse ao longo / Dessa estrada / Uma outra sombra / A me seguir

Mas a verdade / É que a cidade / Ficou longe, ficou longe / Na cidade / Se deixou meu bem-querer / Eu vou sozinho sem carinho / Vou caminhando meu caminho / Vou caminhando com vontade de morrer."


Sala Funarte Sidney Miller - Rua da Imprensa, 16 - Centro - RJ - Classificação etária: livre
Horário: 18h30min - Ingresso: R$ 5 e R$ 2 (meia-entrada)
Informações pelo telefone: (21) 2240-5151

Futebol

Na segunda-feira eu soube, pelo Raí, que os ingressos para o jogo do Chelsea (do maridinho alemão) contra o Barcelona do Ronaldinho Gaúcho já estão esgotados há dois meses!!!
Pasme!

Acordei cedo demais...

Por conta das quase-férias, uma das seções represou os processos que deveriam vir pra mim, aguardando nosso retorno. Não deviam ter feito isso... A uma, porque não pedimos; a duas, porque eu fui trabalhar alguns dias e poderia ter deixado tudo pronto; a três, porque eu poderia, assim, ter saído de lá, ontem, com tudo em ordem, não fosse eles chegarem às três e meia da tarde com uns 40 ou 50 processos pra despacho e decisão. Frase feita, mas perfeita: "ninguém merece..."

Resultado disso é que hoje vou pra lá "de madrugada", dar um jeito naquilo.
E que, passada a madrugada, o dia seja bom! E se não for, tudo bem. À noite tem boa música pra ser bem ouvida; em muito boa companhia.
Como diria Mosana... Issaê!!


Realmente eu queria sair da cama desse jeito. Queria mesmo!
Cheeeeeia de disposição. Mas eu, definitivamente, não nasci pra isso...

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Ponto de vista

"Não dê muito valor ao que faz e escreve. Pois a realidade nos desborda por todos os lados. E nosso ponto de vista é apenas a vista de nosso ponto. E há mil pontos diferentes que permitem outras vistas."

(Leonardo Boff, in "Deve Ser Bom Ser Você", de Sidney Rezende )

Mario Quintana

Hoje, no Rio, chove como em São Paulo. Garoa.
Não é muito comum chover assim por aqui. Acho que o Rio, como eu, é muito intenso. Muito sol, muita chuva. Sempre muito. Talvez por isso eu ache muito despropositado esse meio termo - hoje está meio calor, hoje está meio frio... No Rio, parece que não há meio termo; e quando há, a gente diz que o Rio não tá com cara de Rio. Como nos dias cinzas. Como quem vai à praia de manhã e volta meia hora depois. Como beber água de coco e não pedir pra abrir o coco pra comer a parte de dentro. Como estar na fila do banco, entrar mudo e sair calado. Não; a gente faz amigo na fila do banco. Se não faz, as coisas ficaram pela metade; a gente só pagou a conta. Isso não é Rio de Janeiro. É meio estranho. E meio estranho é um meio termo... Nem assusta nem encanta. Coisas "mais ou menos" quase acontecem. E quase sempre isso é um quase-nada. Por isso não funcionam. Então, chuvinha pouca é bobagem... Por isso gosto das chuvas de verão.

Havia um poema do Quintana que falava da chuva de um jeito tão doce e ao mesmo tempo tão melancólico... E eu, quando o li pela primeira vez, imaginei a chuva caindo - não uma chuva fraquinha como a de agora, mas torrencial - a chuva caindo e ele escrevendo com letras trêmulas; não sei se Mario Quintana tinha a letra trêmula, mas era assim na minha imaginação ele escrevendo aquilo. Trêmulas, talvez, de saudades, porque se pode tremer de saudades como se treme de frio, de febre. E Quintana, depois de três linhas de letras trêmulas e sentimentais, colocando a caneta de lado, recostando-se na poltrona e esticando as pernas pra frente, apoiaria as mãos, cruzadas, por trás da cabeça, e num suspiro profundo repetiria as palavras que haviam saído de dentro dele, anotadas no papel. Faria isso umas três vezes, essa repetição, como se não acreditasse que fosse mesmo assim, mas já se dando conta do inevitável: há chuva, há poemas que por acaso eu escrevo; há o passado, a saudade, o que foi, o que vem, há tantas coisas como há tanta chuva!
E então, depois de olhar a janela molhada, escorrendo água, pegaria seus óculos, retomaria a caneta e escreveria, então, por acaso, um poema. Do século XVIII.


Sempre que chove
Tudo faz tanto tempo...
E qualquer poema que acaso eu escreva
Vem sempre datado de 1779!

(Mario Quintana in "Preparativos de Viagem")


terça-feira, 17 de outubro de 2006

Sem perder a poesia

A febre, praticamente, passou; mas o corpo ainda está meio fraquinho...
Obrigada por se preocuparem!
Logo, logo, voltarei a visitá-los, também. O retorno ao trabalho foi puxado e a febre tem me deixado cansadinha.

Mas pra não perder a poesia...
Eu, que queimava em febre, já agora "me queimo em sonhos, tocando estrelas." (Hilda Hilst)
"Dorme. Para que o poema aconteça." (Hilda Hilst)

Incompatibilidades

Quinta-feira eu fui à praia. Muitas cenas. Cenas bacanas e outras nem tanto.
Andei pensando...
Não sei por que as pessoas vão à praia e então brigam.
Eu, se vou à praia, só quero a beleza; vou para o sol, para o céu; quero ver a natureza, o mar, e gaivotas se tiver um pouco de sorte; vou ler, sorrir, amar. Se eu fosse um marido, não quereria mulher que brigasse comigo. Menos ainda na praia. Mulher que briga na praia é desprovida de delicadeza, que é uma virtude imprescindível. Mulher que faz cara feia porque o marido pediu logo cedo uma barraca para protegê-la do sol... Francamente! E ela branquinha, tadinha... Mas enfezada. Alma cinzenta, num corpo brancacento. Destoando de tudo. Mulher que levanta a cadeira da areia e, malcriada, vai colocando mais pra lá, afundando-a grosseiramente no chão fofinho da praia, não sabe que na areia não se joga nada. Ali se pisa macio, estende-se a canga delicadamente, se for o caso, e põe-se a cadeira, empurrando-a com firmeza, "pero sin perder la ternura jamás!". É um ritual. Deve-se respeitar o ambiente inteiro. Porque na areia não se joga nada. Nem ira nem lixo - que, no fundo, são a mesma coisa.

Dezessete de outubro

Hoje amanheci com a música na cabeça. Lembrei dele cantando "Eu conheço alguém".
Tinha uma voz maravilhosa.
Cantava sorrindo e nas gravações sempre nos fazia (sor)rir.
Tinha um jeito doce de cantar e tocava violão.
Depois que ficou grande, cuidava do coração de seus pacientes. E, pelo que sei, não era um médico ortodoxo.
Era um garoto divertido, desde os tempos da escola.
É...
acho que ele vai nos fazer rir no céu, também.
Saudades, amigo querido!!

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

E foi assim

Meus queridos amigos,

Quanta força recebi de vocês para esse recomeço! Os comentários no post da manhã (só agora lidos) foram energizantes, carinhosos e adoráveis. E acho que surtiram o efeito desejado! Fui bastante produtiva e o que ficou pra amanhã ficou bem organizado (odeio deixar minha mesa bagunçada; tudo o que sobra pro dia seguinte tem de ficar identificado, com bilhetinhos tipo plaquinhas - lembram dos sapatos no armário??? pois é... ahahahaha!!!)

Bem, o dia foi maior do que eu pensava, porque o relógio do computador estava adaptado para o horário brasileiro de verão que, a rigor, deveria começar hoje, em plena Primavera (é assim mesmo, queridos amigos d'além mar). Mas a turma do windows e de uma certa prestadora de serviços de telefonia fixa não lembrou que, por conta das urnas eletrônicas, o começo do horário de verão foi adiado para depois das eleições, dia 5 de novembro. Então, o dia foi mais longo porque às quatro horas da tarde eu descobri que ainda eram três... E, confesso, foi uma decepção!

Enfim, sobrevivi. Mas no final da tarde (e isso não é brincadeira) eu me sentia com febre... meus olhos queimavam e eu senti um certo mal-estar. Será que adoeci?? Seria uma certa emoção??
Vou cuidar disso, porque o termômetro acusa 37,4°
Se para a maioria das gentes isso não é febre, conhecendo meu corpo sinto informar que a partir de 37,1° já entro em estado febril...
Boa noite.


Hoje é o dia


"Quase-férias" terminadas, o sol típico do verão já esquenta desde as sete da manhã, despeço-me da areia - onde estive algumas poucas vezes, nos últimos dias, bem longe da freqüência com que gostaria de ter estado por lá - e volto para as paredes cinzas, e para as capas coloridas de processo. Quem me dera cada uma delas tivesse, assim, muitas cores, ou que fosse uma só, mesmo, só que viva, alegre! Mas a que é rosa, é toda rosa-desbotado; a azul é azul clarinho e nem em sonhos lembra o céu do Rio; a que é amarelo por dentro, é amarelo tão fraquinho, tipo suco de caju e não de manga, e por fora é verde, mas não é verde-bandeira - é desbotado também; tem os de capa bege e esses são, geralmente, os maiores e mais pesados, com vários volumes, algumas vezes 19, 20, coisa desse tipo, e cada volume, você sabe, tem 200 folhas... Os de capa branca têm um branco que é encardido e nem parece nuvem; e, pasme!, de vez em quando aparecem os processos de capa cinza! Esses são terríveis... Talvez os mais terríveis, porque nada que, entre a ausência total de cor (preto) e a junção de todas as outras (branco), prefere ficar com o cinza, pode ser bacana.

Bem, sem lamentos, sem lamúrias, tudo hoje recomeça. Porque a vida é assim. Um (e)terno recomeço, todos os dias. E em alguns deles recomeçamos a trabalhar.
Na verdade, eu agradeço a Deus. Pois existem milhões de desempregados no mundo que dariam tudo para estar no meu lugar.
Bom dia!!

domingo, 15 de outubro de 2006

Vinicius de Moraes


... Senão é como amar uma mulher só linda / E daí? Uma mulher tem que ter / Qualquer coisa além de beleza / Qualquer coisa de triste / Qualquer coisa que chora / Qualquer coisa que sente saudade / Um molejo de amor machucado / Uma beleza que vem da tristeza / De se saber mulher / Feita apenas para amar / Para sofrer pelo seu amor / E pra ser só perdão.

Esperança

Eu tinha meus alunos, no "Jardim da Infância". Eram deliciosas, as nossas conversas. Gosto de lembrar que eles me chamavam de professora, não de "tia". Sempre achei mais sonoro, muito mais belo, aquelas coisinhas pequeninas falando "professoooora..."
Tia todo mundo era - na rua, em casa, tirando a mãe, é claro. Mas professora? Primeira professora? Com muito orgulho, a única professora era eu. E era numa espécie de encanto e doçura que eles me chamavam e eu lhes dava atenção. Era uma admiração e um respeito mútuos, de quem ora ensina, ora aprende, e torna a ensinar e volta a aprender, continuamente.

" - Bebeto, o que é esperança, hein?
- (risos) Professora... - dizia, como se não fosse crível professora não saber tamanha obviedade - esperança é um bichinho verde que vem e pousa na gente. Mas pode ser no coração também."



Feliz Dia dos Professores!
Especialmente para S., que está alfabetizando Dayse.

sábado, 14 de outubro de 2006

Rubem Alves - fragmento

"Quando se sabe pouco se imagina muito", disse o Rubem Alves.

Porque hoje é sábado

... O que te escrevo continua. O que é bom, muito bom. O melhor ainda não foi escrito. O melhor está nas entrelinhas.
Hoje é sábado e é feito do mais puro ar, apenas ar.
...
Vou parar porque é sábado.
Continua sábado.

(Clarice Lispector in "Água Viva")

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Onde eu moraria

Eu moraria numa rua quieta, pequena, desde que houvesse árvores e muita grama. Nessa rua deveriam acontecer grandes coisas.
Haveria de ter um sobrado, de onde se pudesse ver o nascer e o pôr-do-sol, isto se o vizinho gentilmente fosse de nos convidar para um sarau na varanda.
Haveria de ter, ainda, um canteiro com flores que abrissem nas quatro estações, mas que na primavera se multiplicassem, colorida, imensa e inexplicavelmente.
Eu viveria numa rua assim, onde acontecessem misteriosos encontros, fortuitos, beijos roubados, abraços demorados.
Numa rua onde de vez em quando se ouvisse o choro de uma criança e freqüentemente suas risadas, mas que houvesse silêncio quando outras coisas estivessem acontecendo.
Eu moraria numa rua onde se pudesse abraçar uma árvore e isso já fosse, por si só, um grande acontecimento; e que, em seguida, para completar o que já era perfeito, surgisse um abraço para abraçar-se ao meu.
E então eu viveria na Rua das Acontecências.

Bundesliga

O alemão Miroslav Klose foi eleito pelo sindicato de jogadores profissionais da Alemanha o melhor jogador da Bundesliga na temporada passada. Bateu Michael Ballack e ficou com o título (64% x 4,5%) .
Mas também, com esse nome... "Bundesliga"! Vamos combinar que eu não queria mesmo esse título aqui em casa!!

No Leblon da novela das oito

Quinta-feira.
Um chá no Cafeína às cinco da tarde. Amigas que se (re)encontram, outras que se (re)conhecem. Risos e sorrisos, gargalhadas e abraços, histórias sem-fim a serem contadas e ouvidas. Páginas da Vida. Páginas da Nossa Vida.

E lá estávamos nós, com livro de poesia na mesa, Clarice na ponta da língua, e muito papo. Seu Maneco até precisava sentar com a gente, um pouquinho, porque nossas observações sobre as páginas daquela vida da novela foram muito precisas. E acho que ele não tem amigos pra lhe falar verdades do tipo: "tá tudo errado". E concluímos que só a Lilia Cabral e o marido é que arrebentam, mesmo! (Ah, e a Leandra Leal também!! - update)

Bem, não sei se o melhor daquele lugar é o charme das mesinhas na calçada, a comidinha gostosa, se a mera localização na rua que é pra mim o coração do Leblon, bem pertinho do "Garcia e Rodrigues" e de cara pra "Letras & Expressões" é o que faz a diferença, ou se o charme somos nós mesmos, sentados ali, alegres e displicentes. Só sei que a gente é tentado a permanecer até o amanhecer, porque nem dá vontade de ir embora... Só vontade de ir virando páginas e mais páginas. Fazendo confissões. Rindo. Estendendo a alegria na mesa, como se fosse uma toalha enorme.

A chuva anunciada pelos meteorologistas não caiu entre as cinco e as nove, e os primeiros pingos só vieram na hora da despedida. Discretos, nem de longe lembravam o dilúvio carioca que eu esperava.

Eu nem sei dizer o quanto foi bom. Mas se você nos visse não teria dúvidas de que estávamos ali felizes da vida, como crianças que deveriam mesmo estar assim, no seu dia, e depois já querem se ver de novo pra continuar a brincar.

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Dez direitos naturais das crianças

Rubem Alves esteve em um congresso sobre Educação, na Itália. No congresso, distribuíram uma página com os "Dez Direitos Naturais das Crianças".
Pense nisso.

"1. Direito ao ócio: Toda criança tem o direito de viver momentos de tempo não programado pelos adultos.



2. Direito a sujar-se: Toda criança tem o direito de brincar com a terra, a areia, a água, a lama, as pedras.



3. Direito aos sentidos: Toda criança tem o direito de sentir os gostos e os perfumes oferecidos pela natureza.



4. Direito ao diálogo: Toda criança tem o direito de falar sem ser interrompida, de ser levada a sério nas suas idéias, de ter explicações para suas dúvidas e de escutar uma fala mansa, sem gritos.



5. Direito ao uso das mãos: Toda criança tem o direito de pregar pregos, de cortar e raspar madeira, de lixar, colar, modelar o barro, amarrar barbantes e cordas, de acender o fogo.



6. Direito a um bom início: Toda criança tem o direito de comer alimentos sãos desde o nascimento, de beber água limpa e respirar ar puro.



7. Direito à rua: Toda criança tem o direito de brincar na rua e na praça e de andar livremente pelos caminhos, sem medo de ser atropelada por motoristas que pensam que as vias lhes pertencem.



8. Direito à natureza selvagem: Toda criança tem o direito de construir uma cabana nos bosques, de ter um arbusto onde se esconder e árvores nas quais subir.



9. Direito ao silêncio: Toda criança tem o direito de escutar o rumor do vento, o canto dos pássaros, o murmúrio das águas.



10. Direito à poesia: Toda criança tem o direito de ver o sol nascer e se pôr e de ver as estrelas e a lua."



E aí, Rubem Alves pede licença às crianças para acrescentar o décimo primeiro direito:

"Todo adulto tem o direito de ser criança..."


"Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças".

(Fernando Pessoa, Obra Poética 189)


Feliz Dia das Crianças!!


À mocinha mais charmosa desta família e mais fofa e docinha do mundo inteiro,
FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!!



Ao garotão, mais doce, exxxxperto, e carinhoso do mundo todo,
FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!!



Aos pequenininhos e aos que já cresceram;
a todas as crianças do mundo inteiro, inclusive a mim e a você,
UM DIA FELIZ!!! É o nosso dia!!!

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Andar na rua


Seis horas da tarde. Desci, mas esqueci a chave do carro na estante. Eu estava ainda meio distraída, porque tinha acabado de conversar com alguém, no telefone, falado de Clarice Lispector, até ri um pouquinho, e aí ainda estava sob o efeito inebriante daquele papo. Tinha esquecido a chave, então. Pensei em voltar. Desisti, porque pensei que era melhor ir andando. É que caminhar e sentir o vento das ruas faz bem, mesmo quando se vive numa cidade em que o ar já não é assim tão puro. Havia um calor, mesmo sendo seis horas da tarde. Na esquina, passo por um velho. Chamo de "velho" essa gente que se vale da idade pra falar besteiras. Eu vinha cantando Marisa Monte, baixinho mas alegremente, e o velho perto de mim disse qualquer coisa que merecia uma boa resposta, mas eu estava cantando uma canção bonita, tão alegremente, e não ia parar pra mandar o velho se enxergar... Eu tinha mais o que fazer. É bom andar de chinelinho e camiseta, na rua; sem relógio e sem pressa. Eu não tinha pressa. Quando você está sentindo uma pontinha de felicidade o tempo não tem a menor importância. O céu, mesclado de pontos azuis e nuvens brancas e cinzas, também não estava nada preocupado com o tempo. Pontinha de felicidade faz nascer sol às seis horas da tarde, inclusive. Levei uma hora andando na rua, entre u'a mensagem e outra, pelo celular. Vi um menininho negro correndo, entrando no salão e saindo, e a mulher do meu lado dizendo: "deixa! amanhã é dia das crianças", e as pessoas deixando, mesmo, porque ele era criança e amanhã, quem sabe, nem vai ter brinquedo pra ganhar. Então, deixa brincar de correr sem ser importunado. Voltei. Minha casa ainda está cheirando ao banho que eu tomei antes de sair. E eu vou te contar: essa tal dessa minha memória olfativa é que me mata!!!

Ontem à noite

Então, o lance é que ontem, sem computador, sem alarme no carro e sem saco, mesmo, terminei ficando em casa o resto da noite. O escritório, que N. havia acabado de arrumar pra mim, virou de pernas pro ar, porque enquanto eu aguardava a reinstalação do Windows aproveitei pra limpar as pastas onde arquivo as contas, os contracheques, extratos de conta-corrente, faturas de cartão de crédito, essas coisas. E fiz um calo no dedo de tanto rasgar papel; e ainda há cinco anos de contas de energia elétrica pra rasgar!

Mas aí acabou o expediente do pessoal do suporte, a resolução da tela tava uma droga, eu fechei tudo, inclusive a porta do escritório, e fui pra sala.
Nunca senti minha casa tão grande! Nunca minha voz fez tanto eco; nunca meus sentidos estiveram tão apurados, nos últimos dez anos.
E de repente eu senti a casa enorme e eu minúscula; senti saudade de quem não queria sentir; senti raiva de mim; muita raiva; e fiquei olhando pro teto, pra não deixar escorrer nada dos olhos.

Ufa!! Conseguimos!!!

Depois de reinstalar duas vezes o WXP, ver a tela com letras garrafais, ficar a noite inteira achando "fiz o backup mas tá faltando alguma coisa...", descobrir que não tenho o CD do editor de textos que uso pra trabalhar etc. etc. etc., amanheci e saí da cama direto pro telefone, recomeçar, tentar de novo, e mais uma vez, e agora vai dar certo. Não fossem os meninos de Porto Alegre - pacientes até mesmo quando eu tentei reinstalar o sistema operacional com o CD de drivers!!! - e eu ainda estaria mais enlouquecida, a esta hora.

Enfim, quando a resolução da tela voltou ao normal, fui tomada de uma alegria sem-fim! Ver meu brinquedinho voltar a funcionar rapidinho, colorido e silencioso me fez dar um sorriso enorme de felicidade. Você não tem idéia!!

Primeiras providências? Baixar o antivírus, o Opera e o msn. E voltar a ser a Suzi de sempre. Um pouco mais feliz.




Agradecimentos especiais a L., que monitorou a "sessão backup", a C. e R., da Dell, que tiveram dois dias de sufoco, no suporte técnico. O nome é certo, mesmo. Eles têm que suportar cada cliente!!

terça-feira, 10 de outubro de 2006

Será que eu consigo?? - parte II

Ok. O backup tá feito. E espero ter salvo tudo o que de mais importante eu tenho aqui.
Mas pra reinstalar eu preciso do CD, que emprestei.
Pffff!!!

Tenho que ir buscar, agora.
Mas só posso buscar se antes eu conseguir desarmar o alarme do carro, que disparou.
Enfim... Dia de cão!
'Té mais!

Será que eu consigo??

Estou tentando fazer o backup do meu computador, hoje, para reinstalar o WXP.
Se eu sumir é porque deu tudo errado!
Beijos e bom dia!!