domingo, 30 de janeiro de 2011

Melhor não pensar

Eu gosto especialmente de borboletas amarelas. Sempre gostei do sol na minha pele. Descobri há pouco que também gosto da neve na minha pele, por um pouquinho de tempo; e da neve que se vê da janela, por todo o tempo que ela quiser cair. Gosto de doce de leite e de pipoca doce. De gente, de abraço, de risos. Gosto de queijo branco, de macarrão ao alho e óleo; de glúten e de bife vegetal. Gosto de azeitonas verdes e pretas. Gosto de azeite. Gosto de flores, gosto de cor. Gosto do céu do Outono, no Rio. Gosto daquele outro Outono que colore todas as folhas de todas as árvores. Gosto de Pilates. Gosto de bicicleta. De estar com amigos, de rever os que estavam longe, de manter todos por perto. Gosto de ter meu coração em paz. Gosto de novidades. Gosto do apego que tenho às gentes. Gosto de gostos, sabores, de cheiros, olores, de toque; sim, eu gosto de ser tátil e de quem é assim. Gosto muito de muitas coisas. E gosto de não pensar naquelas coisas que eu não gosto...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

As pessoas são esquisitas...

...para dizer-se o menos.

A pessoa vai no FB, e publica no seu próprio mural um texto teu, como se fosse dela. Um texto curto, que você produziu no clímax da dor de uma perda irreversível e irreparável (na época, inclusive, em que "voo" tinha acento circunflexo). Um texto traduzindo a agonia de sentir-se perdido; a manifestação pessoal sobre a tristeza que a morte produz, misturada à esperança que ela provoca em você. Quem sabe, seja a mesma dor que a pessoa agora esteja sentindo, talvez pela mesma razão. É provável...
Mas eu pergunto: custa colocar aspas????
A resposta?
Primeiro, a pessoa apaga o meu comentário.
Eu repito a pergunta, quatro dias depois.
A resposta?
Fui excluída, sumariamente, da lista de amigos.

Algumas pessoas são mesmo esquisitas!
Para dizer-se o menos.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Feliz Aniversário, maestro amado!!!

De Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes,
em 1959, mas sempre, sempre sempre atual...

A FELICIDADE

"Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
Pra tudo se acabar na quarta feira

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

A minha felicidade está sonhando
Nos olhos da minha namorada
É como esta noite
Passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo, por favor
Prá que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor

Tristeza não tem fim
Felicidade sim
"

Venta, por favor!, venta, vento, sem parar!!!
_________________________

25 de janeiro - dia do nascimento de Antonio Carlos Jobim, dia da Bossa Nova.
E aqui, um jeito simples de dizer da falta que faz nesta Cidade Maravilhosa e nos meus dias e noites o talento e a alma carioca de Tom Jobim.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

What's up??

Estou trabalhando. De casa.
Lá fora um calor incrível;
aqui, ar condicionado, fresquinho.
Vestidinho de verão.
Suquinho de frutas.
Pezinhos descalços.
Saladinha e purê de inhame no almoço.
Tudo para estar tudo bem, mas sinto-me cansada.

...Tenho às vezes a impressão de estar cansada de mim mesma.

Sem esquecer

Sem esquecer que na virada do ano eu disse, convicta:
Tudo o que vier, do modo como vier, pelo tempo que vier, estou certa de que será para o meu crescimento.
Então, vambora crescer, Suzi!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Lembrete

É tempo de sorrir.
Apesar de, ou justamente por.
Não importa. O que importa é sorrir.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

A lua e eu

Acabo de ler um texto em que "ressuscitaram" uma canção da Ângela Maria, anos 50:
"É que eu tenho o destino da lua, que a todos encanta e não é de ninguém".

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Meu jeito de arrumar as coisas

Meu cansaço, eu curo com a contemplação do verde e do azul. Meus dissabores, eu deixo que se percam nas poças d'água que se formam na chuva que lava as vidas das gentes. Minhas inquietações, eu as mergulho no mar. Minhas angústias, alivio respirando fundo o cheiro de terra molhada. Meus medos, afogo no rio... E assim vou extraindo o melhor do mundo que Deus fez pra mim, para expurgar o pior do mundo - que se empenha em tomar conta de mim. E a paz que então eu sinto, como flâmula pendurada na janela fica ali, espargindo em gotas - que o vento se encarrega de espalhar.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Torcida por você

“Mesmo antes de nascer, já tinha alguém torcendo por você.
Tinha gente que torcia para você ser menino.
Outros torciam para você ser menina.
Torciam para você puxar a beleza da mãe, o bom humor do pai.
Estavam torcendo para você nascer perfeito.
Daí continuaram torcendo.
Torceram pelo seu primeiro sorriso, pela primeira palavra, pelo primeiro passo.
O seu primeiro dia de escola foi a maior torcida. E o primeiro gol, então?
E de tanto torcerem por você, você aprendeu a torcer.
Começou a torcer para ganhar muitos presentes e flagrar Papai Noel.
Torcia o nariz para o quiabo e a escarola.
Mas torcia por hambúrguer e refrigerante.
Começou a torcer até para um time.
Provavelmente, nesse dia, você descobriu que tem gente que torce diferente de você.
Seus pais torciam para você comer de boca fechada, tomar banho, escovar os dentes, estudar inglês e piano.
Eles só estavam torcendo para você ser uma pessoa bacana.
Seus amigos torciam para você usar brinco, cabular aula, falar palavrão.
Eles também estavam torcendo para você ser bacana.
Nessas horas, você só torcia para não ter nascido.
E por não saber pelo que você torcia, torcia torcido.
Torceu para seus irmãos se ferrarem, torceu para o mundo explodir.
E quando os hormônios começaram a torcer, torceu pelo primeiro beijo, pelo primeiro amasso.
Depois começou a torcer pela sua liberdade.
Torcia para viajar com a turma, ficar até tarde na rua.
Sua mãe só torcia para você chegar vivo em casa.
Passou a torcer o nariz para as roupas da sua irmã, para as idéias dos professores e para qualquer opinião dos seus pais. Todo mundo queria era torcer o seu pescoço.
Foi quando até você começou a torcer pelo seu futuro.
Torceu para ser médico, músico, advogado.
Na dúvida, torceu para ser físico nuclear ou jogador de futebol.
Seus pais torciam para passar logo essa fase.
No dia do vestibular, uma grande torcida se formou.
Pais, avós, vizinhos, namoradas e todos os santos torceram por você.
Na faculdade, então, era torcida pra todo lado. Para a direita, esquerda, contra a corrupção, a fome na Albânia e o preço da coxinha na cantina.
E, de torcida em torcida, um dia teve um torcicolo de tanto olhar para ela.
Primeiro, torceu para ela não ter outro.
Torceu para ela não te achar muito baixo, muito alto, muito gordo, muito magro.
Descobriu que ela torcia igual a você.
E de repente vocês estavam torcendo para não acordar desse sonho.
Torceram para ganhar a geladeira, o microondas e a grana para a viagem de lua-de-mel.
E daí pra frente você entendeu que a vida é uma grande torcida.
Porque, mesmo antes do seu filho nascer, já tinha muita gente torcendo por ele.
Mesmo com toda essa torcida, pode ser que você ainda não tenha conquistado algumas coisas.
Mas muita gente ainda torce por você!”

Texto frequentemente atribuído a Carlos Drummond de Andrade - leia isto, página 5.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"Música de Tom com letra de Chico".

...é um bom desejo.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Emoções


Durante estes primeiros três meses de 2011 vou estudar um pouco sobre as emoções. E nesta semana o tema é a ansiedade.
Eu acho que a preocupação é um dos maiores fardos que alguém pode carregar. E livrar-se da ansiedade talvez seja nossa maior necessidade. Eu realmente acredito que estar feliz e confiante é uma bênção. E aqui está uma outra verdade: eu sempre prefiro a felicidade e a confiança, no lugar da angústia e da preocupação.

É que a ansiedade tem a ver com as incertezas, com a dúvida, o não saber; ela afeta você emocionalmente e causa um estrago incrível no corpo inteiro! Começa na mente mas invade seu corpo todo; vai corroendo você todinho; você se sente debilitado fisicamente quando se deixa levar pelas preocupações; e fica a poucos passos de um abismo ridículo e profundo chamado depressão. Só pensa nisso, só fala nisso, só sofre. Ah, não! Tô fora!

Curiosamente, um mesmo fato, além das diversas leituras, permite diversas reações. Eu confesso que já não me apavoro, diante das situações que abalam minhas emoções. Admito, entretanto, que minha primeira reação é a taquicardia - o primeiro passo para a ansiedade tomar conta de mim. O coração acelera. Dou uma tremida. Arrepio, até. É aí que eu procuro as minhas opções. E, definitivamente, faço esforço, se for preciso, mas elimino a ansiedade. Digo cheia de convicção: "Chega! Sai fora!" Mais de dez minutos com coração acelerado eu não me permito. Respiro fundo. Três, quatro, dez vezes, se for preciso. Engulo seco, às vezes. Seco a lágrima, quando escorre. Estalo os dedos. Faço um alongamento. Oro. Não penso muito. Esqueço um pouco. Adio decisões, se for o caso. Não assino o papel, não compro, não vendo, não ajo de imediato. Dou um tempo. Dou ao outro o benefício da dúvida, se for o caso. Dou uma volta. Dou um pulo na sala, pego minha bomboniére e escolho um chocolate bem gostoso. Dou uma de forte. Lembro de Paulo... "então é que sou forte." Passo um batom bem vivo. O que importa é afastar a ansiedade e a preocupação. Desviar o foco. Mudar de assunto. Não deixar render. Não alimentar a angústia. Não se apegar às dúvidas. E se agarrar nas certezas.

Passadas algumas horas, meu corpo não me nega um sorriso. A mente, liberta da ansiedade e das preocupações, está pronta para trabalhar com independência. Você consegue pensar com liberdade. Que delícia! Percebe que perdeu pouco tempo da vida com a preocupação, desta última vez. E já está de novo com o pé na estrada, vivendo.


Quando a gente se afoga na preocupação e na ansiedade, perde energia, alegria, perde o viço, perde até a paz. É um preço muito alto. Não tenho bala na agulha pra isso...

E você? Como é que lida com as suas ansiedades?

domingo, 2 de janeiro de 2011

Bem-vindo, desconhecido!


Faz dois dias que começou o "Ano Novo". Repetem-se, na maioria das vezes, as resoluções; fazem-se retrospectivas, balanços, novas metas são propostas, as antigas não alcançadas são mais uma vez renovadas e assim se faz uma "virada de ano".

Geralmente eu choro, no dia 31 de dezembro de todos os anos. Geralmente num misto de tristeza e alegria. Geralmente começo pela tristeza das coisas que não deram certo, e termino chorando de felicidade, por tantas e tantas razões. Eu sempre sonho, no dia 31 de dezembro de todos os anos.

Este ano, o fuso horário me confundiu um pouco. Eu aprendi que os dias começam e terminam quando o sol se põe. Então, a rigor, no pôr do sol de sexta-feira, dia 31, já era 2011.

Aqui em Oshawa, o sol se pôs por volta das 16h40min, mas como o horário é de inverno, na verdade, poderíamos considerar o pôr do sol às 17h40. Dois horários para comemorar a passagem do ano.

No Brasil, horário de verão. Dois momentos, também, para festejar a passagem do ano, se considerarmos o pôr do sol.

Fora isso, a meia-noite, acontecendo, igualmente, duas vezes, em ambos os países.

Com OITO oportunidades de comemorar a virada do ano, você há de convir que eu me confundi um pouco...

E nessa confusão... eu não chorei. Eu não sonhei.

E não chorei porque não encontrei tempo pra isso. Não pensei em nada do que deu errado em 2010. Não tive tempo de me lamentar. Não chorei.
E não sonhei.
Não sonhei, simplesmente, porque eu estava VIVENDO o sonho que eu havia sonhado em outros dezembros, 31. Sonhos vividos. Isso é tudo!!!

Pulei a etapa dos sonhos, neste 31 de dezembro. Eu fiz planos.

2011 chega como sempre chegam os novos anos: um desconhecido. Mas veio com referência e eu o recebo de braços e coração aberto. Tudo o que vier, do modo como vier, pelo tempo que vier, estou certa de que será para o meu crescimento.

E não foi por acaso que eu li:
"Have I not commanded you? Be strong and courageous. Do not be discouraged, for the LORD your God will be with you wherever you go." (Joshua 1:9)

Então, bem-vindo, desconhecido! Pode entrar. Vou te contar meus planos.