quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Hoje tem Flamengo e Corinthians no Maraca

"Para qualquer um a camisa vale tanto como uma gravata. Não para o Flamengo. Para o Flamengo a camisa é tudo. Já tem acontecido várias vezes o seguinte: quando o time não dá nada, a camisa é içada, desfraldada por invisíveis mãos. Adversários, juízes, bandeirinhas, tremem, então, intimidados, acovardados, batidos. Há de chegar talvez o dia em que o Flamengo não precisará de jogadores, nem de técnicos, nem de nada. Bastará a camisa, aberta no arco. E diante do furor impotente do adversário, a camisa rubro-negra será uma bastilha inexpugnável."

Nelson Rodrigues
(e olha que ele era tricolor!)



CAMISA NIKE FLA OFICIAL I 2007/2008 FEMININA

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Histórias de amor - LV

Era como se tudo fosse o começo outra vez.
Ela, de longe, o avistava, e cadenciava os passos, cabelos soltos, ao vento, arrumava a saia com o charme de quem finge não perceber ser notada.
Ele, do outro lado, reparando nela, respirou fundo e caminhou na mesma direção sem perdê-la de vista.
Sinais de trânsito, faixas de pedestre... carros em velocidade, vendedores ambulantes.
Tudo retarda o encontro, como se fossem anos a distanciá-los de novo, como se fosse, a distância, capaz de tornar tardio tudo o que é urgente como o amor.
Entre automóveis, gotas de chuva, gentes, avenidas,
ele, o cravo, ela, a rosa,
ele, já não tão ferido,
ela, já não tão despedaçada,
visitam-se ali, debaixo de uma sacada.
E os corpos sorriem no abraço,
os lábios entregam-se, desmaiados.
Inocentes, deram-se as mãos,
e acreditando no amor puseram-se a chorar.
Era como se fosse o começo.
E era o reencontro.

domingo, 28 de outubro de 2007

Código html para a campanha "Respeite o símbolo internacional de acesso do deficiente nas vagas de estacionamento"

Campanha.



"Respeite o símbolo internacional de acesso do deficiente nas vagas de estacionamento."


Passo a passo:

Copie e cole o código abaixo no seu modelo ("template") e participe da campanha.
Você pode colocar logo abaixo do seu perfil, se quiser.
Antes de salvar as alterações, retire as duas seqüências de números que você encontrar: (12345) e que aparecem logo no começo do código e antes de img style="margin:
Pronto! Agora é salvar a alteração do seu modelo e divulgar a campanha.

Quem sabe a gente consegue mudar algumas mentes!


<12345a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_gM2AwtqzfI4/RxNfEEUxyBI
/AAAAAAAABHg/yFXUF4NM Lqo/s1600-h/deficiente.gif">
<12345img style="margin: 0px auto 10px; display: block;
text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com
/_gM2AwtqzfI4/RxNfEEUxyBI/
AAAAAAAABHg/yFXUF4NM Lqo/s400/deficiente.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121541724735391762" border="0">

"Respeite o símbolo internacional de acesso do deficiente
nas vagas de estacionamento."

sábado, 27 de outubro de 2007

Feliz Sábado!!


Que as águas sequem um pouco, que o céu volte a ser azul, que a vida siga viva pra todos, e que os desabrigados consigam guarida, para que todos tenham um feliz sábado!!

Feliz sábado pra todos!
Feliz aniversarião para o Amigão!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Em tudo dai graças


Quando éramos crianças, nossos pais nos ensinaram:
"Em tudo dai graças".

É uma difícil lição. Difícil e sábia.
Há muita sabedoria nessas palavras, percebe? A lição não é "por tudo dai graças", porque ninguém vai agradecer por ter sido assaltado, por ter sofrido violência, por quase ter morrido. A idéia é outra: "EM TUDO dai graças." Alguém foi assaltado e agredido. Não se trata de agradecer por isso; mas sim, em meio a isso, agradecer, por exemplo, por ter sobrevivido após tamanha violência.

Não vou discutir segurança pública, nem desigualdade social, tampouco vou me deter, aqui, na questão da violência nos grandes centros urbanos, notadamente no Rio de Janeiro. É chover no molhado. Mas quero dizer que aprender a ser grato em qualquer circunstância, na alegria e na adversidade, na prosperidade e na desventura, é uma postura que nos leva a ter um coração manso, paz de espírito, nos leva a ser um pouco divinos, em nossa humanidade. Não é resignar-se. É aprender a ser grato. Ater-se, em qualquer situação, àquilo que nos foi dado ou permitido, como uma bênção, àquilo que não nos foi tirado, arrancado, destruído, e dar graças, é um exercício de aperfeiçoamento, uma necessidade, uma sábia e divina lição. Acima de tudo, porque, na adversidade, afasta o ódio, a sede de vingança, o desespero, a descrença na humanidade; e, na felicidade, nos traz mais satisfação e contentamento, anima a alma, inspira o sorriso, contagia as gentes.

Estive "fora do ar" por alguns dias, esta foi uma semana realmente difícil, mas existe alegria no meu coração, porque se em tudo devemos dar graças, eu agradeço porque alguém, que poderia ter morrido, sexta-feira passada, está vivo. E, muito grata, eu quero mais é celebrar a vida!


segunda-feira, 22 de outubro de 2007

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Sobre chuva, amigos, saudades, livros, Flamengo, escola sabatina, almoço e casa de mãe

Chuva que vai e que vem. Depois se diz, no rádio: "dezoito horas, no horário brasileiro de verão". Que verão? Desde que entrou a primavera e começou o horário de verão, o Rio está molhado e mais parece um inverno de galocha. Dia fica cinza cedo, quando era pra ficar escuro bem tardão. # Amigos que parecem tristes e somem por causa da tristeza me causam tristeza também. E eu queria poder dizer que tudo vai passar depressa e que a alegria vai voltar. Mas não sei se é verdade. # Saudade daqueles dois pedacinhos de mim que foram morar em outro país. Antes era em outra cidade e já me dava saudade enorme; mas eram três/quatro horas de viagem de carro e a gente podia se abraçar; agora são mais de doze, de avião, e eu tenho que esperar o Natal. # Dei um livro de presente: "A Mosca Azul", do Frei Beto. Acho que nem foi lido, ainda. Queria pegar de volta, emprestado. # Flamengo deu mais um baile, no Vasco, e domingo eu vou usar minha camisa, pro jogo contra o Grêmio. # Amanhã começa a gincana dos "meus adolescentes", na escola sabatina. É uma garotada cheia de disposição, e eu tenho umas tarefas bem bacanas, pra distribuir. O tema é a solidariedade. # Almoço de sábado na casa da mamãe. A casa da mãe da gente é uma coisa muito legal, né não? A comida, então, nem se fala!

A interpol é fogo!

A internet é apenas uma ferramenta.
Você pode fazer dela o que quiser.
Pode usá-la para o bem, pode-se usá-la para o mal. Para propagar o bem, para difundir o mal. Para descobrir o bem, para conhecer o mal. Está nas suas mãos.

Enquanto Christopher Neil usava a ferramenta para o mal, a Interpol deu-lhe uma lição. Convocou os cidadãos do mundo inteiro para localizar o criminoso e em dois tempos a máscara caiu, o esperto virou pateta, e agora vai ver o sol nascer quadrado.

É a internet, a tecnologia, as pessoas compromissadas com a paz e com o bem-estar social, trabalhando pela decência, pelo respeito, pelas crianças, por um mundo menos mau.

É só bater no liquidificador

A gente acha umas coisas legais, anota, faz, e depois não sabe de onde tirou. Acontece comigo, geralmente com receitas. Alguém manda, um site bacana dá a dica, a mãe fazia, mas você não consegue, normalmente, "ligar o nome à pessoa".
Mas vamos lá. Esta é uma receita de BOLO DE IOGURTE.
Facinho, facinho de fazer, uma delícia de comer, e excelente para o café da manhã deste sábado que vem aí. O melhor: nada de batedeira, força, essas coisas. Basta um liquidificador. Eu adoro receitas de liquidificador! Anote aí:

Bolo de Iogurte

ingredientes

1 copo de iogurte natural;
½ copo de óleo; (mas, por favor, use de canola, né? afinal, pensar em meio copo de óleo... só se for levinho, mesmo)
2 copos de açúcar;
2 copos de farinha (de trigo, naturalmente!!);

4 ovos; (você pode usar três ovos e substituir um deles por mais uma colher de chá de fermento - aprendi isso, mas também não lembro onde)

1 colher (sopa) de fermento em pó.

Use o próprio copo de iogurte natural para medir os outros ingredientes. Mas é bom lavar e secar o copo antes de medir os ingredientes secos, pra não fazer uma lambança. rs*

modo de preparo

unte e enfarinhe uma forma grande;

bata todos os ingredientes no liquidificador, na seguinte ordem: ovos, açúcar, iogurte natural, óleo, e farinha (não coloque o fermento, ainda);

desligue o liquidificador e, aos poucos, mexa com o auxílio de uma colher, já que a massa fica meio grossa e dificulta trabalhinho do liquidificador;

depois que tudo estiver bem misturadinho, coloque o fermento e bata por mais uns 20 segundos;

coloque o preparado na forma e leve ao forno por aproximadamente 40 minutos;

use o truque do palitinho para ver se os 40 minutos foram suficientes para assar legal o bolo. Conhece o truque do palitinho, né?

Sem mistérios, você tem um bolo fofinho, muito fofinho, de massa leve e gostosíssima, e delicioso!! Foi meu café da manhã de hoje. E me dê licença que eu vou ali comer só mais uma fatia...

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Experimente

Neste mundo, em que os meios de comunicação passam depressa do avançado para o obsoleto, da máquina de escrever para o computador, das cartas dentro de envelopes para os e-mails impessoais que nem sequer trazem nosso nome, do telefone que tocava alto, na sala de casa, e era sempre uma agradável surpresa descobrir quem estava do outro lado da linha, para os celulares com "bina", que oferecem o "luxo" de poder ignorar quem nos procura... Nestes tempos, em que a tecnologia atropelou a humanização da comunicação, por culpa exclusiva do homem, que diferença faz, na vida da gente, um bilhetinho escrito a mão e encontrado debaixo do travesseiro, ou dentro do sapato, na mesa do café da manhã, ou na mesa de trabalho! Experimente tocar o coração de alguém, nestes tempos, como antigamente. Depois me conte.

Brasil 5 x 0 Equador

(foto: globo.com)

Que me desculpem os que vão dizer o contrário, mas o Brasil não jogou nada, pra ganhar de 5 do Equador. Prova inconteste disso foram as vaias. E os gritos de "Obina!". E não me impressionaram os outros, de "olé", dois minutos depois, porque o povo quer é festa, e qualquer graça já funciona como um "faz-me rir".
E se a seleção ganhou sua primeira partida nas eliminatórias para a Copa do Mundo, o que acontece é que o Dunga ganha uma sobrevida, e se mantém no comando da equipe por mais algum tempo. Bem feito pra gente!

Ganhamos. Mas o Equador não merecia perder de 5, porque dá a falsa impressão de que fomos superiores a eles, em campo, o que é um tremendo engano. Tremendo!
Só que eu não posso negar: a jogada do Robinho foi linda, e o Kaká é meu queridinho, nessa seleção. No último gol (o segundo dele), nem comemorou, em respeito ao adversário. Bom menino.
Em relação ao gol número dois, o Brasil ía fazer um gol bonito (Kaká); aí, vem o Ronaldinho, desvia, e pronto! O Brasil faz um gol cheio de dentes! Eca!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Kleiton e Kledir


Ontem, a noite foi de alegria e emoção.
No palco do "Canecão" estavam eles - Kleiton e Kledir. Na platéia, estávamos nós - gente de todas as idades, garotada, velhinhas, jovens músicos, casais de namorados, amigos, atores, jornalistas, todos ali para ouvir boa música, bons sons.

De repente, lá pela quinta música, S. me diz: "nossa! a gente não tem noção de quanta música deles a gente conhece, né?". Porque acontece que outros artistas gravam as músicas, e no Brasil não se tem o hábito de executar as composições dando o nome dos autores - nem sei se é assim também nos outros lugares do mundo, mas a gente termina conhecendo as músicas, com suas letras legais, e não as associa aos compositores. Uma pena!

O show segue, Kledir conta "causos", bate papo com a platéia, a gente ri, Kleiton - com seu violino - embrenha-se no meio do público, posa para fotos, pára em uma e outra mesa, senta, levanta, caminha entre as gentes, volta pro palco, e o público vai cantando antigos e novos sucessos, às vezes fazendo cara de "ué! é deles também?!!", enquanto ouve versos como
"Estrela, estrela / Como ser assim / Tão só, tão só / E nunca sofrer / Brilhar, brilhar / quase sem querer / Deixar, deixar, / Ser o que se é...", "Eu, hein? / Nem pensar / Outra vez , nem pensar / Embolou , foi demais / Pega leve, baby...", "Era noite de São João / E eu saia com meu irmão / De bigode de rolha / E chapéu novo em folha / Brim Coringa e alpargata / Toda noite de São João / Eu sonhava em pegar da mão / De uma prenda bonita / De vestido de chita / E Maria Chiquinha...", "... Não quero ficar na tua vida / Como uma paixão mal resolvida / Dessas que a gente tem ciúme /E se encharca de perfume /Faz que tenta se matar ... / Tens um não sei que de paraíso / E o corpo mais preciso / Do que o mais lindo dos mortais / Tens uma beleza infinita / E a boca mais bonita / Que a minha já tocou", "... Menino, mas que zoeira / Cadê meu advogado? / Eu tô que tô...", "Então tá combinado / O amor é tão bonito / Você 'finge que me ama / E eu finjo que acredito'...", " Se por acaso eu não casar / Alguém vai ter que indenizar / É o presidente dessa tal / R.F.F.S.A. / R.F.F.S.A. / R.F.F.S.A.", "Ah! Vira virou / Meu coração navegador / Ah! Gira girou / Essa galera", "Deu pra ti / Baixo astral / Vou pra Porto Alegre / Tchau", além da linda e melodiosa "Bry" (saudade dos seus tempos em Paris cantada em português e francês).

Quando soaram os primeiros acordes de "Corpo e Alma"***, a versão "autobiográfica" de Kleiton Kledir para BRIDGE OVER TROUBLED WATER, de Paul Simon, dedicada ao irmão Kledir Kleiton, L. veio de onde estava para sussurrar no ouvido de M.: "aí, essa é pra você!", porque sabe o que essa canção significa para os irmãos MM; e a essa altura as lágrimas já escorriam dos olhos...

Por toda a alegria e bom humor que eles transmitem no palco, pela empatia, pela simpatia, pela cortesia de L. e pela beleza de ver uma família trabalhando unida, porque lá estavam todos os K daquela casa, maiores de 12 anos, por toda a emoção que sentimos, pela divertida participação das "Chicas" (que cantam afinada e alegremente!)... por tudo isso, foi uma noite e tanto!!

Você, que não foi, perdeu.


*** Corpo e Alma
Quando eu era assim
Bem menor
Não 'tive a fim, sei lá,
De pensar em nós
Agora eu sei e entendo melhor
Vidente, eu li no céu
Vai por mim, somos corpo e alma
Meu irmão, meu par

Quando a solidão
Se enredar em ti
E o coração dançar
Conta comigo
Eu quero estar, viu?
A teu lado
E haja o que houver
Junto a ti, feito corpo e alma
Meu irmão, meu par

Sei que a vida vai aprontar
E o que vier, azar
A dois é fácil segurar
Se Deus deixar, viu,
Meu amigo,
Vou sempre estar aqui
Junto a ti, feito corpo e alma
Meu irmão, meu par

________
Segunda-feira, 22/10/07, a partir das 19h, lançamento do livro "Sonhos e Sonhadores - caminhos do inconsciente", na "Letras & Expressões" de Ipanema.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Bom, ruim, assim, assim

Bom, Ruim, Assim Assim
Pedro Bial

Quer saber de uma coisa? Tudo pode ser bom, ruim e principalmente assim assim
Tudo ao mesmo tempo ou não, e não necessariamente nessa ordem
Bom é chegar na praia à tardinha, anuncio de por de Sol, a água de ondas mansinhas
Jogar bola na espuma e sob o céu encaixa como se fora Tafaréu.

É bom também quando começa a chover
E as gotas fazem cócegas na superfície do mar
Como se um cardume infinito prometesse matar a fome
De todo o Vidigal, Rocinha, Cidade de Deus e Vigário Geral.

Ruim é lembrar daquele amigo que de prancha na mão
Morreu de um beijo roubado de um raio, da lembrança a correria,

O medo... o medo... medo é bom, ruim é o medo de ter medo!

Bom voltar trocar chuva por chopp e passar atrás da pelada
A bola vai pra fora e como na crônica de Rubem Braga sobra pra você
Que mata no peito faz embaixadinha e devolve redondo... num chute perfeito
Ruim é a fisgada na coxa sair mancando disfarçadamente...
A vergonha de ta decadente não é ruim, ruim é o orgulho que se nega a reconhecer a decadência.

É bom a cidade estranha em que você nunca esteve e sabe que nunca mais vai voltar
E nesse lugar você tem uma obrigação sem graça que cumpre com estilo e precisão
Traçando um dia perfeito no arco do tempo

Quando cai a noite é bom tomar um banho e sob o chuveiro é bom sentir saudade,
Ruim é não ter saudade, e como é bom sair sem direção pelas ruas da cidade
Pensando no que você fez da sua vida e no que a vida fez em você

Bom é sonhar, realizar não é tão bom, mas ruim mesmo é não realizar

O fim de um grande amor é muito, muito ruim, um grande amor não tem fim!
Bom é amar, ruim é amar... Bom é encarar a vida com fantasia.
Quando um poeta desaparece é bom colocar chapéu de Bogar que tudo pode solucionar...
Ruim é encontrar o precipício, morrer não deve ser tão ruim assim...
E pode ser bom falar sobre bom e ruim, e pode ser pior assim
assim ... bom!
By Mamma !

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Sobre a doença, sobre a prevenção, sobre a vitória, sobre eles, sobre mim e sobre você

Veja aqui.

15 de outubro - Dia do Professor

Foi um tempo em que minha vida estava totalmente ligada às crianças. Um tempo em que meus estudos, meus dias e noites era dedicados a elas e a sua educação. Eu acordava cedinho, minha mãe punha "o café" na mesa e eu almoçava, porque seria um dia longo, o tempo reservado para o almoço não ultrapassava uma hora, e essa hora não era exclusivamente para alimentação e descanso. Descanso, na verdade, não havia, e eu precisava dividir o tempo entre almoçar e sair da escola onde eu trabalhava a tempo de chegar na outra, onde deveria estar às 13h. Então, entre mães que se atrasavam para buscar seus filhos, ônibus que demorava e o sinal que tocava à uma da tarde, quase nada me restava para um almoço decente. E era por isso que eu já almoçava de manhã.

Depois das 17h30min, preparação para os meus estudos, à noite. E foi assim até à faculdade.

Comecei a dar aula aos 15 anos. Eu fazia o curso de "Formação de Professores" num Colégio de Aplicação. O primeiro ano era "básico", e as turmas eram formadas por alunos de diversos cursos. Eu estava no segundo ano quando fui selecionada para ser estagiária numa turma de 3ª série. A "professora" era uma colega do terceiro ano do curso de Formação. Foi minha primeira experiência em sala de aula. E eu gostei. Ao final do primeiro dia em que atuei como "estagiária", fui chamada pela Coordenadora do Curso para assumir a turma da 2ª série. Fiquei animadíssima! Mas, acredite, não fosse o meu talento pessoal (e digo isso sem nenhuma modéstia, mesmo), a base, na família, e as atividades na igreja, que sempre me levavam a falar em público e a cuidar de crianças, e aquilo teria sido um fiasco! É... Porque era (quase) nenhuma a orientação que recebíamos dos professores. E os pais, coitados, achavam que nós éramos professoras formadas... Pagando uma nota pela escola dos filhos.

Fiz meu trabalho bem feitinho, ali. Com dedicação, amor, carinho, e a contraprestação pelo trabalho era a bolsa de estudos. Eu (meu pai) não pagava mais a mensalidade do curso de "Formação". Trabalhei muito feliz, ali. A Coordenadora, então, me chamou para dar aula numa outra escola, na qual ela era Supervisora. Essa era, então, a tal escola em que eu trabalhava de manhã, e que falei lá no começo. Ali eu tinha dezoito alunos do "Maternal". Crianças entre um ano e meio e dois anos. A sala não tinha mais que 9 metros quadrados, eu suponho. Eu não tinha ajudante e quando cheguei as crianças faziam xixi no meio da sala. Não era legal trabalhar ali. Mas eu havia aprendido em casa: "Tudo o que te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças..." e eu tinha forças para trabalhar bem; não podia largar nem fazer mal-feito. Trabalhei direitinho, dedicada, embora tudo ali girasse em torno do dinheiro. Eu recebia, de "salário", o equivalente à metade da mensalidade de um aluno. Havia 18, na minha turma, lembra? O salário, ali, não era a atração. Longe disso. O que me atraía era a possibilidade de adquirir experiência, e a possibilidade de deixar a minha marca naquelas crianças.

A essa altura, no outro Colégio, pediram que eu deixasse a 2ª série e assumisse a primeira turma de "Jardim da Infância" da instituição. E a turma tornou-se a menina dos olhos da D.Vera Gissoni, a dona de tudo, ali. Nossa sala era a antiga sala da Presidência. E então, você imagina que beleza era aquilo! Nossa "casa de bonecas" ocupava uma sala inteira, dentro da sala. Havia banheiros, "hall" de entrada, ante-sala, o cantinho de descanso era uma sala inteira, também... A primeira turma de Jardim daquele Colégio tinha cinco alunos e uma professorinha que os amava muito e tinha tudo o que precisava para fazer seu trabalho, menos orientação, é verdade. Mas, como eu disse, eles deram muita sorte porque eu era boa mesmo, minha mãe e minha irmã eram professoras e eu aprendia em casa o que ainda não tinha tido tempo de aprender na "escola de formação". Foi também nesse tempo que eu conheci de pertinho o Renan, do vôlei, o Bernard-Jornada-Nas-Estrelas, aquela turma quase toda da geração de prata do vôlei do Brasil. A faculdade de Educação Física mais famosa do Rio, e, diziam, a melhor, funcionava no mesmo edifício em que ficávamos nós, do Jardim. Quando passávamos em frente à Biblioteca, cantando "Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou... mamãe chegou e me chamou por isso eu vou...", os meninos do vôlei vinham todos pra porta - pra ver as crianças, aquelas coisinhas lindas, cantando, merendeira no ombro, e sorrisinho nos lábios.

Fui nesse ritmo até o ano seguinte, quando terminei o curso e comecei a faculdade. Aquela escola que tinha 18 alunos na salinha minúscula cresceu muito (às custas do trabalho de tantas boas professoras, a maioria ainda estudante, e que não agüentava ficar lá mais que meses) e a última notícia que eu tive, há muitos anos, é que já tinha três anexos, quadra poliesportiva e tal. É um exemplo de como o comércio da educação é um investimento rentável. Olho vivo na hora de escolher a escola dos seus filhos. Conheça a filosofia da escola em que você vai colocá-los. E, de preferência, conheça o professor que será responsável pela sua educação. Tem muita gente boa em lugar ruim. E, às vezes, o lugar ruim só consegue ter gente do mesmo tipo...

Quando acabei o curso de "Formação de Professores" e cheguei à faculdade, já havia adquirido o gosto pela educação. Eu, que havia planejado fazer apenas um período de Pedagogia e em seguida abraçar o Jornalismo de uma vez por todas, não consegui abandonar o curso. Saí daquela escolinha 18 x 9 (18 alunos por 9 metros quadrados), comecei a dar aula em outra escola particular, fiz concurso público para "Professor II", no município, tive duas matrículas, caí dentro. Era, pra mim, a profissão mais linda do mundo. EDUCADOR.

Um dia, todavia...
Pois é. O encanto não acabou, mas aquela criatura que amava dar aulas e educar crianças, também gostava muito de defender direitos. Os seus e os dos outros. E então mudou o rumo, para andar por novos caminhos.

Gosto muito da profissão que exerço, hoje. Mas, como dizia Leo Buscaglia, a que mais gosto, mesmo, é a de Educadora. Pelo que representa, pelo que pode fazer pelo mundo, pelo que fez de mim e pelo que me permitiu fazer por outros, tenho orgulho de ser Professora. E é sempre uma alegria imensa, quando no dia 15 de outubro de todos os anos o telefone toca e do outro lado da linha está minha mãezinha dizendo: "Parabéns pelo seu dia, minha filha!"

domingo, 14 de outubro de 2007

É normal???

Se tem uma coisa que me incomoda profundamente, ao ponto de me irritar, é essa gente que se diz "normal", estacionando seu carro na vaga destinada a condutores "deficientes" - ou, mais apropriadamente dizendo, portadores de necessidades especiais.

Você vai ao shopping, ao supermercado, e as vagas estão lá, especialmente separadas para eles, que, geralmente, usam cadeiras de rodas e necessitam de espaço maior para sair do veículo; por isso, perceba, as vagas destinadas a eles são maiores, e a localização permite um acesso mais rápido e menos dificultoso ao local das compras.

Mas é curioso... Os outros, os "normais", na maior cara de pau, encostam seu carro, saem andando, e não estão mesmo nem aí.

Hoje eu me deparei, duas vezes, na entrada e na saída do supermercado, com uma cena dessas. Na primeira, eu fiquei olhando, olhando, olhando, mas a moça estava mesmo decidida a ficar ali, parada, sem nem sair do carro, talvez aguardando alguém. Não havia o adesivo azul, da cadeirinha, e ao que tudo indicava, a moça era daquelas tidas por "normais". Ela nem me notou. Eu devia ter batido no vidro e perguntado se ela precisava de ajuda...

M., que estava comigo, comentou que a culpa disso é do próprio supermercado, que não mantém a vigilância; e que se houvesse uma penalidade para os infratores, multa, por exemplo, isso poderia mudar. Eu discordei, embora reconheça que ele tem razão, quando diz que a parte mais sensível do corpo humano é o bolso...
Eu acho, realmente, que é questão de mentalidade, mesmo. Uma questão cultural que muito me envergonha. Acho que uma cara feia, um olhar de reprovação também colaboram para tentar colocar um pouco de consciência nesses senhores abusados. E, de repente, falar bem alto, para que ele possa mesmo ouvir: "Que bom! Mais um deficiente pôde aproveitar a sua vaga!" Foi o que eu fiz, na saída, quando um senhor, com seus 40 e poucos anos de saúde e energia, que lhe permitiam caminhar tranqüilamente com seu filho também saudável até a entrada do supermercado. Ele me ouviu, eu sei. Tomara que pense.

Da próxima vez, vou deixar um bilhete, como já fiz num shopping: "Fique tranqüilo: sua placa já foi informada à Polícia. Da próxima vez, estacione no local adequado."
Pena que não haja, mesmo, nenhuma punição...

Estou pensando em começar a campanha:
"Respeite o símbolo internacional de acesso do deficiente nas vagas de estacionamento."

Quem lembra dessa?

Por alguma razão, hoje, sei lá por que, lembrei de um e-mail que recebi há anos, com uma apresentação em pps, cujo tema era: "Não existe mulher feia; o que existe é mulher pobre".
Procurei, pra colocar aqui, pra divertir o domingo sem sol e de futebol só à noite; mas só encontrei esta versão simplificada, do kibeloco, e que não traz a Hortência, do basquete... mas vai aí.


I
N
C
R
Í
V
E
L

!
!
!



Acredite! Com algumas moedas a mais no bolso eu e você poderíamos fazer o maior sucesso e renegar nosso passado...







E olha que a foto da Carla Perez, que tá aí, ainda não é a da sua versão atual!!
U-au!
E a Juliana Paes???? hohohoho!!!

sábado, 13 de outubro de 2007

Feliz Sábado!!

O ator Paulo Autran morreu nesta sexta-feira, aos 85 anos, e era usado como exemplo de que era possível uma pessoa fumar e viver muitos anos. Mas, segundo sua viúva, a atriz Karin Rodrigues, o marido "queria que todos soubessem que ele morreu por causa do cigarro". Com dificuldades para respirar, sofrendo de câncer nos pulmões e enfisema pulmonar... "Ele queria ir embora porque não conseguia mais respirar, porque sem respirar é difícil viver. É muito triste, mas ao mesmo tempo é um alívio."
(Fonte: Globo.com)

Ele era um excelente ator. Perdemos todos.
Altere seus hábitos, preocupe-se com a qualidade da vida que você vive. Melhore sua vida e tenha um sábado feliz, também os domingos, as segundas, e terças, e quartas e quintas e sextas... uma vida feliz e saudável.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

É o Dia da Criança!!!!


Na boa? O feriado, hoje, pra mim, é do...

DIA DA CRIANÇA!!!

A elas, que merecem os melhores pais, os nomes mais lindos, a família mais unida, a melhor educação... a alimentação mais saudável, o amor mais dedicado, os abraços mais carinhosos, e os sorrisos mais freqüentes... as alegrias mais vibrantes, a natureza mais viva e bem-cuidada, os ares mais limpos e puros, os cantos mais afinados dos pássaros mais coloridos... a cama mais fofinha, o cobertor mais quentinho, as brincadeiras mais divertidas, os primos mais engraçados, as tias mais boazinhas, os avós mais queridinhos, e os colinhos mais fofos para deitar e ouvir histórias antes de dormir ou no meio da tarde...

Às crianças todas do mundo, que merecem menos tv e mais pé no chão, na água, na grama, na árvore, menos indiferença e mais atenção, que merecem uma família amável, pais que não falem palavras feias, professores que amem, adultos que as valorizem e jamais as subestimem, que as compreendam e não as assustem... gente que viva por elas, e por elas faça um mundo melhor, de paz e respeito, gente que as apresente a Deus como um Pai... crianças que não precisem de explicações sobre isso, porque já sabem o que é um bom pai, e sejam felizes por ter um, na terra, e outro, igualzinho, no céu...

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!!!!

Especialmente para E., o pai, S., L. e V., neste Dia das Crianças,
porque vocês têm tudo de bom que crianças e pais podem ter.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Como é bom ser criança!


E então eu fui à festa do Pedro, mês passado. Muita cor, som, crianças, bolo, doces, salgados, bolas, cachorro quente, balão cheio de doces, confetes, brinquedinhos e serpentinas, uma típica festa de criança, com escorregões, pezinhos imundos de tanto correr, roupinhas meladas de glacê... E eu lá no meio daquilo tudo, me divertindo só de ver. Embora quisesse brincar também de "vivo ou morto", estátua, essas coisas, eu me contentei em só ver. Mas eu confesso: quando vi que cada criança ganhou um bambolê... eu imediatamente lembrei da minha infância, e de como treinávamos para rodar bambolê no punho, no antebraço, no braço, nas pernas, na cintura, no pescoço, um dois, três bambolês ao mesmo tempo... nossa! aí me deu uma vontade enorme de pedir pra tia me dar um bambolê também pra eu brincar aqui em casa!
Às vezes, ser gente grande é muito chato. Geralmente.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

A semana

Se parar pra pensar, semana de feriado é mais complicada que semana "normal". Ilusão doce, essa de que a semana é menor, tem feriadão, e a gente trabalha menos, descansa mais. A semana é menor, sim, mas o trabalho é maior, porque vai ser dividido nos demais dias "úteis". A propósito, "dia útil" deveria ser aquele em que a gente faz alguma coisa realmente útil. Trabalho é necessidade. Utilidade é o lazer. Estou cansada só de pensar no que me aguarda, na minha mesa, amanhã pela manhã. Trabalhar em casa me permite aproveitar melhor o tempo, mas saber que hoje chegaram muitos processos, e ter a exata noção de que eu só fico bem com a minha mesa "zerada", significa que os próximos dois dias serão de muito trabalho, para que eu realmente possa fazer do feriado um "dia útil", do meu jeito.

Projeto Aquarius - 35 anos

E aconteceu no Rio, nas areias de Copacabana, sábado à noite. E Isaac Karabtchevsky, o maestro, com o mesmo sorriso de satisfação, regeu o espetáculo, com a maestria de sempre - e isto não é um jogo de palavras. Participaram os percussionistas do "Afro Lata", e eu fiquei imaginando a alegria daqueles meninos por estarem tocando com a Orquestra Sinfônica. Também imaginei a emoção dos convidados estrangeiros, participando de um concerto ao ar livre, nas areias da praia mais famosa do mundo, num sábado de céu azul de um país tropical. Teve Wagner Tiso, tenor cantando ópera de Carlos Gomes em italiano, "O Guarani" como abertura, solo de "Valsa de uma Cidade", com a cidade ali, cantando junto. Carlos Gomes, Villa-Lobos, Francisco Mignone, Tom Jobim, Pixinguinha, todos eles foram tocados. E a nossa alma também. "Carinhoso", na graça do sax de Carlos Malta, serviu de base para o sussurro da grande multidão, que cantava romântica e suavemente os versos do clássico. Sim, de verdade: a vida, com música, é outra coisa!

Foto de MMM

sábado, 6 de outubro de 2007

Thanksgiving


Para pôr em prática um boa idéia, você precisa de organização.
Este post é para lembrar que faltam poucos dias para o "Dia de Ação de Graças".
Se houver tempo, comemore como os canadenses, na próxima segunda-feira.
Se precisar de mais tempo, faça como o pessoal dos Estados Unidos e comemore mês que vem.
Mas adote essa idéia.
E aqui, desde o ano passado, você encontra algumas sugestões.

Feliz Sábado!!

Nada como uma bela manhã de sábado para renovar as energias despendidas numa semana inteira de trabalho. Nada como um sábado de Primavera, para fazer florescer mais uma vez a alegria, o contentamento, a paz e a harmonia, que se encontram às vezes tão perto de nós e nem notamos. Olhe ao seu redor e descubra ao menos uma razão para ter um sábado feliz! E então, aproveite!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

RECEITA PARA TER UM INFARTO FELIZ - por Ernesto Artur

Recebi por e-mail, com autoria atribuída a Ernesto Artur. Não o conheço, mas parece que ele me conhece... Quem sabe, por não ter me visto por aí, vivendo a vida, nos últimos finais-de-semana, resolveu me dar um puxão de orelhas. Porque, vamos combinar, lendo o 1, o 2 e o 3, eu pensei em desistir de ler o restante e quase infartei, me vendo ali...

Dê uma olhada e se também tiver a sensação de que a receita tem endereço certo... comece a rever seus conceitos.

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder, também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.

4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem, menos para seus filhos que pedem atenção e para sua esposa que precisa de carinho e proteção.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.

6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes, sempre com muita comida gordurosa, bebida e cigarro.

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se de que você é de ferro.

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo e o fôlego, tome logo estimulantes e energéticos. Eles vão te deixar tinindo.

11. Se tiver dificuldades em dormir, não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. E, por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração e meditação diante de Deus. Isto é para crédulos e tolos. Repita para si mesmo: eu sou a minha própria religião.

Flamengo 1 x 0 São Paulo

O Vasco completa sua 7ª rodada, no Brasileirão, sem conseguir uma vitória. hohohoho!!!
O Mengão encara o líder do Campeonato, que não perdia desde junho, e ganha!! ahahahaha!!!

Fala sério! É bom demais ser rubro-negro!!!

"Tu és time de tradição, raça, amor e paixão, oh meu Mengo
Eu sempre te amarei, por onde estiver estarei, oh meu Mengo."

Emoção para quem estava de olho na tv, de ouvido colado no radinho, ou lotando o Maraca, que contou com 68 mil rubro-negros presentes. Aliás, 67.999. Porque um deles era Botafoguense. E disse, com todas as letras: "...- Foi uma das maiores emoções da minha vida. A torcida do Flamengo, o clube mais popular do país, me deu um grande presente. Quando eu era garoto, imaginava fazer um canto de estádio. Algo simples, como "oooô Mengo". Mas agora vi que, por causa de uma música que fiz para o automobilismo, realizei meu grande sonho - declara o maestro, de 56 anos."



É isso aí.
Senna e o Mengão.
Duas eternas paixões.
O "Tema da vitória".

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Pensando bem...

Hoje, ouvindo o Cony, na CBN, tomei uma decisão. Nunca mais eu mato dois coelhos com uma cajadada só. A partir de hoje, resolvo uma coisa de cada vez. Faço uma coisa, depois faço outra, mesmo que "com uma cajadada só" eu pudesse "matar dois coelhos" de uma só vez. Pronto. Tá decidido. Mesmo que isso me faça gastar mais tempo, mais energia. Dois atos para resolver duas coisas, quando poderia resolver as duas, com uma única ação. Mas "matar dois coelhos com uma cajadada só", nunca mais. Ou, simplesmente, eu posso continuar agindo assim e nunca mais é me valer dessa expressão infame. Na boa. Eu nunca tinha parado pra pensar na besteira que é essa frase! Caraca! Matar coelho. Matar coelho com cajado! Você se deu conta??

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Pode ser triste, mórbido, dorido, mas é Pessoa e é lindo!


(Alberto Caeiro/Fernando Pessoa)

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Vem

Vem sentar aqui, por um instante, à beira da calçada
e prosear de amor, belezas e doçuras
esquecer as tristezas, as dores, mágoas, agruras
sorrir como crianças, meninas, bem-amadas...
Tem lugar de sobra, nas cadeiras e no chão -
o espaço na beira da calçada é como a expansão que se faz no coração
ou seria o inverso, não sei, e pouco importa
Importa que se abra a porta
da mente, de casa, da emoção
e se sente na calçada, na cadeira, na varanda
e se venha falar de amor, de coisas que encantam e se tenha alegria, no final da tarde, do dia
por se falar de amor, de coisas que animam,
que aliviam o pesar, a luta que agonia
a dor, por acaso e certamente existente,
e que embora tente
não vai vencer a gente.

Vem sentar um pouco

falar de amor

Viver.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Vinicius de Moraes


Quem será a estranha figura
A um tronco de árvore encostada
Com um olhar frio e um ar de dúvida?
Quem se abraçará comigo
Que terá de ser arrancada?
Quem vai pagar o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?


Rio, 1950