domingo, 31 de agosto de 2008

Algumas vezes, quando a sua taça da felicidade está bem cheia, alguém esbarra em você e derruba tudo.

sábado, 30 de agosto de 2008

Feliz Sábado!!

Meus queridos, enfim chegou o sétimo dia da semana!
Enfim, o sábado está aí para nos permitir descansar, olhar para o próximo com mais atenção, esquecer a correria, perceber a natureza, sair da rotina. Enfim, é hora de lhe desejar um FELIZ SÁBADO!!

"Em nome de vocês...
Que ao homem comum ensinem
a glória da rotina e das tarefas
de cada dia e de todos os dias;
que exaltem em canções
o quanto a química e o exercício
da vida não são desprezíveis nunca,
e o trabalho braçal de um e de todos
— arar, capinar, cavar,
plantar e enramar a árvore,
as frutinhas, os legumes, as flores:
que em tudo isso possa o homem ver
que está fazendo alguma coisa de verdade,
e também toda mulher
usar a serra e o martelo
ao comprido ou de través,
cultivar vocações para a carpintaria,
a alvenaria, a pintura,
trabalhar de alfaiate, costureira,
ama, hoteleiro, carregador,
inventar coisas, coisas engenhosas,
ajudar a lavar, cozinhar, arrumar,
e não considerar desgraça alguma
dar uma mão a si próprio."

Walt Whitman, o poeta de "Sociedade dos Poetas Mortos"

O texto acima é fragmento de um texto extraído do livro
"Estórias de quem gosta de ensinar — O fim dos Vestibulares",
de Rubem Alves

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O vôlei, no país do futebol

Rádio CBN, oito da noite. Quando saio tarde do trabalho, volto ouvindo o Juca Kfouri, no CBN Esporte Clube. O futebol domina a pauta; eu gosto meeeesmo de ouvir aquele papo todo e aturo bem até o Victor Birner, que embora chamem de chato, me diverte.
E acontece que há dois prêmios diários, no programa: "Troféu Osmar Santos", um prêmio bem bacana, pra quem fez alguma coisa bem legal, nos esportes, e o "Já para o chuveiro", que é uma espécie de "prêmio-castigo", um puxão de orelhas pra quem faz besteiras - imagine quantas vezes Ricardo Teixeira, Eurico Miranda, e outras gentes desse quilate já ganharam!!

Então, houve um tempo em que, no programa, quando não havia ninguém, assim, exatamente, para dar o "Osmar Santos", o Juca dava pro Bernardinho. Mesmo que fosse todo dia, numa seqüência. É. Aí, ele dizia algo do tipo: "A gente pode não saber por que está dando o prêmio pra ele, hoje; mas com certeza hoje ele está fazendo alguma coisa boa por aí". E ninguém duvidava: era sempre um prêmio muito bem dado.

Pois ontem, pelo terceiro dia consecutivo, quem recebeu o "Troféu Osmar Santos" foi o Zé Roberto. E é outro, que vai ficar ganhando o tempo todo. Bernardinho, "hors concours", e agora Zé Roberto. Gente que tem mérito pra receber premiação todo dia!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Clarice Lispector - a última entrevista - Um post imenso, que vale a leitura

A propósito da exposição "Clarice Lispector - A Hora da estrela", que, enfim, chegou ao Rio de Janeiro, deixo aqui a última entrevista concedida por Clarice, e que mencionei no post de segunda-feira, dividida em cinco vídeos. A entrevista, você sabe, foi concedida sob a condição de só ser exibida depois de sua morte, o que aconteceu meses depois. Ganhou o Prêmio APCA de "Melhor Entrevista do Ano" e é mesmo um primor, um legado.
Há silêncios e pausas que podem ser inquietantes, podem calar fundo, profundos...
Há angústias e uns quase-choros, talvez.

Se antes você quiser ler o depoimento de Júlio Lerner, o entrevistador, e da emoção que tomou conta dele naquele momento único e inesquecível, sente-se e leia. Deleite-se. De certa forma, morra de inveja. Vamos lá?

Relato de Júlio Lerner:
(transcrição)

De minha sala na redação de "Panorama" até o saguão dos estúdios tenho de percorrer cerca de 150 metros. Estou tão aturdido com a possibilidade de entrevistá-la que mal consigo me organizar naquela curta caminhada... Talvez falar sobre A Paixão Segundo G.H... Ou quem sabe A Maçã no Escuro e Perto do Coração Selvagem... Vou recordando o que Clarice escreveu. Será que li tudo? Em apenas cinco minutos consegui um estúdio e uma equipe fora dos horários normais para entrevistá-la. São quatro e quinze da tarde e disponho apenas de meia hora... Às cinco entra ao vivo o programa infantil e quinze minutos antes terei de desocupar o estúdio B...

Estou correndo e antes mesmo de vê-la, a pressão do tempo começa a me massacrar. Não terei condições de preparar nada antes, nem mesmo conversar um pouco. Não poderei sequer tentar criar um clima adequado para a entrevista... Eu odeio a TV brasileira!... Só meia hora para ouvir Clarice... O pessoal da técnica foi novamente generoso e se empenhou para conseguir essa brecha... Olho o relógio, não consigo me organizar, estou correndo, olho novamente o relógio, estou desconcentrado, atinjo o saguão dos estúdios e já a vejo ali, dez metros adiante, Clarice de pé ao lado de uma amiga, perdida no meio de um grande alvoroço...

Paro diante dela, estou um pouco ofegante, estendo-lhe a mão e sou atravessado pelo olhar mais desprotegido que um ser humano pode lançar a um seu semelhante... Ela é frágil, ela é tímida, e eu não tenho condições para lhe explicar que o problema do tempo elevou meus níveis de ansiedade. Clarice me apresenta Olga Borelli (ela não sabe que eu sei, sua melhor amiga), entramos e a conduzo ao centro do pequeno estúdio. Peço para que ela sente numa poltrona de couro de tonalidade café-com-leite. Clarice segura apenas um maço de Hollywood e uma caixa de fósforos, providencio um cinzeiro, os refletores malditos são ligados, Clarice me olha, o setor técnico envia pelos alto-falantes o agudo sinal de mil ciclos, o olhar de Clarice me interroga, só disponho de uma única câmera, o olhar de Clarice suplica, Olga se ajeita numa lateral escurecida, e fica encolhida e calada, o calor está ficando insuportável e o ar condicionado não funciona, está quebrado, chega o aviso que em um minuto o VT já estará ajustado, são quatro e vinte, Clarice tenta me dizer alguma coisa mas não falo com ela, preocupado em ajustar uma questão de iluminação, o hálito da fornalha já nos atinge a todos, devemos ter agora no estúdio uns 50 ou 60 graus, maldita TV, bendita TV do Terceiro Mundo que me possibilita estar agora frente a frente a ela, Clarice me olha, medrosa, assustada e seu olhar me pede para que eu a tranqüilize...

-"Ok, Juliooooo... tudo pronto", a voz metálica vem da caixa dos alto-falantes. Peço a toda a equipe para sair, cabo-man, iluminador, assistente de estúdio, agradeço, Clarice percebe que caiu numa arapuca e já não há como voltar atrás, peço silêncio total e depois de uns dez segundos ecoa um "gravandooooo"...

Silêncio.

Olga e Miriam na parte escura de um dos lados, Moacir escondido atrás da câmera, eu que me posiciono ao lado da câmera para não aparecer, a fim de que o público não descubra minha impiedosa cara-de-pau e ... Clarice. Solitária, no centro do estúdio... Não conversamos antes e disponho apenas de 23 minutos... Estou completamente desconcentrado, fico um longo minuto em silêncio fitando Clarice, estou oco, vazio, não sei o que dizer... Clarice me olha, curiosa mas vigilante, defendida... Sou o senhor do castelo e - prepotente - guardo comigo a chave desta prisão... Ninguém pode entrar ou sair sem meu expresso consentimento. Todos devem se submeter à minha autoritária vontade.

Não sabes, Clarice... Te conheci agora, porém te conheço há muito tempo... Te amo, te respeito e no entanto agora começo a te invadir. A fornalha arde, meu coração dispara, minha boca está seca e debaixo destes tirânicos mil sóis sou o maior dos tiranos. Começa a entrevista [...]

A entrevista avança. Seus olhos azuis-oceânicos revelam solidão e tristeza. Quero mergulhar, por vezes consigo... Clarice agora está encapotada, ela se deixa agarrar mas logo escapa e volta, e me pega, e me sugere o longe e o não-dizível, depois se cala... E quando nada mais espero, ela volta a falar... Faço uma anti-entrevista, pausas, silêncios, Clarice agora está fugindo para uma galáxia inabitada e inatingível, mas volta em seguida e, tolerante, suporta toda a minha limitação.

Acho que ela vai se levantar a qualquer instante e me dizer: "Chega!". Clarice pressente que por trás de meu sorriso aparentemente compreensivo e de minha fala suave esconde-se um ser diabólico autodenominado "repórter" e que quer possuir sua intimidade. Seu corpo exprime receios, ela me afasta, mas de novo me atrai, suas pernas se cruzam e se descruzam sem parar e telegrafam que de repente ela poderá se levantar e partir.

Avanço, invado, penetro, novamente invado e estrategicamente recuo, mais uma vez penetro. E minha tola vaidade de macho sopra ao pé do ouvido para que eu vá em frente, prossiga.

Estou dividido mas prossigo, mandam um sinal que tenho só cinco minutos... Agora quatro... Três... Sou oportunista descarado... Faltam dezessete para as cinco... Sinto que não a verei nunca mais, estou emocionado, mais duas ou três perguntas e a entrevista se encerra com Clarice dizendo: "... bom, agora eu morri... Mas vamos ver se eu renasço de novo. Por enquanto estou morta. Estou falando do meu túmulo..."

Silêncio pesado no estúdio B. Um longo, e triste, e terrível silêncio.
A premonição.
Está encerrada a entrevista.

Clarice se levanta, nada digo, ajudo-a a tirar o microfone de lapela.
Silêncio milenar no estúdio.
Miriam, a estagiária, chora baixinho, Olga está calada, Clarice e eu nos olhamos no fundo dos olhos...





















Se você chegou até aqui, acompanhando tudo, sabe, como eu, que valeu; cada minuto, valeu.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

De dia fico bem, à noite quase morro.
(depois eu explico)

O esperar e o desejar

A propósito de um papo sobre "o pessimismo como filosofia", trocamos algumas idéias, virtualmente, o "Sujeito Oculto" e eu.

Dizia ele:
"Eu acredito no pessimismo como filosofia de vida. Não somente devido à Lei de Murphy, mais do que demonstrada em nosso dia-a-dia, pois esse pessimismo é latente e universal. O pessimismo me faz ter uma visão mais realista das coisas.

Isso pode ser visto como prudência. Sempre que vejo alguém organizando algo grande, penso em tudo o que pode dar errado. Caso a pessoa não se previna (e, em alguns casos, não há como), uma das possibilidades fatalmente acontece.

Entretanto, não foi assim que essa filosofia surgiu. Quando eu era criança, sempre criava grandes expectativas em relação às situações: um presente legal de aniversário, uma garota especial que deveria estar numa festa... normalmente me ferrava. Ganhava uma besteira qualquer e a garota, se ia, estava acompanhada.

Nunca consegui lidar decentemente com a frustração, então decidi não criar mais expectativas. Não consigo tirar lições ou ver o lado bom das coisas à la Poliana, simplesmente aceito o que vier de ruim, pois já é esperado. Ao contrário: depois de uma notícia ruim, costumo esperar corolários piores!

Mas nem tudo é ruim nessa filosofia de vida. A partir do momento que não criamos expectativas, não podemos quebrar a cara. Se eu acho que vou levar um fora e consigo ficar com a garota, a satisfação é dobrada. Se eu ganho um presente que não estava esperando, a surpresa é real. Pessimismo não é mais do que um escudo contra as frustrações que insistem em nos perseguir."

Disse eu:
Eu não chamaria de "pessimismo" a capacidade de não criar expectativas. Aprendi que "expectativas geram frustrações" e, assim, descobri que é melhor apenas desejar que algumas coisas saiam de determinado jeito (não esquecer de trabalhar para isto, é claro); sim, "desejar", o que é diferente de "esperar", "criar expectativas". Caso não aconteçam, simplesmente não aconteceram. Não há frustrações, pois eu não apostei todas as minhas fichas de confiança nisso, nem agi como se fosse a única possibilidade; apenas desejei que fosse de um jeito. Caso aconteçam, é esse lance que você falou: a satisfação é dobrada!
Mas o pessimismo implica em dar por certo que vai dar errado... Isso, realmente, não combina comigo. Prefiro ser Pollyana e jogar o jogo do contente a escavacar tudo até descobrir o pior resultado e acreditar piamente que ele pode, realmente, acontecer. Porque se as energias forem gastas nisso, pode crer na possibilidade ZERO de não acontecer o mau que se previu.

Prudência. Pessimismo não.
Pensar nas possibilidades de erro dos grandes projetos é parte da construção, do aperfeiçoamento da idéia, faz parte da fase de planejamento. Mas esperar o pior?? Não. Eu desejo o melhor. Apenas desejo. Ou melhor, estou aprendendo a ser assim.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

"Quando sou fraco, então é que me faço forte"

Não. O mundo não é cor-de-rosa e eu sei disso. Sorrir é uma opção, não é ignorância a respeito da existência da dor. Tenho nuvens negras e pesadas no meu céu, mas ocorre que eu me recuso a entregar os pontos sem ir até o final do jogo. Já quebrei a cara e a cabeça muitas vezes e em todas elas aprendi que desistir é pior do que perder.

Quem me vê, assim, de fora, não tem idéia... Aparento ser tão forte! e, embora de certa forma eu seja, mesmo, tenho também minha delicadeza, minhas fraquezas, e foi nelas que me fiz forte. Você está no comando de um grupo de pessoas, resolve o problema de uma porção de gente, dá atenção a quem está triste, anima o pessimista, surpreende positivamente quem está melancólico e macambúzio, segura a onda, mantém o sorriso no rosto, mas tem, sim, suas próprias dificuldades, tem, sim, uma certa fragilidade... E é preciso que o mundo saiba disso, pra cuidar de você quando você se encontra ferido. O maior desrespeito à dor do seu próximo é vê-lo ferido e ignorar esse fato. É deixar a ferida cicatrizar sozinha, quando você podia ao menos trocar o curativo...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Domingo no Centro Cultural - um post para quem gosta de ler

Ontem fui à exposição da Clarice Lispector, no CCBB.
Fiquei aborrecida.
Se é "exposição", tem de estar exposta, não escondida.

Primeiro de tudo: não há nada, na fachada do prédio, que indique que a obra de Clarice está exposta, ali, muito menos por qual período, como sempre costumam fazer.
E então você entra, passa por todo o "hall", no térreo, procura qualquer sinalização e nada!
Dobra à direita, onde ficam as bilheterias e onde são expostos os cartazes dos eventos da temporada. Nada. Absolutamente nada. Chego a pensar que por alguma razão a mostra foi adiada e não estreou no dia 19, terça-feira passada, como anunciado.

Resolvo subir ao 1º andar. Saio do elevador e vejo um grande painel, de uma exposição de telas de um senhor chamado "Paulo alguma coisa". Não me interessava (daí o "alguma coisa"), porque eu queria ver e ler Clarice.

Um livro de visitas. Não assinei. Eu queria a Clarice.

Fiquei ali, pelo corredor, já me dando conta de que, se é que estava ali, estava escondida, e isso era mesmo um absurdo.

Entrei, arriscando, já que não havia jeito, e fui passando direto pelas telas, olhando com cara de pouco caso, porque pra mim elas estavam roubando o lugar da minha escritora querida. Perdão... ela não gostava de ser tida como "escritora". Caminho até o final do salão e me dirijo a um Segurança, uma jovem sentada em sua cadeirinha, tomando conta das obras do "Seu Paulo":

- Onde está a exposição da Clarice Lispector???
- Ah! É por aqui mesmo. Lá no final daquele salão, depois daquela parede, 'tá vendo?
- Sim. Estou vendo o salão e a parede... Mas e o respeito? Não estou vendo... Que falta de respeito é essa com Clarice Lispector?? - eu perguntei educadamente, mas indignada.
Ela respondeu:
- É... 'tá escondida. A gente tem que explicar mesmo, senão as pessoas vão embora.

Isso! As pessoas estão indo embora, você acredita?? Pois é...
Muito revoltada com o descaso, atravessei o salão resmungando, tal qual uma velha rabugenta, me dirigi para o outro, fui atrás do tal salão que ficava atrás da tal parede, e adentrei, enfim, ao maravilhoso mundo das palavras bem ditas, palavras benditas.
Ai, que delícia!

Bem, eu realmente pretendia me deliciar com o que lia e sentia, enquanto estava ali, mas um senhor muito necessitado de aparecer decidiu analisar o cigarro e o comportamento de Clarice Lispector, e começou a "decifrar", com suas duas acompanhantes, a personalidade dela, e discutir se Clarice fumava porque tinha medos, ou porque era solitária, insegura, desandando para uma análise psicológica dos jovens de hoje, os significados do fumar e blá-blá-blá. Totalmente sem-noção, aquela moça, ops!, aquele rapaz, de gestos e voz exagerados, se debatia, falando coisas que não faziam o menor sentido, mas posando de psicanalista, e atrapalhando toda a solenidade do ambiente. A única sonoridade que se buscava, ali, era o eco das palavras escritas e gravadas, na parede, que retumbavam na alma da gente. Mas ele conseguiu me desconcentrar... Não adiantou minha cara feia. Certas espécies de gente são imunes a manifestações discretas de desaprovação. É preciso censurar aberta e claramente, mas como eu não estava ali pra isso, saí daquela sala e me dirigi à seguinte, já dando por certo meu retorno, num outro dia, num dia em que haja a necessária "paz ambiental".

Tendo tomado distância daquele barulho inconveniente, fui passeando pelas salas e me detive naquela em que é reproduzido um vídeo com uma entrevista que Clarice deu à TV Cultura, em 1977, a última que deu, e que deu sob a condição de que só fosse ao ar depois de sua morte. Revejo sempre que posso. Pela entrevista, veio o PRÊMIO APCA - Melhor Entrevista do Ano: Clarice Lispector por Júlio Lerner em Panorama. De repente... quem chega? Pois é: o joão-comentarista-psicólogo-clodovil-fuxiqueiro-psicanalista-canabrava-sem-noção. Quando viu um cigarro na mão da entrevistada e começou novamente a mesma ladainha... eu não me agüentei. Fiz um "Pssssssiu!!!!" tão enfático, que ele, um pouco sem-graça e muito contrariado, me olhou, bem como as duas senhoras que o acompanhavam, tratando de se recolher ao cantinho da parede e ficar quietinho. Ora, a mulher já falava um Português enrolado, o vídeo é antigo, a sala pequena, emoção pura, as pessoas em silêncio sepulcral, pra beber as palavras... e ele ali, jorrando as dele, em profusão, molhando a gente! Quanta inconveniência!

Segui para a penúltima sala. Quatro paredes formadas por duas mil gavetas, onde 65 delas podem ser abertas. Lá dentro, cartas manuscritas, exemplares de livros que escreveu, de outros, que ganhou, com dedicatórias assinadas por Érico Veríssimo, C. Drummond, Antônio Callado... Fotografias, com Tom Jobim, Oscar Niemeyer, M. Scliar, Milton Nascimento... Um sonho!

M. encontrou uma das duas cartas que ela escreveu ao Presidente Getúlio Vargas, na qual pede a cidadania brasileira, requerendo que o prazo exigido, de um ano, fosse desconsiderado, no seu caso, e explicando por que. Muito linda, a carta. Muito intensa.

Ao meu lado, mexendo numa outra gaveta, Thiago Lacerda, que assinou o livro de visitas umas dez linhas antes de mim e tem uma letrinha muito bonita - minha mãe sempre o achou muito lindo, e eu discordava, dizendo que era muito cabeçudo, cabeça desproporcional ao restante do corpo. Vi de pertinho, ali do lado. Cabeçuda sou eu, que não acreditei na minha mãe. Ele é lindo, sim, pode acreditar na mamãe. E a gente, que pensa que os atores bonitinhos só se preocupam com a beleza do corpo... Lá estava ele, bebendo da água que embeleza a alma e fortalece a mente. Uma simpatia, aceitou tirar um tantão de fotos, na saída do prédio, com fãs que tinham vindo de algum lugar distante do Brasil para um outro evento que também acontecia no CCBB, o Festival do Folclore Brasileiro. Muito gentil, não posou de estrela.

A última sala é a que apresenta aparelhos de tv ligados, com vídeos de "pessoas comuns" lendo trechos de livros de Clarice. Pendurados, pela sala, diversos exemplares de variados títulos, e no chão, banquinhos rústicos de madeira, onde você pode sentar e ler, ou apenas acompanhar a leitura na tv.

Lembro que numa das primeiras salas as paredes são todas de gesso, com textos de Clarice gravados em baixo relevo, vazados.
Lembro também que M. imaginou uma parede dessas em casa e eu viajei na idéia! É. Viajei! Pensei no meu quarto, no escritório... Na sala?! Fiquei ali imaginando que tipo de letra, que cor, se gesso branco ou colorido. Existirá colorido? Fiquei ali, viajando... quando me dei conta: difícil vai ser escolher que trechos gravar na parede...

domingo, 24 de agosto de 2008

Resposta ao tempo

Algumas canções dizem mais do que pretendem dizer.
Quarta-feira passada eu descobri alguma coisa que muito me emocionou, nesta música.



Resposta ao Tempo
Nana Caymmi

Batidas na porta da frente
É o tempo
Eu bebo um pouquinho
Prá ter argumento

Mas fico sem jeito
Calado, ele ri
Ele zomba
Do quanto eu chorei
Porque sabe passar
E eu não sei

Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há folhas no meu coração
É o tempo

Recordo um amor que perdi
Ele ri
Diz que somos iguais
Se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei

E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos

Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto

E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver

No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer

sábado, 23 de agosto de 2008

Feliz Sábado!!!

"É fácil tomar a decisão certa quando você conhece os seus valores."
(Campanha Publicitária dos Jovens Adventistas do 7º Dia)



Eu estava de frente à tv, outro dia, quando foi veiculada essa campanha, que me impressionou, porque hoje não se fala mais nisso...
Valores, que têm a ver com princípios.
Sabe, quando eu era garota, era bastante comum ouvir alguém dizer que não queria ou não fazia determinada coisa, e a seguir completar: "é uma questão de princípios". Hoje, os valores que valem são a grana, o "status", o tamanho da casa, o tipo do carro; valores são inversamente proporcionais, em sua importância, às vantagens que se pode conseguir se forem esquecidos. Não há dúvida: "É fácil tomar a decisão certa quando você conhece os seus valores."
"Crianças vêem, crianças fazem", lembra? E que valores temos apresentado a elas? Que adultos se tornarão? Que espécie de adulto nós nos tornamos? Que valores ainda cultivamos? E de quais precisamos nos lembrar??
Há sempre muitos caminhos, pra seguir. Há decisões a tomar a cada instante, na vida, das coisas mais simples, como "devo beber esse refrigerante?", àquelas mais complexas: "devo me calar?"...
E é sempre mais fácil tomar a decisão acertada quando eu conheço os meus valores.

Feliz Sábado!!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Quando a Itália joga bonito

Não, não estou falando de torsões, contusões, e tal.
Estou falando de Hristo Zlatanov, o moço da camisa 11.



Hristo Zlatanov

Vai me dizer que você não chorou?


Maurren H. Maggi - a superação.

imagens da globo.com

Quer saber...?

Eu me apaixonei por ele!

Usain Bolt, o jamaicano que levou tudo tão a sério, que pôde brincar!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Pra fechar a série

Estavam perdidos na floresta um hindu, um judeu e um argentino. Ao cair da tarde os três encontraram uma casinha modesta perdida por ali. Aproximaram-se e bateram à porta. Atendeu um senhor de certa idade:
- Pois não?
O judeu, adiantando-se começou a explicar o caso:
- Sabe o que é: estamos perdidos e a noite está caindo! Seria possível passarmos a noite por aqui e de manhã continuamos a procurar a saída desta floresta?
O senhor respondeu:
- Tudo bem! Só tem um problema: o espaço aqui na casa só da para dois. Algum de vocês terá que dormir no celeiro.
O hindu se prontificou:
- Eu vou. Não há problema algum.
E foi-se. E os outros entraram... Daí a dez minutos:
- Toc! Toc! Toc!- Batem à porta. Foram atender e encontraram o hindu:
- Sabe o que é: não haveria nenhum problema em eu dormir no celeiro, mas é que lá há uma vaca que para mim é um animal sagrado. Eu não posso dividir o mesmo local com a vaca, pois considero isto um desrespeito.
O judeu se prontificou:
- Tudo bem! Eu vou dormir no celeiro.
E foi-se. E os outros entraram... Daí a dez minutos:
- Toc! Toc! Toc! - Batem à porta. Foram atender e encontraram o judeu:
- Sabe o que é: não haveria nenhum problema em eu dormir no celeiro, mas é que lá há um porco que para mim é um animal impuro. Eu não posso dividir o mesmo local com o porco, pois considero isso um desrespeito às minhas convicções.
O argentino se prontificou:
- Tudo bem! Eu vou dormir no celeiro.
E foi-se. E os outros entraram... Daí a dez minutos:
- Toc! Toc! Toc! - Batem à porta.
Eram o porco e a vaca!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Olha o Phelps de "baby look"


Olha que fofo!!!

Deu no jornal

“Não estou drogada”, disse a moça durante show.

A criatura fez duas apresentações no "V Festival", em Sttafford e Chelmsford, na Inglaterra, neste último fim-de-semana (dias 16 e 17 de agosto). No sábado, gaguejou no palco, esqueceu letra de música, e em vez de cantar ficava resmungando. Resolveu, então, cantar u'a música pro marido, que está preso, e então o povo começou a vaiar.
Bastou. Ela respondeu, lá de cima:
- “Vocês são uns tolos. Não estou drogada, não estou drogada!”.
É claro que o jornal publicou "Vocês são uns tolos...", mas eu duvido que tenha sido exatamente "tolos", o que ela disse...

Pálida (foto da esquerda) e com a pele acabada, no sábado, deu um jeitinho no domingo (foto da direita) e apareceu maquiada, pra melhorar a imagem. Mas não durou. Ao deixar o palco, foi flagrada fazendo caras e bocas, de dor, enquanto voltava pro carro.

Eu me pego pensando nisso tudo e não sei se tenho compaixão ou se me revolto... Tenho mais compaixão dela e do espectro de gente que ela se tornou, ou me revolto pela insistência da moça em passar pela vida e não viver? Tenho mais compaixão de quem paga um ingresso para vê-la numa exibição de degradação ou me revolto porque são esses, em parte, incentivadores dessa conduta temerária da garota, já que a esta altura das coisas vão ali muito mais pra ver o que ela vai aprontar do que pra ouvir sua música?
Não sei o que sinto, nem em que proporção.
Mas não sinto inveja dessa gente.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Manchete de jornal





Vai me dizer que você não imaginou um homem caminhando com seus dois pés de maconha pelas ruas do Norte Fluminense e a Polícia prendendo o pobre coitado??

domingo, 17 de agosto de 2008

Rafael Nadal

Que tanto ele puxava aquela cueca, hein??
Caramba!!

Machado de Assis


O CCBB é um dos espaços culturais mais bacanas, do Rio.

Além da esperadíssima exposição "Clarice Lispector - A Hora da Estrela", que rola a partir da próxima terça-feira, dia 19 de agosto, o Centro Cultural está trazendo também, até dezembro, toda primeira terça-feira do mês, às 18h30min, um ciclo de palestras sobre a vida e a obra de Machado de Assis - um evento que marca o centenário da morte do escritor, tido como o maior autor brasileiro de todos os tempos.

Veja a programação:
02/09 - Machado de Assis, um gênio brasileiro
Palestrante: Daniel Piza
07/10 - Machado de Assis: duas visões
Palestrantes: José Mindlin e Alberto da Costa e Silva
04/11 - O olhar de Bento a Casmurro
Palestrante: Antonio Quinet
02/12 - Toda poesia de Machado de Assis
Palestrante: Cláudio Murilo Leal


Clarice e Machado de Assis, com entrada franca. Mas o pessoal prefere pagar R$ 22,00 num Cinemark da vida, pra ver filme americano...

sábado, 16 de agosto de 2008

Feliz Sábado!!

Pois é... Sorria!!
Você está num sábado!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Preguicenta que só!

Preguiça total. De pensar, de trabalhar, de escrever, de ler... Pre-gui-ça. Muita.
Estou "rápida-mente"; quero dizer: minha mente tem trabalhado muito mais rápido que qualquer outra parte do meu corpo, e isso me faz desistir de materializar qualquer coisa antes mesmo de começar, porque já cansei. Não sei explicar. Na verdade, acho que sei. Só estou cansada pra tentar.

Motivos para comemorar e agradecer

O bom de tudo é isto: entrar e sair daquela sala com a certeza de que tudo dará certo.
Mas o melhor de tudo é perceber que... sim!, deu mesmo!!

"Agora é hora de alegria, vamos sorrir e cantar..."
Hora de agradecer aos amigos queridos que se uniram numa imensa corrente de oração, uma corrente do bem, uma corrente de fé. E louvar ao sábio Deus que dá sabedoria aos cirurgiões e anestesistas para operarem pequenos milagres que Ele prefere não assinar.
Minha maninha já está em casa, mas vocês sabem que qualquer pós-operatório é delicado. Então, quem quiser fazer parte da corrente, pode vir, ainda é tempo!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O máximo da precaução ou uma questão de experiência??

Linha Manteiga de Karité da África.
Hidratante para o corpo.
Um produto da Avon. Promoção. De R$ 28,00 por R$ 19,90.
Está lá, na revistinha, página 47.


Agora repare o alerta, embaixo da propaganda!!


kkkkkkkkkkkkkkkk

Jura que é preciso avisar???

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Made in China


Você imaginaria que eles trocariam o original por uma cópia??
Pois é...
Mille & Vanille made in China.
A menina bonitinha (Lin Miaoke) dublou a cantora (Yang Paiyi), que tem os dentinhos tortos e não foi aprovada pelo Comitê Organizador.
E pode????

Obs.
Também se diz por aí que a cerimônia transmitida "ao vivo" teve imagens de fogos gravadas e exibidas como se fossem em tempo real...


Ai, esses chineses... agora falsificam cerimônia de abertura de Jogos Olímpicos??
Caraca!!

Enquanto isso...


Enquanto Brasil e Portugal não se destacam na competição, com medalhas, o jeito é dar ênfase ao papo dos "assuntos pessoais pendentes".
A repercussão já vai pro terceiro dia!
Um mico, mesmo.
(imagem do Globo Esporte)

Hipótese - Carlos Drummond de Andrade




"E se Deus é canhoto
e criou com a mão esquerda?
Isso explica, talvez,
as coisas deste mundo."

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Quando a vida imita a arte

Não se pode dizer que foi uma idéia original.
Mas deve ter sido igualmente divertido, repetir a brincadeira vista em "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain"



O mais legal: o anãozinho foi devolvido juntamente com um álbum de fotografias das viagens!
hohohohoho!!!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A$ $urpre$a$ que a Diretoria do Flamengo apronta!

É esse senhor quem vem compor o ataque do Flamengo, depois que a diretoria de$pedaçou o time quando estávamos na liderança do campeonato Brasileiro? Tomara que eu morda a minha língua, mas esse jovem de 33 anos cujo último título que ajudou a conquistar foi em 2002, na tal de "Copa da Liga Alemã"... Tsssss...

E o Felipe?? Que fique onde está! Faz tanta falta ao Flamengo quanto um poste no meio do campo.

E pra terminar, tá na hora de dar um corretivo no Ibson, pra parar de palhaçada...Que palhaçadinha foi aquela de impedir o Jaílton de comemorar o gol com a torcida??
Olha só, quem encontrar com esse garoto na rua, pode dar um "Pedala Robinho" nele, com gosto, e pôr na minha conta!

domingo, 10 de agosto de 2008

Pelo dia de hoje e por todos os outros

Mark Twain conta que aos 14 anos de idade achava seu pai tão ignorante que nem sequer conseguia suportar sua presença. E diz: "Quando fiz 21, fiquei atônito ao perceber o quanto ele havia aprendido em sete anos!"

Acho que não preciso dizer mais nada...

Feliz Dia dos Pais!!

sábado, 9 de agosto de 2008

Feliz Sábado!!


Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
Ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
Garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
(...)
É feia. Mas é realmente uma flor.

A Flor e a Náusea - de Carlos Drummond de Andrade
in A Rosa do Povo

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Olimpíadas em Pequim

A abertura dos Jogos Olímpicos está sendo um show!!

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Já que o Francis diz que não sabe o que é TPM...

TPM. Há sempre uma definição muito própria para o seu caso específico:


- Todos os Problemas Misturados
- Tendências a Pontapés e Murros
- Temporada Proibida para Machos
- Toda Paixão Morre
- Tô P. Merrrrrrmo
- Tocou, Perguntou, Morreu
- Tente no Próximo Mês
- Tô Pirada Merrrrrrmo
- Tempo Para Meditação
- Totalmente Pirada e Maluca
- Tendência Para Matar
- Tira as Patas, Moleque

Pequeno Manual de Segurança para Homens

Sim, ela está com TPM.
Como sobreviver a uma mulher com TPM??
Este manual é bastante conhecido de alguns, mas não custa nada republicar aqui, em benefício de quem nunca o leu. Bem, a idéia é: memorize para sua própria segurança. Afinal, há certos procedimentos, perguntas e comentários que podem ser perigosos. Opte por um outro, que seja seguro, ou, melhor, seguríssimo, ou ultra-seguro!

Vamos lá:

PERIGOSO: O que tem pro jantar?
SEGURO: Posso te ajudar com o jantar?
SEGURÍSSIMO: Onde você quer ir pra jantar?
ULTRA-SEGURO: Aqui, come esse chocolate.

PERIGOSO: Você vai vestir ISSO?
SEGURO: Nossa, você fica bem de marrom!
SEGURÍSSIMO: Uau! Tá uma gata!
ULTRA-SEGURO: Aqui, come esse chocolate.

PERIGOSO: Tá nervosa por quê?
SEGURO: Será que não estamos exagerando?
SEGURÍSSIMO: Vem, deixa eu te fazer um carinho...
ULTRA-SEGURO: Aqui, come esse chocolate.

PERIGOSO: Será que você devia comer isso?
SEGURO: Sabe, ainda tem bastante maçã.
SEGURÍSSIMO: Quer um copo de vinho pra acompanhar?
ULTRA-SEGURO: Aqui, come esse chocolate.

PERIGOSO: O que você fez o dia todo?
SEGURO: Espero que você não tenha trabalhado demais hoje.
SEGURÍSSIMO: Adoro quando você usa esse robe!
ULTRA-SEGURO: Come mais um pouco de chocolate.

Você sabe como eu detesto "correntes"; mas se é uma questão de salvar vítimas de nossas delicadas transformações em época de TPM... Eu adoto o famigerado "Passe adiante!"

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

E por falar em Tevez, Argentina...

Pois é. Por falar em Tevez, Argentina e tal, lembrei das primeiras lições de Psicologia, na faculdade: "O que é o ego?"

R: O pequeno argentino que vive dentro de cada um de nós.

Hohohoho!!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Por e-mail

Estavam reunidos o Pequeno Polegar, a Branca de Neve e o Corcunda de Notredame, na Disney, jogando conversa fora...

Aí, o Polegar disse:
- "Eu sou o menor homem do mundo!!!"
A Branca de Neve revidou:
- "Sou a mais bela do mundo!!!"
E o Corcunda fnalizou:
- "Sou o homem mais feio do planeta!!!"

Mas eles queriam que isso fosse comprovado...
Pegaram o GuinessBook. O Polegar abriu na página 73... e realmente estava lá:
"Polegar, O Menor Homem Do Mundo."
Todos ficaram impressionados!

A bela morena pegou o livro, abriu na página 97, e estava lá escrito:
"Branca de Neve, a mulher mais bela do planeta Terra."
- "OOOOOOOHHHHHHHH!!!"
Todos ficaram impressionados!

Por último, o Corcunda de Notredame pegou o livro, abriu na página 176...
Depois de alguns minutos de silêncio, o Corcunda gritou:
- "TEVEZ ?!?!... QUEM É TEVEZ ??!!!"

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Despedida - por Antônio Maria (excerto)

"Permite que eu deseje, agora, tomado e vencido pelas urgências que de mim exigem, um canto de sono e preguiça onde ainda não se tenham inventado o telefone e o relógio...
Por isso e pela descrença que em meu espírito se acentua, permite que eu deseje ser só — ou teu somente — num lugar do mundo onde os gritos não tenham eco, onde a inveja não ameace, onde as coisas do amor aconteçam sem testemunhas. Livrem-me da pressa, das datas, dos salários e das dívidas e a todos serei agradecido, num verso submisso. Livrem-me de mim, de uma certa insaciabilidade que apavora e de todos serei escravo numa humilde canção. Permite que eu só queira, agora, esse canto de sono e preguiça, onde não necessite dos atletas, onde o céu possa ser céu sem urubus e aviões, onde as árvores sejam desnecessárias, porque os pássaros se sintam bem em cantar e dormir em nossos ombros."
31/05/1963

Texto extraído do livro "Com Vocês, Antônio Maria",
Editora Paz e Terra - Rio de Janeiro, 1964, pág. 225.

domingo, 3 de agosto de 2008

Ahahahahaha!!!

A criatura precisou ir ao Google, pra me achar...
E vejam vocês o critério da busca: "suzi ballack meu bem"
Hohohohoho!!!


Agora é só colocar no "Favoritos", pra não me perder mais!

p.s.
Ballack-meu-bem manda beijos.

Das coisas incríveis

Você, de repente, sente uma saudade tremenda de certas pessoas queridas. Tremenda!
Sexta-feira à noite. Você tenta ligar apenas para dizer que sente saudades e desejar um sábado feliz.
A gravação diz que sua ligação não pode ser completada.
Você se sente frustrado, e ainda com saudades, tenta mais umas dez vezes, em vão.
Na manhã de sábado... aquelas pessoas batem à sua porta, de surpresa.
Coincidências não existem...
Eu acredito em presentes de Deus.

sábado, 2 de agosto de 2008

Feliz Sábado!!

Pouco importa quão intangíveis pareçam os sonhos, não importa a distância havida entre mim e aquilo que pretendo alcançar, nada importa o demasiado esforço que se me impõe para atingir u'a meta. O que conta é a disciplina, o empenho e a determinação. Não existe segredo. O que se exige de mim é trabalho e dedicação.
Sonho com dias felizes, e trabalho para que todo dia seja a renovação de cada sábado feliz que tenho vivido semana após semana.

É a história de pegar os pincéis e pintar seu céu de azul, seu arco-íris, seu mar, seu paraíso... e viver nele.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Ai, a saudade...

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."
Clarice Lispector