quinta-feira, 31 de julho de 2008

Tudo recomeça...

É hora de voltar ao trabalho.



Mas se derem mole...

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Diário de bordo - parte 3

Acredite se quiser, os Chilenos conseguem gostar dos argentinos ainda menos que nós, brasileiros. Eles, todavia, têm motivos históricos para isso. Os nossos motivos são apenas futebolísticos, mesmo, e relativos ao tamanho do ego dos moços.
A propósito de um e-mail que recebi, devo contar uma historinha que pode traduzir essa coisa do ego inflado.
Diz-se que o melhor negócio do mundo é você pegar um bebê argentino pra criar. Pegue bem bebê, alimente, faça a criança ficar fortinha, vá cuidando bem, até que ela cresça. Quando tiver uns 18 anos, você vende o argentino pelo que ele pensa que vale.
O melhor negócio do mundo!!
Hohohoho!!!

Bem, qualquer coisa que aconteça de errado no Chile sempre tem um culpado: um argentino. Um motorista teve problemas na subida para Valle Nevado. Não conseguia subir. Parou o carro, teve que colocar as correntes nos pneus, acelerava forte (isso é justamente o que não se pode fazer) e o carro derrapava e não saía do lugar. Atrás, uma fila enorme ía se formando. Adivinhem o que disse nosso motorista??
Pois é: "- Deve ser argentino!"

Conforme você vai conhecendo a história do país, vai percebendo que o Chile já teve problemas com a Bolívia, com o Peru, com a Argentina... Mas eles nos tratam tão bem!!
É... Só nos tratam bem porque o Brasil não faz fronteira com eles, nós concluímos... rs*

O Chile tem histórias de luta, pra contar. Lutas externas e internas. A "nação mapuche", o povo indígena que vem perdendo não só território mas principalmente sua própria identidade, é uma das poucas tribos da América do Sul que conseguiu resistir com sucesso à força do Império Inca e dos conquistadores espanhóis. É uma história muito bacana de se ouvir.

Sabe, se você quer sair de férias em busca de parques de diversão e pernas pro ar, se pretende não "gastar" sua mente, se não quer estudar nada e só pretende descansar, o Chile não deve ser seu destino.
Lá, não vi parquinhos com roda-gigante e montanha russa (devem existir, é verdade, mas nem me dei conta); o que você tem é muito chão pra caminhar. Vai cansar suas pernocas, aprender história, vai pensar em política, movimentos sociais, questionar os direitos dos povos e os deveres do Estado... Enfim, vai ter trabalho. Um delicioso e agradável exercício para o corpo e para a mente.

Bandeira Mapuche

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Diário de bordo - parte 2

Eles são encantadores, os chilenos. Sim, até no modo de falar. Porque nós, aqui, quando gostamos muito de alguma coisa, simplesmente dizemos algo do tipo: "Eu adoro isso!", "É o máximo!", "Eu me amarro!", enquanto eles dizem singela e docemente: "Muito me encanta!"

Vamos combinar, "muito me encanta" é encantador!!

A cidade está repleta de brasileiros e é incrível como os chilenos se esmeram em nos atender carinhosamente. Sabem que basta falar devagar para que um brasileiro compreenda o que querem dizer, e então se preocupam em falar pausadamente. Alguns falam até bastante bem o Português.

Nosso motorista, o Rafael, foi de uma simpatia incrível. Já nos recebeu sorrindo e foi durante todo o percurso "hablando portuñol". Falava Português, aliás, muito bem!, e imagino que, àquela altura, na cabecinha de Amélie, Tico e Teco estivessem pensando: "Mas como esse tal de Espanhol é fácil de entender... Muito mais fácil que a língua dos Argentinos, o castelhano..."

Eu sempre comentei que se existe uma cidade linda de se chegar, de avião, essa cidade é o Rio de Janeiro. Não à toa Tom Jobim compôs o "Samba do Avião"...
Não conheço muito do mundo mas, do que eu conheço, o Rio é imbatível. São Paulo, por exemplo, é horrível. Tudo cinza - cimento e ar -, e me desculpem meus amigos de Sampa, é assim mesmo, ressalvas àquele pedacinho verde, o Parque do Ibirapuera. Então eu ainda não havia visto, de cima, nada tão lindo quanto o meu Rio de Janeiro, e de repente dou de cara com a Cordilheira dos Andes... O que é aquilo??? Que maravilha é aquilo?? Coisa mais linda do mundão de meu Deus!

Chegar a Santiago é, por si só, um espetáculo. Perguntaram pra mim, no sábado, se não dá medo, sobrevoar aquelas rochas todas. Confesso a você que não senti nenhuma espécie de medo; eu estava encantada demais para algum sentimento negativo se aproximar de mim. Imagine um prato, à mesa, servido com porções de chocolate crocante cobertas de chantilly. Pois aquilo é algo mais ou menos assim. A impressão é de que você está tão próximo quanto um prato à mesa estaria de você, sentado na cadeira. E a idéia daquela cobertura de chantilly se derramando sobre os morrinhos do sorvete de chocolate desperta em você o desejo quase incontrolável de esticar a mão e passar o dedo, pra provar.

Dois dias depois, estar ali, numa estação de esqui na Cordilheira dos Andes, foi outro espetáculo incrível! Até chegar lá no alto, em Valle Nevado, são contadas 61 curvas, pelo caminho aberto nas rochas. Depois de uma porção delas, nosso motorista perguntou: "- São 61. Quantas vocês acham que nós já fizemos?"
Fiz um cálculo rápido e respondi toda animada: - Umas 17!
As respostas foram variadas, mas giravam mesmo em torno de 20, tantas eram as curvas que já havíamos feito.
Ele riu e disse:
- Nenhuma! Isso que fizemos até agora não é considerado curva...

Hohohoho!! O que nos aguardava, a partir dali, era uma seqüência de 61 curvas de 180 graus cada, com uma "parada obrigatória" na curva 40 para adaptação à altitude.
61 curvas! Você tem idéia?? Pois eu amei! Afinal, meu pacote de viagens era "com emoção"!


Parada para que o corpo se adapte à altitude. Primeiro "contato pessoal" com a neve. Fotos na casinha de pedra e nenhum frio. Pois é... Eu, sem frio.


Já em Valle Nevado. Há quem se hospede nos hotéis que ficam na estação (são três hotéis que ficam repletos, nessa época do ano). Gente que vai ao Chile só pra esquiar, mesmo.


El Farellones. Outra estação de esqui. Nessas casinhas, vivem as pessoas do povoado. Ali, a 2.500 metros do nível do mar, você pode esquiar nos cerca de 1.000 hectares aptos para a prática do esporte. E tem imagens lindas para recordar para sempre.

domingo, 27 de julho de 2008

Como encarar as derrotas

"Se alguma coisa vai mal, fui eu. Se alguma coisa vai mais ou menos bem, fomos nós. Se alguma coisa vai realmente bem, então foram vocês. Basta isso para fazer as pessoas ganharem jogos de futebol para você."

(Paul "Bear" Bryant - treinador do "Texas A & M", time de futbelo americano do Texas)




Hoje, a nossa seleção masculina de vôlei sentiu o gosto amargo de não pisar no pódio, numa Liga Mundial na era Bernardinho.
O técnico, verdadeiro e incontestável líder vitorioso assumiu a responsabilidade pelo mau resultado e disse o seguinte:

"- Pela primeira vez, não consegui recuperar o time emocionalmente. Se há alguém responsável, é quem dirige o grupo. Tenho que dar as condições para que eles se motivem e se preparem para o esquema de jogo dos adversários."

No futebol, no vôlei, na vida, quando você dirige os passos, é fundamental assumir os erros, ainda que não sejam unicamente seus. Quando você dirige, embora nem tudo dependa de você, é mais importante assumir a responsabilidade do que apontar culpados.
Bernardinho sabe disso.
Alguém ensine ao Renato Gaúcho, por favor?

sábado, 26 de julho de 2008

Feliz Sábado!!

O mundo gira, a vida é um ciclo
e há um novo sábado a cada sete dias.
Enquanto o mundo gira,
eu dou cambalhotas de alegria,
porque, afinal...
HOJE É SÁBADO!!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Diário de bordo - parte 1

Cheguei a Santiago numa segunda-feira à tarde. Saí do Rio no domingo, dormi em Buenos Aires e voei na segunda, para o Chile. A passagem por Bs. As. eu conto depois, porque voltei pra lá na sexta-feira.

Já no Free Shop de Santiago conheci "Amélie"*, que estava no mesmo vôo que eu e cujo marido havia simplesmente acabado com o trabalho da aeromoça nas instruções sobre emergência. Enquanto a aeromoça falava, marido de Amélie caminhava pelo corredor; e como estava sentado justo na direção de onde a aeromoça "executava sua performance", não teve piedade: nem sei se pediu licença, mas a aeromoça foi obrigada a dar dois passinhos pra trás, enquanto se equilibrava para mostrar como as máscaras de oxigênio cairiam, blá, blá, blá...

Amélie carregava uma bolsa do tamanho do mundo e lá dentro carregava o mundo. Era divertido ver como trocava os óculos de sol durante a viagem. Prada por Gucci, Gucci por Versaci... Saía tudo de dentro da bolsa mágica; afinal, Amélie já havia estado, ao menos, em dois Duty Free (Rio e Buenos Aires, até então).

Chegamos em Santiago e foi aí, mais precisamente, que conheci Amélie. Ela iria no mesmo carro que eu, até o hotel, e foi no carro que eu descobri, num bate-papo, que o maridão estava interessado em haras. Pois é... O homem cria cavalos, meus queridos. Sacam o tanto de grana que passeava naquela bolsa que carregava o mundo??

Mas bacana, mesmo, foi o diálogo que se travou no Free Shop de Santiago. E, meninos, eu ouvi!!
Amélie se dirige à atendente e pergunta algo. A moça, muito gentil, responde em Português.
Amélie, estupefata, pergunta:
- Que língua vocês falam, aqui?
- Como?? - pergunta a atendente.
- Que língua? Qual o idioma que vocês falam aqui? Não é o castelhano... Não é a mesma língua que falam na Argentina...
- Espanhol. (num risinho sem graça)
- Ah... Logo vi. É espanhol! Não é castelhano, é espanhol (fala dirigindo-se ao maridão). Porque você fala e eu entendo tudo! Na Argentina a gente não entende nada do que eles falam...


Agora me diga você: Amélie não é o máximo???

No aeroporto. Ao fundo, a Cordilheira dos Andes,visual que ocupa toda a cidade...

Aqui, um tanto de folhinhas de mapple, outra das minhas paixões.


* o nome da moça, Amélie, foi alterado, para preservar a identidade do casal; mas o original é algo assim, bem francês e charmosinho...

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Cheguei!

E já quero voltar!















Apaixonada pelo Chile, já quero voltar!!

domingo, 13 de julho de 2008

Com licença, eu vou de férias!

Darei notícias direto de Santiago de Chile!
...ou nos falamos na volta!, vai saber...

sábado, 12 de julho de 2008

Feliz Sábado!!

Ontem à tardinha eu dirigia pela Linha Amarela, altura do Méier. De repente, alguns pinguinhos discretos de chuva caíram sobre o pára-brisa. Fui levada a olhar para o céu... e lá estava ele. O arco-íris!

Há muito, muito tempo eu não via um arco-íris. E aquele era mesmo um arco enorme. Lamentei não poder parar pra me encantar melhor, e imediatamente me veio à lembrança a musiquinha que cantávamos para as crianças. No mesmo instante, liguei para a minha irmã - porque ela é a pessoa que mais ri da minha memória musical -, e quando ela disse "alô!", eu respondi cantando:

"Vejam! Lá no céu azul a brilhar, um arco-íris!
Vejam! Lá no céu azul ele está! É o arco-íris!
Lá no horizonte o encontro divinal
sugere à luz do sol dourar o céu azul
Com harmonia no tom original
Ordena às lindas cores do arco-íris: - Brilhar!
Ele é multicolorido, majestoso em beleza
Ele é multicolorido, ele enfeita a natureza..."

E enquanto minha irmã ria, do lado de lá, eu completava com a imitação das notinhas do piano que meu irmão tocava pausadamente em seguida, como se fossem pinguinhos de chuva (pin, pon, pin, pon), e então repeti o texto que a Márcia dizia pras crianças ao ouvir as notinhas:

"Que barulhinho é esse??"


E aí, cantávamos todos:

"Ping, pong, ping, pong...
A chuva cai,
ping, ping, ping, pong,
ping, ping, pong,
ping, ping pong,
a chuva cai,
ping, ping, ping, pong
Deus nos mostra amor!!"

Pois é...
Lembrei de tudo isso.
Como são felizes, os sábados!!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Sabedoria

De repente eu me deparei
com as seguintes palavras:


"Não queime as pontes
após atravessá-las.
Você ficará surpreso ao ver
quantas vezes terá
que cruzar o mesmo rio."






E então lembrei
que desde garota
sempre gostei mais de dar laços,
em vez de nós;
gostava de desatar, em vez de cortar.
Acho mesmo que, de repente,
eu já tinha aprendido a lição das pontes.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Quando você pensa que já viu de tudo...

Nem Sempre Sou Igual - por Alberto Caeiro

Nem sempre sou igual no que digo e escrevo.
Mudo, mas não mudo muito.
A cor das flores não é a mesma ao sol
De que quando uma nuvem passa
Ou quando entra a noite
E as flores são cor da sombra.


Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.
Por isso quando pareço não concordar comigo,


Reparem bem para mim:
Se estava virado para a direita,
Voltei-me agora para a esquerda,
Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés —
O mesmo sempre, graças ao céu e à terra
E aos meus olhos e ouvidos atentos
E à minha clara simplicidade de alma ...


Alberto Caeiro in O Guardador de Rebanhos (XXIX)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Por quê?

Por que ir às compras é sempre um programa encantador, mesmo quando se vai apenas acompanhar alguém?
Ora, é óbvio: porque você sempre acaba dizendo "eu mereço", o que garante umas sacolinhas, ao final da brincadeira...

Ontem fui "apenas acompanhar" A., que vai viajar a trabalho e queria comprar umas roupas. Mas você sabe como estão em alta as meias de inverno. Cada uma mais linda que a outra, mescladas, bordadas, trançadas... e de repente a palavrinha mágica: "promoção". Meias de dezoito reais por nove e noventa, ou por doze... Quem resiste?? Sim, os homens resistiriam. Mas uma pobre mulher, de férias... Você compreende.

E lá dentro da cabecinha, como a legitimar esse momento consumismo, eu me justifico: "Ah... quando estou trabalhando eu nem vou ao shopping! De férias, posso ir e até gastar um dinheirinho".
(na verdade, essa parte foi pra justificar a botinha que terminou, "por acaso", vindo na sacolinha...)

terça-feira, 8 de julho de 2008

Manhã de sol

Não, não temos um sol de verão...
...mas caminhar na areia, ver o mar,
e sentir o sol na pele antes que a brisa do mar comece a virar vento frio é uma boa pedida para esta manhã de terça.
Então... é pra lá que eu vou.


"...E foram correnteza abaixo rolando no leito
engolindo água, boiando com as algas
arrastando folhas, carregando flores
e a se desmanchar
E foram virando peixes, virando conchas
virando seixos, virando areia
prateada areia com lua cheia
e à beira-mar"

(Chico Buarque - Mar e Lua)

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Coisas de mulherzinha

Então, você aproveita que está de férias e tem todo o tempo do mundo, e acorda tarde, toma banhos demoradíssimos, passa no corpo, enfim, o óleo de banho italiano que comprou no cruzeiro que fez há cinco meses, passa no rosto todos os creminhos que dizem vão te rejuvenescer quinze anos, troca a cor dos cabelos para um tom de inverno (sim! eu acho que "chocolate" é a cor dos meus cabelos para o inverno), senta na varanda com a toalha na cabeça enquanto ouve o "Boca Livre" cantar "Vem, morena, ouvir comigo esta cantiga, sair por essa vida aventureira...", e então se levanta em busca dessa tal aventura...

Só ter suas férias confirmadas uns diazinhos antes do primeiro dia impede que você faça planos grandiosos para as férias... mas pequenos prazeres também são prazeres, e eu sou muito capaz de transformar qualquer coisinha num grande evento!

Vou seguindo de férias. E muito bem! Transformando esta segunda-feira, que seria um diazinho bem chato, num dia cheio de coisas pra fazer!

domingo, 6 de julho de 2008

Veio espiar?

Dei uma saída, mas o Rex tá tomando conta da casa.
Pode entrar, mas nada de bagunça, viu?
Amanhã eu volto!

sábado, 5 de julho de 2008

Feliz Sábado!!

Você vai ler uma crônica da Cora Rónai, publicada no blog internETC.
E depois, eu duvido que você, de coração aberto, não vá encontrar um jeito de fazer com que o seu sábado seja um dia feliz! E aí, no embalo, aproveite para fazer feliz o sábado de alguém que esteja perto ou longe de você, seja um amigo ou alguém desconhecido! É simples. Você vai ver! Pode acontecer sem que você nem se dê conta...


Jesus no 464 - por Cora Rónai (um relato da Leila)

"A primeira vez que vi cabras azuis foi da janela do ônibus, indo de casa para o jornal" — escreveu a Leila num comentário lá do blog. —"Aliás, muita coisa importante na minha vida aconteceu assim. Foi da janela de um 464 que vi pela primeira vez uma colônia de gatos de rua no parque do Museu Carmem Miranda.

Foi num 464 que vi Jesus, ele entrou no ônibus ali na São Clemente, fez alguns milagres e desceu no Catumbi (até hoje não consigo contar essa história direito, mas aconteceu).

Enfim, lá ia eu para o jornal, tinha uma obra, acho, o ônibus entrou numas quebradas no Catumbi e lá estavam elas pastando. Cabras azuis de botinhas pretas! Meu coração disparou, foi amor à primeira vista.”

Estávamos conversando sobre os bichos que gostaríamos de ter, mas o que chamou a minha atenção no comentário não foram as cabras azuis, mas a presença de Jesus num ônibus carioca. Publiquei o comentário com o merecido destaque. A turma que bate ponto no blog adorou, e começou a cobrança:

— Leila! Não importa o que você toma, eu quero dois! — escreveu a Marcela, da Gávea.

— Ou conta a história ou conta o que você toma! — mandou a Marise.

— É, acho que ônibus é código — concordou o Tom.

Depois de um suspense de dois dias, a Leila voltou e respondeu. E todos ficaram muito emocionados, mesmo os incréus, porque sabemos que a vida tem momentos mágicos:

“Eram umas duas, duas e meia da tarde. Era um dia bonito, sol sem calor. Morava no Leblon e ia para o trabalho, no Centro. O ônibus era um 464, acho. O ônibus parou no último ponto antes da Praia de Botafogo, entrou mais gente, e a voz perguntou ao motorista:

— Comandante, posso pegar uma carona?

A voz era cheia, firme, equilibrada, mais para o grave, magnífica. Tive que olhar. Era um hippie. Um cara louro, cabelos no ombro, rosto bonitinho, cabelos mais para o liso, carregava aquelas coisas de veludo cheias de bijuteria artesanal. Magro, um metro e setenta.

Ah. Ele entrou, tinha um lugar vago, alguém perguntou:

— Não vai sentar?

— Não, obrigado. Já estou feliz por conseguir a carona.

Foi só isso, dito por aquela voz, aquela pessoa. Tudo mudou dentro do ônibus. Um homem levantou e deu o lugar para uma mulher que estava em pé. Duas moças se ofereceram para segurar embrulhos de pessoas em pé. Uma pessoa ao lado dele começou a puxar conversa. Ele respondia com frases comuns, contando de uma vida comum. Atrás de mim duas senhoras começaram a conversar. Ao lado as pessoas sentadas começaram a conversar.

Aqui começa a ser difícil de explicar. O que posso falar é um baita lugar comum. Só existia amor. O ar ficou leve. As pessoas conversavam felizes. Quando entrou uma velhinha, dois homens se levantaram para dar lugar.

Eu me sentia como em alguns sonhos que já não tenho faz tempo. Nesses sonhos eu ia a uma fazenda em uma ilha. Lá não existia medo, desconfiança ou raiva, só uma sensação de felicidade absoluta.

Era assim ali no ônibus. Quando saímos do túnel Catumbi-Laranjeiras ele disse ao motorista que ia descer, agradeceu a todo mundo pela conversa e pela carona. Meu coração estava disparado. Pensei em descer, correr atrás dele e perguntar o que fazer da vida daí em diante. Nah, sua doida, você já foi hippie faz tempo. As respostas não estão com ele.

O ônibus andou. Olhei pela janela. No chão da pracinha, um monte de folhas e restos de legumes da feira que tinha acabado. E carneiros. Sim, carneiros. Muitos carneiros felizes, comendo as folhas no chão. Carneiros pastando no Catumbi. Não eram carneiros branquinhos de foto de catecismo. Estavam com a lã bem sujinha até. Jesus tinha acabado de virar a esquina.”

daqui

sexta-feira, 4 de julho de 2008

A chuva cai lá fora...

Pernas pro ar, o quentinho do sofá, e nada por fazer...
"Dolce far niente"

Charadinha

O que é o que é?

Começa com FLA
e termina com FLU?

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RESPOSTA:

A tabela do Campeonato Brasileiro!!!

Hohohohoho!!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Mais homenagens!!




Liga Dos Urubus ou Liga Deportiva Urubuzada - Campeã da Copa Libertadores da América 2008

Fluminense, a luta continua. Agora, rumo à segunda divisão!!

Guerrón - Liga Deportiva Universitaria
vestindo "o manto sagrado"

Ah!! LDU!!!
Os politicamente corretos que me desculpem,
mas eu morri de rir!!!

imagens do globoesporte

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Rubem Alves

Ele estava falando sobre a vida acadêmica, sobre a formação dos estudantes, sobre profissões. Mas não é que se pode ler como uma bela mensagem de férias?
Pois é... cada um lê aquilo que precisa:

"Desejo a vocês uma boa viagem. Lembrem-se do dito do João: 'A coisa não está nem na partida e nem na chegada, mas na travessia...' Se, no meio da viagem, sentirem enjôo ou não gostarem dos cenários, puxem a alavanca de emergência e caiam fora. Se, depois de chegar lá, ouvirem falar de um destino mais alegre, ponham a mochila nas costas, e procurem um outro destino."

Rubem Alves in "Estórias de quem gosta de ensinar — O fim dos Vestibulares"

terça-feira, 1 de julho de 2008

Hoje

Hoje é o dia.


E agora eu quero a leveza de 30 dias felizes ou a felicidade de 30 dias bem leves. Quero respirar outros ares. Lembrar que há vida colorida lá fora!, em outros tons e cores, além dos rosa, branco, verde, salmão, azul, cinza e amarelo das capas de processo...

Quero tudo! Estou de férias!!!!!