quinta-feira, 29 de abril de 2010

Não... eu não me esqueci de ti...


Não... eu não me esqueci de ti...
Pareço outra, eu sei... nem pareço aquela, fiel companheira, ao teu lado nas alegrias, dividindo as tristezas...
Pareço longe, distante. Mas apenas pareço, quero que saibas. Continuo a mesma. Mesmíssima.
Suspeitam que não te quero mais, ou que já não me encantas como antes... Que outros quaisquer, passageiros, me tenham levado de ti.
Mas não... não é nada disso. Ainda exerces sobre mim aquele fascínio de sempre; despertas ainda a vontade de contar-te tudo, todos os detalhes, cada pedaço de mim, ansiosa pela reação, mas muito mais pelo prazer de te fazer meu confidente.
Ainda persiste a vontade de que tenhas conhecimento de cada batida do meu coração, de cada nota das minhas canções, que tenhas notícias dos filmes que vi, de como foram minhas jovens tardes de domingo sem o Maracanã, meus dias de sol na praia, minhas noites chuvosas... de frio...
Persiste a vontade. E resiste a esperança nas promessas não cumpridas, na minha palavra repetida de que, agora, sim, agora estarei contigo todos os dias... E embora eu falhe... é preciso que saibas que não... eu não mudei! Não desisti, não finjo querer. Eu quero. Quero voltar...
Porque não... eu não me esqueci de ti, meu querido blog!

sábado, 24 de abril de 2010

Feliz Sábado!!

A alegria do sábado...

"Vou te dizer: é que eu estava com medo de uma certa alegria cega e já feroz que começava a me tomar. E a me perder. A alegria de perder-se é uma alegria de sabath. Perder-se é um achar-se perigoso..."
Clarice Lispector in A paixão segundo G.H., p. 102

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Feriado, trabalho, feriado, trabalho...

Na boa? Hoje só consigo dizer: sono... soninho...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Libertadores

Valeu!, Cerro-URU, Emelec, Cerro Portenho, Racing-URU e Inter!
Valeu!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Depois do dia... vem a boa noite

Sentada na varanda, enfim descansando depois de um feriado cheio de trabalho. Corre uma brisa lá fora e as folhas da revista tentam voar, fazendo um barulho gostoso, que parece acompanhar a regência das minhas pernas, penduradas na cadeira, e que se movem pra lá e pra cá.

Se por quinze minutos, dez, que sejam, você consegue relaxar depois de um dia cansativo, já há motivos pra comemorar. Pequenas coisas. Limonada gelada, um pouquinho de Napolitano da Kibon, uma laranja descascada na hora, um Ouro Branco e um Sonho de Valsa, pra encerrar. Um cheiro de sève no ar, o vento tocando em seu rosto, vizinhos chegando sorrindo, e a turma reunida para o futebol da noite.
Pequenos prazeres.

Porque amanhã é mais um dia de trabalho e a esta hora ainda estarei no trânsito, quem sabe..., preciso agradecer pela noite de hoje.

É uma boa noite. Sim, muito boa noite.

"Nunca consigo fazer todo o 'Nada' que quero..."
(Calvin)

domingo, 18 de abril de 2010

Domingo de sol

Como diria o filósofo-poeta Wando...

"Manhã de sol, meu iaiá, meu ioiô..."


Hora de passear de bicicleta!!

sábado, 17 de abril de 2010

Feliz Sábado!!


Era como se tudo em volta não existisse; só o cheirinho das flores...
Como se nada fizesse sentido; mas 'inda houvesse a brisa...
Era mesmo tudo isso e nada mais.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Quintana na quinta

COISAS DO TEMPO

"Com o tempo, não vamos ficando sozinhos apenas pelos que se foram: vamos ficando sozinhos uns dos outros."
Mario Quintana in "Caderno H" Poesia Completa, p. 327

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Pequenas boas coisas da vida

Tem coisa mais gostosa do que ligar pro amor da sua vida e ouvir uma risada gostosa do outro lado, quando você fala qualquer coisinha?

Quem tem isso, que aproveite. Quem não tem... não dá uma saudadezinha?
Pois é...

terça-feira, 13 de abril de 2010

A diferença entre a mera obrigação e o prazer


Tô fazendo Pilates. Foi o jeito que eu encontrei de não me tornar sedentária. Academia, definitivamente, não é a minha praia, e a delícia do Pilates é que você tem praticamente um "personal trainer" (sem o custo próprio dos "personals"), pois as turmas não têm mais que cinco/seis alunos... Meus treinos têm duração de uma hora, uma hora e meia, e dada a flexibilidade do horário, algumas vezes faço aula sozinha, "exclusividade no atendimento". A-do-ro!, embora haja diversão garantida quando a turma tem meninos e meninas treinando juntos.

Percebe-se com facilidade, minha treinadora ama o que faz. Detalhes. Detalhes que fazem a diferença. Quando estou "atacada" da tendinite (tenossinovite ou qualquer um da família), ela cuida de mim com ultrassom... Tem as massagens, que às vezes a gente descola, no final da aula, porque ela sente algum músculo mais tenso e trata de cuidar disso também. Enfim, que me desculpem os professores de Educação Física, mas treinar com um fisioterapeuta, e um fisioterapeuta que ama o que faz, é o máximo!

Diante dessas particularidades, o estúdio passa a ser um lugar tão agradável que a gente termina ficando por lá um pouco antes e um pouco depois do treino, batendo papo. Semana passada, por exemplo, minha aula era às seis e terminei saindo de lá por volta das nove!

E tudo isso eu resolvi falar porque a gente precisa, de uma vez por todas, aprender que só se faz bem aquilo que se faz com amor. E trabalhar só é um fardo impossível de carregar quando não se tem prazer naquilo que se faz. Não importa se você é mecânico, professor, gari ou doutor; pouco importa a profissão ou a atividade que você exerce; o segredo é que tem de ser por amor.

Se for só pela grana você não vai ser feliz. Se for com paixão, o retorno pessoal compensa. Se for um degrau pra depois chegar em algum lugar, mesmo assim faça com amor. Faça o melhor. Seja o melhor, do que quer que você seja. Hoje você é empregada doméstica, pensando em um dia ser Enfermeira? Então seja a melhor doméstica que puder ser. Faça bem feito, faça com amor. Se não souber trabalhar com amor agora, não saberá fazer isso depois e será uma enfermeira igualmente frustrada.

Vejo os operários daquela obra que atormenta meu sono, aqui em frente de casa, cantando às sete da madrugada. Você sabe o que é isso? Felicidade. Devem ter mil problemas, trilhões de dificuldades. Mas estão lá, rindo, cantando, desde cedo, até o anoitecer, e jogam cartas, à noite. Ontem mesmo um deles cantava em inglês e tinha uma voz que o garantiria como finalista no "American Idol", acredite no que estou dizendo! Pode ser que ser pedreiro seja uma ponte para um dia ele chegar a cantor. Pode ser que seu sonho seja mesmo ser um "Brazilian Idol", quem sabe? Mas se agora trabalhar com amargura, com ódio no coração, se for enjoado, irritadiço, um sem-amor, é com isso que vai se habituar. E duvido que alguém aposte num reclamão. Duvido que consiga ser feliz depois, se não consegue agora...

Fui professora por muitos anos. Ganhava mal. Algumas vezes cheguei a ganhar muuuuito mal mesmo, mas sempre dei o meu melhor no trabalho que eu fazia. Um tempo depois mudei de área e meu trabalho continua exigindo de mim o máximo daquilo que eu posso oferecer; eu não lhe nego, e ainda tento dar um pouquinho mais. Às vezes trabalho nos finais de semana, às vezes tenho uma folguinha num ou noutro dia útil. Às vezes trabalho por três pessoas. E quanto mais eu trabalho direito, mais eu atraio mais trabalho (inclusive dos outros... rs). Mas nunca reclamo "a sério". Sou feliz, sim, e faço tudo o que me chega às mãos para fazer com o máximo de dedicação, com amor, e dando o meu melhor. Além de tudo, carrego comigo a certeza de que, no que depende de mim, as pessoas recebem aquilo que se pode chamar de justo, e com uma celeridade que geralmente as surpreende. Eu me orgulho disso. E isso também me faz feliz.

O pedreiro, ali da obra, coloca o cimento com alegria. Sorri e canta, enquanto trabalha. Faz com amor.
A fisioterapeuta do Pilates oferece mais do que naturalmente se esperaria de uma treinadora.
Em algum lugar existe alguém, todas as manhãs, que acorda com um tremendo mau humor porque precisa trabalhar naquilo que não gosta, mas que lhe garante (ou nem isso) uma boa grana.
Em outro lugar, amanhece alguém que corre pra luta disposto a dar o seu melhor, naquilo que faz. Alguém que se sente bem. Eu queria muito que sempre estivéssemos aí, nesse caso.

Bom dia de trabalho, pra você!
"Bom dia; mas bom dia mesmo!"

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Quando a música fala ao coração...

Minha seleção musical deste fim de semana foi interessantemente deliciosa. Ouvi muito Toquinho,
muito mesmo, mas, curiosamente, "O Caderno" não tocou.
Eu choraria rios... e não era essa a ideia.

Ouvi Leoni e Marisa Monte, mas não tocou "Os Outros", não tocou "Não é Fácil". Só que aí veio Alejandro Sanz e cantou "Amiga Mía" e "Corazón Partío"... As coisas quase saíram do controle.

Pra fechar a noite do domingo, Fafá chegou com "Bilhete", numa interpretação que derruba qualquer um - ainda assim consegui ouvir sem chorar, porque, repito, não era essa a ideia, e, afinal, ando querendo muito acreditar que "chorar é pros fracos". Como os vascaínos, que choraram pelo pênalti que eles perderiam se tivesse sido marcado.

Não teve jeito... eu pretendia escrever um post sobre música e emoções, mas acabei falando de futebol - emoção total, sempre.
Vou parar por aqui e outra hora eu tento de novo. Não vamos nos demorar no tema futebol, hoje, porque não é um assunto que os vascaínos queiram tratar. E aqui, você sabe, "o freguês tem sempre razão". Aliás, Roberto Dinamite já falou disso...

Sobre a felicidade e o perdoar

- Já que estamos livres e felizes, vamos perdoar a figueira que está tão triste?

(CL in "Quase de verdade")

domingo, 11 de abril de 2010

O Vasco é o time da virada

O Vasco entrou para o Guiness Book na tarde deste sábado, 10.04.2010.
Que beleza! 802 tatoos da cruz templária. TATUADA EM VERMELHO E PRETO. ahahahaha!

Eles têm razão: "O Vasco é o time da virada": bobeou, virou rubro-negro!!

P.S. Não é mesmo incrível que a exigência tenha sido tatuá-la em VERMELHO E PRETO?

"A Cruz Templária que será tatuada durante o desafio VASCO NA PELE será vermelha e preta e terá 4,9 centímetros x 4,9 centímetros."

sábado, 10 de abril de 2010

Feliz Sábado!!


Um dia desses eu estava indo para o trabalho quando ouvi uma história, no rádio. Aconteceu com a família do querido pastor Alejandro Bullón.

Pois bem.
Ele estava com sua esposa e um dos seus filhos em Minas Gerais. Quando olhou para o lado, no centro da cidade, o filho tinha sumido. Rapidamente se deram conta de que tinham perdido o menino. Começaram a procurar, procurar, procurar, e, de repente, sentadinho no meio da praça da rodoviária, estava ele.

Os pais correram até o menino, que, tranquilamente, como se NADA de extraordinário estivesse acontecendo, sorriu.
Os pais, então, perguntaram se ele havia ficado com medo. E você sabe qual foi a resposta?
"- Medo? Não! Eu sabia que vocês estavam me procurando."

Mais tarde, em casa, os pais conversaram com ele e disseram que as crianças, quando se perdem, geralmente ficam com medo. Ele disse que diversas pessoas pararam para perguntar se ele estava perdido e ele dizia que não; estava apenas esperando seus pais irem buscá-lo.

Que confiança, hein?

Quando olho ao redor e vejo tudo o que me cerca, precisamente nestes últimos dias, de chuva e caos no Rio de Janeiro, quando vejo crianças como a Laura Beatriz, penso que é desse jeitinho que devemos nos comportar, neste mundo. Embora pareça, não estamos perdidos. Não precisamos ter medo. Basta esperar que nosso Pai virá nos buscar.