Eles se reencontrariam naquela rua,
De céu branco e nuvens cinzas.
A esperança, voando livre, pousara num galho de árvore à beira do caminho.
Ele ía. Ela vinha. E eles se reencontraram, naquela rua.
Passaram, entrementes, um pelo outro,
E não se viram.
Porque haviam perdido a esperança no meio do caminho...
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segunda-feira, 9 de junho de 2014
domingo, 22 de maio de 2011
Histórias de amor - LXI
E era dia de alegria
Porque ele vinha;
E se era noite, era festa...
E ela não se continha.
Sentada num canto da sala, olhava da janela. Via água... via chuva... via sol... havia!
Porque ele vinha;
E se era noite, era festa...
E ela não se continha.
Sentada num canto da sala, olhava da janela. Via água... via chuva... via sol... havia!
Nada parecia sombrio naquele canto de sala, naquela vista lá fora, naquele pedaço de mundo. Era tudo como um brilho, tudo como se fosse reflexo. Tudo visto por um prisma de cristal. Os raios se decompondo. Mágica. Fascinação. Era tudo lindo. Tudo, tudo. Porque ele vinha. E ela não se continha. Fosse noite, fosse dia.
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Histórias de amor - LX
Ela o contemplava por trás das cortinas.
Ele a imaginava por trás dos sorrisos...
Ele a imaginava por trás dos sorrisos...
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quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Histórias de amor - LIX
Ele sumira da rua por algum tempo. Teria viajado? - ela perguntava para si mesma a cada noite, depois que a sirene da fábrica tocava e as lojas cerravam as portas. Enquanto os ponteiros do relógio rodavam, o mistério rondava, e seu imaginário seguia povoado de suposições. Nesse passo, passaram-se dias. Mais lhe pareciam anos. A eternidade. Meu deus!
De repente, sabe-se como, tudo se deu. Ele surgiu na esquina. Ela surpresa sorriu seu sorriso de menina. Eram mesmo como crianças na padaria - ele, nas suas mãos, um suspiro; ela, com a doçura de seus olhos, encarava seu sonho...
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
Histórias de amor - LVIII
Ela vestia uma sainha leve e descia serelepe as escadas.
Ele, de uma seriedade ímpar, não resistiu à levidade,
e correspondendo ao sorriso ladino
comentou entrepensando:
...me bastaria
a sua ousadia...
Ele, de uma seriedade ímpar, não resistiu à levidade,
e correspondendo ao sorriso ladino
comentou entrepensando:
...me bastaria
a sua ousadia...
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Histórias de amor - LVII
Ela se perfumava
para que ele lhe sentisse o cheiro.
Ela pedia-lhe um colo.
Ele dava o mundo inteiro.
para que ele lhe sentisse o cheiro.
Ela pedia-lhe um colo.
Ele dava o mundo inteiro.
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Histórias de amor (eleitoreiro) - edição especial
Ele, Presidente da Comissão de Ética da Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).
Ela, a mulher, candidata derrotada à Prefeitura de Saquarema/RJ, Região dos Lagos.
Eles, juntos, os mantenedores do "Centro Comunitário Integração".
Lindo, não?
Pois é...
Manhã de segunda-feira, pós-eleição.
- Amor, que povo ingrato, esse de Saquá, hein??
- É, filha, que ingratidão...
- Você vai ficar quieto, amor? Não vai fazer nada?
- Huuummm. Acho que vou dar uma entrevista à Rádio Serra e Mar, bem. Vou dizer que a população de Saquarema foi muito ingrata com a gente. O que você acha? Dizer que foi muito ingrata com o trabalho que a gente faz aqui no Centro Comunitário...
- Isso, amor! Fala mesmo! Fala, fala!!
O marido sai para a entrevista, discurso pronto.
A mulher, em casa, começa a se agoniar, também se acha no direito... Aí, já viu, né?
Foi pra rua. Abriram o microfone, deram mole, e ela mandou:
- Sim, o Centro Social foi fechado.
E explicou o motivo:
- "O centro social foi fechado porque eu perdi a eleição". (sic)
Ela, a mulher, candidata derrotada à Prefeitura de Saquarema/RJ, Região dos Lagos.
Eles, juntos, os mantenedores do "Centro Comunitário Integração".
Lindo, não?
Pois é...
Manhã de segunda-feira, pós-eleição.
- Amor, que povo ingrato, esse de Saquá, hein??
- É, filha, que ingratidão...
- Você vai ficar quieto, amor? Não vai fazer nada?
- Huuummm. Acho que vou dar uma entrevista à Rádio Serra e Mar, bem. Vou dizer que a população de Saquarema foi muito ingrata com a gente. O que você acha? Dizer que foi muito ingrata com o trabalho que a gente faz aqui no Centro Comunitário...
- Isso, amor! Fala mesmo! Fala, fala!!
O marido sai para a entrevista, discurso pronto.
A mulher, em casa, começa a se agoniar, também se acha no direito... Aí, já viu, né?
Foi pra rua. Abriram o microfone, deram mole, e ela mandou:
- Sim, o Centro Social foi fechado.
E explicou o motivo:
- "O centro social foi fechado porque eu perdi a eleição". (sic)

E acontece que o marido soube. De-ses-pe-rou. Correu pro desmentido. Disse que o Centro já não funcionava no período eleitoral, que voltará a funcionar no final do mês e que a placa afixada na fachada do imóvel - "FECHADO POR MOTIVO DE INGRATIDÃO" - fora colocada por seus adversários políticos... Oh... os adversários políticos, esses medonhos!
Mas aí faltava o pior: explicar a entrevista da mulher.
Cara de pau, saiu-se com a seguinte explicação: ela não participa das decisões sobre o Centro Social, e ele mesmo, o deputado, encontra-se afastado do cargo de diretor.
No mínimo, achou que se saiu bem.
P.S.
O partido dos moços: PMDB. A propósito, o mesmo daquele outro moço que quer ser prefeito do Rio...
O partido dos moços: PMDB. A propósito, o mesmo daquele outro moço que quer ser prefeito do Rio...
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sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Histórias de amor - LVI
Ela dizia das mudanças que ele queria que fizesse...
Ele aduziu docemente: "... quero te mudar sim! ... que passes a te olhar no espelho como eu te vejo... desistirias de uma vez por todas dessa empreitada besta de arrumar tuas malas e se mudar de mim levando minha alma, irrevogável da tua. Preciso dizer a que vim? Sem ti não vou a lugar algum."
Ele aduziu docemente: "... quero te mudar sim! ... que passes a te olhar no espelho como eu te vejo... desistirias de uma vez por todas dessa empreitada besta de arrumar tuas malas e se mudar de mim levando minha alma, irrevogável da tua. Preciso dizer a que vim? Sem ti não vou a lugar algum."
capítulo LVI extraído de outro livro de histórias
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terça-feira, 30 de outubro de 2007
Histórias de amor - LV
Era como se tudo fosse o começo outra vez.
Ela, de longe, o avistava, e cadenciava os passos, cabelos soltos, ao vento, arrumava a saia com o charme de quem finge não perceber ser notada.
Ele, do outro lado, reparando nela, respirou fundo e caminhou na mesma direção sem perdê-la de vista.
Sinais de trânsito, faixas de pedestre... carros em velocidade, vendedores ambulantes.
Tudo retarda o encontro, como se fossem anos a distanciá-los de novo, como se fosse, a distância, capaz de tornar tardio tudo o que é urgente como o amor.
Entre automóveis, gotas de chuva, gentes, avenidas,
ele, o cravo, ela, a rosa,
ele, já não tão ferido,
ela, já não tão despedaçada,
visitam-se ali, debaixo de uma sacada.
E os corpos sorriem no abraço,
os lábios entregam-se, desmaiados.
Inocentes, deram-se as mãos,
e acreditando no amor puseram-se a chorar.
Era como se fosse o começo.
E era o reencontro.
Ela, de longe, o avistava, e cadenciava os passos, cabelos soltos, ao vento, arrumava a saia com o charme de quem finge não perceber ser notada.
Ele, do outro lado, reparando nela, respirou fundo e caminhou na mesma direção sem perdê-la de vista.
Sinais de trânsito, faixas de pedestre... carros em velocidade, vendedores ambulantes.
Tudo retarda o encontro, como se fossem anos a distanciá-los de novo, como se fosse, a distância, capaz de tornar tardio tudo o que é urgente como o amor.
Entre automóveis, gotas de chuva, gentes, avenidas,
ele, o cravo, ela, a rosa,
ele, já não tão ferido,
ela, já não tão despedaçada,
visitam-se ali, debaixo de uma sacada.
E os corpos sorriem no abraço,
os lábios entregam-se, desmaiados.
Inocentes, deram-se as mãos,
e acreditando no amor puseram-se a chorar.
Era como se fosse o começo.
E era o reencontro.
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quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Histórias de amor - LIV
coração vassalo
ainda hei de abraçá-lo
novamente
hei de beijá-lo
ainda hei de abraçá-lo
novamente
hei de beijá-lo
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quinta-feira, 14 de junho de 2007
Histórias de amor - LIII
Ele queria dar-lhe um segredo para guardar.
Ela recebeu. Deu-lhe isso e muito mais...
Ele perturbou-se; era u'a mulher... como guardava segredos?
Ela sorriu-se; era tudo tão simples...
Era.
E foi.
E sempre.
Ele a viu confidente.
Ela o viu transparente.
Ela recebeu. Deu-lhe isso e muito mais...
Ele perturbou-se; era u'a mulher... como guardava segredos?
Ela sorriu-se; era tudo tão simples...
Era.
E foi.
E sempre.
Ele a viu confidente.
Ela o viu transparente.
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terça-feira, 24 de abril de 2007
Histórias de amor - LII
Ele entrevia aquela história de amor.
Ela antevia o último capítulo.
Ela antevia o último capítulo.
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sexta-feira, 2 de março de 2007
Histórias de amor - LI
Ele chegou de repente
chegou como quem sente
saudades... de repente.
Ela, incontida, sorrindo,
se fez de surpresa, sabendo
que as águas, sim, sempre voltam
à sede de quem vai bebendo.
Ele era água, era sede.
Ela, a sede e a água.
chegou como quem sente
saudades... de repente.
Ela, incontida, sorrindo,
se fez de surpresa, sabendo
que as águas, sim, sempre voltam
à sede de quem vai bebendo.
Ele era água, era sede.
Ela, a sede e a água.
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domingo, 7 de janeiro de 2007
Histórias de amor - L
Ela pressentia que algo estava para acontecer. Ele nem sabia se sabia surpreendê-la...
E enquanto aquela tarde caía, ela deixou-se cair na varanda. Esperava que o telefone tocasse.
Ele tocou-lhe o coração, entretanto, ao soltar borboletas amarelas no jardim.
Borboletas amarelas!
Ela sorrindo, surpresa, sentiu um sentimento a lhe enternecer,
chorou choro de prazer,
pensou um pensamento rápido.
Ela pensou em ser feliz para sempre,
ele abraçou a idéia...
... e se abraçaram.
E enquanto aquela tarde caía, ela deixou-se cair na varanda. Esperava que o telefone tocasse.
Ele tocou-lhe o coração, entretanto, ao soltar borboletas amarelas no jardim.
Borboletas amarelas!
Ela sorrindo, surpresa, sentiu um sentimento a lhe enternecer,
chorou choro de prazer,
pensou um pensamento rápido.
Ela pensou em ser feliz para sempre,
ele abraçou a idéia...
... e se abraçaram.
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terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Histórias de amor - XLIX
Ele pedia segredo,
e prometia-lhe tudo.
Ela guardava, quietinha,
do jeito que ele queria.
Passavam os dias.
A vida seguia.
Ele cumpria as promessas,
ela ganhava alegria.
e prometia-lhe tudo.
Ela guardava, quietinha,
do jeito que ele queria.
Passavam os dias.
A vida seguia.
Ele cumpria as promessas,
ela ganhava alegria.
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segunda-feira, 27 de novembro de 2006
Histórias de amor - XLVIII
E mais uma vez ela lembrou-o:
- Prometeste que era questão de tempo.
Ele olhou para baixo,
sem nada dizer.
Ela se foi,
e não voltou
nunca mais.
- Prometeste que era questão de tempo.
Ele olhou para baixo,
sem nada dizer.
Ela se foi,
e não voltou
nunca mais.
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quarta-feira, 8 de novembro de 2006
Histórias de amor - XLVII
Ela escondia por trás do sorriso incrédulo
a certeza de que tudo valera a pena.
Duras penas, punições e castigos.
Sofrera; mas valera.
Ele, incerto, sorria intrépido
porque não achava crível,
menos ainda certo, ser feliz enquanto via
a beleza dos olhos dela
na tristeza dos traços dela...
a certeza de que tudo valera a pena.
Duras penas, punições e castigos.
Sofrera; mas valera.
Ele, incerto, sorria intrépido
porque não achava crível,
menos ainda certo, ser feliz enquanto via
a beleza dos olhos dela
na tristeza dos traços dela...
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sábado, 7 de outubro de 2006
Histórias de amor - XLVI
Quando não havia mais palavras a serem ditas
E tudo o que se pensava podia ser revelado num toque de mãos,
Ela pretendeu fixar-se em seus olhos.
Ele, permitindo-se, deu-lhe permissão.
E compreendeu.
E tudo o que se pensava podia ser revelado num toque de mãos,
Ela pretendeu fixar-se em seus olhos.
Ele, permitindo-se, deu-lhe permissão.
E compreendeu.
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segunda-feira, 2 de outubro de 2006
Histórias de amor - XLV
Ela sorria.
Ele olhava seus olhos sorridentes e tinha certeza de que era o reflexo de sua própria felicidade o que se estampava nos olhos dela.
Ela o abraçava como se aquela fosse a primeira das muitas tardes que viveriam juntos.
E enquanto desalinhava os cabelos dele, que pretos e lindos lhe caíam na testa, ela, ingenuamente, se enroscava em seus braços como quem prendia o grande amor.
Ele, uma ostra num mar sem grandes ondas.
Ela, um fruto a ser delicadamente colhido.
E eram, um para o outro, uma história de amor.
Ele olhava seus olhos sorridentes e tinha certeza de que era o reflexo de sua própria felicidade o que se estampava nos olhos dela.
Ela o abraçava como se aquela fosse a primeira das muitas tardes que viveriam juntos.
E enquanto desalinhava os cabelos dele, que pretos e lindos lhe caíam na testa, ela, ingenuamente, se enroscava em seus braços como quem prendia o grande amor.
Ele, uma ostra num mar sem grandes ondas.
Ela, um fruto a ser delicadamente colhido.
E eram, um para o outro, uma história de amor.
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terça-feira, 26 de setembro de 2006
Histórias de amor - XLIV
O sorriso se apagara do rosto dela.
A tristeza estampou-se nos olhos dele.
Se ela não vinha, ele emudecia.
Se ele insistisse, ela iria.
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