quarta-feira, 14 de março de 2007
Mr. Bush
Sortez !
E sabem por que, né?
Não?
Aguardem as fotos.
Bom dia!
terça-feira, 13 de março de 2007
segunda-feira, 12 de março de 2007
Hohohoho!!!
Tadinha...
Sem querer me mandou e-mail, daqueles automáticos, pedindo a data do meu aniversário, coitada. O programa deve pegar todos os endereços da sua lista e mandar pra geral. Agora me explica o que é que o meu endereço está fazendo na listinha dela??
Respondo e peço presente??
Assim caminha a humanidadeConfiaDesconfia
- Não entendo as pessoas... Se dissermos que é possível dar a volta ao mundo em meia hora ou que nasceu um menino no Paquistão com corpo de cobra, elas acreditam. Mas se pusermos um aviso num banco de praça dizendo "tinta fresca", todo mundo vai tocar para ver se é verdade.
Agora me responda você:
Como entender?
Como explicar?
domingo, 11 de março de 2007
sábado, 10 de março de 2007
Feliz Sábado!!
sexta-feira, 9 de março de 2007
Um post sobre presentes
Enquanto eu pensava em dar de presente pra ela, ela agia. Rapidamente sacou o dinheiro e pagou as duas. Eu queria dar de presente. Ela também. Insisti. Ela também. Do jeito dela, foi brigando comigo, porque queria me dar a agenda, pagando a conta, e me puxando pra sair, dizendo pra senhora que nem tocasse no meu dinheiro, porque era falso.
E foi assim que eu ganhei o último presente; e você não me viu sair de casa, um dia sequer, desde então, sem a minha agenda.
Dias depois, com semelhante amor, C.C.C. me deu estas palavras:
"E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."
[Miguel Sousa Tavares]
Júnior ou Filho?
Agora veja o que diz o Max Gehringer naquele livro:
Júnior - A palavra vem do latim juvenis, "jovem". A partir do século XIV passou também a ser usada para diferenciar os filhos de seus pais, já que os sobrenomes ainda não existiam e a fórmula então em uso (acrescentar "filho", após o nome do pai) já se estendia por várias gerações e havia uma infinidade de nomes iguais pela Europa - todos eles terminados em son 'filho', na língua inglesa, em sson e ssen nas línguas germânicas e nórdicas, em vitch em russo e em cic nas línguas eslavas. Curiosamente, em Portugal isso se fazia através da forma plural: os filhos do Rodrigo eram Rodrigues. E assim, Lopo-Lopes, Nuno-Nunes, Álvaro-Álvares, Mem-Mendes.
quinta-feira, 8 de março de 2007
Ê, vidão!!!
beber suco de laranja geladinho;
dar uma volta de carro por aí;
almoçar na hora que dá vontade;
ir ao mercadinho e escolher todos os sabores de biscoito "waffer";
comprar verduras fresquinhas;
ver o sol baixar;
encontrar vascaínos "mordidos" pela rua;
ver a rua colorida de vermelho e preto;
andar de bicicleta;
fazer alongamento;
beber água com gás;
tomar o terceiro banho do dia;
assistir "Friends" e "Gilmore Girls", na tv;
sentir-se cansada e descansada depois de tudo isso.
Nada como um dia de folga!
Ainda o sentimento de campeã
Valéria-Flamengo-Sangue-Bom. Êta-lelê, que saudade!
E acontece que depois do jogo rolou um lance. E aí você não tem noção! Eu precisava dela, na hora. Da cabeça dela. Do riso e das idéias dela. A tal da resposta na ponta da língua. Aí, eu ri e chorei, ao mesmo tempo. Que falta que faz aquela mente fértil! Vontade de pegar o telefone e ligar. Nessas horas, a ficha cai.
Mas aí, de repente, a idéia que surgiria na cabeça dela surgiu na minha cabeça.
A. riu muito, hoje, quando eu contei a história toda - depois de também lamentar a falta que a Valéria nos faz. O tal do livro, que ela não escreveu...
A. disse que Valéria soprou as palavras no meu ouvido. E que apesar de não acreditarmos na imediata vida após a morte, estava começando a repensar. Afinal, a resposta parecia ter sido mesmo bolada por ela...
E é brincando que a gente vai lembrando com carinho. No dia 09 do mês passado, a esta hora, eu estava me arrumando para ir visitá-la. A última visita.
Saudades.
Dia Internacional da Mulher

(por Erasmo Carlos)
"Dizem que a mulher é o sexo frágil / Mas que mentira absurda / Eu que faço parte da rotina de uma delas / Sei que a força está com elas / Veja como é forte a que eu conheço / Sua sapiência não tem preço / Satisfaz meu ego se fingindo submissa / Mas no fundo me enfeitiça
...
Mulher, mulher / Na escola em que você foi ensinada / Jamais tirei um 10 / Sou forte, mas não chego aos seus pés."

O lado ruim:
© http://www.kosoof.com Nasrin Afzali, ativista que defende os direitos da mulher no Irã; foi detida no dia 4 de março
quarta-feira, 7 de março de 2007
É-cam-pe-ão!!!
Nada sei
terça-feira, 6 de março de 2007
Boa notícia
Será que meu desejo de voltar a ser criança foi atendido, com data marcada??
Vou à praia, vou andar de bicicleta, sentar na pracinha, ver tv, comer doce... Oba!!!
Bem que eu queria...
segunda-feira, 5 de março de 2007
Bike
Nem eu!
(desde o tempo que se chamava bicicleta; hoje em dia é "bike" e você se sente meio matusalênico só de falar "bicicleta")
Hoje eu me sinto assim, praticamente

Tirinha de "O Mundo é Mágico". O livro é o primeiro de uma série que trará a obra completa de Bill Waterson. Todas as tirinhas de "Calvin e Haroldo" ou, como queiram, "Calvin & Hobbes". O segundo, conforme informações de "O Globo On Line", sai ainda este ano.
domingo, 4 de março de 2007
sábado, 3 de março de 2007
O Rei
O camisa 10.
Do Flamengo
Do Brasil.
Unanimidade nacional.
Arthur Antunes Coimbra.
Zico.
Eternamente.

Poucos atletas conseguiram uma carreira imaculada, como Zico. Alegria nos gramados, Zico continua conquistando admiração como jogador de futebol, técnico, empreendedor, pai, marido... Um homem de quem o Brasil inteiro se orgulha. E, ainda mais, a imensa Nação Rubro-Negra!
FELIZ ANIVERSÁRIO!!
sexta-feira, 2 de março de 2007
Essa tal saudade

Você já viu alguém sentir saudades de alguém que nunca viu?
É curioso o modo como as relações interpessoais são mantidas. Você conhece alguém que depretensiosamente vai tomando conta do seu coração... e passado algum tempo, conforme os laços se estreitam, você se acostuma com ele e já precisa do seu carinho, da sua presença, das suas palavras. De repente, no meio do nada, já sente saudade.
Agora, você já viu alguém sentir isso tudo por alguém que nunca viu? Eu não estou falando dessas relações de salas de bate-papo, na internet, nem daquelas que descambam para o chamado "sexo virtual"; porque aí, banalizando a doce palavra e o lindo sentimento, é fácil dizer que se sente saudade.
Eu estou falando de amor, de amigo. De gente que você conhece, muitas vezes, por acaso; mas que não por acaso permanece. Alguém que lhe diz, na hora apropriada, o que você precisa ouvir; e outras tantas vezes, na hora certa, aquilo que você gostaria de escutar; que lhe traz flores, versos, receitas; que diz ter lembrado de você quando viu alguma coisa, leu algum livro, ouviu aquela música. Gente que faz você se sentir "parte do grupo", mesmo que o grupo exista há tanto tempo e você nunca houvesse feito parte dele antes; gente que faz carinho com palavras, que abre as portas de casa, que ri e chora junto com você. Gente que respeita o seu silêncio, e se alegra com seu barulho; que faz você, de repente, no meio do nada, sentir saudade.
Pois é... tem gente que existe do lado de lá e nem parece estar tão longe. Porque é tudo isso aí. Alguém que você conhece sem nunca ter tocado; sem ter, sequer, abraçado; sem jamais ter ouvido a voz... Mas morre de saudade.
Eu hoje me senti assim.
E este post tem endereço certo.
Corrente verde
A MW me avisou, eu li, assinei; eu lhe aviso, você lê, assina; avisa a outros, que lêem, e também assinam. É a corrente verde do bem.
Histórias de amor - LI
chegou como quem sente
saudades... de repente.
Ela, incontida, sorrindo,
se fez de surpresa, sabendo
que as águas, sim, sempre voltam
à sede de quem vai bebendo.
Ele era água, era sede.
Ela, a sede e a água.
quinta-feira, 1 de março de 2007
Ai, ai, ai
* Meninos cheirosos são tudo!
* O CCBB que já é, pra mim, a cara do Rio, hoje de manhã ficou mais ainda. Tudo show, por lá!
* A rua está alegre. Meio-dia, as pessoas com sol na cabeça, mas sorrindo. Coisas de dia de aniversário.
* No Pão de Açúcar também há comemoração do aniversário do Rio.
* Acordei tão cedo... estou com sono.
* Aproveite a festa e vote no Cristo Redentor. Ele é uma maravilha!
Rio - 442 anos de céu azul, matas e mar

Samba do Avião
Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudade
Rio, teu mar, praias sem fim,
Rio, você foi feito pra mim
Cristo Redentor,
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar,
Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Aperte o cinto, vamos chegar,
Água brilhando, olha a pista chegando
E vamos nós
Aterrar
442 anos. A cidade que insiste em ser maravilhosa.
Nem tudo são flores. Mas é linda!!
Feliz aniversário, meu Rio querido!!
Para acompanhar uma comemoração especial, cheia de entrevistas interessantes, clique aqui e ouça pela internet o especial do CBN Rio (selecione "92,5 FM e 860 AM RJ", à direita da sua tela).
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Pequenas drágeas
* Carro novo é bom...
* N. fez uma comidinha tão gostosa, que eu resolvi levar almoço de casa, hoje. Tudo pronto, na geladeira, com sobremesa e tudo, e na hora de sair eu esqueço de levar. Por onde anda minha cabeça, hein??
* O verão é maravilhoso. A pele fica dourada e com "carinha de saudável". É bom ver e ser vista, assim.
* Ouvir
* Almocei por volta das três e tal. Comi a sobremesa primeiro, uma hora antes.
* Minha mesa tem estado tão cheia!, que hoje eu me senti naquelas gravações de tele-atendimento: "Se você deseja Embargos de Declaração, tecle 1; despachos, tecle 2; pendências, tecle 3; votos, tecle 4; processos novos, da distribuição, tecle 5..." E o telefone não parou de tocar, o dia inteiro.
* L. está nadando 1000m/2000m por dia, malhando e fazendo "cooper". Perguntei se estava se preparando para o Pan. Sorriu. Sorriso lindo. E risadinha gostosa.
* Aquelas mesmas escadas, o encontro com o mesmo homem. Tentou passar discretamente. Não conseguiu. Virou-se e perguntou qualquer coisa. Respondi qualquer coisa.
* Saudades de A. Desde a praia de sexta-feira nós não nos vemos. Liguei. Rimos muito.
* Receber "aquela" ligação, no finalzinho da tarde, no meio daquela papelada toda... encerra bem qualquer dia!
* Odeio quem não tem palavra. Se eu disser pra você que espero "até dia 28", nada no mundo vai me fazer esperar só até dia 27, sacou? Mas por que fazem isso com as pessoas? Nas relações de trabalho não se pode confiar na palavra de um homem. Aquele menino estava a ponto de chorar, hoje...
* Minha mãe está com uma cor tão linda!
update:
é que gosto tanto do Skank, e daquela música "É uma Partida de Futebol", e tá rolando futebol na tv...
assim, não fosse a Mumumu, essa confusão se prolongaria até...
então, pra fixar: Skank, Minas, Samuel Rosa / Cidade Negra, Baixada Fluminense, Toni Garrido.
Amor de mãe - um outro olhar
Eu ia andando pela Avenida Copacabana e olhava distraída edifícios, nesga de mar, pessoas, sem pensar em nada. Ainda não percebera que na verdade não estava distraída, estava era de uma atenção sem esforço, estava sendo uma coisa muito rara: livre. Via tudo, e à toa. Pouco a pouco é que fui percebendo as coisas. Minha liberdade então se intensificou um pouco mais, sem deixar de ser liberdade. Não era tour de propriétaire, nada daquilo era meu, nem eu queria. Mas parece-me que me sentia satisfeita com o que via.
Tive então um sentimento de que nunca ouvi falar. Por puro carinho, eu me senti a mãe de Deus, que era a Terra, o mundo. Por puro carinho, mesmo, sem nenhuma prepotência ou glória, sem o menor senso de superioridade ou igualdade, eu era por carinho a mãe do que existe. Soube também que se tudo isso "fosse mesmo" o que eu sentia - e não possivelmente um equívoco de sentimento - que Deus sem nenhum orgulho e nenhuma pequenez se deixaria acarinhar, e sem nenhum compromisso comigo. Ser-lhe-ia aceitável a intimidade com que eu fazia carinho. O sentimento era novo para mim, mas muito certo, e não ocorrera antes apenas porque não tinha podido ser. Sei que se ama o que é Deus. Com amor grave, amor solene, respeito, medo e reverência. Mas nunca tinham me falado de carinho maternal por Ele. E assim como meu carinho por um filho não o reduz, até o alarga, assim ser mãe do mundo era o meu amor apenas livre.
Clarice Lispector in Felicidade Clandestina ("Perdoando Deus")
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Futebol na tv
- Se banderinha fosse bom, ele não era bandeirinha; era juiz.
Não fosse um Fla x Vas e eu teria saído de frente da tv pra ir até à Globo dar-lhe um belíssimo puxão de orelha. Bem dado. Pra baixar a crista.
O lance envolvia uma sinalização de falta feita pelo "bandeira" e que resultou na parada da jogada, pelo "juiz", quando, ao seu ver, haveria de ser aplicada a "lei da vantagem".
O Arnaldo achou aquilo um absurdo, dizendo que quem apita jogo é o "juiz" e por isso mesmo "bandeirinha" não tem apito. E completou com o "se banderinha fosse bom, ele não era bandeirinha; era juiz."
Afora o preconceito e a visível prepotência, o senhor Arnaldo cometeu, no mínimo, duas falhas absurdas. Não existe mais "bandeirinha" - o cara é "assistente"; e "juiz" trabalha na Justiça e não em campo de futebol - o cara que tem um apito, no gramado, se chama "árbitro".
Básico, não?
E ridículo.
É por isso que futebol se assiste é no Maraca. Bem feito pra mim.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
A praia de ontem
domingo, 25 de fevereiro de 2007
Poema de Alberto Caeiro

Não basta abrir a janela
Para ver os campos e o rio.
Não é bastante não ser cego
Para ver as árvores e as flores.
Com filosofia, não há árvores: há idéias apenas.
Há só cada um de nós como uma cave.
Há só uma janela fechada, e todo mundo lá fora.

E um sonho do que se poderia ver se a janela se abrisse,
Que nunca é o que se vê quando se abre a janela.
sábado, 24 de fevereiro de 2007
Crença
Lembrei dessa música porque minha mente estava tomada de dúvidas - por quê? por quê? por quê??
Saudades...
Então, cantei baixinho, enquanto lágrimas escorriam dos meus olhos e a saudade apertava, pelos quinze dias sem minha amiga tão querida...
Crença
Poderia a chuva nunca mais cair
Poderia o sol não mais nascer
Ou mesmo que as estrelas se esquecessem de brilhar
E as aves mudas, sem cantar
As aves sem cantar...
Ainda que tivesse de sofrer intensa dor
Ou se faltasse o que vestir
Faltasse até o pão
Eu nunca deixaria de acreditar
Na existência eterna de meu Deus
Pois Ele é superior
A qualquer coisa passageira
Ele vive
Hoje e sempre viverá
Creio em meu Deus
Creio em meu Deus
Hoje e sempre creio
Em meu Deus.
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Feliz Sábado!!
Sexta-feira. Fim de tarde. Começo de sábado.
Eu e A. na areia da praia. Natureza. Presente de Deus.
O sol se pondo por trás das montanhas, crianças soltando pipa; homens pescando, meninas conversando. Enquanto o dia vai se escondendo para dar lugar à noite, surge a lua, discreta, no céu ainda claro, azul anil. Sopra a brisa que embala o arvoredo. A pele esfria. A canga faz as vezes de uma veste protetora. Protegida do vento, fotografo as duas extremidades da praia. O sol e a lua. E penso que sou um pouco de tudo. "Noite e dia se completam... eu faço a cena que eu quiser."
Pela estrada
"Pela estrada afora
eu vou bem sozinha,
levar esses doces para a vovozinha..."
Como não tenho mais vovozinha... vou sozinha, estrada afora, sabe-se lá levar doces para quem!
"...ela mora longe, o caminho é deserto
e o lobo mau passeia aqui por perto..."
O caminho é deserto, cheio de montanhas lindas e céus azuis.
E, às vezes, o lobo não é assim tão mau...
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Praia Seca
Uma tarde feliz e inesquecível
Carnaval.
Gosto do Carnaval de um jeito diferente da maioria das pessoas. Gosto do Carnaval pra viajar, ficar na praia, sol na cabeça e alegria entre amigos.
Fui pra Região dos Lagos - Araruama, Arraial do Cabo, São Pedro D'Aldeia, Saquarema, Praia Seca, Cabo Frio, Rio das Ostras.
Embora estivesse com muitos amigos, meti o pé na estrada sozinha. Eu precisava estar em contato com o verde das matas e o azul do céu, no meu tempo, no meu ritmo. Acelerei quando tive vontade, pisei no freio quando quis. Fotografei cenas da natureza, tive lembranças, na estrada, ouvi meu programa de rádio preferido, ri sozinha. Troquei mensagens pelo celular, recebi ligação-Surpresa. Tudo conspirou para a felicidade, e a viagem foi perfeita.
Meus anfitriões foram igualmente perfeitos. Conforto e cardápio de hotel, num ambiente amistoso e fraterno. Isso não tem preço.
"Quarta-feira de cinzas". Dez e meia da manhã. Enquanto todos voltavam pro Rio de Janeiro, eu seguia para Rio das Ostras. Queria dar um beijo e um abraço nos pais e nas irmãs da Valéria. E não importava o quanto me diziam que eu pegaria um trânsito terrível, pra voltar, porque estaria me distanciando ainda mais do Rio. Eu queria. Sentia um desejo grande de abraçar aquela gente que me é tão querida... E fui.
O pai, quando ouviu minha voz, no portão, "desmontou" - como me contou mais tarde - e caiu no choro. Saudades. Lembranças. E só apareceu uns minutos depois, pra me abraçar feliz; feliz por eu estar ali. Não cansava de me apresentar às pessoas como "a maior amiga da minha filhinha" - e você não tem idéia do orgulho que eu sentia com isso. Ele contou que naquela noite sonhara comigo e com a Valéria. E deu detalhes do sonho. Aquilo me pareceu tão real... Fiquei emocionada.
A mãe, que ao sentir meu abraço não parava de me segredar ao ouvido "você não sabe como isso é bom...", me apertava forte, como fazem as mães que querem bem aos filhos.
Suas irmãs e sobrinhos vieram pra varanda e ali ficamos sentados, conversando. Enquanto almoçávamos uma moqueca de peixe, com um pirão delicioso, peixinho cozido, como Valéria gostava, ficamos ali lembrando histórias da nossa vida.
Curioso como todas as lembranças dela nos faziam rir. Afora os momentos de dor na fase final da sua vida, não havia uma lembrança, sequer, que não nos causasse risos e até gargalhadas. Tudo naquela mulher era alegria, caramba!! Contei das nossas armações, quando íamos pra Rio das Ostras; as melhores sacações eram dela; as mais criativas idéias de como dar um "fla-flu" em alguém saíam da cabecinha dela. As festas... Como nos divertíamos naquelas festas! Lembramos dos gostos, das poses, da Brasília branca nos anos 90, das trocas de pneus - ela botava pra correr quem se oferecesse pra trocar um pneu pra ela, como se as mulheres não pudessem fazer isso... Quanta lembrança boa! Lamentamos a ausência de alguns "amigos" na cerimônia da sua despedida. Senti uma dor e mágoa, nos olhos de todos eles, ao me falarem sobre isso. Numa família enlutada, não há ninguém que consiga aceitar como justificativa o fato de você não gostar de velórios nem o de você não querer ver "daquele jeito" o amigo que se foi. Relembrei a todos que devo a ela o prosseguimento da denúncia, no Cremerj, daquele médico que a tratou de modo tão desumano, no começo de tudo. Falamos sobre os bens deixados, e procurei tranqüilizá-los de que isso faz parte do processo. Que a habilitação dos pais, para a pensão post-mortem não significa mercenarismo. É direito e precisa ser feito. Lembramos de nosso retrato em grafite, que um desenhista fez em Trancoso/BA, e morreram de rir quando eu disse que no final ninguém sabia dizer quem era eu e quem era ela. Tivemos de perguntar ao cara e escrever atrás de cada desenho, pra não esquecer. O bugre, as bagunças, a alegria daquela viagem a Porto Seguro tornaram-se motivo de outras gargalhadas.
Enfim, entre risos e lágrimas, rimos e choramos numa tarde maravilhosa.
(Re)aprendi muito, ontem à tarde.
(Re)aprendi que você deve fazer o que o seu coração mandar, não importa "o trânsito que você vá enfrentar na volta";
que você deve "amar as pessoas como se não houvesse amanhã";
que um abraço talvez seja a melhor expressão de amor, na hora da dor;
que você, jamais, deve pensar primeiro em você, quando se tratar de estar presente numa cerimônia de despedida de alguém - afinal, ninguém está num velório por gosto; ali, se vai por amor, consideração e respeito à família, além de ter muito a ver com seu grau de comprometimento e envolvimento com o de cujus;
que o melhor conforto quando se perde alguém é saber que você não deixou com ele nenhuma pendência; que não há nenhum remorso, nada mal resolvido;
que o vazio no coração vai ficar para sempre, mas há modos de preencher parte dele - e isso inclui cuidado mútuo, apoio, e a presença dos amigos não apenas no dia fatal, mas no decorrer da vida, nos dias, meses e anos que se seguirão.
Acima de tudo, eu (re)aprendi que o bem que se faz aos outros retorna sempre para nos fazer felizes.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
Muito bom
Hoje foi um dia muito especial para mim. Amanhã eu conto por que. Por ora, quero apenas dizer que amor e carinho fazem parte daquilo que se chama “corrente do bem”. E se eu recebo isso de vocês, também preciso repassar. E é uma grande bênção poder compartilhar bons sentimentos.
Beijinhos pra todos.
Amanhã eu volto.
;o)
sábado, 17 de fevereiro de 2007
Feliz Sábado!!
- A esperança é o começo dos planos. Dá aos homens um destino, um sentido de direção para alcançá-lo e a energia para começar. Aumenta a sensibilidade. Dá o valor apropriado aos sentimentos e aos fatos.
Sua esperança implica a reanimação da imaginação humana - acerca da vida como o homem gostaria de tê-la; acerca de uso completo de sua imaginação para trazer a saúde e a sensibilidade para seu mundo e sua arte; acerca da importância do indivíduo; acerca de sua capacidade de criar novas instituições, descobrir novos caminhos, sentir novas possibilidades.
Certamente tudo isso é verdadeiro. Mas o amor está além da esperança. A esperança é um começo. O amor é eterno."
"Há três coisas que perduram: a fé, a esperança e o amor. Essas três; mas a maior delas é o amor."
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
Há sempre um novo sol...
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
Toquinho e Vinicius
É tudo uma total insensatez
Aí pergunto a Deus: 'escute, amigo,
Se foi prá desfazer por que é que fez?'
Mas não tem nada não...
Tenho meu violão"
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
Saudade, incompreensão e alegria, tudo em mim
Não é assim.
Aos poucos, um pouco de mim já aceita a perda; mas eu, ainda, inteiramente, não compreendo.
Mas a vida segue. E se Valéria estivesse aqui, vivendo entre nós, hoje seria um dia com a sua cara. É impossível não lembrar que o sol de hoje tem o tamanho do nosso amor pelo mar. Rio das Ostras, Porto Seguro, Trancoso, Recreio...
Um dia, todos os mares serão seus, minha querida Valéria!
Não consigo escrever aqui detalhes de seu último dia de vida. Eu me emociono demais, ainda. Mas posso dizer que a minha alegria consiste em saber que naquele dia eu e A. conseguimos fazê-la rir e sorrir, conseguimos ver nossa amiga, e falar com ela de modo que nos entendesse. Prometemos voltar no dia seguinte. E voltamos. Com J. e tudo!, o último nome que ela pronunciou. Ali estava fechado, naquela tarde de sexta-feira, o nosso divertido grupo. Seus últimos momentos reuniram as quatro amigas. Suzi, Valéria, A. e J. Amigas para sempre.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Mafalda - basta
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
Feliz Sábado!!
Por isso, cuide de ter um sábado feliz.
Observe a natureza, faça alguém sorrir.
Faça memorável o sábado de alguém. Esse novo dia jamais se repetirá.
Melhores notícias
Como os rins haviam parado de funcionar, V. tem estado muito inchada, desde segunda-feira. Acontece que hoje - e aí vejam como nossos pensamentos e orações têm funcionado - os médicos decidiram fazer hemodiálise. E a indicação é de que em dois ou três dias ela já esteja melhor. O problema nos rins foi decorrente da morfina e demais medicações. Mas o melhor de tudo foi ouvir a médica dizer que a hemodiálise só será feita porque ela tem realmente chances de se curar do câncer. Porque, se não houvesse, eles não fariam mesmo, o tratamento. Ouvir "tem chance" já nos fez muito felizes. É uma pequena vitória. Mas as grandes graças são construídas, muitas vezes, por pequenas vitórias. E eu quis compartilhar isto com você.
O "pesar" e a "depressão" - qual a diferença?
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
Eu acredito em milagres
quando o homem já não sabe o que fazer,
o desespero começa a tomar conta da mente,
e os médicos, com todos os seus conhecimentos, suspeitam que não conseguem ir além...
É a hora de Deus.
É o tempo do Pai entrar em ação.
V. está muito mal...
Eu estou muito triste.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
Eu não quero migrar...
O blogger perguntou se eu queria mudar para a nova versão. Deu-me a opção de ignorar a oferta e ir direto para o painel, mas avisou-me, em letras garrafais: ISTO SÓ PODE SER FEITO UMA VEZ.
Ai, que medo... Mas, logo, logo, será inevitável.
Todos os Escritos Possuem um Sentido - por Sartre
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Palavras escritas, cantadas, pintadas, vividas
Pequenos mimos...
É o modo como se dá, a alegria com que se oferece, a sensação de que o outro procurou e encontrou algo que fosse a nossa cara que faz especiais os presentes que ganhamos.
Eu escrevo como quem canta uma canção inventada. Que parte do nada. Vai chegando onde quer. As notas são palavras; a pauta, as linhas do papel. Escrevo como quem vê o sol depois da chuva, e a brisa depois do sol. Um pouco do que foi, um tanto do que virá, do que há de se tornar. Escrevo sempre com a tinta que se usa pra pintar a esperança. Porque o amanhã é sempre feito de um novo dia. Porque tudo será ainda mais claro. Porque a vida, as canções e os escritos precisam sempre recomeçar. De algum ponto. E em alguma direção. Mesmo que se desconheça o começo e o fim.
Dell
Interfone.
Pontualidade, simpatia, educação.
Substituição do monitor efetuada.
Atendimento perfeito.
Cliente satisfeito.
"Se todos fossem iguais a você..."
update:
9h25min. Interfone. Técnico da Dell para instalar e verificar o funcionamento do equipamento. (eu já havia instalado, é claro, porque, tolinha, achei que era a minha parte, no negócio.) Tudo perfeito, ordem de serviço fechada.
U-au!
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Tudo passa

Tudo passa - sofrimento, dor, sangue, fome, peste. A espada também passará, mas as estrelas ainda permanecerão quando as sombras de nossa presença e nossos feitos se tiverem desvanecido da Terra. Não há homem que não saiba disso. Por que então não voltamos nossos olhos para as estrelas? Por quê?
Diziam-me que era pra comprar um Dell. Comprei. Três anos de garantia.
Fevereiro de 2007. Equipamento em uso há 33 meses. Defeito no monitor. Tela treme.
Faço contato. Sou atendida por gente. Explico, apenas e rapidamente. Informo n. de série e "código de serviço expresso", informações facilmente identificadas no próprio equipamento.
Em minutos, recebo a resposta: "O nº de seu chamado é o xxxxxx, basta aguardar o contato do técnico para o agendamento."
Duas horas e meia depois vem a ligação. Substituição do monitor agendada para amanhã. Peço para que seja feita pela manhã, até dez e meia. Ok. Entre oito e meia e dez da manhã.
Assistência técnica sem aborrecimentos?? Sem sair de casa?? Solução em menos de 24h?? Horário marcado?? Eu não tive mesmo de me aborrecer, invocar o Código do Consumidor nem falar em "medidas judiciais"??
Diziam-me que era pra comprar um Dell. Ainda bem que eu ouvi.
Novidade no mercado sentimental
De todo modo, se é o seu caso, menino ou menina, agora você não está sozinho. Antes que as "Organizações Tabajara" criassem o serviço, um alemão foi lá e, pow! Criou o "Terminator".
O custo? 20 euros, se o serviço for prestado por telefone; 50, se for pessoalmente.
Com algo em torno de 60 e 150 reais alguém faz o "servicinho sujo" pra você.
domingo, 4 de fevereiro de 2007
Verde, azul. Contemplação. Endorfina.
sábado, 3 de fevereiro de 2007
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Feliz Sábado!!

Água também é mar / E aqui na praia / também é margem / Já que não é urgente / Agüente e sente / aguarde o temporal / Chuva também / é água do mar lavada / No céu imagem / Há que tirar o sapato / e pisar / Com tato nesse litoral...
Nada como tirar o sapato e pisar com tato no litoral...
Areia que se pisa, pés que se molham, mar que se mergulha.
Uma tarde, assim, feliz... para inspirar o sábado que vem aí.
Carta do Ausente (excerto)
Que devemos nos encontrar, e para tanto
É preciso que estejamos íntegros, e acontece
Que os perigos são máximos, e o amor de repente, de tão grande
Tornou tudo frágil, extremamente, extremamente frágil."
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Certeza
E não há de ser nada espetacular.
Porque não é preciso.
Pequenas coisas me tocam, o que me emociona nem precisa ser grandioso, meias palavras me bastam, um pingo é letra, um alô é o começo, até logo é logo, mesmo.
O que há de melhor ainda está por vir.
E se pode ver da janela, ouvir pelas ondas, sentir no ar, esbarrar pelo caminho.
Meu bebê já é um rapazinho
- Filho, por que você não toma mais refrigerante? Alguém falou alguma coisa sobre não fazer bem à saúde?
- Não. Foi de mim mesmo. Você está orgulhosa de mim por isso?
Reaprendendo com o filho, e assim meio sem graça, ela respondeu:
- Sim! Então a mamãe a partir de hoje também não vai beber mais.
V. nem tinha cinco anos, quando se passou esta cena. E já andava ensinando coisas que os adultos esquecem.
Hoje, 1º de fevereiro, é o dia do seu aniversário. Nasceu em 2002. Haveria um sem-número de qualidades a destacar numa criança que nasceu para nos fazer felizes e que insiste nisso, todos os dias, sem o menor esforço. Haveria tanto que não haveria tempo; nem espaço.
Eu amo tanto esse menino, mas tanto!, que nem sei dizer o quanto...
FELIZ ANIVERSÁRIO, MEU AMOR!!!
TITIA AMA VOCÊ!
Cinco minutos
"Entre na luta contra as mudanças climáticas e não use aparelhos eletro-eletrônicos e lâmpadas entre 19h55 e 20h desta quinta-feira.
A Aliança pelo Planeta, grupo de associações ambientalistas francesas, lançou um apelo aos cidadãos de todos os países: não consumir energia por cinco minutos, entre 19h55 e 20h desta quinta-feira. O objetivo não é apenas economizar energia nessa data, mas conscientizar consumidores, mídia e classe governante da importância de evitar desperdícios e da necessidade de agir rapidamente para interromper o ciclo de mudanças climáticas que avassala o mundo.
Gastos elevados de eletricidade em uma residência, por exemplo, não acarretam apenas o aumento da conta, mas também a necessidade de incremento da produção de energia do país e a degradação do meio ambiente, sem contar as inúmeras famílias que são obrigadas a migrar de região quando grandes áreas são alagadas para a construção de hidrelétricas.
O dia 1º de fevereiro foi escolhido para a ação porque nessa data será apresentado em Paris, na França, um relatório sobre mudanças climáticas feito por um grupo de técnicos em climatologia da ONU (Organização das Nações Unidas). Espera-se que com a mobilização o assunto receba destaque na mídia e nas decisões políticas de todo o mundo."
fonte: Idec
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