terça-feira, 30 de setembro de 2008

Não posso querer?

"...O que quero é um sol mais sol que o Sol,
O que quero é prados mais prados que estes prados,
O que quero é flores mais estas flores que estas flores —
Tudo mais ideal do que é do mesmo modo e da mesma maneira!"

Alberto Caeiro in "O Guardador de Rebanhos"


É-me vedado querer algo além do mínimo? É-me vedado desejar sol e prados e flores ideais? É-me vedada a esperança de outros dias, quando o céu é cinza, os prados não têm cor e as flores morrem?

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Se não há profusão de cores lá fora...

...faço aqui dentro a minha Primavera chegar!

Eu preciso de cor.
O amarelo do sol, o azul do céu e dos oceanos, o colorido das flores, o verde das matas, do mar...
Lá fora, tudo cinza. Pequeníssimos pedacinhos de céu azul. E eu, aqui, ansiosa por uma natureza quente e colorida.
A chuva não pára.
Tudo molhado, lá fora.
Aqui dentro... cor! Muita cor: já fiz meu cardápio do almoço - couve, lentilhas, arroz com funghi, salada de alface, tomate, milho, queijo, tomate seco, ovos, azeitonas, champignon, hortelã e iogurte natural, regada com muito azeite.
Um suquinho, no lanche, para contribuir com o visual.
Agora imagine a primavera que vai estar à mesa, enquanto chove lá fora...



domingo, 28 de setembro de 2008

E a chuva não pára...

sábado, 27 de setembro de 2008

Feliz Sábado!!

Vou avisando de cara: é um texto grande. O post vai ficar imeeeenso, e eu nem sei se a história é verdadeira. Provavelmente, é uma parábola. Eu não ligo, porque pra mim, neste caso, o que conta é a velha "moral da história", que é a seguinte: NUNCA SUBESTIME A MARCA QUE VOCÊ DEIXA NAS PESSOAS.

Quem puder gastar um tempinho, leia. E se for manteiguinha derretida que nem eu, já vá pegando um lencinho...

Quando eu era criança, bem novinho, meu pai comprou o primeiro telefone da nossa vizinhança. Eu ainda me lembro daquele aparelho preto e brilhante que ficava na cômoda da sala. Eu era muito pequeno para alcançar o telefone, mas ficava ouvindo fascinado enquanto minha mãe falava com alguém.
Então, um dia eu descobri que dentro daquele objeto maravilhoso morava uma pessoa legal. O nome dela era "Uma informação, por favor" e não havia nada que ela não soubesse. "Uma informação, por favor" poderia fornecer qualquer número de telefone e até a hora certa.

Minha primeira experiência pessoal com esse gênio-na-garrafa veio num dia em que minha mãe estava fora, na casa de um vizinho. Eu estava na garagem mexendo na caixa de ferramentas quando bati em meu dedo com um martelo.
A dor era terrível mas não havia motivo para chorar, uma vez que não tinha ninguém em casa para me oferecer a sua simpatia.
Eu andava pela casa, chupando o dedo dolorido, até que pensei: o telefone!

Rapidamente fui até o porão, peguei uma pequena escada que coloquei em frente à cômoda da sala. Subi na escada, tirei o fone do gancho e segurei contra o ouvido. Alguém atendeu e eu disse:

- "Uma informação, por favor".
Ouvi uns dois ou três cliques e uma voz suave e nítida falou em meu ouvido.
- "Informações."
- "Eu machuquei meu dedo...", disse, e as lágrimas vieram facilmente, agora que eu tinha audiência.
- "A sua mãe não está em casa?", ela perguntou.
- "Não tem ninguém aqui...", eu soluçava.
- "Está sangrando?"
- "Não", respondi. - "Eu machuquei o dedo com o martelo, mas tá doendo..."
- "Você consegue abrir o congelador?", ela perguntou. Eu respondi que sim.
- "Então pegue um cubo de gelo e passe no seu dedo", disse a voz.

Depois daquele dia, eu ligava para "Uma informação, por favor" por qualquer motivo. Ela me ajudou com as minhas dúvidas de geografia e me ensinou onde ficava a Philadelphia. Ela me ajudou com os exercícios de matemática. Ela me ensinou que o pequeno esquilo que eu trouxe do bosque deveria comer nozes e frutinhas.

Então, um dia, Petey, meu canário, morreu. Eu liguei para "Uma informação, por favor" e contei o ocorrido. Ela escutou e começou a falar aquelas coisas que se dizem para uma criança que está crescendo. Mas eu estava inconsolável.
Eu perguntava: - "Por que é que os passarinhos cantam tão lindamente e trazem tanta alegria pra gente para, no fim, acabar como um monte de penas no fundo de uma gaiola?"
Ela deve ter compreendido a minha preocupação, porque acrescentou mansamente:
- "Paul, sempre lembre que existem outros mundos onde a gente pode cantar também..."
De alguma maneira, depois disso eu me senti melhor.

No outro dia, lá estava eu de novo.
- "Informações.", disse a voz já tão familiar.
- "Você sabe como se escreve 'exceção'?"

Tudo isso aconteceu na minha cidade natal ao norte do Pacífico.

Quando eu tinha 9 anos, nós nos mudamos para Boston. Eu sentia muita falta da minha amiga. "Uma informação, por favor" pertencia àquele velho aparelho telefônico preto e eu não sentia nenhuma atração pelo nosso novo aparelho telefônico branquinho que ficava na nova cômoda na nova sala.

Conforme eu crescia, as lembranças daquelas conversas infantis nunca saíam da minha memória. Freqüentemente, em momentos de dúvida ou perplexidade, eu tentava recuperar o sentimento calmo de segurança que eu tinha naquele tempo.
Hoje eu entendo como ela era paciente, compreensiva e gentil ao perder tempo atendendo às ligações de um molequinho.

Alguns anos depois, quando estava indo para a faculdade, meu avião teve uma escala em Seattle. Eu teria mais ou menos meia hora entre os dois vôos.
Falei ao telefone com minha irmã, que morava lá, por 15 minutos. Então, sem nem mesmo sentir que estava fazendo isso, disquei o número da operadora daquela minha cidade natal e pedi:

- "Uma informação, por favor."
Como num milagre, eu ouvi a mesma voz doce e clara que conhecia tão bem, dizendo:
- "Informações."
Eu não tinha planejado isso, mas me peguei perguntando: - "Você sabe como se escreve 'exceção'?"
Houve uma longa pausa. Então, veio uma resposta suave: - "Eu acho que o seu dedo já melhorou, Paul."
Eu ri.
- "Então, é você mesma!", eu disse. - "Você não imagina como era importante para mim naquele tempo."
- "Eu imagino", ela disse. - "E você não sabe o quanto significavam para mim aquelas ligações. Eu não tenho filhos e ficava esperando todos os dias que você ligasse."

Eu contei para ela o quanto pensei nela todos esses anos e perguntei se poderia visitá-la quando fosse encontrar a minha irmã.
- "É claro!", ela respondeu. - "Venha até aqui e chame a Sally."

Três meses depois eu fui a Seattle visitar minha irmã. Quando liguei, uma voz diferente respondeu: - "Informações."
Eu pedi para chamar a Sally.
- "Você é amigo dela?", a voz perguntou.
- "Sou, um velho amigo. O meu nome é Paul."
- "Eu sinto muito, mas a Sally estava trabalhando aqui apenas meio período porque estava doente. Infelizmente, ela morreu há cinco semanas."

Antes que eu pudesse desligar, a voz perguntou:
- "Espere um pouco. Você disse que o seu nome é Paul?"
- "Sim."
- "A Sally deixou uma mensagem para você. Ela escreveu e pediu para eu guardar caso você ligasse. Eu vou ler pra você."

A mensagem dizia: "Diga a ele que eu ainda acredito que existem outros mundos onde a gente pode cantar também. Ele vai entender."
Eu agradeci e desliguei. Eu entendi...

NUNCA SUBESTIME
A MARCA QUE VOCÊ DEIXA NAS PESSOAS.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Hoje é dia de Ballack-meu-bem!!!

Vamos combinar assim:
todo mundo vai comemorar o aniversário de Ballack-meu-bem!
Você só vai precisar de cinco minutos, uma caneca, alguns poucos ingredientes e um forno de microondas. Vou dar a receita do bolo, mas você tem que prometer que vai colocar uma velinha e cantar parabéns pro lindinho...
Vamos lá:


Bolo de caneca
Ingredientes
- 04 colheres de sopa de farinha de trigo
- 04 colheres de sopa de açúcar
- 04 colheres de sopa de achocolatado em pó
- 01 ovo
- 02 colheres de sopa de leite
- 02 colheres de sopa de óleo

Modo de Preparo
Em uma caneca (que possa ir ao microondas) misturar bem a farinha, o açúcar e o chocolate em pó. Acrescentar o ovo e misturar bem com um garfo.
Por último, misturar o leite e o óleo.
Leve ao microondas na potência máxima por 03 minutos.

Calda:
- 01 colher de sopa de açúcar
- 01 colher de sopa de achocolatado em pó
- 01 colher de sopa de leite
- 01 colher de sobremesa rasa de manteiga

Para a calda, misture todos ingredientes e leve ao microondas por 30 segundos na potência máxima; depois é só derramar sobre o bolo na caneca e polvilhar com chocolate granulado, ou coco ralado, ou castanhas moídas, gotas de chocolate, confete, jujuba... você faz a bagunça que quiser. Mas tem que cantar parabéns pra ballack-meu-bem, o maridinho alemão que adora uma festinha de parabéns à brasileira!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Fica fácil convencer qualquer um a comprar um Armani, não?

Kaká, em campanha que será veiculada a partir de outubro.
Bonitinho, ele querendo fazer cara de sexy! rs*

Como não discutir

Por cerca de nove meses, um tempo atrás na minha vida, eu precisei conviver com algumas pessoas bastante hostis. Meu dia, no trabalho, era um total desgaste. Precisei desenvolver algumas aptidões, como falar baixo, apenas olhar, engolir seco, não discutir, jamais bater boca. É um exercício. E depois que você aprende, vê o quanto é importante, o quanto é fundamental.
Dia desses, por aí, li um texto sobre "Como não discutir". Leia-se: "Como não contender", ou "Descubra como não se deve discutir", ou "Aprenda a discutir", porque "discussão", na verdade, tem um sentido muito bonito, o de debater, questionar, defender ou impugnar um tema, um assunto, e, portanto, alguma coisa bastante legal. Estamos falando de como evitar o embate, a contenda, o combate, estamos falando de como evitar uma peleja. Como discutir/como não discutir, nesse sentido.
Segue o texto:

"1. São necessários dois para discutir. Se não respondermos de volta, não haverá discussão. Simplesmente diga: 'Prefiro não conversar sobre isto agora' e, se necessário, repita esta frase com suavidade mais uma vez. Programe, então, um tempo para falar sobre o assunto no futuro.

2. As discussões se agravam com o volume da voz dos discutidores. O Rei Salomão já nos ensinou em seu livro Mishlei (Provérbios 15:1): 'Uma resposta gentil dispersa a raiva'. Quanto mais violentamente o outro discute, mais serena nossa resposta deve ser. Logo veremos o tom de voz dele/dela diminuir em resposta.

3. Não haverá discussão se concordarmos. Não é nenhum sinal de fraqueza usar as seguintes frases: 'Este é um bom ponto', 'Eu não havia pensado sobre isto' ou 'Você tem toda a razão'! Focalizemos onde podemos concordar, não onde diferenciar.

4. Admitamos quando estivermos errados. Ninguém está sempre totalmente certo. Encontre algo pelo que se desculpar, pelo que se responsabilizar. A outra pessoa se sentirá melhor e poderá até admitir e assumir alguns erros de sua parte.

5. Não acuse ou ataque. Não diga: 'Você disse isto!' ou 'Você fez aquilo!' Façamos perguntas, não declarações. E façamo-las com sinceridade, com a intenção de achar a verdade, e não como uma espada afiada, pronta a cortar a cabeça do oponente.

6. Lembremo-nos de nossa meta! No caso do casamento, queremos harmonia, paz, uma boa atmosfera e amor. Argumentações geram tensão e ansiedade, nunca paz e tranqüilidade. Diga a si mesmo: 'Eu amo minha esposa, amo meus filhos e amo meu dinheiro (divórcios custam montes de dinheiro!)'

7. Não seja tolo em demonstrar falta de respeito ao seu amado(a) e a si mesmo, dizendo coisas que causam mágoas, coisas sem sentido ou sem validade. Você escolheu esta pessoa para ser seu cônjuge. Esta é a pessoa, acima de qualquer outra, que possui as qualidades para ser o seu escolhido/escolhida ente os bilhões de seres humanos pelo planeta.

8. Transforme a disputa em um debate. Não defenda uma posição e sim exponha uma idéia ou problema que precisa ser esclarecido. Pessoas de boa fé, que raciocinam juntas, podem chegar a um denominador comum. Ouça com a mente aberta. Seja um juiz, não um advogado!

9. Pergunte a si mesmo: 'Será que esta discussão realmente vale a pena?' No final, tudo aquilo sobre o que estamos discutindo talvez seja algo trivial. Pode ser que a forma de comunicação que estamos utilizando é que esteja gerando a angústia, a raiva e as demais razões pelas quais estamos discutindo ao invés de debater.

10. O Rabino Issachar Frand, de Baltimore (EUA), em uma de suas palestras sobre este tema, salientou um ponto muito importante para refletirmos: Quando uma pessoa envolvida numa discussão, principalmente sobre assuntos financeiros, grita 'Isto é uma questão de princípios!', muitas vezes o que ela quer dizer é: 'Isto é uma questão de dinheiro!'. Não deixemos que o dinheiro se intrometa e destrua amizades, casamentos e nossos relacionamentos."

Boas dicas, não?

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Correntes. Oh! as correntes!!

Outro dia comentei aqui que sou péssima em "memes" e que detesto correntes. Também dia desses minha querida Ccc estava falando sobre correntes. De pronto, vieram a minha mente duas maravilhosas, que eu tanto amo!!!!! Ahahaha!! Uma delas, alguém colocou lá nos comentários daquele post - na verdade, é um agradecimento por todas as correntes recebidas (dê uma lida). A outra, muito, muito, muito igualmente muito boa, vai aqui. Só é preciso adaptar; afinal, os governos mudam, os nomes também... menos a política e o seu salário.

SIMPATIA PARA ATRAIR AUMENTO DE SALÁRIO

Separe um prato fundo e pegue seu contracheque.

Coloque o prato sobre uma mesa e sente-se diante dele, de costas para o poente.

Lembre-se: POENTE! É muito importante!

Olhe atentamente para o seu contracheque e não se contenha:
CHORE SOBRE O PRATO, soluçando se tiver vontade, até enchê-lo completamente.

CUIDADO: não deixe transbordar!

Em seguida esvazie o prato na pia, com a torneira aberta (água corrente é bom!), recitando com fé estas palavras:

TRISTEZA vai, ALEGRIA vem.
ARROCHO vai, AUMENTO vem.
LULA é do mal, FHC não é do bem.
DILMA mente, JOBIM também.

Repita essa simpatia diariamente, até não ficar mais triste ao olhar seu contracheque.

Quando isso acontecer, você terá obtido a graça almejada.

Envie esta simpatia para três colegas carentes como você, e aguarde o resultado.



NÃO DEIXE DE FAZER
, pois um funcionário público federal, lotado em Londrina/PR, não o fez e perdeu o cargo de chefia. Dois dias depois decidiu retransmitir esta mensagem e foi nomeado para um cargo melhor. Além disso, largou sua mulher de 60 e arranjou uma jovem de 22.

Jurema L., de Teresina /PI, retransmitiu-a e, em uma semana, comprou um apartamento com 5 quartos, com financiamento imobiliário ao seu alcance.

Cleobaldo J. morava com a esposa e a sogra em Campo Grande/MS, e após retransmitir a mensagem teve a sogra seqüestrada e nunca pediram resgate.

NÃO DEIXE de passar para frente, pois é desgraça na certa!!!

Jucidelmo C., de Niterói/RJ a ignorou, e no mesmo dia o gerente de seu banco cortou-lhe o cheque especial, e o motor de seu Corcel II fundiu.

Neirivalda J., de Ilhéus/BA, riu quando recebeu e não passou à frente. No dia seguinte foi abandonada pela faxineira, pela lavadeira, pela cozinheira e pela Kombi que levava as crianças para a escola.

Assim, envie esta simpatia a outras pessoas assim que a receber:
ELA É PRENÚNCIO DE BEM-AVENTURANÇA!

PS: POR VIA DAS DÚVIDAS, CONTINUE JOGANDO NA MEGA E NA SUPERSENA, NA LOTERIA ESPORTIVA

e... COMPRE TAMBÉM UM CARNÊ DO BAÚ...
...BOA SORTE!!!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Ela está aí!!

Eu era criança e a gente cantava, na escola, u'a musiquinha exatamente assim:
"Lá vem a primavera espalhando suas flores
e traz no meio delas borboletas de mil cores
Como é bonito ver um botãozinho abrir
E depois levar a flor pra mamãe sorrir..."

Pois ela chegou ontem, às 12h44min.
Multicolorida, trazendo as flores, calor, sol, céu azul e muito verde pelas ruas!
Prima da maioria dos mortais, eu, de fato, a considero minha tia. Mas isso é papo de família, deixa quieto.

Primavera (ou Tiavera), SEJA BEM-VINDA!!!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Perversidade

"Alarmar senhoras gordas é um dos maiores encantos
desta e da outra vida."

Mario Quintana in Sapato Florido

domingo, 21 de setembro de 2008

Um Dia da Árvore com chuva para alimentá-las

"Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez eu sei
Escuridão já vi pior de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem..."


Um Dia da Árvore com chuva para alimentá-las. Mas é claro que o sol vai voltar amanhã... Afinal, elas precisam da chuva e do sol. E eu, muito mais do sol!

sábado, 20 de setembro de 2008

Feliz Sábado!!

"Vinde a mim todos vós, que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, que Sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve."
(Mateus 11:28-30)


A semana chegou ao seu final. Uma pausa na correria do trabalho, dos estudos, das atividades que consomem nossas energias. Para quem está cansado, sobrecarregado, há um alívio. O descanso para a alma está na leveza do amor de um Deus bondoso, manso e carinhoso. Hoje é sábado!! Descanse nos braços do Pai.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Histórias de amor - LVI

Ela dizia das mudanças que ele queria que fizesse...
Ele aduziu docemente: "... quero te mudar sim! ... que passes a te olhar no espelho como eu te vejo... desistirias de uma vez por todas dessa empreitada besta de arrumar tuas malas e se mudar de mim levando minha alma, irrevogável da tua. Preciso dizer a que vim? Sem ti não vou a lugar algum."

capítulo LVI extraído de outro livro de histórias

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Azeitonas - um post bem dona-de-casa

Eu tenho o costume do conversar com os prestadores de serviços, com o pessoal da limpeza, com o ascensorista. Lá no trabalho, por exemplo, tem a menina que vende Avon; eu sempre compro alguma coisa, mesmo quando não preciso. Outras pessoas compram, também, mas acho que ninguém dá muita idéia pra ela. Tem quatro filhos, não tem marido, às vezes tem, faz aniversário em novembro, coisas que só sei porque converso com ela. É vero que sempre tem aquele pessoal que abusa. Se é mulher, se acha amiga íntima e tal; se é homem, acha que você tá dando mole - como o ascensorista que, porque eu dava "bom dia!" sorrindo, se achou no direito de me dar um beijo na véspera do recesso, sob o pretexto de votos de um Feliz Natal; no rosto, é claro, mas, convenhamos, totalmente despropositado, além de ter me dado um susto do caramba! Entrementes (acho essa palavra "entrementes" muito charmosa!), é um risco que ainda acho que vale a pena correr.

Dia desses eu estava no mercadinho aqui perto de casa. Aquele, do loiro, lembra? Pois é. Queria comprar besteirinhas básicas, como azeitonas, champignon, queijinho... Eu sempre peço pra provar a azeitona, que não pode estar salgada demais nem de menos; então, preciso ser simpática com os atendentes, porque, afinal, vou comer de graça... Além disso, não quero que pensem que sou daquelas mulheres bem bestas ou bem nojentas. Peço pra provar e já vou batendo papo. Peço azeitonas sem caroço, recheadas ou fatiadas, porque não compro aquelas com caroço. E não é só pela preguiça... é uma questão de economia, mesmo, porque meu dinheirinho só entra na conta na base do suor, e então não pode escorrer pelo ralo, saca?

E foi no papo com o atendente da seção que eu mais me diverti, naquele dia.
Ele disse que a azeitona com caroço estava bem mais barata e que não comprava das outras porque eram bem mais caras. Dei razão, quanto ao preço, mas apostei com ele que, quanto ao custo, ele estava errado. Eu disse que o caroço pesava e que se a gente não come o caroço, íam caroço e dinheiro pro lixo. Ele não acreditou.

Pegou uma azeitona com caroço, comeu, e colocou o caroço na balança. Eu ri.
Ele disse: "- Viu? Não pesa nada; não faz essa diferença que você está pensando."
Aí eu fiz o desafio: "- Pegue seis azeitonas com caroço e pese. Digite o preço e veja quanto vai dar."
Ele fez. A essa altura, dois adolescentes que esperavam pra comprar queijo começaram a se divertir também, com o papo.

O quilo da azeitona com caroço era algo em torno de oito reais, um pouco mais; a recheada custava mais de onze, o quilo. Pedi, então, que ele pegasse outras seis azeitonas, mais ou menos do mesmo tamanho, mas sem caroço, e que pesasse. A outra atendente já se aproximou pra acompanhar mais de perto. Chegou outro cliente.
Já éramos seis pessoas em plena diversão com a experiência, e ainda mais com o resultado: as seis azeitonas com caroço custavam beeeeem mais que as seis azeitonas recheadas, sem caroço. Todos acharam incrível!

Não consigo me lembrar os valores exatos, mas foi muito engraçado constatar que às vezes a gente pensa que está economizando, quando, na verdade, está gastando dinheiro à toa.

Eu disse ao atendente que sempre desconfiara dessa diferença no custo e que, seguindo minha intuição, sempre apostava nas verdinhas sem caroço, mas que nunca havia feito o teste da balança.
Agradeci por ele ter tido a paciência de testar a minha teoria, enquanto ele me agradecia por tê-lo convencido, com prova, de que é menos trabalhoso e bem mais barato comprar azeitonas mais caras.
Os adolescentes se amarraram na brincadeira e ainda me acharam o máximo!!! - Imagine... sou apenas uma dona-de-casa "esperta da mente", como diria H.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ahahaha!!

O Palmeiras acaba de marcar o segundo!
Adeus, Vasco, adeus, Vasco...

Nem amo o Palmeiras, mas é claro que eu estou rindo à toa!


up date: 3x0
hohohoho!!

Pensamentos que reúnem um tema - Adalgisa Nery

Estou pensando nos que possuem a paz de não pensar,
Na tranqüilidade dos que esqueceram a memória
E nos que fortaleceram o espírito com um motivo de odiar.
Estou pensando nos que vivem a vida
Na previsão do impossível
E nos que esperam o céu
Quando suas almas habitam exiladas o vale intransponível.
Estou pensando nos pintores que já realizaram para as multidões
E nos poetas que correm indefinidamente
Em busca da lucidez dos que possam atingir
A festa dos sentidos nas simples emoções.
Estou pensando num olhar profundo
Que me revelou uma doce e estranha presença,
Estou pensando no pensamento das pedras das estradas sem fim
Pela qual pés de todas as raças, com todas as dores e alegrias
Não sentiram o seu mistério impenetrável,
Meu pensamento está nos corpos apodrecidos durante as batalhas
Sem a companhia de um silêncio e de uma oração,
Nas crianças abandonadas e cegas para a alegria de brincar,
Nas mulheres que correm mundo
Distribuindo o sexo desligadas do pensamento de amor,
Nos homens cujo sentimento de adeus
Se repete em todos os segundos de suas existências,
Nos que a velhice fez brotar em seus sentidos
A impiedade do raciocínio ou a inutilidade dos gestos.
Estou pensando um pensamento constante e doloroso
E uma lágrima de fogo desce pela minha face:
De que nada sou para o que fui criada
E como um número ficarei
Até que minha vida passe.

Adalgisa Nery in “Mundos Oscilantes – Poesias Completas”

De repente estou assim, tão pensativa, que nem Adalgisa. A chuva... sei lá. Uma espécie de inquietação, sensação de incompletude, um vazio molhado, palavras, palavras, cantilenas. Pensando... pensando... pensando bem, qualquer pensamento de "até que minha vida passe" é desditoso demais para um dia de chuva. Inditoso demais para mim. Recolho-me. Afasto-me dos pensamentos doridos. De grave, basta o cinza.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Roupa de chuva pra passear no Rio

Se você pensa em Rio, você pensa em rio, você pensa em mar. Céu azul, areia de praia e verde, muito verde, mesmo no meio do asfalto, mesmo no meio do inverno. E acontece que desde ontem o Rio inteiro está debaixo de chuva. Chuva que obriga o carioca, goste ou não, a usar capa e galocha. Já pensou?? Se "cariocas não gostam de dias nublados", imagine como nos sentimos, criaturinhas encapotadas, totalmente embrulhadinhas!



Mas "fica frio"... (é o que se diria, num jogo de palavras tão óbvio quanto verdadeiro) ela está chegando!!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Blogagem Coletiva - Justiça para Flávia

Ainda há tempo de participar, mesmo que, como eu, você só tenha tomado conhecimento da blogagem coletiva hoje.
Eu, como vocês já devem ter percebido, não consigo acompanhar o ritmo dos blogueiros que trocam selinhos, passam e repassam "memes", fazem blogagens coletivas. Mas, se me conhecem mesmo, sabem que gosto de aderir a uma boa causa. E taí uma boa causa:

Blogagem Colectiva para Flávia em 9/Set/2008

Por uma Justiça célere e justa.
Leia mais AQUI

Conselho de graça e de coração

"... eis o conselho para quem gosta de conselhos: apenas se case se tiver absoluta certeza de que está pronto para se casar. O casamento é um dos mais belos momentos da vida de uma pessoa, mas é, também, uma enorme responsabilidade para a sua vida como um todo. Casou-se? Regue o seu matrimônio com romantismo, entusiasmo, compreensão, aceitando as limitações pessoais do seu cônjuge, e não se esquecendo de praticar o diálogo todos os dias. Além disso, não deposite nele (ou nela) toda a sua felicidade, pois para fazer outro alguém feliz você precisa se sentir feliz independente desse outro ser. Por isso, aja com alegria em todos os dias da sua vida conjugal e seja absolutamente fiel, não por respeito ao outro, mas para que você nunca perca o respeito por si mesmo."
(daqui - por Mario Leal)

domingo, 14 de setembro de 2008

Ela está chegando



Salve, salve, a Primavera!!