sexta-feira, 1 de março de 2013

Rio de Janeiro, FELIZ ANIVERSÁRIO!!

Uma cidade que tem a "Garota de Ipanema" e o "Menino do Rio"; que faz a alma da gente cantar quando a sobrevoa ("Samba do Avião"); que se faz reconhecer pelo jeitinho de suas mulheres andarem ("Ela é Carioca"); que tem o Cristo Redentor para inspirar Gil em "Aquele Abraço"; uma cidade que não tem só Prefeito mas também um Síndico ("W Brasil"); que serve guaraná, suco de caju e goiabada para sobremesa enquanto você a atravessa "Do Leme ao Pontal"; que tem sol e calor praticamente o ano inteiro (Rio 40°); uma cidade que tem um hino para os solteiros ("Solteiro no Rio de Janeiro"); que tem sua Princesa, mesmo sendo parte de uma República ("Copacabana, Princesinha do Mar")... só pode ser uma "Cidade Maravilhosa", pra quem a gente se declara todo dia: "Rio de Janeiro, gosto de você / Gosto de quem gosta / Deste céu, deste mar, desta gente feliz..." (Valsa de uma Cidade).

É isso aí: RIO, EU TE AMO!!!!!! Feliz Aniversário!!!




(foto de @fabiominduim)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Mario Quintana

  • Quintana escreveu, uma vez, que "Às vezes a gente pensa que está dizendo bobagens e está fazendo poesia."
    Eu suponho que às vezes a gente pensa que está fazendo poesia e está é dizendo bobagens. #prontofalei

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Certeza?

"Ela perguntou como é que eu tive certeza de que aquela escolha era a mais acertada. Respondi que nunca tive, que não tenho até agora. Porque tem coisas que a gente, simplesmente, não sabe. Decidi ali na tentativa de fazer o melhor e fui. Com fé. Sim, fé e não certeza. Vontade que desse certo. Ou, de pelo menos, que não fosse motivo para me arrepender para todo o sempre."

(Briza Mulatinho)

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O que não se vê

Experimente olhar por cima do muro... Às vezes, essa vida cinza e sem cor que você acha que tem é só o cimento do muro à sua frente. Suba, pule, e viva!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

"A ignorância é atrevida."
(Ivan Saraiva)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Alguém diz que o pior é saber que "as coisas não vão mudar".
Aí você se toca que o pior nem é isso. O pior é saber que as coisas vão piorar.
O jeito é rir.
Pelo menos por ora. Enquanto dá. Porque, afinal, as coisas não pioraram ainda.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Por que ter que ir ao dentista me dá vontade de não ir??

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Por que ir ao mercado me faz ter vontade de cozinhar??

sábado, 26 de janeiro de 2013

Feliz Sábado!!

Não apenas hoje, que é sábado, mas em cada um dos sete dias da semana - ser feliz e fazer o bem!
E se você perceber direitinho, vai ver que não custa praticamente nada, e que é mais fácil do que se pode imaginar.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Às vezes

Às vezes não é o fogo que te queima nem a faca o que te corta.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Pequenos e grandes

Pequenos desejos também exigem grandes controles.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Vida e vontade próprias

Nunca deixe seu escritório bagunçado. Porque depois, é incrível!, ele aprende a fazer isso SOZINHO.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Corpo e mente

Você despreza muita coisa que não devia desprezar. Acha que pode tudo; que pode, especialmente, dar 300% de seu potencial - no trabalho, por exemplo -, como se não soubesse que seu limite, por óbvio, é 100%. 
Então, quando seu corpo grita... você se assusta; mas quando sua mente cala... você entra em pânico.

É preciso estar atento aos sinais. Respeitar o próprio corpo. 
Sua mente - é lá onde tudo começa; e onde tudo pode terminar. 
Se ela adoece, suas chances de ser feliz serão pequenas, quase nenhuma. 
Suas dores, quando físicas, apenas doem; mas quando quem sofre é a sua mente... você, às vezes, sequer se dá conta do que está ocorrendo. E quando vê... é tarde. Tarde para se recuperar e ser feliz. Porque, esse, a felicidade, convenhamos, é o sentido da vida. Para isso fomos criados. Para isso existimos. Para a felicidade. Portanto, cuide-se bem.

Cuide-se bem - (clique aqui e ouça Guilherme Arantes)
Cuide-se bem!
Perigos há por toda a parte
E é bem delicado viver
De uma forma ou de outra
É uma arte, como tudo...
Cuide-se bem!
Tem mil surpresas
A espreita
Em cada esquina
Mal iluminada
Em cada rua estreita
Em cada rua estreita
Do mundo...
Prá nunca perder
Esse riso largo
E essa simpatia
Estampada no rosto...
Cuide-se bem!
Eu quero te ver com saúde
E sempre de bom humor
E de boa vontade
E de boa vontade
Com tudo...
Prá nunca perder
Esse riso largo
E essa simpatia
Estampada no rosto...

domingo, 6 de janeiro de 2013

Ano novo e coisas do tipo

Começar um novo ciclo pode acontecer a qualquer momento.
Pela tradição, desejamos um Feliz Ano Novo na virada do dia 31 de dezembro para o dia 1º de janeiro, e é nessa época que os homens fazem planos, tomam resoluções, dizem que serão ou não serão mais desse ou daquele jeito. Nós, os seres humanos, somos assim, cheios de atitude no começo de um novo ciclo; e tantas vezes somos tão pouco perseverantes...

Datas são apenas datas. Meu novo ano pode começar no dia do meu aniversário, na manhã do dia 1º de janeiro, depois da Páscoa, no dia 14 de qualquer mês, ou num dia 7, 19, 26... tanto faz. O que faz a diferença são as minhas intenções.

Tenho alguns poucos projetos para 2013, o ano civil que acaba de começar. Tenho muitas intenções. Tenho tristezas que marcaram minha vida em 2012 das quais não posso esquecer, porque, em última análise, elas me remetem a uma saudade doce. É que as perdas, por mais tristes que sejam, só são sentidas se o que você perdeu lhe era muito caro. É quando a saudade, que só seria amarga, se faz sentir de um jeito bom, porque só se sente saudade daquilo e de quem nos fez bem...

Carrego também comigo para o novo ciclo a alegria de ter uma família unida, o amor que nos permite estar juntos mesmo quando geograficamente separados; trago para o novo ano as lembranças dos dias de sonho que vivi outro dia; a esperança de ser mais feliz do que sou; o desejo de ser melhor do que tenho sido; e a certeza de que nada substitui a paz de espírito.

Um quadradinho de chocolate,
um dia inteirinho de frente pro mar,
um sonho de padaria,
um pôr do sol no outono,
um sorriso de cumplicidade,
uma noite de lua cheia,
um bilhete antigo achado dentro de um livro,
uma gargalhada de criança,
um olhar de gratidão...

Pequenas coisas que se me acontecerem em algum momento desse novo ano me farão dizer, no apagar das luzes: valeu a pena!!

Porque é assim que se fecham os ciclos. Com o balanço que nos permite concluir se o que vivemos compensou as penas que sofremos no percurso.

O que eu te desejo para essa jornada é, mais uma vez, saúde e sabedoria. Porque são as maiores bênçãos do mundo.
Hora de pôr os pés na estrada, hora de partir pro novo e desconhecido, hora de executar os planos e de ter e manter as melhores intenções.


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Felizes para Sempre

Que sejam eternamente felizes, H & M !!!

domingo, 9 de dezembro de 2012

"Carpe diem"

“Dia em que não gozaste não foi teu:
Foi só durares nele."
(Fernando Pessoa, citado em "A alegria", por Rubem Alves - Correio Popular, 12/11/1991)

Aproveitar o dia, viver de verdade, rir, sorrir, sentir; não basta durar no dia.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Para todos os males


Hoje é Sábado.
E como deveria acontecer todos os dias... não esqueça de tomar seu remedinho!

POSOLOGIA:
Aconselha-se administrar o Amor logo pela manhã, ainda em jejum, após as refeições, e ao final do dia. Recomenda-se seja utilizado com a maior dose efetiva (e afetiva) possível e com o maior tempo possível de duração do tratamento. Em caso de insuficiência da substância no coração, a posologia deve ser adaptada às necessidades de cada paciente, de acordo com os valores e princípios mais amoráveis de que se tenha conhecimento.

SUPERDOSE:
Muitos casos de superdosagem intencional foram relatados mas sem sinais de intoxicação. Em caso de superdose com o produto, deve ser iniciado o tratamento sintomático (abraços, beijos, doações de alimentos, roupas, e restauração de relacionamentos). Se ocorrer intoxicação, pode ser necessária a ajuda de amigos e amores, e se houver comprometimento do coração... aí é só correr pro abraço, beijar na boca e ser feliz!

PACIENTES IDOSOS:
Pacientes idosos, maiores de 65 anos, podem ser tratados com igual dose efetiva (e afetiva).

FELIZ SÁBADO!!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Dos prazeres e das alegrias

"Era prazer? Era.
Mas era mais que prazer. Era alegria.
A diferença? O prazer só existe no momento.
A alegria é aquilo que existe só pela lembrança.
O prazer é único, não se repete.
Aquele que foi, já foi. Outro será outro.
Mas a alegria se repete sempre.
Basta lembrar."
(Rubem Alves)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Seis de dezembro...

Um lugar de refrigério. Um canto no meio das folhas e das flores. A beleza do verde, a tranquilidade do azul, a delicadeza do rosa e a paz do branco. Terra batida, no chão. Cheiro de vida, no ar. Tudo nessa imagem, tudo ao meu alcance. 

(Jardins do Museu Imperial - Petrópolis - RJ)

Pronta para o novo ano, desejo viver - em harmonia com a natureza, obra prima do Criador; na indispensável companhia de quem me quer bem e não se furta a demonstrar; com saudade imensa dos que se foram, amando quem permanece e ansiosa pelos que virão; com muitas certezas, mas sem evitar correr riscos; com sonhos e perspectivas; reconhecendo o momento certo de ficar e o de partir, de manter e de mudar; escolhendo a alegria e não o desespero; acreditando que os medos que a gente tem não são maiores do que a força que a gente recebe para enfrentá-los.

"Se eu tivesse de fazer tudo de novo, passaria a andar descalço mais cedo, na primavera, e ficaria descalço até mais tarde, no outono. Andaria em mais carrosséis, olharia mais pores-do-sol, e brincaria com mais crianças, se pudesse viver minha vida de novo. Mas não posso, sabe." (Buda, citado em "Vivendo, amando e aprendendo", 7ª ed., p. 136, Editora Record)


Tudo isso que está aí, como dizia o Leo Buscaglia, é a dádiva de Deus para nós; "e o modo como vocês a usam é a sua dádiva para Deus."

Que venha o novo ano!!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Porque nem tudo está perdido

Não é porque o céu está carregado de nuvens cinzas que o sol não está por ali, em algum lugar. Às vezes, o lance é que não dá pra ver... Só isso.
Porque nem tudo está perdido eu comecei a procurar direitinho...



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Feitos um para o outro


Agora me diz se eles não são uma espécie de "Harry and Sally..."?

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A vida é para ser vivida
ou
"A pessoa é para o que nasce."

Chegamos a um ponto em que servimos de figurantes, no cenário da vida, porque já não temos fala, não há luzes sobre nós, e talvez nem mesmo sejamos percebidos; chegamos a um ponto em que fazemos apenas figuração, quando, então, é hora de sair de cena. Pode-se, também, assumir outros papeis, como o de protagonista; há quem aceite ser coadjuvante, e nisso há também seus méritos; mas viver, definitivamente, não se resume a manter-se em pé fingindo qualquer coisa, como se isto fosse uma espécie de vida de verdade. 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Saudade

Sabe quando você tem saudade do futuro?
Pois é...

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Pra pensar

"A decisão de fechar a porta do estábulo antes de pôr lá dentro o cavalo é tão mal calculada quanto fechá-la depois que o cavalo foi embora." (Lawrence Peter)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Valeu, Deus!!

Lembro que quando eu era criança fiz uma oração pedindo a Deus que o botão da camisa do meu irmão (que havia caído) "voltasse pro lugar dele", tamanha a minha fé de que Deus podia todas as coisas e se importava com tudo o que nos acontece...

Hoje acordei às cinco e meia da manhã, assustada. Precisava encontrar uma coisa importante e tinha certeza de que ela não estaria no lugar de costume. Fui procurar e acertei: não estava lá.

Por meia hora procurei pela casa toda. Já estava cansada (porque era de madrugada, claro, mas tb pq já não tinha mais ideia de onde procurar).
Voltei pro meu quarto, me ajoelhei e pedi a Deus: "me ajuda; me mostra onde está, por favor!"

Levantei, em seguida, e fui direto a um lugar que jamais imaginei pudesse encontrar o que procurava.
E, como é óbvio... estava lá.

Voltei pro meu quarto e, num misto de alegria e de gratidão, me ajoelhei de novo só pra dizer: "VALEU, DEUS!!!! Como um Pai amorável e querido, você nunca me deixa na mão! Obrigada!!"

Mas, gente, confesso: tô bege!!

domingo, 11 de novembro de 2012

Sono...

Acordar antes das nove num domingo chega a ser desrespeitoso!

sábado, 10 de novembro de 2012

Feliz Sábado!!

Então entendi que nesta vida tudo o que a pessoa pode fazer é procurar ser feliz e viver o melhor que puder.
(Eclesiastes 3:12)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Elisa Lucinda ' Do Príncipe ao sim

Elisa Lucinda foi quem me ensinou que "fome é apetite sem esperança". Embora também seja uma boa atriz, me encanto mais quando ela mesma escreve as palavras que vai falar. Taí um poema lindo, sobre o homem dos nossos sonhos...

De Elisa Lucinda
Do Príncipe ao sim 

O homem que eu amo
veio de tanto eu pedir
mas quando parei de esperá-lo
veio quando eu ao depená-lo
do meu sonho receio,
permiti que em vez de início ou fim
ele no meio de mim
fosse só o meio.
Não meio no sentido tático
de jeito ou de modo.
Meio no sentido de durante
de enquanto
de presente.
Quando abandonei o título futuro
definitivo da eternidade
o rótulo azarento de garantia
no departamento de intimidade,
quando abandonei o desejo
de ressarcir aqui
o que perdi na antigüidade,
meu homem chegou cheio de saudade
ocupando inteiro
seu lugar de meio
sua inteira metade.


4 de agosto de 1995 in Euteamo e suas estréias

terça-feira, 6 de novembro de 2012

"Ando tão à flor da pele..."

"...que qualquer beijo de novela me faz chorar."

Tenho a nítida sensação de que meus dias de folga do trabalho têm funcionado como uma droga - enquanto o efeito dura eu fico em êxtase; quando passa, caio num estado de letargia, de uma quase depressão, vontade de chorar. E se fosse apenas com qualquer beijo de novela, tudo bem; o problema é que eu olho para o meu trabalho - que eu sempre amei fazer - e me sinto cansada. Desestimulada, só penso no peso da semana. E trabalho. Como se estivesse carregando um fardo de cinco toneladas nas costas. E anseio pela próxima dose.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

De frente pro mar.

O céu carregava muitas nuvens, aquele dia; o sol 'tava lá, mas meio escondido; era uma tarde meio nublada, mas linda. Rolava uma brisa suave, desalinhando de um jeito gostoso os meus cabelos, e era tanta calma, tudo tão sossegado e tranquilo!
Olhando aquela imensidão, ali na areia da praia, alguém me fez a seguinte observação, falando baixinho para não comprometer a beleza delicada daquele momento: "Se nós não fôssemos do Rio, estaríamos olhando isso tudo aqui tão mais admirados... não acha?" E completou: "A gente acha mesmo tudo muito lindo, mas nos é tão normal!!"
E eu fiquei ali, pensando que é isso mesmo.

sábado, 3 de novembro de 2012

O sábado é um dia feliz

Pensar que inventaram o sábado por causa do homem seria uma espécie de presunção, não fosse essa uma tremenda verdade. Saber que o sábado veio pra nos garantir um descanso da correria da semana, a paz que nossa alma precisa, é simplesmente o máximo.

Se um dia eu deixar de acreditar nas coisas em que acredito, se um dia eu me revoltar, se eu der as costas a todas as minhas convicções, estou certa de que o sábado vai continuar marcado na minha vida como esse dia diferente de todos os outros. Porque é uma coisa, pra mim, que rola, sei lá... desde a idade da pedra.
Eu não sei no que você acredita, mas experimente viver o sábado de um jeito diferente, o dia inteiro, até que você veja o sol se pôr lá no finalzinho da tarde... Experimente esquecer dos problemas, das angústias, das coisas que não se resolveram, das que esperam por uma decisão... Experimente abrir mão de toda essa agonia, e descansar disso tudo; preocupar-se apenas com os outros, com o modo como você pode ajudar seu próximo, deixando de cuidar dos seus próprios interesses; experimente estabelecer contato com a natureza, no sábado; experimente fazer contato com Deus. Experimente.

Duvido que não seja um dia feliz, na sua vida.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O Direito e o cultivo de abóboras

Tenho certeza de que uma das coisas que me fez parar de escrever foi a obrigação de escrever textos jurídicos no horário de trabalho e nas horas que seriam de folga. Começo a me dar conta de que estou cansada de escrever sobre Direito. Preciso das abobrinhas pra ser mais feliz...

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Dallas - again


Minha mãe se amarrava em DALLAS, aquele seriado que tinha Bobby Ewing, JR, Pamela, Sue Ellen, Lucy e tals. Lembro que eu sentava com ela, no sofá, pra assistirmos juntas. E aquela musiquinha: tan tan tan tan tan tan tan tan tan tan (você consegue me ouvir cantarolando?), nunca me saiu da cabeça.

Por isso, quando anunciaram que Dallas estava de volta, fui tomada por uma nostalgia sem tamanho! Gravei todos os episódios e fui vendo em sequência, tipo MARATONA DALLAS.
E após os dez episódios da primeira temporada (curtinha, né?), posso garantir: vale a pena.

Li umas críticas, gente falando mal do Christopher, filho do Bobby. O povo parece que não curte os mocinhos e aí enche a bola do John Ross, filho do JR. Pois eu curti os dois, até porque John Ross tem um pouquinho de coração; mas Christopher... eu amei! Até porque, afinal de contas, ele já foi o jardineiro que tirava o ar da Gabrielle Solis (e o nosso), em Desperate Housewives.



Em janeiro começa a segunda temporada, lá nas terras do Tio Sam. E eu tenho que admitir que os caras sabem fazer essa paradinha de seriado. Agora que Desperate Housewives acabou, e que Grey's Anatomy tomou rumos tão absurdos que me fez parar no último episódio da 8° temporada para NUNCA MAIS VER, já não me sinto desamparada.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Ainda bem que é assim...

Os sonhos ainda me movem! E o coração ainda acelera diante das possibilidades.
É assustador, mas ainda bem que é assim.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Não queira não, minha filha...

Lembro que, às vezes, quando eu começava a sentir os sintomas de uma gripe ou resfriado, e dizia: "Xiiii... acho que eu estou querendo gripar...", meu pai emendava, rapidamente: "Não queira não, minha filha. Gripe é muito ruim..."

Fico rindo disso até hoje.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Eu nem vou fazer aniversário esta semana...

...mas relendo este post eu chorei como se o estivesse escrevendo/lendo pela primeira vez.

domingo, 28 de outubro de 2012

Recomeçar é mesmo sempre muito difícil

Muitas vezes falta disposição, coragem, ousadia, para se começar alguma coisa. Um projeto, um trabalho, um curso, um relacionamento... Mas começar, geralmente, é relativamente fácil. E mesmo pra quem tem dificuldades, que acha começar muito complicado... acredite: recomeçar é sempre muito mais difícil.

Quantas vezes você começou um relacionamento? No começo podem vir as dúvidas, a ansiedade pode ajudar ou atrapalhar, você pede opinião, muitas vezes, em outras cai dentro, entra de cabeça sem pensar na opinião de ninguém... e simplesmente começa. Muitas vezes nem sabe dizer ao certo quando começou. Mas foi. Encarou. Quando viu, 'tava lá.

Agora pense nos relacionamentos que por alguma razão terminaram... 
Num belo dia (ou num dia cinzento, mesmo), depois das dúvidas, do pensar e repensar, você decidiu RECOMEÇAR. 
Pois então, decisão tomada, lá está você recomeçando.
E quanta dificuldade aparece!! O desânimo, então, nem se conta! Por mais empolgante que tenha sido a ideia de RECOMEÇAR, o desânimo, no meio do caminho, é violento!

Falei em relacionamentos, para dar um exemplo. Na verdade, esse nem é o meu foco, hoje. Mas talvez fosse o modelo de mais fácil compreensão pra todo mundo, porque todo mundo, praticamente, já passou por uma situação assim. Quem não passou é a exceção que confirma a regra.

Poderíamos falar também de academia, atividade física... Começar e recomeçar...

Já faz algum tempo eu decidi voltar a escrever aqui no blog.
Até hoje recebo e-mails de pessoas que leem os posts, inclusive os mais antigos, que chegam aqui por meio do Google ou que voltam porque acompanhavam o blog na época em que ele "vivia intensamente". 
Esses e-mails me ajudaram a decidir RECOMEÇAR, voltar e reativar o blog.

E-mails como o do moço de outra cidade, que chegou aqui porque um dia namorou uma menina chamada Suziany e, simplesmente, num momento de saudade e angústia pela separação, escreveu no Google "Suzi" e acabou caindo aqui e se tornando um leitor constante; um leitor que me escreveu pra contar sua história e dizer que a leitura dos posts do blog conseguiu acalmar suas dores, seu peito em chamas. Olha que lindo!

Também um outro, que estava pesquisando sobre "O caso dos exploradores de cavernas", chegou aqui e ficou. Disse-me que gostou das coisas que estão escritas no meu perfil, principalmente "o fato de não guardar mágoas...". E me fez lembrar de como isso - não guardar mágoas - me ajuda a ser mais leve e feliz!

Sem contar os comentários que incentivam de verdade, porque certo post ajudou alguém a entender melhor uma situação que está vivendo, ou a enxergar de um modo diferente as coisas ao seu redor, gente que lembra de músicas que ouviu uma única vez e nunca mais esqueceu, que fica feliz porque encontrou a letra inteirinha de u'a música que gosta muito mas que não sabia de cor, que retorna à infância quando lê coisas da minha infância, quando lê poemas, do tempo da escola, que estão postados aqui, em algum lugar... 
Um deles me disse assim, quando leu Menino Luxento: "Que bela lembrança, e que mente saudável. Eu só lembrava dos dois primeiros versos. Fico feliz em saber que esse lindo poema fez parte da vida de tanta gente." 
Tem gente que escreve pra contar que lendo o blog resgatou sua infância! Não é maravilhoso, isso?

E então eu me pergunto: por que não voltar a escrever?? Já tomei essa decisão algumas vezes, você vai ver se ler os últimos posts... E aí eu pergunto de novo: Diante de tudo isso que acabei de contar, por que não voltar a escrever??
É... É porque voltar a escrever aqui é RECOMEÇAR. E recomeçar implica não desistir de novo.
E não desistir, por incrível que pareça, é ainda mais difícil do que recomeçar.

O fato é que a Suzi, aqui, já está achando uma palhaçada essa coisa de não retomar as escritas diárias. Tentei me convencer de que poderia voltar aos poucos, um ou dois posts semanais e tal. Mas isso é como deixar de fumar (dizem). Essa coisa de ir aos poucos não funciona muito bem. É do dia pra noite. Se entrar numa de fazer isso em doses, pode durar anos. É amanhecer e dizer: "Parei." E pronto.
Então agora vou adotar estratégia diferente. Nada de um ou dois posts semanais. É cair dentro mesmo. Escrever todo dia. E quando não houver inspiração, paciência. Paciência, principalmente, pra quem chegar por aqui. Desde já, obrigada. :)

Por hoje é só.
E até amanhã.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

"É tudo sim, sim, sim!"

E aí que eu me amarro mesmo em histórias de amor, torço pra que toda história de amor seja pra sempre, e se não for... "que seja eterno enquanto dure".
E aí que ele vai, assume que estão juntos, e diz: "Ela é a única pessoa que preenche todo o formulário. É tudo, sim, sim, sim..."
E aí que eu curti.
Não dá pra não achar que ele é mesmo um tudo, feito de açúcar!



Pode cantar, MB:
 ♫♪ "Eu era neném
   Não tinha talco
          Mamãe passou açúcar em mim..." ♪♫

domingo, 30 de setembro de 2012

Aos poucos

Aos poucos você vai se resignando, vai se conformando.
Aos poucos você vai desacelerando o coração quando pensa em tudo o que aconteceu.
Aos poucos você vai preenchendo o vazio com a esperança do reencontro e a certeza de que tudo se fará novo.
Aos poucos você chora mais comedidamente.
Aos poucos, bem aos poucos, você começa a se sentir menos fraco e sua boca menos amarga.
Aos poucos você vai aprendendo a conviver com a saudade e com as lembranças sem que isso lhe impeça os movimentos.
Aos poucos, bem aos poucos, você consegue pensar na morte e dizer: "você não vai vencer para sempre, sua feia!" e não mais se sente apenas um perdedor ao lembrar que ela tirou de você alguém demasiadamente amado...
Aos poucos você percebe frutos da vida que se foi dos quais você nem sequer havia se dado conta, e se alegra, e se orgulha.
Aos poucos você se vê de novo sorrindo quando vê uma borboleta voando.
E com o tempo, quem sabe, os outros entendam que o luto é digno, faz parte, é honra, e que você, respeitosamente, vai carregar para sempre uma fitinha preta no seu coração, em memória daquele que se foi; mas aos poucos, bem aos poucos, você vai REVIVENDO... porque quem perde alguém que ama, morreu um pouco também e precisa tornar a viver.


"Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto."
(João 12: 24-25)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Primavera chegou!

Ontem foi dia 23 de setembro.
Eu costumava cantar, com as crianças da escola, u'a música muito gostosinha pra saudar a chegada da Primavera. Era assim, a letra:

  ...Logo ao amanhecer uma linda flor eu vi
Seu cheiro a exalar, havia algo no ar
Vontade então senti, de correr, saltar, brincar
Como uma criança feliz foi que eu descobri:

Que a primavera chegou!
Que alegria que a primavera chegou pra todos nós!
Que a primavera chegou, chegou para mim!
Primavera é voltar a ser criança outra vez.
A ser criança outra vez. ♫ 

Mas a verdade é que em casa e na família, eu sempre cantava, todo ano, mesmo depois quando eu já não dava mais aulas, mesmo quando já era Verão, Outono e Inverno:

"...Ê!!! a Tia Vera chegou!!
Que alegria que a Tia Vera chegou...
Ê!!! a Tia Vera chegou!!
Chegou para mim..."


É... só que agora, nunca mais.
Isso vai ficar na lembrança pra sempre, mas eu espero conseguir cantar, ainda, com um sorriso no rosto, em sua memória, e celebrando a saudade boa que eu sinto dela, porque não é todo mundo que se vai e mesmo assim fica.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Como é difícil...

Como é difícil voltar aqui quando o coração ainda está em dor...

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Para os corações cansados e abatidos...

"Não vos preocupeis com o dia de amanhã;
basta a cada dia o seu mal..."

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Quando tudo falha

Eu devia ter uns 15 anos quando li um livro chamado "Quando tudo falha". Sei que ele narrava diversas histórias, mas confesso não lembrar de nenhuma delas, passado todo esse tempo.
Por outro lado é curioso como eu jamais esqueci das últimas palavras daquele livrinho. Depois de todas aquelas histórias, estava lá, antes da contracapa, as palavras que marcaram minha vida, desde então. Palavras que vêm a minha mente sempre que estou confusa, ou a ponto de desistir das coisas em que preciso acreditar... 
Estava lá:
"Viva a sua fé; e quando tudo falhar ela o fará viver."

Estou vivendo um momento de grande tensão, com um problema de saúde na família, em que mais do que nunca é preciso ter fé. "Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem." É preciso exercitar diariamente a fé, porque nos momentos de maior angústia e dor é ela quem vai nos sustentar, quem nos fará viver.
É isso.
Estamos nesse ponto. Naquele ponto em que sabemos que o que nos fará viver é a fé.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Feliz Aniversário, Ballack-meu-bem!!

Com atraso imperdoável... Feliz Aniversário, Ballack-meu-bem!!
Mas datas são apenas datas... o amor é o que há de estar guardado no coração!!
;)
26 de agosto/2012

P.S. Ou eu tirava ou eu aparecia na foto. Preferi fotografar e deixar vocês com a imagem do que é muito mais belo. Não que essa seja a opinião dele... :)))

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

"Tudo azul"??

Ela era Baby Consuelo e cantava ♪♫ "Tudo azul / tudo azul..." ♫♪
Agora é Baby do Brasil, e sumiu...

Enquanto isso, na África...
Tu-do-ro-sa!!!
[E agora, além de ♫♪ "ser legal ser negão no Senegal" ♪♫
deve ser legal nadar no lago Retba]

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Charlie Brown e sua turma

Taí o livro fazendo grande sucesso (de ações de marketing, pelo menos)! E eis que depois de tanto ouvir falar em 50 tons de cinza, descubro três tons de verde. Você já viu três tons de verde??


[clique na imagem para ampliar]

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Agosto


Tenho a tendência de achar que agosto não é um mês legal.
Mas lembro que tenho pelo menos quatro pessoas muito queridas que fazem aniversário este mês, e então já não há como implicar com o pobrezinho do agosto!
Não bastasse, neste ano, exatamente no dia 31, tem a tal da Lua Azul. Embora seja um fenômeno plenamente astronômico, tem um charme que o romantiza.

Se, na origem, a Lua Azul era a terceira Lua Cheia em uma estação que tivesse quatro, hoje, por um erro, em sua "versão atual", ela se refere à segunda Lua Cheia de um mês. Pra você ver que até o que é definido pela ciência o homem cuida de adaptar.

Diz-se, por aí, que havia na Inglaterra o uso da expressão para se prever que tal coisa aconteceria "na Lua Azul", significando o que costumamos chamar de "o dia de São Nunca"; por outro lado, diz-se também que uma promessa feita na Lua Azul é das mais preciosas, revestida de toda a sinceridade do coração. Como eu disse, é o charme do romantismo invadindo a Astronomia...

De tudo, o que concluo é mesmo isso: agosto já não se sustenta como "o mês do desgosto"; e preparou para nós, sutilmente, melhores e mais agradáveis surpresas.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A alegria virá pela manhã


Que Deus cuide dos nossos problemas
que a noite se vá
que venha o dia
e que a alegria
amanheça conosco.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O post mais delicado dos últimos tempos

Vi no Facebook:

"Apagar sms antiga é tão triste que devia tocar 'Someone like you' enquanto eu apago."
(by CN)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Dos desafios e da felicidade como viagem e não como destino

Há alguns dias aceitei o desafio de passar um dia inteiro sem reclamar de nada.
No final do dia, quando, vitoriosa, contei a algumas pessoas que havia vencido, percebi reações variadas, o que me fez pensar um pouco a respeito disso.


Teve quem dissesse que também topava o desafio, afinal, não era muito de reclamar. E eu confesso que me surpreendi com a declaração, porque eu mesma tenho tido toda a paciência do mundo para ouvir seus desabafos. Sabe alguém que quando você encontra tem sempre "mil coisas que não estão dando certo", pra reclamar te contar? É o marido que não é parceiro, o filho que só traz problemas, a vida que não está nada boa, o trabalho que tá angustiante, os amigos que não ouvem... Pois é. Mas a pessoa acha que "não é muito de reclamar"... Sabe, às vezes a gente nem se dá conta de que reclama tanto; pensa que tá só batendo papo... A gente não pensa naquilo que fala. E pensa que fala diferente.

Teve também quem dissesse: "Ah, isso é fácil!", mas nem cogitou de fazer a mesma coisa, mesmo que por um único dia. Também isso me fez pensar que às vezes não etiquetamos como "reclamação" comentários do tipo: "Ai, por que eu tenho que acordar tão cedo!?", ou "Caraca! Não dá pra parar de chover só um pouquinho não?", "Que calor é esse? Ninguém merece!", ou ainda aquelas inocentes frases: "Não aguento mais esse telefone, que não para de tocar!", "Tudo eu, tudo eu!", "Esse Faustão é um chato!"...
A gente pensa que está apenas falando uma coisa. Mas, não! Isso é reclamação mesmo. E a gente nem sente.
Aí eu te pergunto: é facinho assim como se diz, passar um dia inteiro sem reclamar de nada??

Mas houve também quem dissesse: "Que máximo! Vou tentar também!", mais ciente do exercício de autocontrole que vai precisar fazer, mas com desejo enorme de praticar a paciência e a tolerância.

De tudo, o que mais me impressionou foi o impacto do desafio na minha própria vida. Percebi que durante todo o dia eu fui mais comedida nas minhas palavras. Precisei pensar mais antes de falar qualquer coisa - e, veja bem, eu não sou uma pessoa que fala o que vem à cabeça, alguém que fala sem pensar; mas sou rápida, falo bastante; e esse controle me fez ter uma fala mais pausada, uma voz mais macia, até. Eu via uma coisa que não me agradava, e em vez de reclamar procurava pensar no que eu poderia enxergar de bom naquilo. Quando achava, eu falava do lado bom da coisa; se não, ficava quieta mesmo. Eu gostei muito.

É um desafio. Não pense que é uma brincadeira. Porque nós vivemos muito pilhados, na pressão, com mil responsabilidades profissionais, familiares, emocionais. Dar conta de tudo é trabalhoso, e reclamar é muito prático. Às vezes, até alivia.

Repare que se você começa a reclamar de alguma coisa com alguém que também tem motivos para reclamar do mesmo tema, a conversa flui, pode durar horas. Os argumentos se complementam que é uma beleza! E vocês cada vez falam mais rápido, com mais riquezas de motivos continuam reclamando, vão ficando estimulados a encontrar mais razões e fundamentos, e não se acalmam; ao contrário, a irritação vai crescendo.
Experimente contra-argumentar com alguém que está reclamando de alguma coisa (e sobre a qual você também teria mil motivos para reclamar) com o lado positivo daquilo tudo. Experimente. É bem provável que o outro se choque. Talvez até a conversa acabe ali mesmo. E pelo menos ninguém continuou reclamando.
Depois se orgulhe disso. Você terá seus méritos.

Quando digo que a felicidade não é um destino e, sim, um caminho, não estou brincando. A sensação de vitória ao final daquelas 24 horas foi muito boa; mas a felicidade, ao longo do dia, foi simplesmente incrível!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A incapacidade de ser verdadeiro


"Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões-da-independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas. A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.

Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:

- Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia."

                               ANDRADE, Carlos Drummond de.
                                               Deixa que eu conto. São Paulo, Ática, 2002

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Você dá conta de tudo?

Tenho que processar o cartão de crédito e o banco, porque fiquei mais de uma semana, no exterior, sem conseguir sacar dinheiro; tenho que reclamar com a Saraiva porque o aquecedor que eu comprei pela internet simplesmente não liga; tenho que ir ao dentista; tenho que marcar oftalmologista; tenho que fazer as unhas, resolver uma pilhas, aliás, váaaaaarias pilhas de processos; tenho que marcar o almoço da verdade aqui em casa, que deveria ter rolado no dia 1º de abril; tenho que rever bons amigos, que não encontro faz tempo; tenho que dar atenção a gente da família que está dodoi... 
Você consegue dar conta de tudo?



quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Eternamente Amigas

Eu e A.
Só faltou o banquinho do jardim...


- agradecimento a minha maninha que encontrou, em algum lugar, a foto do futuro. Deixando claro que isso é coisa lá do ano 3019, por óbvio.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Quando uma boa leitura é como uma canção

Lembro de um texto do Rubem Braga em que ele dizia que assim como os compositores, que lá no comecinho das partituras colocam indicações sobre o andamento e o "espírito" com que devem ser tocadas as músicas (Allegro vivace, Largo, Allegretto, Grave...), também os escritores deveriam fazer a mesmíssima coisa com seus textos. Ele dizia que as pessoas leem mal porque não sabem o ritmo nem o espírito do texto.

Gosto do Português porque é uma língua rica, cheia de recursos; gosto das vírgulas, do ponto e vírgula, das reticências, das reticências seguidas de exclamação ou de um ponto de interrogação, e de como o "espírito" é outro se as reticências vêm depois e não antes da interrogação, por exemplo. Mas confesso que sinto uma pontinha de inveja do espanhol, que já avisa desde antes que aquela oração é uma pergunta, quando coloca um "?" de cabeça pra baixo logo no começo da frase...

Um texto bem pontuado é um bom convite à leitura; é quase perfeito. Mas alguns sinais que indicassem o andamento e o espírito do texto seriam mesmo a perfeição!

Imagine uma carta de amor que no começo trouxesse a indicação "moderato", "vivace", "vivacissimo" ou "presto"!, que lá pelo meio mudasse para "adagio", e no final... Ah... que no final trouxesse "gravissimo"! Você já leria com parte do sentimento de quem escreveu.
O resto... Bem, o resto ficaria por conta.
E haveria muito mais frutos do amor pelo mundo.

domingo, 29 de julho de 2012

Sabe como é?

O cara pensa que tá no lugar certo, mas aí passa um conhecido e vê que ele tá com a pessoa errada.

Pois é... aconteceu com ele.

sábado, 28 de julho de 2012

Repara bem

Se você olhar pro lado, andando por aí, e achar, do nada, uma florzinha colorida no meio da calçada,
ou uma frutinha qualquer numa árvore de rua...
pode acreditar, é a natureza deixando um recado gentil:
"reparou como eu posso dar cor e sabor ao seu dia, sem muito esforço...? cuida d'eu..."

Leve a sério!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Sim, eu estou voltando!

Há mais de um ano afastada deste cantinho, retorno bem disposta a escrever aqui minhas ideias e a ausência delas.
Encontro um espaço novo, cheio de alterações, e é como se tudo estivesse recomeçando. Tá lá, de cara: o Blogger mudou!
Recomeços sugerem novidades, ânimo, gás! E aqui vamos nós!

Queria recomeçar falando somente de coisas boas, espargindo alegria, transbordando de festa e paixão... Mas não sai da minha cabeça a notícia triste do dia... Acabo de descobrir, por acaso mesmo, que no dia do meu aniversário, no ano passado, perdi um amigo. Perdi para a morte, essa inimiga implacável, com quem passamos a vida inteira esbarrando. Descubro isso cerca de oito meses depois e me dou conta de como eu queria que o tempo voltasse, pra um último abraço, pelo menos.
Mas o tempo não para...

Daqui a poucos minutos começa um novo dia, começa um novo Sábado, pra que eu me lembre da esperança, apesar da tristeza de não poder fazer o tempo voltar; pra que eu não esqueça das promessas, embora seja este um mundo tão cheio de juramentos quebrados; pra que eu coloque em exercício a minha fé, num mundo descrente de tudo; e pra que eu me alimente com a certeza de que há de haver um reencontro.

Meu querido Paulo Cesar Graça e Paz se foi e eu nem pude me despedir...
Já perdi o A.C., minha amiga V, todos os meus avôs... Já perdi meu primo N., minhas tias I. e E., meus tios D. e I... Já perdi muita gente pra morte...!

Mas existe a vida eterna, e eu não os perdi pra sempre. "Deus amou o mundo de tal maneira... para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna..."
Só que por ora... fica a ausência.

É por isso que enquanto estivermos aqui, precisamos curtir o amor e a amizade que nos une, porque a gente nunca sabe quando vai se ver de novo.

Vou pegar o telefone agora e desejar um FELIZ SÁBADO pra quem eu desejei semana passada, pra quem eu não vejo há meses, pra quem eu guardo no coração mas não encontro no dia-a-dia. Porque a gente nunca sabe se vai falar de novo com um amigo ainda aqui nesta vida. A gente nunca sabe se o encontro, o sorriso, o abraço, vão ser repetidos só na eternidade...

Que o Sábado nos dê a chance de fazer felizes aqueles a quem queremos bem; que nos dê a chance de cuidar de quem está perto de nós. E nos alimente com uma saudade gostosa dos queridos que se foram.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O pequeno príncipe

"O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando tiveres me cativado. O trigo que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo..."

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Às vezes

Às vezes meu domingo é plena segunda-feira.
O problema é quando a segunda é segunda de novo...

Domingo, uma e quarenta da madrugada de segunda.
Fim de expediente.
Mas, pelo menos, amanhã é domingo.

domingo, 22 de maio de 2011

Histórias de amor - LXI

E era dia de alegria
Porque ele vinha;
E se era noite, era festa...
E ela não se continha.


Sentada num canto da sala, olhava da janela. Via água... via chuva... via sol... havia!


Nada parecia sombrio naquele canto de sala, naquela vista lá fora, naquele pedaço de mundo. Era tudo como um brilho, tudo como se fosse reflexo. Tudo visto por um prisma de cristal. Os raios se decompondo. Mágica. Fascinação. Era tudo lindo. Tudo, tudo. Porque ele vinha. E ela não se continha. Fosse noite, fosse dia.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Não dê mole... Não mesmo!

"O que os olhos não veem, as amigas contam."

post editado com a colaboração da Rose Alves

domingo, 8 de maio de 2011

Boa data para voltar por aqui...

Ouvi esta crônica sexta-feira, na Bandnews, mas já peguei pela metade. Não sei quem era o colunista que estava lendo, também não sei se ele deu a autoria. Revirei a internet em busca da fonte, mas não confiei no que achei. Não havia nome do livro nem o número da página... nada consistente. Então, segue o texto, que permanece de autoria desconhecida para mim, mas que é um pouco a narrativa do que acontecia na nossa casa, quando éramos crianças. E que talvez hoje se repita, porque, afinal, muitos de nós já são mães ou pais... Pra quem já não vive essa realidade, e carrega no peito apenas a saudade disso tudo... um beijo carinhoso. Alegre-se com a lembrança.

Taí o texto. Curtam. E dediquem, hoje, a quem de direito.




A Mãe e o Pai estavam assistindo televisão, quando a Mãe disse:

- Estou cansada e já é tarde, vou me deitar!

Foi à cozinha fazer os sanduíches para o lanche do dia seguinte na escola, passou água nas taças das pipocas, tirou a carne do freezer para o jantar do dia seguinte, confirmou se as caixas dos cereais estavam vazias, encheu o açucareiro, pôs tigelas e talheres na mesa e preparou a cafeteira do café para estar pronta para ligar no dia seguinte.
Pôs ainda umas roupas na máquina de lavar, passou uma camisa a ferro, pregou um botão que estava caindo. Guardou umas peças de jogo que ficaram em cima da mesa, e pôs o telefone no lugar. Regou as plantas, despejou o lixo, e pendurou uma toalha para secar. Bocejou, espreguiçou-se, e foi para o quarto.
Parou ainda no escritório e escreveu uma nota para a Professora do filho, pôs num envelope junto com o dinheiro para pagamento de uma visita de estudo, e apanhou um caderno que estava caído debaixo da cadeira. Assinou um cartão de aniversário para uma amiga, selou o envelope e fez uma pequena lista para o supermercado. Colocou ambos perto da carteira.

Nessa altura, o Pai disse lá da sala: “Pensei que você tinha ido se deitar”.
“Estou a caminho” respondeu ela.

Pôs água na tigela do cão e chamou o gato para dentro de casa. Certificou-se de que as portas estavam fechadas. Espreitou para o quarto de cada um dos filhos, apagou a luz do corredor, pendurou uma camisa, atirou umas meias para o cesto de roupa suja e conversou um bocadinho com o mais velho que ainda estava estudando no quarto. Já no quarto, acertou o despertador, preparou a roupa para o dia seguinte e arrumou os sapatos. Depois lavou o rosto, passou creme, escovou os dentes e acertou uma unha quebrada.

A essa altura, o pai desligou a televisão e disse: “Vou me deitar”. E foi.
Sem mais nada.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Dos blocos de Carnaval eu gosto mesmo é dos nomes

Dos blocos de Carnaval, eu gosto é dos nomes.

"Concentra mas não sai"
"Vem Ni Mim Que Sou Facinha"
“Eu sou eu e jacaré é bicho d’água”
"Barangal"
"Spanta Neném"
"Que M. é Essa?"
"Esse é o bom, mas ninguém sabe"
"Largo do Machado, mas não Largo do Copo"
"Empurra que Pega"
"Cordão Umbilical"
"O Negócio Tá feio e o Teu Nome Ta no Meio"
"Desliga da Justiça"
"Block'n'roll"
"Eu Choro Curto mas Rio Comprido"
"Meu Amor Eu Vou Ali"
"Geriatria e Pediatria"

E pra terminar... os mais poéticos:

"Mulheres de Chico" (que só toca músicas de Chico Buarque)
e
"Simpatia é Quase Amor" (que embora tenha a ver com Aldir Blanc e seu personagem Esmeraldo, me faz lembrar do poema de Casimiro de Abreu)



"Simpatia - é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.

Simpatia - são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.

São duas almas bem gêmeas
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.

Simpatia - meu anjinho,
É o canto de passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d'agosto
É o que m'inspira teu rosto...
- Simpatia - é quase amor!"
De Casimiro de Abreu...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Umas palavras, para além das imagens

Volto aqui porque, de repente, percebo que este blog está se tornando um pouco álbum de fotografias...
Confesso que tenho andado escrevendo muito, por trabalho - o que me faz perder um pouco a vontade de escrever por prazer. Isso é lastimável, porque os pensamentos continuam voando, a ideia de escrever sobre as coisas que vejo e que sinto continua viva, mas aquele bichinho da preguiça toma conta do meu corpo inteiro, e pronto. Não produzo nada, por aqui.

Hoje, mesmo, fui ao dentista. Acordei cedo e encarei o trânsito que me fez gastar uma hora e dez em um trecho de 15km. E vi tanta coisa sobre a qual eu queria escrever...

Quase chegando, ainda parada num sinal de trânsito, notei as árvores do Bosque da Barra. Naquele mesmo instante pensei em escrever este post. Não exatamente este. Eu queria escrever um post bacana, falando do sofrimento daquela vegetação, num sol que pouco depois das nove da manhã (horário de verão - o que significa tratar-se de oito e alguma coisa) já queimava em 32ºC.

Fiquei pensando no descaso das autoridades públicas...

Entre dezembro do ano passado e janeiro deste 2011, passei alguns dias no Canadá. Lá é inverno, nessa época do ano, e é incrível você passar pelas rodovias e encontrar as árvores enroladinhas em pano, como proteção contra a neve e o sal. Você sabe que eles usam sal para derreter a neve das estradas; e acontece que, se estiver ventando, o sal cai no chão mas também se espalha e atinge as árvores, o que não é saudável.

Você consegue imaginar uma Prefeitura preocupada com o frio que as árvores podem sentir? Um Governo que cuide das árvores porque sabe da importância disso? É claro que um Governo que cuida de árvores é um Governo que cuida, também, de suas crianças, dos pais delas, um Governo que cuida de seus doentes, que se preocupa com educação...

"A neve é uma realidade, lá!", você vai dizer. "Então, faz parte da cultura deles. Eles têm, realmente, de desenvolver mecanismos de proteção para tudo e para todos". Você vai dizer também que é por isso que os pontos de ônibus são "casinhas de vidro", com portinha de entrada, porque é preciso proteção contra o vento e contra a neve, no inverno... E eu vou concordar com tudo isso.

Mas aí eu pergunto: e nós? O sol de 40 graus não é a nossa realidade? O calor, o céu sem uma nuvem sequer, a ausência da brisa já às seis horas da manhã não é da nossa cultura?? E por que não se desenvolvem mecanismos de proteção?

Havia uma dezena de árvores queimadas, no Bosque da Barra, hoje de manhã. Eu vi. Que agonia... Centenas, milhares de folhas ressequidas, quebradas, árvores literalmente morrendo de calor. As folhas não estão mais verdes. Não é o caso de dizer que têm um tom alaranjado... não. Elas estão marrons. Queimadas. Você sente o calor que aquelas árvores estão sentindo, só de olhar pra elas. Estão morrendo de sede. Não chove há dias, no Rio. Não há um sistema de irrigação. Elas estão secas. Sedentas. Morrendo.

Segundo a Wikipédia, o "Bosque da Barra, oficialmente Parque Arruda Câmara, é um parque de 50 hectares situado na Barra da Tijuca, zona Oeste do município do Rio de Janeiro, no Brasil.
Uma das áreas verdes mais visitadas da região, conta com uma ampla estrutura de lazer, que contempla, às margens de um grande lago, trechos arborizados, alamedas, quadras de vôlei, campos de futebol, grandes gramados, playgrounds e churrasqueiras de pedra. Trata-se, portanto, de compartimento ecológico inscrito em uma região bastante urbanizada.
Na reserva, onde subsistem características originais de restinga com áreas arenosas, brejos e várzeas, podem ser encontradas espécies florísticas ameaçadas de extinção.
Localiza-se no quilômetro 6 da Avenida das Américas, na Barra da Tijuca."

No sítio do Instituto Iguaçu você também encontra uma descrição linda, do Parque, que, de longe, parece objeto de atenção do Poder Público. Mas se olhar mais de perto... sim, nem precisa ser tão perto. Basta passar um olhar de longe, de dentro do carro, do ônibus, do outro lado da rua. Você vai perceber que o descaso dos nossos Governantes não discrimina nenhuma espécie de vida.

Pense por uns poucos minutos nas árvores que o Governo Canadense aquece e protege, no seu rigoroso inverno. Você tem a imagem, na sua mente?
Agora pense nas árvores queimadas, secas e sedentas, no rigoroso verão brasileiro. Você tem a imagem? E alguém sabe dizer por que o nosso Governo não cuida disso??

...não me venha dizer que nos falta dinheiro!


Bem, eu tive vontade de escrever um post bacana sobre aquilo que eu estava vendo ali. Terminei chegando aqui e escrevendo essa amargura toda... Mas é que doeu muito. Muito mesmo.
O que eu vi hoje de manhã está acontecendo debaixo dos olhos da mesma Prefeitura que ali ao lado constroi a Cidade da Música, com seus quase 500 milhões de dinheiros, e que do outro lado "administra" o Hospital Lourenço Jorge, que não tem material, não tem médicos, em que pessoas morrem todo dia por falta de (ou mau) atendimento, omissão de socorro, blá, blá, blá... e que prometeu, menos de 24 horas depois do incêndio na Cidade do Samba, doar R$ 3.000.000,00 (isso! três milhões de reais) para "ajudar" a refazer o Carnaval dos irresponsáveis que não tinham seguro, numa área que é plástico e isopor puro!

Desculpem a amargura, mas a questão, realmente, não é falta de grana!

Happy Valentine's Day!!


Suponho que basta a imagem fofa!!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Um jardim