domingo, 8 de maio de 2011

Boa data para voltar por aqui...

Ouvi esta crônica sexta-feira, na Bandnews, mas já peguei pela metade. Não sei quem era o colunista que estava lendo, também não sei se ele deu a autoria. Revirei a internet em busca da fonte, mas não confiei no que achei. Não havia nome do livro nem o número da página... nada consistente. Então, segue o texto, que permanece de autoria desconhecida para mim, mas que é um pouco a narrativa do que acontecia na nossa casa, quando éramos crianças. E que talvez hoje se repita, porque, afinal, muitos de nós já são mães ou pais... Pra quem já não vive essa realidade, e carrega no peito apenas a saudade disso tudo... um beijo carinhoso. Alegre-se com a lembrança.

Taí o texto. Curtam. E dediquem, hoje, a quem de direito.




A Mãe e o Pai estavam assistindo televisão, quando a Mãe disse:

- Estou cansada e já é tarde, vou me deitar!

Foi à cozinha fazer os sanduíches para o lanche do dia seguinte na escola, passou água nas taças das pipocas, tirou a carne do freezer para o jantar do dia seguinte, confirmou se as caixas dos cereais estavam vazias, encheu o açucareiro, pôs tigelas e talheres na mesa e preparou a cafeteira do café para estar pronta para ligar no dia seguinte.
Pôs ainda umas roupas na máquina de lavar, passou uma camisa a ferro, pregou um botão que estava caindo. Guardou umas peças de jogo que ficaram em cima da mesa, e pôs o telefone no lugar. Regou as plantas, despejou o lixo, e pendurou uma toalha para secar. Bocejou, espreguiçou-se, e foi para o quarto.
Parou ainda no escritório e escreveu uma nota para a Professora do filho, pôs num envelope junto com o dinheiro para pagamento de uma visita de estudo, e apanhou um caderno que estava caído debaixo da cadeira. Assinou um cartão de aniversário para uma amiga, selou o envelope e fez uma pequena lista para o supermercado. Colocou ambos perto da carteira.

Nessa altura, o Pai disse lá da sala: “Pensei que você tinha ido se deitar”.
“Estou a caminho” respondeu ela.

Pôs água na tigela do cão e chamou o gato para dentro de casa. Certificou-se de que as portas estavam fechadas. Espreitou para o quarto de cada um dos filhos, apagou a luz do corredor, pendurou uma camisa, atirou umas meias para o cesto de roupa suja e conversou um bocadinho com o mais velho que ainda estava estudando no quarto. Já no quarto, acertou o despertador, preparou a roupa para o dia seguinte e arrumou os sapatos. Depois lavou o rosto, passou creme, escovou os dentes e acertou uma unha quebrada.

A essa altura, o pai desligou a televisão e disse: “Vou me deitar”. E foi.
Sem mais nada.

6 comentários:

J@de disse...

A primeira vez que li isso eu pensei "puta merda sou eu e meu ex-marido"!!
E não tem jeito até hoje eu sou assim, não tão organizada, mas não vou deitar sem fazer um monte de coisas antes...
Beijos!!

João Moreira disse...

Olá anjo,
Muitos vivem de costas voltados ou são estúpidos, esta és uma narrativa que não se passa só neste ambiente, muitas vezes sentimos vontade de viver para dentro e em silencio.
Adorei, beijinho doce
Fica bem querida

Lilica disse...

É por essas e outras que elas são tão especiais e tão homenageadas no dia de hoje! As mães são mesmo as nossas super heroínas! Beijos

Suzi disse...

kkkkkkkk
É, J@de, é incrível como as histórias se repetem!! Mãe (mulher) é tudo igual, já diziam; só muda o endereço.
rsrsrsrsrs

Suzi disse...

Oi, João! Acho que tens razão... Talvez isso aconteça até no ambiente de trabalho. Tem sempre quem cuide de tudo e sempre quem viva assim, tão "simplesmente".
LOL

Suzi disse...

É, Lilica. "Elas são a dona de tudo, a Rainha do lar..." e ficaríamos aqui horas e horas falando de tudo o que elas são e representam.
Um dia é mesmo muito pouco.

Beijos!!