quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Analfabetos do amor - por Nelson Rodrigues - continuação


"1 - Amigos, temos uma vastíssima experiência amorosa. A história do coração humano começou, precisamente, em Adão e Eva. Era o primeiro casal de terra e com uma vantagem considerável: - Não tinha parentes, não tinha vizinhos, não tinha fornecedores. Alguém poderia objetar (talvez com razão) que a serpente fazia as vezes de sogra, de cunhada, de amiga etc.

2 - Mas o que eu queria dizer é o óbvio ululante, ou seja: - Com Adão e Eva houve o primeiro flerte, o primeiro namoro, o primeiro casamento. Eu ia acrescentar - e a primeira infidelidade. Mas trair com quem? Quero crer que Eva foi, talvez contrafeita, uma mulher rigorosamente fiel. Eu imagino o que teria sido, num confortável paraíso, a noite de núpcias do primeiro casal.

3 - Pois bem. Isso ocorreu há muito tempo. Eu vos digo: essa experiência amorosa, que vem através dos milênios, não nos adianta de nada, nem nos abriu os olhos. O homem, que sabe de tudo, nada sabe de amor. Eu diria, se me permitem, que em amor o homem é tão analfabeto como um pássaro. Ou melhor: o pássaro tem, a seu favor, a vantagem do instinto puro, livre e clarividente. Ao passo que cada um de nós carrega, nas costas, não sei quantos preconceitos, não sei quantos equívocos. Eis a verdade: Falta-nos a espontaneidade de uma cambaxirra. E vou mais longe - o nosso amor é triste."
(continua)

A festa de aniversário da "J. de J. S."

Eu queria colocar o vídeo de J. dançando, aqui. Hilário. To-tal-men-te-cô-mi-co! É coisa de rir, e rir, e rir. Aliás, rir é muito bom. Então rimos. Bastante mesmo. Porque é bom. Muito bom.
Também é bom ouvir assim: "teu cabelo tá bonito! aliás, sempre, né?" Mas é muito tchuco, ele, hein? E eu fico sem graça... Eu estava usando uma camiseta com uns dizeres. Chamou a atenção e foi o começo do papo. Mas poderia ser outro qualquer. A propósito dessa camiseta, ainda vou escrever um post. Mas o lance é que adoro conversar com o M., que é um cara fantástico. Conversa sobre tudo, totalmente antenado, divertido, sério, e ainda é irmão da minha melhor amiga. Foi bom encontrar os tios deles, também. Gente que eu não via há muito tempo. E que me é querida.
Enfim, rever J., tão alegremente feliz, com seu maridinho novo, depois de toda a barra que passou nesta vida, recordar histórias dos nossos vinte e poucos anos, e ainda rir de tudo, me fez lembrar dos versos que dizem: conte seu jardim pelas flores; não pelas folhas caídas... e com o passar do tempo, conte sua idade pelos amigos, e não pelos anos que vive.



quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Analfabetos do amor - por Nelson Rodrigues - parte 1


Costuma-se associar "Nelson Rodrigues" a descrições de um amor licencioso, paixões escarlates, a um erotismo mais para pornográfico que para sensual.
Pois que seja. Mas ele sabia também falar de um amor delicado. Ou sabia falar delicadamente do amor. E sabia como amamos errado... Descobri isso num texto publicado na Folha de São Paulo em dezembro de 1980.

Vou reproduzi-lo por partes (serão sete). Mas peço licença para começar justamente pelo final. Depois trataremos do começo e meio. E depois há uma outra crônica chamada "Amor que morre", também de uma delicadeza incrível, escrita dois dias depois de "Analfabetos do amor". Foram as duas últimas crônicas escritas por Nelson Rodrigues. No mesmo dia 22.12.1980, quando o jornal publicou "Amor que morre", estava, na manchete, "MORRE NELSON RODRIGUES".

"7 - Se o homem soubesse amar não elevaria a voz nunca, jamais discutiria, jamais faria sofrer. Mas ele ainda não aprendeu nada. Dir-se-ia que cada amor é o primeiro e que os amorosos dos nossos dias são tão ingênuos, inexperientes, ineptos, como Adão e Eva. Ninguém, absolutamente, sabe amar. D. Juan havia de ser tão cândido como um namoradinho de subúrbio. Amigos, o amor é um eterno recomeçar. Cada novo amor é como se fosse o primeiro e o último. E é por isso que o homem há de sofrer sempre até o fim do mundo - porque sempre há de amar errado."

(Figuras do Brasil - 80 Autores em 80 anos de Folha - PubliFolha)

15h17min eles querem me enlouquecer!!

Definitivamente, eles querem me enlouquecer!
Acabo de receber MAIS UMA LIGAÇÃO DA TELEMAR!!

Eu quero meu telefone mudo de novo!!!! Muuuuuddddooooo!!!

Valha-me!!!

E agora, como se não bastasse, a Telemar toca o interfone (pela segunda vez, hoje, além dos três telefonemas), para confirmar que o telefone está funcionando!!!

O que é isso??? Eles querem me enlouquecer aos três dias de janeiro???

Ê, vidão!!!

* Acordei às 10h44min. Melhor, impossível.

* Telefone toca desesperadamente. Sem a menor vontade de atender. É a Telemar, pela terceira vez, para confirmar que a linha, com defeito desde as onze horas da manhã de ontem, já está normalizada. Eles acham que eu não entendi ainda?

* Preciso explicar que o Opera é um navegador que mantém SEMPRE as páginas abertas, e que se aparece que eu acabo de entrar no orkut isso não é necessariamente uma verdade. E preciso explicar também que eu pouco uso o msn. E que não adianta ficar implorando por scraps: "entra no msn agora, entra no msn agora, entra no msn agora", que eu não vou entrar. Ainda estou dormindo, sacou?

* Ontem vi uns oito episódios seguidos de "O Aprendiz" - Brasil. Ri muito e aprendi um bocado. Descobri a reprise por acaso, na P&A, e como lamentavelmente havia perdido todos os episódios da terceira temporada, achei o máximo a "maratona Aprendiz". Foi de nove da noite à uma da madruga. O tal do Peter deixando o Justus irado foi emocionante! Terça-feira eu acho que passam os episódios restantes. Ninguém me conte quem venceu, por favor.

* Ontem também fechei minha planilha de gastos fixos do ano inteiro. E voltei a fazer o que fiz em 2003: seguir aquela dica do Mauro Halfeld. Porque simplesmente funciona! É meio loucura, mas dá muuuuuito certo.

* Comi um pacote inteiro de pipocas, ontem.

* Queria comer batata frita, hoje, o dia todo.

* Ainda tem coquetel de frutas do Ano Novo. Tô caindo dentro.

* A balança que eu pedi de amigo oculto (e ganhei) continua variando entre 45kg e 46kg, mesmo depois de toda essa farra gastronômica. "Benzadeus"!

* À noitinha tem a festa de J. e ela prometeu que vai cantar e dançar a música que ela mesma compôs quando éramos "aborrecentes". A letra? É o mais divertido!! A "performance" de J. também é o máximo! Mas realmente não dá pra reproduzir aqui... Nem a dancinha... muito menos a letra!

* Acho que vou ali, dormir mais um pouquinho.

* Depois eu volto, tá?

Bem que podia...

A vida devia ter as teclas "PAUSE", "FF" e "REW".
E a gente deveria poder travar qualquer uma delas, "just in case"...


terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Ela é linda e se chama Letícia Sabatella

Ela é linda, não fuma, não bebe mais nenhuma bebida alcoólica, não come açúcar e nenhum tipo de carne, nem branca, "por compaixão aos bichinhos". Já recebeu vários convites para fazer campanhas de produtos de beleza mas "não faz propaganda por postura pessoal".
Ela é linda. E não precisa nem de batom. Faz papel de freirinha, e dá de dez nas turbinadas que aparecem na tv. É mesmo linda. Admita.

Duas gracinhas

Eles sempre me emocionam. São palavras simples, as que eles dizem. Do tipo: "eu sempre me lembro de você; sempre ouço as suas músicas; lembro dos nossos passeios; das caminhadas; do passeio de barco; vejo a fita da viagem a São Lourenço; vi sua foto no álbum e lembrei de você - o álbum não é meu mas a foto está em destaque..."

São palavras simples, mas que emocionam, porque vêm sempre carregadas de sinceridade e de um amor que ultrapassou tudo, inclusive o tempo e a separação. É sempre ele quem liga e fala primeiro; conversa, brinca, me deseja somente coisas boas. Em seguida passa o fone pra ela, que gosta quando eu a chamo de "minha lindinha", e usando quase as mesmas palavras me faz as mesmas declarações de amor.
H.M. e J. são duas preciosidades. Gosto de ligar para eles e gosto quando me ligam.
E hoje ela terminou assim: "dizem que é um tempo bom que não volta mais... mas quem sabe um dia ele volta, né?"


Qual é??? Ela andou lendo meu post das onze da manhã??
Eu, hein!

No final não adianta

Outro dia estava conversando com uma amiga, aqui em casa. A certa altura do papo, ela me disse: "Eu e a M. fizemos uma aposta." Depois, riu-se.
Eu não quis perguntar qual era e ela não fez questão de contar. Com uma certa curiosidade, e imaginando a aposta, eu afirmei: "E você ganhou!" Ela riu, mais uma vez. Depois me disse: "Não. Nós apostamos a mesma coisa."
E resolveu revelar: "Nós apostamos que D. e M. vão terminar juntos."

O restante da história nem vem ao caso, mas a conversa me sugeriu uma reflexão.
Histórias de amor... Algumas são mal contadas, outras são cortadas... mas que tipo de história de amor é essa onde as pessoas apenas "terminam juntas"?? Ora, ora, o tipo de amor que eu não quero. Porque a beleza do conto não é o "terminar juntos"; é o viver, o processo, o caminho, a viagem. Não é o destino, não é a chegada. Não é o final. O bacana não é você começar junto? Ou pelo menos pegue uma carona no meio do caminho. Mas só ficar junto no final? Sei não...

"Terminar juntos" não é meramente "força de expressão". Não é uma expressão que se fez por acaso. Ela vem da idéia de que os passos podem trilhar caminhos diferentes a viagem inteira, mas, "no final", vão se encontrar. E quem é que quer um amor de final de estrada? Você?? Porque eu não quero. A graça é se divertir no percurso, nas paradas, chegar junto. Não quero marcar encontro no ponto em que tudo termina...

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

O primeiro dia do resto da minha vida


O dia começou às dez da manhã - como, aliás, deveriam começar os demais 364 que vêm por aí. A vida, eu não tenho a menor dúvida, deveria começar às dez da manhã todos os dias. Muuuuito mais confortável.

Às onze e pouco nos reunimos na sala para ler um texto de Alejandro Bullón, e agradecemos a Deus pela chance de um novo começo. 2007!!

Quase meio-dia, fizemos um "brunch". Tinha de tudo um pouco. Chás, cream crakers, sequilhos, leite, Toddy, suco, rabanadas, salada de mussarela de búfala com azeitonas, tomates secos, azeite, abobrinha e beringela, torradinhas, pão integral, pão de forma, requeijão, cheddar, frutas... Comemos e ficamos por ali, em volta da mesa, batendo papo.

Meus pais e Dona L. se despediram e foram dormir um pouco em casa. Ué... não acabamos de acordar? Sim! Mas é que festas, mesmo quando não são regadas a álcool, pedem sempre um pouco mais de cama que o habitual.

Meu irmão foi deitar, as crianças ficaram no dvd da Tia Cecéu; depois, Bob Esponja; eu e S. ficamos conversando. Planos de um roteiro de viagem que inclua Canadá e Portugal em 2007.

Quatro da tarde, banho em V. e L., todos se arrumando para ir embora. Eu abraço as crianças várias vezes, porque sinto saudades como se o tempo já houvesse passado...

Combinado encontro para quinta-feira na casa da minha concunhada. Combinar com o sol para ele aparecer, também, porque será na beiradinha da piscina.

A. chega aqui. Nossos papos, sempre intermináveis, começam e recomeçam, com a maior velocidade de temas por minuto que você possa imaginar. Oito da noite. A. precisa ir. Então, me dá um presente de Natal (uma bolsa de praia - o tipo de presente que é a minha cara) e a gente combina de fazer qualquer coisa legal amanhã. Dia oito voltamos a trabalhar e esta semana precisa de movimento!

A chuva continua a cair. Faz frio. Não parece o Rio... Volto ao silêncio da minha casinha. É outro tipo de alegria. Um outro tipo de paz. Está terminando o primeiro dia do resto da minha vida. E eu o vivi intensamente!

Boa noite...


domingo, 31 de dezembro de 2006

"Adeus, Ano Velho! Feliz Ano Novo!!"


Amanhece o último dia do ano.
As horas passam... Um pouco mais e cai a tarde.
Quando a noite chegar, trará consigo os primeiros minutos de um novo dia. Vai começar o novo ano.

Há algum tempo aprendi que há dois desejos indispensáveis. Duas grandes bênçãos, nesta vida. E se eu pudesse oferecer a você apenas duas coisas, sem levar em conta a dificuldade, ou o custo, mesmo que fossem as mais caras do mundo... se me fosse dada a chance de lhe ofertar dois presentes, eu lhe daria SAÚDE e SABEDORIA.

Não estou falando dessa saúde de corpo sarado, saúde de só não estar doente; estou falando de SAÚDE - aquele estado de perfeito equilíbrio físico, mental e espiritual; aquele mais alto vigor; aquele total bem-estar. Saúde para não ter doença; pra se dar bem com os amigos; saúde pra brincar com as crianças; cuidar dos enfermos; para dormir e acordar bem; pra encarar os dias com disposição; saúde pra comemorar a vida.

Saúde e sabedoria...

Não estou falando de inteligência. Nem de capacidade intelectual. Falo de SABEDORIA para ser prudente, justo, para ser reto, íntegro, honesto. Sabedoria para compreender o que parece mistério; para aceitar o que depende da fé; para renunciar o que atrai mas não é correto. Eu falo da sabedoria de entender que às vezes é preciso mudar, e que outras vezes é preciso manter-se firme; que é de hábitos que se constrói um caráter; que nem tudo o que é legal é moral; que os sentimentos importam, sim; que os pais são tesouros; que a família é uma bênção; que se deve fazer amigos para sempre; que perdê-los para a morte faz parte da vida. Sabedoria para não esquecer que não se tomam decisões movido pelo impulso; que na relação com o dinheiro ele não pode dominar você. Sabedoria para saber o que é essencial em cada ato, em cada coisa, em cada lugar, em cada vida. Sabedoria para não desperdiçar o útil e para não brigar pelas sobras; para reconhecer a diferença entre o necessário e o supérfluo, entre o prazer e a volúpia, entre o intervalo e o final; porque cada um tem sua hora, cada coisa o seu lugar, e nem sempre podemos ter tudo. Sabedoria para conhecer; pela experiência, pelo discernimento, pelos sentidos. Sabedoria para saber onde colocar seus pés e onde repousar suas asas; para descobrir por onde voar e onde fazer seu ninho. Sabedoria para saber de tudo um pouco e não para saber tudo de uma coisa qualquer. Sabedoria para saber quando falar e quando calar; para saber ouvir e entender; para sorrir e chorar; e pra perceber quando um abraço é a única coisa que faz sentido. Sabedoria para nunca negar um carinho e pra não renegar um amor; e, enfim, para estabelecer a diferença, às vezes a sutil diferença, entre o permanente e o passageiro.

Se eu pudesse, eu lhe daria SAÚDE e SABEDORIA.
E se não tenho autoridade para tanto, peço ao Soberano que lhe conceda, em 2007, essas, as maiores bênçãos do mundo. Porque tudo o mais é conseqüência.

A você, que movimentou a casa da Suzi este ano inteiro, meu carinho e os bons desejos de saúde e sabedoria para todo o 2007, para toda a sua vida. Você que veio de perto, ou de longe, amigos queridos que fiz em Portugal, por meio deste blog, àqueles que encontrei neste Rio de Janeiro, para um abraço de corpo e alma, a todos vocês, que fizeram parte da minha vida em 2006, um beijo carinhoso e um abraço gostoso, expressão da alegria de ter vocês por aqui, passeando pelo meu coração.


FELIZ 2007!!!!!
A gente se vê por lá!

Para receber o novo ano


Chega uma hora em que é inevitável a contagem regressiva, não é mesmo, Miguelito? E então é melhor começar os preparativos. Porque ele já está chegando...

sábado, 30 de dezembro de 2006

Feliz último sábado do ano 2006!!


E porque hoje é o último sábado deste ano, e porque 2007 está às portas, batendo pra entrar, porque "nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia"...
... O céu amanhece azul e o sol voltou amarelo e redondinho.
Porque ninguém tem uma segunda chance de amanhecer bem, num mesmo dia, eu lhe desejo uma bela manhã e um dia de cor e alegrias. Amanheça bem! E viva um dia muito bem vivido, hoje. Ele não vai se repetir. Nunca mais.

O que você faria se não tivesse uma segunda chance de fazer feliz o dia de alguém? Então faça. Hoje. Enquanto há tempo.

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

Academia Brasileira de Letras


Ganhou uma iluminação artística, esta semana, a tradicional fachada da Academia Brasileira de Letras.


Um símbolo da "belle époque", o prédio da Academia fica ali, pertinho do Consulado dos Estados Unidos da América, e me causa uma certa indignação. E eu explico o porquê...


Com sua arquitetura estilosa, sigo meu caminho inconformada, cada vez que passo por perto, só de lembrar que existe um tal imortal chamado "Paulo Coelho" a dividir as honras com verdadeiros nomes das letras - Guimarães Rosa, Austregésilo de Athayde, Antônio Callado, Ruy Barbosa, Rachel de Queiroz, Jorge Amado, Zélia Gattai, Manuel Bandeira, só para citar alguns - e, salvo melhor juízo, na linha de sucessão de José do Patrocínio!! Eu me revolto. Quem foi a escritora que disse que sairia pela porta dos fundos, se Paulo Coelho entrasse na ABL?? Não teve uma história dessa? Hoje, você percebe, minha memória está muito estranha. A bateria precisa de recarga. Uma boa noite de sono tranqüilo! Assim, de repente, como diria a Marta R., é hora de dormir...

"update" especialmente dedicado à Mônica:
à propósito das três eleições perdidas por Mario Quintana para membro da Academia Brasileira de Letras, acabo de descobrir que "eles passarão... eu passarinho" foram versos que o escritor fez justo por conta dessa terceira derrota. Além de tudo, tinha bom humor.

"Todos esses que aí estão/ atravancando meu caminho,/ eles passarão.../ eu passarinho!"

A foto da nova iluminação da ABL é uma foto de divulgação.
As outras eu tirei num dia desses, de sol e calor, quando andava por ali.

Onde estão vocês??

Depois do Natal a ída aos shoppings não é tanta curtição. Vai-se para trocar as peças com defeito, de tamanho errado, essas coisas. Alguns vão para comprar a roupa da noite do dia 31. As vitrines estão tomadas de branco. Parece neve. Um clima tão europeu...

Pois lá estava eu, hoje. Pro troca-troca.
Deu tudo certo, ninguém reclamou de nada nem criou qualquer dificuldade. Mas o que me intriga bastante, atualmente, é que quando ando por aí, agora, só esbarro nos famosos nada a ver... Caramba! De que me vale dar de cara com Serginho Mallandro? Hein? Hein??? O que me aproveita esbarrar com Renato Aragão Didi Mocó?? De que me serve estar na mesma loja que o Alexandre-esqueci-o-sobrenome Marcos Frota (aquele, da novela das gêmeas: "Eu quero a minha 'Utinha..." - o Tonho da Lua)??? De que vale isso?? Responda!

Marcos Palmeira, Du Moscovis, Reynaldo Gianecchini, Maurício Mattar, alôou!!!, on-de-es-tão-vo-cês??

Esse é o meu Rio de Janeiro

Pra fechar a noite de um dia triste, Zico, o nosso Rei (que me desculpe o Pelé, mas quem não cantou "Hei, hei, hei, o Zico é o nosso Rei!!"??), promoveu O JOGO DAS ESTRELAS, ontem, lá no estádio do CFZ, no Recreio. Evento beneficente realizado há três anos consecutivos, a renda, convertida em alimentos, SEIS TONELADAS, será totalmente doada por Zico a dez instituições de caridade.

Deco, Carlos Alberto e Robinho ficaram sem teto em Maresias, para decolar de helicóptero, e não conseguiram chegar...
Mas estavam lá: Roger, o holandês Seedorf - do Milan, Leonardo Moura, Júnior Baiano, Gonçalves, Leonardo, Júnior, Emerson, Thiago Coimbra - o filho do Galinho, Bebeto, Amoroso, Acácio, Fabiano Eller, Mauro Galvão, Júlio César, Adílio, Aílton, Djalminha, Marcelinho Carioca, Roberto Dinamite, Andrade; Vágner Love, Cláudio Adão e Alex Dias.

Zico jogou os 90 minutos, e sua equipe, a de vermelho, venceu por 8 x 5.
O técnico da equipe de uniforme branco era quem? quem?? quem??? Renato Gaúcho, ora pois! (desculpe-me, Beto-Vascaíno...)

Por conta dos incidentes da madrugada, Ronaldo (o chamado "Fenômeno") medrou e não apareceu.
Como se disse, foi quando a arte venceu o medo.

E mais! Sabe o que declarou o holandês?
“Quando era pequeno via Zico jogar, e é um sonho jogar com ele. Fico contente de participar de uma festa que irá ajudar as pessoas, e quando chegar em casa vou ligar para meus pais e dizer que joguei com Zico e Júnior” - tudo isso num português fluente, e com olhos brilhando.

Dá-lhe, Zico!!!


(eu vejo o Júnior e me lembro, imediatamente, de "Voa, canarinho, voa / mostra pra esse povo que és o rei / voa, canarinho, voa / mostra na Espanha o que eu já sei...", o "hit" da Seleção Canarinho, de 82. Quem não lembra?? Ê, tempo bom, do futebol da seleção brasileira...)

fonte: www.ziconarede.com.br

quinta-feira, 28 de dezembro de 2006

Eu e as artes

Essa coisa de artes plásticas, trabalhos manuais, artesanato... nunca foi a minha praia.
Quando tentavam me ensinar a fazer tricô ou crochê, sempre diziam que isso distrai, que faz passar o tempo, que seria "bom para quando ficar velhinha". Imagine! Eu nunca dei bola. Afinal, tenho tanto com que me distrair, nunca pretendi fazer o tempo simplesmente passar, e duvido que haveria de ser bom para minha velhice uma coisa que te prende horas, dias, e, se bobear, meses, sentada, ao lado de um rolo de linha ou de lã.

Hoje eu descobri o que pode me prender sentada três horas (três horas é o máximo que me permito). Porque logo depois das duas/três horas o trabalho está pronto. Nada para o dia seguinte. Tudo pronto antes mesmo de se cansar ou enjoar.

Eu deveria ter usado a velha tática do "antes" e "depois", para valorizar ainda mais a minha obra de arte. Era uma peça de madeira crua. A idéia? Um "porta-controle remoto" decorado, para ficar na estante da sala. Fui para a casa da minha prima (expert em artes plásticas), aprender a fazer. Saí de lá com minha obra-prima em mão. Linda! Liiiinnnnnda!!! Bem... eu achei, né?




p.s.
Eu nem amo New York... Mas não havia Toronto.

... e NY até que é um tanto simpática.

Depois da madrugada...

"Que a estrada se abra a sua frente,
Que o vento sopre levemente as suas costas
Que o sol brilhe morno e suave em sua face,
Que a chuva caia de mansinho em seus campos…
E, até que nos encontremos de novo,
Que Deus lhe guarde na palma de Suas mãos."

(Prece irlandesa)

Hora de dormir

Tarde gostosa, na companhia de gente a quem quero bem. Risos, sorrisos, abraços, presentes, histórias, lembranças de coisas tristes, recordações de alegrias; tudo regado a bolinhos de bacalhau e croquete do Alemão - saudade do tempo que a gente pegava a serra e tinha, necessariamente, de parar na subida só pra comer o croquete da "Casa do Alemão".

Agora, meia-noite e tal, um vento corre na varanda. Portas e janelas abertas para que ele venha e entre. É bem-vindo. Muito bem-vindo. E é assim que me convida a dormir um sono bom. Eu aceito... E vou-me.
Boa noite...