
O aeroporto internacional do Rio sempre (e isso inclui, ao menos, passado e presente) foi chamado de "Galeão". Parece que o nome original tem a ver com a Escola de Aviação Naval, que se localizava ali, na "Ponta do Galeão". Lá pelo final dos anos 40 o Galeão começou a receber voos comerciais e passou a ser chamado de "Aeroporto Internacional do Galeão". Em 1999 o nome mudou, para homenagem ao querido maestro Antônio Carlos Jobim, e embora o novo nome tenha dado um certo charme aos pousos e decolagens, um certo "it" aos passageiros que desembarcam e embarcam na Cidade Maravilhosa, berço da bossa nova, o certo é que o Tom Jobim continua sendo o Galeão, inclusive como sigla de aeroporto - GIG.
Pois bem.
47 minutos depois, a aeronave aterrissa em Cumbica. Não faz frio, ao contrário do que se imaginou, mas nota-se que é São Paulo pela indumentária das pessoas. Curioso, como é diferente, o jeito de se vestir dos paulistas, comparado aos cariocas...
Ao meu lado, pelo corredor, também chegando na cidade da garoa, Sandra Corveloni (melhor atriz em Cannes, por "Linha de Passe"); parado ao meu lado na esteira das malas, um outro famoso - para mim, desconhecido. Percebo que é famoso porque alguém, de repente, olha pra ele e pergunta: - "Posso tirar uma foto com você?" Simpático, ele concorda. Eu entorto os olhos tentando descobrir quem é. Suponho que se estivesse com minha câmera à mão poderia pedir a mesma coisa e depois, em casa, juntaria os amigos e faria um jogo de adivinhações, tentando descobrir quem é o moço... Mas confesso que me deu preguiça.
Pego as malas, as portas se abrem, e lá do outro lado minha prima me aguarda. Um moço bonito, ao lado dela, sorriso nos lábios dos dois. Tudo bem que eu queria uma plaquinha, típica das recepções nos aeroportos, mas não rolou... Abraços, beijos, apresentações, risos e "saudades matadas". Dormir? Só depois das três da madruga, quase quatro. Afinal, eu não viajei pra dormir...
Sábado.
Pela manhã, novos amigos e o reencontro com um Amigão, depois de... bem... depois de váaaaaarios anos, digamos.
Ouvimos juntos uma fábula sobre a espécie de confiança que os filhos têm na figura do pai. E, moral da história, reaprendemos sobre o significado de confiar em Deus e sobre a Sua fidelidade. Cantamos juntos, também. E eu sempre me comovo quando ouço ou canto aqueles versos...
"Na oração encontro calma / Na oração encontro paz / Orar a Deus faz bem a alma / Falar com Deus me satisfaz. // Falar com Deus, que privilégio / Abrir a alma ao Criador / Sentir que os céus estão abertos / E ouvir a voz do Salvador. // Grande é o nosso Deus / E as obras que Ele faz / O Seu amor não tem limites / E em Seu perdão encontro paz..."
Fui convidada para almoçar "numa padaria".
Um carioca vai imaginar que "almoçar na padaria" é se alimentar de um sanduíche de bife, por exemplo. Que nada! Um tremendo restaurante! Mas, como fabricam e vendem pão, os paulistanos chamam de "padaria". Pode?? Que descaso...
De sobremesa, tantas opções que a vontade era passar ali o restante da tarde, aproveitando de tudo!
Um pouco depois, parada estratégica em "Campo Grande", e eu penso: como pode, uma pessoa sair de um Campo Grande e ir parar em outro? A pessoa mora a vida inteira com a família em Big Field, no Rio de Janeiro. Vai embora pra São Paulo e resolve habitar onde? Onde? Onde??? Pois é, em Campo Grande!
Conheci a Ana Carolina. A cadelinha; não a cantora, ainda bem.
Quando vi, eu estava lá. Com direito a gargalhadas, sessão de fotos, caras e bocas, poses e sorrisos, lá estávamos nós: eu e ELA, AO VIVO, no Sofá do Amigão!
Enfim, à noite, o casamento.
Curioso como eu, uma pessoa que só comparece a casamentos em duas situações, curti tanto aquela festa! Eu era só uma convidada, mas as coisas caminharam de tal modo que minha participação foi muito além disso. Cada instante foi emocionante. Afinal, a emoção do pai do noivo era de contagiar!
A festa, um festão! Um jantar de primeira, uma delicada decoração, e alegria geral. Uma daquelas festas da qual ninguém sai reclamando. E eu, que me preocupara tanto com o que vestir num casamento no frio... me senti em casa! Era como se estivéssemos no Rio de Janeiro. Quase um "Rio 40 graus". E a minha maravilhosa estola de pele (sintética, "of course"), ficou pendurada na cadeira...
Não importa o tempo que você fique sem ver












































