sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Ballack-meu-bem

Ballack-meu-bem ficou um pouquinhozinho enciumado com a atenção que estávamos dando à Angela, e resolveu operar também, hoje de manhã.


Um probleminha nos pés, muitas dores, chegou a ser dúvida para o jogo da última quarta-feira, pela seleção da Alemanha. Mas o que foi aquilo? O médico me explicou:

- Dona Suzi, é um caso simples, de Neuroma de Morton. O Neuroma de Morton é uma pequena massa que se forma ao redor do nervo plantar comum que passa em baixo do pé, no ponto em que o pé se divide em dois ramos que vão para os dedos. Localiza-se entre a terceira e quarta cabeça dos metatarsos. Entendeu?

- (risos - de nervoso) Dá pra falar na minha língua, Doutor? - afinal, a criatura estava explicando tudo isso em alemão...

- Bem, Dona Suzi, vou pedir ao Big Phill que me ajude, então.

Aí, vem o Felipão e me diz assim:

- Fala, Suzi! Tudo bem por aí? Tu não entendeste? Nem eu!! Ahahahaha!!!
Brincadeira, guria, eu disse isso só pra tu rires um pouco, tchê!

Mas é o seguinte: não precisa ficar aí mais perdida do que cusco em tiroteio; o que acontece é que o teu maridinho teve todos os sintomas desse Neuroma de Morton: dor severa, intermitente, que vai irradiando para as pontas dos dedos, entendes? Isso tem prejudicado o rendimento dele, em campo. Daí que poderíamos tentar uma fisioterapia, o uso de palmilhas, mas olha bem pro teu maridinho e vê se ele é homem de ficar usando palmilhinha pra jogar futebol, Suzi!!

O homem é tri forte. E se o homem é tri forte, o tratamento é de macho, tchê! Opera de uma vez e pronto. E rápido, porque o Natal vem aí e tu vais querer que ele apareça pela chaminé, vestido de Papai Noel, pra divertir as crianças, não é? E isso é atividade de impacto, Suzi. Então, é melhor operar logo, pra voltar logo, viajar logo, descer da chaminé logo, e pronto, tchê! Em duas semanas ele vai estar no ponto para voltar aos campos de futebol, defendendo nosso Chelseaaaa. Fica tranqüila, guria!

- Então tá, Felipão. Mas olha lá o que vocês vão fazer com as pernocas e os pés de Ballack-meu-bem, hein!

- Barbaridade, tchê! Só vamos mexer nos pés, Suzinha. As pernas ficam pra ti!

- Uêba!!!
Felipão, deixa eu te falar! Ouvi tua entrevista com o Juca Kfouri, hein! Morri de rir. Tô muito feliz porque eles estão te dando a maior moral, aí. Do agasalho no gramado, no lugar dos ternos engomadinhos, à pronúncia abrasileirada "Chelseaaaa", querem tudo do teu jeito, e ainda querem os inglesinhos pronunciando esse "a", também. Êta, prestígio!! Vai seguindo aí, mais faceiro que lambari de sangua!
Ó, passa aqui no fim do ano, valeu?

- Teu maridinho já me chamou, guria! E prometeu uma feijoada vegetariana. Disse que é tri! Que doideira é essa, mulher??

- Ahahahaha!! Até ele, um alemaozão, se amarrou, Big Phill! E o moço tem bom gosto, você percebe! Vem conferir!
Inté, Big Phill, inté!

- Bah! Tri legal! A gente se vê no Natal!

Os Dois


Eu sou dois seres.
O primeiro é fruto do amor de João e Alice.
O segundo é letral:
E fruto de uma natureza que pensa por imagens,
Como diria Paul Valéry.
O primeiro está aqui de unha, roupa, chapéu
e vaidades.
O segundo está aqui em letras, sílabas, vaidades
Frases.
E aceitamos que você empregue o seu amor em nós.

Manoel de Barros in Poemas Rupestres

E agora me diga: não é lindo, isso de "...e aceitamos que você empregue o seu amor em nós"?

Hoje é o dia!

Doar-se não é apenas dispor de seu dinheiro; é dispor de seu tempo, de suas energias, de suas intenções. Nestes últimos dias fizemos isso, em favor de alguém que precisava de nós. Hoje é o "Dia D".

Alguém comentou que talvez nós não façamos idéia do quão doloroso pode ser passar por um processo desses, como o da Angela, até que aconteça com algum nosso familiar, com alguém querido que nos faça falta caso venha a falecer... E então eu me lembrei de como é preciso muito mais que dinheiro, quando se trata de saúde, de como é preciso envolver-se, dar-se, doar-se, em momentos assim.

Exatamente agora, às sete horas da manhã, Angela está precisando daquilo de mais precioso que você pode oferecer: suas orações, seus pensamentos voltados para ela, uma grande corrente de fé, para que tudo dê certo, para que a cirurgia seja um sucesso, para que os médicos sejam sábios, para que o corpo da Angela reaja positivamente a esse tratamento invasivo... A ajuda financeira você pode proporcionar mais tarde, mas agora, exatamente agora, Angela precisa das suas preces.

Fale agora, com o seu Deus. E tenhamos todos nós, inclusive a Angela, um bom dia!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Desculpe a insistência...


Às vezes, cinco reais são tão pouco dinheiro pra você, que você chega a imaginar que não fará diferença alguma, a sua doação. Ledo engano...

Terça-feira à tardinha, tínhamos conseguido contabilizar apenas R$ 60,00 (sendo que uma única pessoa havia doado R$ 50,00). Muita gente que se propôs a ajudar deve ter tido dificuldade para ir ao banco, por conta da greve, outras pessoas esqueceram, devido à correria da vida, ou não lembraram que pela internet ou pelo telefone se pode fazer a transferência de qualquer valor, e algumas pessoas, eu creio, imaginaram que mesmo não depositando ou transferindo seus cinco reais a campanha daria certo, porque já havia bastante gente se dispondo a ajudar.

Mas, sabe, não é assim que funcionam as campanhas... Cada um precisa fazer um pouquinho mesmo, para que, então, as coisas aconteçam. Angela vai ser operada amanhã de manhã. Como qualquer pessoa na véspera de uma cirurgia, está com medo; mas a fé que desenvolveu a tem ajudado a acreditar que tudo dará certo. Sua contribuição, além dos cinco reais, envolve pedir pela equipe que estará ali naquela sala, para que tenha sabedoria para desenvolver seu trabalho com esmero e perfeição; e isso inclui não só o cirurgião, mas também o anestesista, os instrumentistas, enfermeiras... não esqueça. Ore por tudo, ore por cada coisa. Peça pelas linhas que serão usadas para dar os pontos, pelos instrumentos, que estejam devidamente esterilizados, peça pelo carro dos médicos, pela luz da sala de cirurgia, peça por cada detalhe. Aprendi que é assim que se faz, justamente porque cada detalhe tem importância, no contexto. Cada pormenor faz parte do todo, para que o todo funcione. E então, aproveite e peça a Deus que lembre você de praticar esse gesto de amor.

Você ainda não sabe do que estamos falando? Então, clique AQUI.

Desculpe mesmo insistir, mas é que às vezes a gente pensa que os cinco reais são dispensáveis... Mas, de repente, justamente porque não fizemos a nossa parte, o milagre não acontece.

E que Deus nos abençoe. A todos.



Um gesto de amor
Eu queria ser muito mais contente / Pra viver sorrindo a toda gente / Eu queria dar alegria / E transmitir simpatia a quem não sabe sorrir / Eu queria ser muito mais sensível / Pra poder ouvir a qualquer amigo / Eu queria dar atenção / E estender minha mão / A quem precisa de mim.

É preciso dar pra receber / Só assim é que se pode viver / É possível ver o Sol Maior / Através de um simples gesto de amor.

Tanta gente vive uma vida triste / Só por não saber que o amor existe / Eu queria ser o motivo de alguém se sentir / Cada vez mais feliz / Tanta gente vive um momento incerto / Só por não achar o caminho certo / Eu queria ser um farol / Refletindo o Sol que ilumina o viver.

É preciso dar pra receber / Só assim é que se pode viver / É possível ver o Sol Maior / Através de um simples gesto de amor.

(Evaldo Vicente)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Vamos fazer o bem??

Já conseguimos R$ 60,00 75,00 80,00, 90,00 mas ainda é pouco,
muito pouco... Ajude, por favor.
"... a cirurgia tá marcada pra sexta as 07:00 da manhã; to com um pouco de medo, mas sei que irá sair tudo bem..." (angela ribeiro, por e-mail)

Dia do Professor


Minha mãe nos alfabetizou em casa e foi professora de praticamente todas as crianças da vizinhança, que também aprenderam a ler com ela. Meu pai, professor de matemática por muitos e muitos anos. Minha irmã é professora, pós-graduada, mestre e, já posso dizer, doutoranda em Educação. Meu irmão, professor de música em Montréal, e eu, professorinha desde os 15 anos de idade...

Vamos combinar, hoje é dia de festa em família!
FELIZ DIA DOS PROFESSORES, FAMÍLIA!!!!


Não me leve a mal, mas aqui é como no Flamengo:
"Craque, a gente faz em casa!"

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Eu sei, mas não devia - Marina Colasanti

Você ao menos já ouviu falar em Marina Colasanti. Mas sabia que Marina nasceu na Etiópia, em Asmara, que morou 11 anos na Itália e só então veio viver no Brasil? Sabia que é casada com Affonso Romano de Sant'Anna, o mineiro, poeta e escritor? Pois é, eu não sabia...

Com "Eu sei, mas não devia", livro que contém o texto que você vai ler agora, Marina Colasanti ganhou, em 1997, o Prêmio Jabuti. Eu já citei fragmentos desse texto algumas vezes, aqui, mas hoje resolvi postá-lo integralmente, para que a gente, de uma vez por todas, pare com isso de se acostumar pra evitar feridas, pra poupar a vida, que aos poucos se gasta e, antes mesmo do final, se perde de si mesma.

Eu sei, mas não devia


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Marina Colasanti in "Eu sei, mas não devia", Editora Rocco.


Que horas são, minha gente???

Todos os relógios do mundo estão loucos ou apenas os do Brasil?
Porque meus computadores, aqui, entraram no horário de verão desde ontem, eu corrigi, pensei que tava tudo bem, mas o blogspot não quer saber e tá publicando tudo com uma hora de fuso! Posts, comentários... Uia!
11h05min, meio-dia e cinco... Que loucura!
Afinal, que horas são???

Imaginación - Luis Eduardo Aute

E de repente eu fui passear pelo blog do Leandro Neres e cheguei justo na hora em que a trilha musical estava perfeita. Você sabe que eu tenho verdadeiro pavor de música em blog... Abro dez, doze páginas ao mesmo tempo e de repente trava tudo, porque três, quatro, cinco blogs têm caixinha de música. Eu fico clicando na janela, para maximizar e descobrir se é daquele blog "x" que vem o som, não consigo, porque a outra ainda tá carregando, pesadíssima, lenta toda vida, justo por causa da música, blá-blá-blá...
Eu fico que nem louca, procurando a tecla STOP ou aquela PAUSE, pra me livrar de todos aqueles sons, e às vezes só encontro uma solução: fecho o navegador e vou-me embora de uma vez.

Por isso, "em súmula", eu detesto musiquinhas em blogs, que me desculpem meus queridos amigos que adoram. Que me desculpem mesmo! E não me entendam mal. Eu gosto de vocês, tá bom? Também gosto muito de música, que fique bem claro. Eu não gosto é de música tocando direto em blog, até porque às vezes eu não gosto da música que você gosta... hehehehehe!!

Bem, mas vamos combinar que pra toda regra há exceção...
É verdade que eu acreditava mesmo que a exceção da regra "pra tudo há exceção" se encontrava, justamente, nessa aí, de música nos blogs. Quebrei a cara, porque sábado eu me rendi ao som que rolava no blog do Leandro... Pois é... Quem diria... Logo eu!

p.s.
Por sorte, das sete páginas que eu abri ao mesmo tempo, só a dele tinha música. Facilitou bastante, não?

Imaginación
Clique AQUI para ouvir

Yo quise imaginarme
como tú en tu canción
un mundo sin fronteras,
sin patrias ni banderas,
un pueblo sin nación.

Yo quise imaginarme
la Gran Revolución
que derribara el muro
que levantó el más puro
derecho de admisión.

Yo quise imaginarme,
como tú en tu canción
que aún queda la inocencia
de creer en la existencia
de un Dios sin religión

Yo quise imaginarme
infiel a la lección
que afirma que la vida
es solo un viaje de ida
a ninguna estación

Pero ya lo ves,
mi querido John
nada es lo que es,
todo es sinrazón,
todo está el revés,
nada es corazón.

Han pasado los años,
los gozos y los daños
pero tu cancion
sigue viva ahí
nada pudo del F.B.I.
sigue cantando
sólo creo en mí
Imaginación?

Yo quise imaginarme,
como tú tu cancion
extintas la avaricia,
la guerra y la ambición.
yo quise imaginarme
en paz, sin posesión,
sin látigo ni sueño
tan sólo atado al sueño
que soñó tu razón.

Pero ha lo ves,
mi querido John,
nada es lo que es,
todo es sin razón
todo está al revés
nada es corazón

Han pasado los años
los gozos y los daños
pero tu canción
sigue viva ahí
nada pudo el F.B.I.
sigue cantando
sólo creo en mí
Imaginación
“I just believe in me …”
Imaginacion.

A mi me encanta este señor, a mi me encanta esta canción...
A mi me encanta hablar "a mi me encanta"...
(eu já falei sobre isso)

domingo, 12 de outubro de 2008

Dia das Crianças!!


É bom ser criança
Toquinho - Elifas Andreato


É bom ser criança,
Ter de todos atenção.
Da mamãe carinho,
Do papai a proteção.
É tão bom se divertir
E não ter que trabalhar.
Só comer, crescer, dormir, brincar.

É bom ser criança,
Isso às vezes nos convém.
Nós temos direitos
Que gente grande não tem.
Só brincar, brincar, brincar,
Sem pensar no boletim.
Bem que isso podia nunca mais ter fim.

É bom ser criança
E não ter que se preocupar
Com a conta no banco
Nem com filhos pra criar.
É tão bom não ter que ter
Prestações pra se pagar.
Só comer, crescer, dormir, brincar.

É bom ser criança,
Ter amigos de montão.
Fazer cross saltando,
Tirando as rodas do chão.
Soltar pipas lá no céu,
Deslizar sobre patins.
Bem que isso podia nunca mais ter fim.
__________________


Aos meus queridos V. e L.
Saudades...

sábado, 11 de outubro de 2008

Feliz Sábado!!!


- Se eu te dissesse que hoje, de novo, não há sol lá fora, o que você faria?
- Eu iria sorrir.
- E se eu dissesse que faz frio e não dá nem pra pôr os pés no chão?
- Eu iria sorrir.
- Mas se eu dissesse que o céu está cinzento, a chuva molhou tudo e que olhando da janela não se vê cor nenhuma?
- Eu iria sorrir.
- Ah, garoto, nada estraga teu dia??
- Não. Não quando o dia é sábado!!


Ei, esquece tudo... Hoje é sábado!!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Antes que seja tarde...

"Desfrutad del día
antes que te lo arruine un imbécil"

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Histórias de amor (eleitoreiro) - edição especial

Ele, Presidente da Comissão de Ética da Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).
Ela, a mulher, candidata derrotada à Prefeitura de Saquarema/RJ, Região dos Lagos.
Eles, juntos, os mantenedores do "Centro Comunitário Integração".
Lindo, não?
Pois é...

Manhã de segunda-feira, pós-eleição.
- Amor, que povo ingrato, esse de Saquá, hein??
- É, filha, que ingratidão...
- Você vai ficar quieto, amor? Não vai fazer nada?
- Huuummm. Acho que vou dar uma entrevista à Rádio Serra e Mar, bem. Vou dizer que a população de Saquarema foi muito ingrata com a gente. O que você acha? Dizer que foi muito ingrata com o trabalho que a gente faz aqui no Centro Comunitário...
- Isso, amor! Fala mesmo! Fala, fala!!

O marido sai para a entrevista, discurso pronto.
A mulher, em casa, começa a se agoniar, também se acha no direito... Aí, já viu, né?
Foi pra rua. Abriram o microfone, deram mole, e ela mandou:
- Sim, o Centro Social foi fechado.
E explicou o motivo:
- "O centro social foi fechado porque eu perdi a eleição". (sic)


E acontece que o marido soube. De-ses-pe-rou. Correu pro desmentido. Disse que o Centro já não funcionava no período eleitoral, que voltará a funcionar no final do mês e que a placa afixada na fachada do imóvel - "FECHADO POR MOTIVO DE INGRATIDÃO" - fora colocada por seus adversários políticos... Oh... os adversários políticos, esses medonhos!

Mas aí faltava o pior: explicar a entrevista da mulher.
Cara de pau, saiu-se com a seguinte explicação: ela não participa das decisões sobre o Centro Social, e ele mesmo, o deputado, encontra-se afastado do cargo de diretor.

No mínimo, achou que se saiu bem.



P.S.
O partido dos moços: PMDB. A propósito, o mesmo daquele outro moço que quer ser prefeito do Rio...

Quando desgraça pouca é bobagem

Você nasce no Rio, cresce no Rio, vive no Rio. Nasce, cresce e vive ouvindo falar da violência, dos assaltos, das balas perdidas... Aí, sai do Rio, da Vila Cruzeiro, e vai ser assaltado em Milão, na Itália, "na Zoropa". Ninguém merece...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Você tem 5 reais sobrando?


Tá. Eu não sei como começar uma campanha para angariar fundos e ajudar uma pessoa que está precisando... Mas sinto que posso fazer alguma coisa. Então, pensei: se das 150 pessoas que me visitaram ontem até as seis horas da tarde, metade tiver cinco reais, dos quais possa abrir mão para ajudar alguém que precisa operar mas não tem o dinheiro, quem sabe a gente possa ajudar... Teríamos R$ 375,00.

Angela é u'a mulher como tantas outras que existem no mundo. Brasileira, trabalhadora, e não desiste nunca... embora esteja começando a desanimar. Há pouco tempo, descobriu que o enorme caroço que vem crescendo na sua região abdominal é um cisto, e junto com a notícia, veio a de que há também um pólipo no útero. Ela trabalha, mas seu salário vem sendo consumido pelos medicamentos (contra as dores, inclusive) e consultas.

Angela será operada dia 17 de outubro, numa clínica particular (ClinLife), pelas mãos da Drª. Maria Cassia. E antes que você me pergunte: "Por que ela não faz a cirurgia pelo SUS??", eu lhe digo: o Sistema Único de Saúde que existe neste país, para o qual eu, você, Angela e os milhões de trabalhadores brasileiros contribuímos, escolhe o tipo de atendimento que vai prestar ao contribuinte; o SUS não faz esse tipo de cirurgia, no lugar onde Angela mora - interior do Pará. Pois é...

Ela vai operar pela fé. Pela fé, porque não tem os recursos necessários para bancar duas cirurgias, que totalizam R$ 8.000,00. Conversou com a médica, explicou sua situação, pediu que fizesse tudo pelo menor valor que pudesse e conseguiu reduzir para três mil reais. Angela tinha R$ 1.000,00, mas foi necessário fazer um exame chamado "ressonância pélvica", que lhe custou exatamente esse valor. Já conseguiu levantar outros setecentos reais, mas ainda faltam dois mil e trezentos...

Então eu pensei naqueles R$ 375,00 que a gente conseguiria se apenas 75 pessoas quisessem doar R$ 5,00... E pensei que, sendo assim, se cada um desses 75 doadores conseguisse mais uma pessoa que doasse outros cinco reais, seriam mais R$ 375,00, e numa progressão aritmética logo teríamos juntado os R$ 2.300,00 faltantes...

Na verdade, se pelos próximos dez dias 46 pessoas doarem cinco reais, teremos a quantia exata que falta para ajudar Angela.

Essa iniciativa de um gesto solidário não partiu de mim. Li um post no blog da Julia, do "etc e tal", e me comovi com a história da Angela. Daí, fui visitar o seu blog (O Milagre da Vida), mandei um e-mail e ela me respondeu, sentindo-se "tão envergonhada", mas feliz por perceber que há pessoas que estão se importando, pessoas que "não precisam tocar fisicamente alguém, para ajudar e para desenvolver o sentimento de compaixão..."

Se você puder ajudar, ajude!

Se não tiver cinco reais, tente encontrar alguém que tenha e que possa doar...
Angela me escreveu falando de sentir-se envergonhada, e terminou o e-mail dizendo que o post que escrevera em seu blog era apenas um desabafo, mas que, de fato, encontra-se preocupada, pois a cirurgia não pode mais ser adiada e o dinheiro não aparece... Ao final, ela me disse o seguinte: "Eu creio que Deus irá fazer a vontade d'Ele... Obrigada do fundo do meu coração, mas só me ajude se Deus tocar em vc e vc tiver certeza do que vc está fazendo..."

Se eu estou aqui, meus queridos, acho que é porque Deus tocou meu coração...
E se Ele também tocar o seu, reproduza esta idéia, faça repercutir esse gesto, seja solidário da forma que você puder, porque isso é amor.


Angela Maria da Silva Ribeiro - CPF n. 675.491.522-68
Ag. 3607-2 CP 19479-4 Banco do Brasil.

(conta poupança - número da variação da poupança, para quem transferir pelo BB: 1)

Se quiser falar diretamente com ela, anote o e-mail: angela1msr@gmail.com

Um grande abraço!


"Deus não vai perguntar que tipo de carro você costumava dirigir,
mas vai perguntar quantas pessoas que necessitavam de ajuda você transportou.

Deus não vai perguntar qual o tamanho da sua casa,
mas vai perguntar quantas pessoas você abrigou nela.

Deus não vai fazer perguntas sobre as roupas do seu armário,
mas vai perguntar quantas pessoas você ajudou a vestir.

Deus não vai perguntar o montante de seus bens materiais,
mas vai perguntar em que medida eles ditaram sua vida.

Deus não vai perguntar qual foi o seu maior salário,
mas vai perguntar se você comprometeu o seu caráter para obtê-lo.

Deus não vai perguntar quantas promoções você recebeu,
mas vai perguntar de que forma você promoveu outros.

Deus não vai perguntar qual foi o título do cargo que você ocupava,
mas vai perguntar se você desempenhou o seu trabalho com o melhor de suas habilidades.

Deus não vai perguntar quantos amigos você teve,
mas vai perguntar para quantas pessoas você foi amigo.

Deus não vai perguntar o que você fez para proteger seus direitos,
mas vai perguntar o que você fez para garantir os direitos dos outros.

Deus não vai perguntar em que bairro você morou,
mas vai perguntar como você tratou seus vizinhos.

E eu me pergunto:
que tipo de respostas terei para dar?"

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Bom dia, meu povo!!!


Taia pediu um pouco de Mickey, aqui.
Eu trouxe a Minnie, porque é mais charmosinha.

E então percebi que todos me perceberam, ontem, melancólica como Cecília Meireles, quando, na verdade, eu estava apenas um pouquinho melancólica, como Suzi, por conta da chuva, do cinza, do frio, por conta da segunda-feira e também, é verdade, um pouquinhozinho por conta desse "patético momento" em que me encontro... "O que não me mata, me fortalece", não é assim? Pois sigo eu, fortinha que só!
O sol, timidamente, vai ameaçando aparecer. Há pequenos pedacinhos de céu azul e aos poucos minha alma se renova. Às vezes suponho que sou uma árvore... Mas isso eu explico depois.
Bom dia, meu povo!!
Como diria o Boechat...
"Toca o barco!"

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Cecília Meireles

Aqui está minha vida.
Esta areia tão clara com desenhos de andar
dedicados ao vento.
Aqui está minha voz,
esta concha vazia, sombra de som
curtindo seu próprio lamento
Aqui está minha dor,
este coral quebrado,
sobrevivendo ao seu patético momento.
Aqui está minha herança,
este mar solitário
que de um lado era amor e, de outro, esquecimento.

domingo, 5 de outubro de 2008

Eleições municipais

Como neste blog não se trata de política, eu volto amanhã.

Não sem antes dizer que a coisa mais linda da campanha inteira e do dia de hoje foi, realmente, não ver um papelzinho sequer do Gabeira, naquela sujeira das ruas.

sábado, 4 de outubro de 2008

Feliz Sábado!!

Às vezes, basta manter à vista uma flor num copo de geléia, numa xicrinha branca, numa garrafa de vidro ou num copinho descartável...

... para que não se olvide que é preciso muito pouco para enxergar beleza na vida. É tudo uma questão de perspectiva. Uma questão de saber onde mirar... saber admirar.


Tenhamos todos um
Feliz Sábado!!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

After a while / Depois de um tempo

After a while

After a while you learn
the subtle difference between
holding a hand and chaining a soul
and you learn
that love doesn't mean leaning
and company doesn't always mean security.
And you begin to learn
that kisses aren't contracts
and presents aren't promises
and you begin to accept your defeats
with your head up and your eyes ahead
with the grace of woman, not the grief of a child
and you learn
to build all your roads on today
because tomorrow's ground is
too uncertain for plans
and futures have a way of falling down
in mid-flight.
After a while you learn
that even sunshine burns
if you get too much
so you plant your own garden
and decorate your own soul
instead of waiting for someone
to bring you flowers.
And you learn that you really can endure
you really are strong
you really do have worth
and you learn
and you learn
with every goodbye, you learn.

Depois de um tempo

Depois de um tempo você aprende
a sutil diferença entre
segurar uma mão e acorrentar uma alma
e você aprende
que amar não significa apoiar-se
e companhia não quer sempre dizer segurança
e você começa a aprender
que beijos não são contratos
e presentes não são promessas
e você começa a aceitar suas derrotas
com sua cabeça erguida e seus olhos adiante
com a graça de mulher, não a tristeza de uma ciança
e você aprende
a construir todas as estradas hoje
porque o terreno de amanhã é
demasiado incerto para planos
e futuros têm o hábito de cair
no meio do vôo
Depois de um tempo você aprende
que até mesmo a luz do sol queima
se você a tiver demais
então você planta seu próprio jardim
e enfeita sua própria alma
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores
E você aprende que você realmente pode resistir
você realmente é forte
você realmente tem valor
e você aprende
e você aprende
com cada adeus, você aprende.