segunda-feira, 4 de setembro de 2006

Meu braço, o médico e a quase-cura

Atendendo a pedidos, fui ao médico.
Trata-se de um médico que cura todos os males, sabe? Assim: você chega ao consultório, ele lhe sorri e você já começa a ficar boa. Infelizmente não posso compartilhar o nome pelo qual ele é conhecido, aqui entre nós, porque é um jogo de palavras com o seu sobrenome, mas garanto que ele faz jus!
Bem, o certo é que já voltei melhor. Vou tirar a radiografia, conforme ele determinou, porque, fratura, ele me garantiu, não houve; mas pode ter sido uma outra coisa lá que ele falou mas que eu, realmente, não me lembro qual é porque não prestei atenção, encantada... Percebe?

Sobre música


Música para se ouvir num dia de chuva.

domingo, 3 de setembro de 2006

Eu, Ballack, a bolsa e a sandalinha

- Alô? Suzi?
- Alô! Mike?
- Isso, querida, sou eu. Suzinha, estou ligando pra dizer que estou levando a bolsa; e dentro dela estão as sandalinhas que você tanto queria.
- Ai!! Que bom!!! Mas... "dentro dela"?? Ué... não tinha caixinha?? Você sabe que eu gosto das caixinhas, meu amor...
- É, mas é que assim ocupa menos espaço...
- Ah, tá. Chega logo, então, meu querido. Tem festa no fim-de-semana e eu já quero usar!
- Ih.... Suzi... eles estão vindo na minha direção...
- Eles quem, querido?
- Os fiscais...
- Como assim, "os fiscais"?
- Os fiscais da alfândega, Suzinha... Eles descobriram...
- Descobriram? O quê??
- Eu soneguei, Suzinha... Eu soneguei...


* Michael Ballack teve de pagar multa de aproximadamente US$ 90 mil, dia 31 de agosto deste ano, por não declarar à alfândega de seu país uma bolsa que comprou para sua esposa, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O valor da multa por essa infração na Alemanha é determinado pelos rendimentos do infrator. A bolsa, comprada durante um período de treinamento com o Bayern de Munique, em janeiro, custou US$ 2,5 mil.
Fonte: Plantão Oi - Imirante.com

Páginas da Vida - Sandra Guinle


Bati os olhos nas esculturas que apareceram na novela das oito e pronto!, reconheci na hora: isso é Sandra Guinle.
Há uns dois (?) anos estive no Jardim Botânico e havia uma exposição da artista, no parque. Ao ar livre, peças imensas, lindas, como o pai brincando de girar a filha no ar, o menino soltando pipa, um carrossel... e lá dentro, no salão, as peças menores.
Fiquei encantada. Falei com ela, mostrei meu encantamento, e ela me deu seu cartão. Eu estava planejando minha mudança e decidi que teria, uma que fosse, de suas esculturas, na minha casa. E vou ter.

Visite a exposição "on line" da Sandra Guinle e se comova também.

Cada instante é sempre

Sábado. Entre a vontade de estar na festa do meu irmão e a necessidade de fazer repouso, fiquei em casa. Pela hora do almoço minha mãezinha me trouxe gel de cânfora e arnica e é impressionante o que carinho de mãe e essa tal de arnica podem fazer! Um tantão de melhora já com a primeira aplicação.
Fim de noite, um pouco de msn e, depois, sofá. Um DVD musical e muitos sonhos. É também incrível como os sonhos alimentam a alma, alimentam o corpo, até. "Dura a vida alguns instantes / Porém mais do que bastantes / Quando cada instante é sempre."* Dormi e acordei agora. E ainda não sei onde acabava-se, o sonho, onde entrou a realidade. Sei que nada sei. Ou apenas o que basta saber.


*Chico Buarque em "Sempre".

sábado, 2 de setembro de 2006

Histórias de amor - XL

Ela era o sol
Ele, a lua
Ela sorria
Ele entendia
E num piscar de olhos
Tudo se moveu
Ele era dela
Ela era eu.

Dois de setembro


Eu amo meu irmão com um amor tão profundo que nem saberia explicar - mas os sentimentos mais profundos não precisam mesmo de explicação.
Dois de setembro. Dia do seu aniversário.

Logo cedo liguei pra ele e a alegria na sua voz me contagiou. Dava pra sentir o ar de festa no lar... E. formou uma família maravilhosa, com uma mulher que tem "sorriso de criança, olhos cor do céu; sempre carinhosa, que entende quem sou eu...", como ele mesmo cantou no dia do casamento; e filhos saudáveis, muito bem educados, e inteligentes. Enquanto o papai dava-lhes banho e falava comigo ao telefone, V. e L. mandavam-me beijos, numa alegria tão evidente, que meus olhos se encheram de lágrimas dessa mesma felicidade.
Temos uma família amorável e unida. Isso é alguma coisa espetacular e viver assim é uma grande bênção. Deus foi muito bondoso ao deixar que meu irmão nascesse na nossa família. Ele é um grande presente e sempre uma inspiração.

O versinho de toda a vida, pra gente não perder o costume:
"Maninho querido
do meu coração
eu te amo muituuuuu
você é bonitão."


Feliz Aniversário!!!

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Sábado chuvoso

 
Tudo indica que o dia vai amanhecer chuvoso. Estou cansada de descansar, mas ainda é preciso. Então, Deus, que é um bom Pai, mandou a chuva, para que eu tenha vontade de ficar quietinha, deitada, descansando.
Ele sempre dá a bênção que precisamos.
Feliz sábado! 

Ainda sobre mim e a escada

C. fez um comentário adorável, no msn, quando lhe contei do meu meio alternativo de descer escadas, e sobre o queixo roxo, o hematoma na perna, e a dor no braço.

Suzi - ... virei o rosto. e arrebentei o queixo
C. - aiiii!!
Suzi - vou te mandar uma foto linda, do meu queixo roxo
Suzi - fora o roxo na perna
Suzi - na canela
Suzi - etc. etc.
Suzi - só isso
C. - só? tadinha, tão frágil... ô dózinha...
Suzi - (risos)
C. - tudo bem, também cansa estar 100% linda os 365 dias do ano, né...


Aí é que entra a questão familiar, entende? Modéstia zero.
É que C., minha primuska, é muito linda e docinha e sabe que eu estou me sentindo péssima. Então me alegra com essas piadinhas de bom gosto e pouca verdade. E eu gosto, é claro!

Vou dormir (mais) um pouquinho, agora que acabo de almoçar.
Obrigada pelos tantos bons desejos de melhoras, que tenho recebido. Isso ajuda mesmo, sabiam?

Citações

Salve!, salve!, queridíssimo Google!
E aqui está o texto de Di Cavalcanti, que me encantou, sobre o Rio de Janeiro. Está reproduzido na exposição, numa das paredes que trazem seus escritos; e pode ser ouvido por lá, porque rola um áudio enquanto você passeia pelas salas.

"O Rio de Janeiro tem coisas de que é impossível qualquer pessoa se desligar. Mesmo recebendo gente de toda parte, a cidade não consegue ser cosmopolita. Qualquer estrangeiro se torna carioca em pouco tempo.

O Rio de Janeiro exerce o milagre da esperança e todos que aqui vivem ressuscitam de hora em hora, sentindo na boca o gosto salgado de um novo batismo.

Ser autêntico carioca é possuir a dignidade de existir sem ambições supérfluas. É bastar-se a si mesmo na certeza de ser um privilegiado do destino.

Deus deu o alimento sonho ao carioca."

Di Cavalcanti


Emiliano de Albuquerque e Mello, Di Cavalcanti, é um dos mais conhecidos e importantes artistas do modernismo brasileiro. "Um perfeito carioca" é o nome que leva a exposição de 110 de suas obras.


A mostra está acontecendo no Centro Cultural da Caixa (Av. Almirante Barroso, 25, Centro, naquele prédio enorme, da Cef), vai até o dia 17 de setembro, e sabe o que eu achei bem legal? Estão ali expostos, também, textos do escritor e poeta Di Cavalcanti - um lado pouco conhecido de um artista que, vê-se, trabalhava muito bem com as letras e as palavras.
Lamentei não ter anotado o que ele falou sobre o Rio de Janeiro, sobre a inexistente vocação do Rio para ser cosmopolita - porque todos que chegam aqui viram cidadãos cariocas; algo assim.

Sobre as mulheres, ele disse isto:
"As mulheres são frívolas,
Outras são muito sérias.
Há as que se calam observando
Mas geralmente falam muito
Todas podem interessar os homens
Mesmo as feias..."
(Di Cavalcanti, Viagem de Minha Vida)


(São João, 1969 - óleo sem tela)
Di Cavalcanti viveu entre 1897 e 1976

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Hurt


Não é pura manha...
É que ainda dói, mesmo, meu bracinho...

Bom dia!

Estou com muita dor no meu braço direito. Imaginem... levei um tombo. Rolei do segundo degrau, numa escada de uns oito, quicando até chegar ao chão. De cima pra baixo...
Quero contar da exposição de pintura de E. Di Cavalcanti, no Centro Cultural da Caixa. Linda, e com citações maravilhosas do "perfeito carioca". Mas nem sei se consigo, hoje...

quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Caçador de mim

"Longe se vai sonhando demais
Mas onde se chega assim?..."
(Sérgio Magrão/Luiz Carlos de Sá)

Outro dia comentávamos acerca dos sonhos, de vidinha "mais ou menos", mesmice e coisas afins.
E às vezes me pego pensando que os sonhos mais lindos, os mais inesquecíveis, são aqueles que foram apenas sonhados, que nunca chegaram a se concretizar, que ficaram mesmo no campo dos sonhos, na arena da imaginação... E a gente volta ao passado, dez, quinze ou vinte anos atrás e se vê lá, menina, sonhadora, pensando num futuro que talvez não chegue nunca, mas continuamos ali, nos vendo, alimentando os sonhos, carregando-os de esperança. Olhinhos que brilhavam ao ver um menino passar, o sonho da casa de frente pro mar, de férias ininterruptas, de um barquinho deslisando à beira-mar, de crescer e conquistar o mundo... Sonhos inocentes, doces, ousados. Voltamos para o presente e nos vemos de novo, aqui, ainda sonhando.
Não desistimos nunca...

Ainda sobre perguntas e respostas

Ela citou Clarice Lispector, hoje. E eu copio, porque tem tudo a ver!

"Você sabe que a esperança consiste às vezes apenas numa pergunta sem resposta?..."

Salada de alface


Meu pai gosta muito de saladas. Salada de alface, então, é sua preferida. Mas as folhas não devem estar cortadas - importante! Gosta delas inteiras e bem verdinhas.
A foto foi tirada no segundo domingo de agosto, este ano. Aí temos alface e rúcula. E ficou bem a cara do meu pai!

Céu das oito da manhã

Depois de toda a chuva de ontem, poças d'água, moças molhadas, homens de sobretudo, guarda-chuvas virados, carros parados... Depois daquele frio tremendo, que até fazia tremer, do céu cinza, carregado de nuvens carregadas... Volta o sol amarelo-ouro, colorindo hoje o céu choroso de ontem.
Nuvens branquinhas como algodão. Céu azulzinho como se fosse verão.

terça-feira, 29 de agosto de 2006

Sobre perguntas e respostas

Em algum momento da minha vida eu decidi que nem sempre devo fazer perguntas, quando quero saber. Descobri que as pessoas falam aquilo que acham que devem falar; e não será porque você pergunta e porque o outro responde que virá a verdade.
Então, pouco ou nada importa que se façam perguntas; a resposta depende sempre do querer do outro - e ele pode escolher entre responder o que lhe convém, ou dizer, realmente, a verdade, ainda que inoportuna.
Pra mim, o que importa, mesmo, é que a mentira não seja dita; e eu acho que é muito mais possível que a verdade venha espontaneamente, do que a partir de uma pergunta. Se "toda verdade é provisória" - segundo Emília Ferreiro - e se não importa saber todas as coisas, ainda acho que se alguém não falou alguma delas é porque não julgava aquilo importante - ao menos para o outro, naquele momento. Tudo o que é importante é o que se fala.

Mas posso estar completamente errada...

Manhã cinza e "Aquarela"


Eu vinha cedo, pro trabalho. Em dias de chuva o trânsito nesta cidade é caótico. Além da chuva, um carro incendiado na Marechal Câmara. Situações suficientes para que eu perdesse cinqüenta minutos num percurso que, em dias normais, eu faria em dez. Paciência. Paciência e música. Porque horário eleitoral ninguém merece. Então ouvi Toquinho, Miúcha, Carlos Lyra e Baden, e um pouquinho de Chico Buarque.
E "Aquarela" é mesmo música pra se ouvir a vida inteira! Imagine num dia de chuva, onde a cidade está totalmente cinza. É ouvir, cantar junto, e pintar seu dia...


"...Um menino caminha e caminhando chega no muro / E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está / E o futuro é uma astronave / Que tentamos pilotar / Não tem tempo nem piedade / Nem tem hora de chegar / Sem pedir licença muda nossa vida / E depois convida a rir ou chorar / Nessa estrada não nos cabe / Conhecer ou ver o que virá / O fim dela ninguém sabe / Bem ao certo onde vai dar / Vamos todos numa linda passarela / De uma aquarela que um dia enfim / Descolorirá..."

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Cântico Negro (excertos)

(José Régio)

“’Vem por aqui’ – dizem-me alguns com olhos doces, estendendo-me os braços, e seguros de que seria bom que eu os ouvisse quando me dizem: ‘Vem por aqui’! Eu olho-os com olhos lassos, (há nos meus olhos ironias e cansaços) e cruzo o braços, e nunca vou por ali... Não, não vou por aí! Só vou por onde me levam meus próprios passos... Se vim ao mundo, foi só para desflorar florestas virgens, e desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! O mais que faço não vale nada. Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós, E vós amais o que é fácil! Eu amo o Longe e a Miragem, Amo os abismos, as torrentes, os desertos... Ide! Tende estradas, tendes jardins, tendes canteiros, tendes pátrias, tendes tetos, e tendes regras, e tratados, e filósofos e sábios... Eu tenho a minha Loucura! Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura, e sinto espuma, e sangue e cânticos nos meus lábios... Ah, que ninguém me dê piedosas intenções! Ninguém me peça definições! Ninguém me diga: ‘vem por aqui’! A minha vida é um vendaval que se soltou. Não sei por onde vou, não sei para onde vou, sei que não vou por aí!”