sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Melhor, muito melhor

"É melhor ser alegre que ser triste..."

Estava há pouco lendo o post de aniversário do Crespinho, e enquanto ele dizia que a partir dos trinta você passa a escolher as coisas com mais cuidado - "a casa, o carro, os amigos, e claro, sendo bem exigente, a mulher" -, eu fiquei pensando no quanto ele tem razão... Mas, de repente, de tudo o que eu li, ficou martelando na minha cabecinha o verso lindo do "Samba da Bênção", de Vinicius e Baden, e que é praticamente um lema na minha vida:

"É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração"


Eu me abato, sim. Eu choro, e choro com todas as minhas forças, quando estou triste. Sofro, acho que meu mundo está acabando. Mas não me entrego além do necessário. Junto forças, respiro fundo e procuro os caminhos alternativos.
Ando tropeçando, mas ando. Sem forças, mas me seguro e me mantenho em pé. E tudo isso, mantendo um sorriso no rosto, mesmo que à custa de muito esforço.
Numa hora qualquer você vê que o sorriso já não lhe custa tanto e as coisas começam a fazer sentido de novo.
Aos poucos vou guardando a tristeza num canto, lá no fundo, sufoco as lágrimas numa garrafinha pet de 600ml ou de 2l, conforme o caso, e começo a cantar outra vez...

"É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração"


Porque a vida aqui é uma só. Porque "não há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe". Porque o amor é eterno, posto que os amantes não vivam, necessariamente, juntos para sempre. Porque Deus conhece o fim desde o começo. "Porque tudo passa, tudo passará"... mas essa é a letra de outra música e agora me deu uma vontade tremenda de rir, porque me lembra bons amigos cantando no videokê... mas isso é outro papo.

Bom dia!
"Mas bom dia mesmo!"

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Trabalhando e brincando no quintal...

Em tempos de Big Brother, Twitter e Facebook, se você não acompanha aquela casa pode ser que se sinta um estranho no ninho. Por mais que você não se renda, não há jeito: duvido que não saiba quem é a moça 2010 debaixo do edredon...

Segunda-feira, num dos intervalos de "É Tudo Improviso", passei pela Globo e me deparei com o Pedro Bial no pior de sua performance como apresentador. Na verdade, eu o achei ridículo. Completamente ridículo. Aliás, pelo que vi, os confinados fazem parceria com a ridicularia do apresentador. Todo mundo combinando...

Ontem, enquanto alguns milhões de brasileiros estavam de olho naquela casa, eu estava no quintal. Fui pra lá com os quatro volumes de um processo complicado, que já tomou dois dias da minha vida, só de estudos. Sob o sol e de frente pras águas eu raciocino melhor, juridicamente. Então, eu fui pra lá.

A agenda ficou mais ou menos assim: depois de um pouco mais de estudo, um bom livro para ler. Mais tarde, hora de fazer novos amigos. E depois, ainda mais tarde, o reencontro com velhos amigos. O horário de verão nos proporciona essas coisas. A pessoa trabalha o dia inteiro e ao final da jornada, cansada... vai pra praia ver o por-do-sol, sorrir com os amigos e rolar na areia até dez horas da noite.

Foto de Suzi - Por-do-sol na Praia do Recreio - Segunda-feira, 02.02.10

A televisão deveria ser uma opção quando você não pode fazer mais nada, na vida. Mas, ao contrário, tem gente que se prende em casa pra não perder um programa da TV...
Enquanto a galera estava confinada em sua própria casa, eu ria, feliz da vida, à toa no quintal da minha vida...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sensacional!!!

  • "Uma vitória emocionante do Mengão! O Flu saiu na frente. Abriu 2. Fizemos 1, eles o 3º. Na volta do intervalo, aos 6 mandamos na trave, aos 7, gol, e aos 8 também. Álvaro foi expulso, Pet saiu, David entrou com Vinicius Pacheco, fizemos o 4 e o 5. Final: Flu 3x5 Fla. Mengão do meu coração!!"

Meu pai está em Recife e provavelmente não estava assistindo ao clássico Fla x Flu. Essa aí foi a mensagem que eu mandei pra ele, via SMS, no final do jogo de ontem.

O Flamengo perdia por 3x1 no final do primeiro tempo. Um gosto amargo, do lado de cá... e festa na torcida adversária. Mas "clássico é clássico", como acertadamente se diz. E nosso técnico hexacampeão traduziu bem o que é o Flamengo: "Esse time foi feito para grandes jogos!"

O relógio marcava 5 minutos da segunda etapa. Nos três minutos que se seguiram... tudo mudou. Os vizinhos tricolores do edifício da esquina, que estavam em festa no primeiro tempo indo pra varanda gritar enlouquecidos numa explícita provocação a nós, da respeitável e temida nação rubro-negra, de repente se aquietaram...

Eu, comedida, não gritei nada (da varanda) nos dois primeiros gols do Flamengo - a tensão própria dos grandes jogos. Mas o grito preso na garganta explodiu no gol de empate. Houve um silêncio naquelas varandas vizinhas. E um barulho ensurdecedor nas varandas do meu prédio e dos bons vizinhos rubro-negros. O jogo caminhou para o "sensacional"! Os "Guerreiros" do Flu não suportaram mais a pressão da guerra, que foi sensacionalmente vencida na garra, no peito, na raça, na técnica, instalando-se, definitivamente, o "Império do Amor".

Os tricolores tiveram de nos aturar. E pra aturar a torcida do Flamengo... tem que ter estômago!
Um clássico nunca termina no domingo: a segunda-feira é sempre a prorrogação!
Vamos à festa!!

    A única parte triste da história é que eu não estava lá no Maraca, nesse jogo histórico... Sim, essa é uma parte bem triste... Mas isso é outro papo. Outro papo...
    Vamos à festa!!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Feliz Sábado!!


Planeta Água
Guilherme Arantes
Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios
Que levam
A fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...
Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos...
Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d'água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão...
Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas
Na inundação...
Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água...


Que o dia, hoje, seja feliz.
Que as águas, no Rio, caiam das pedras, no véu das cascatas, refresquem e alegrem...
Que em São Paulo sejam gotas, apenas, não sejam tristes, nem lágrimas na inundação.
Que em Minas sejam alegre arco-íris sobre a plantação.
Que aí, onde você está, seja lá onde for, sejam misteriosa canção. Que elas encharquem o chão, mas voltem humildes pro fundo da terra, serenas no mundo.

Feliz Sábado!!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Rio seu mar, praia sem fim...

...Rio, você foi feito pra mim.

Tom Jobim sabia tudo!!

Praia das dez da manhã às nove da noite...
"Rio, eu gosto de você!"

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sim. É o céu de São Paulo às três horas da tarde...


(globo.com)

sábado, 23 de janeiro de 2010

Feliz Sábado!!

Minha ligação com o mar é antiga. Lembro que sempre gostei de praia, e também me lembro, perfeitamente, da minha mãe me advertindo: "cuidado... você é afoita!" Não me recordo se era ela quem costumava dizer que "o mar não tem cabelo", mas essa era uma informação preciosa, e eu, criança, fantasiava o mar como um homem imeeeeenso, grandão... careca, e eu tentando alcançá-lo, sem conseguir, porque não havia cabelos para eu me agarrar... Cresci fascinada pelo mar, e aprendi muito cedo a me encantar com céus azuis e com o verde das matas.

E nas vezes em que tenho a chance de me encontrar no meio desses detalhes extasiantes da natureza, há sempre um quê de fascinação, encantamento e admiração que toma conta de mim...

Fico pensando que Deus planejou cuidadosamente cada coisa, cada tom, cada variação de cor, cada contraste, cada som. Acho mesmo que, como um bom Pai, Ele queria que tudo fosse perfeito. E embora o homem continue tentando destruir a criação, eu ainda vejo primor e requinte em cada amanhecer, em cada noite que cai, em cada pedacinho de céu azul, em cada onda do mar...

Na quinta-feira, dia 14, eu pude ver o sol brilhando no Rio da Prata, de manhã cedinho. Um espetáculo que admirei seduzida pela beleza, reconhecendo que havia sido mesmo preparado para minha alegria...

Era a primeira vez que eu iria pisar em terra firme depois de três noites navegando pelo Oceano Atlântico e pelo Rio de La Plata... Respirei fundo, sentei ali, olhando o espelho d'água que se formava naquela manhã gostosa, e pensei comigo: por que às vezes me deixo abater por coisas tão pequenas, comparadas à imensa beleza e precisão daquilo que realmente me faz feliz?

No meio daquele espetáculo, eu me levantei, e vivi um dia incrível!

Procure alguma coisa bonita de ver, hoje. Como eu costumo dizer: nem que seja uma flor num copo de geleia. Mas procure, sim, alguma coisa para admirar, antes de colocar seus pés na rua, antes de interagir com alguém. Pare, veja, admire.

Deixe-se encantar por alguma coisa, hoje. Só depois encare o dia e a vida que lhe aguardam lá fora. Agradeça a Deus a beleza daquilo que lhe encantou. Agradeça, reconhecendo ter sido um presente para alegrar sua vida. Respire fundo. Lembre-se que hoje é sábado. Levante-se e pronto! E depois me conte se você viveu ou não um dia incrível!

Não se deixe abater por coisas menores...
Detenha-se naquilo que pode, realmente, fazer você feliz.

FELIZ SÁBADO!!

Liliquinha, este post é dedicado a você,
com o bom desejo de que este 23 de janeiro seja,
de todas as formas, um dia muitíssimo especial.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Banho de mar, banho de chuva. Bom é ser criança!


Hoje eu curti o lado bom da chuva.
Saí da praia enquanto as nuvens negras se aproximavam da areia...


... corri até o carro, guardei todas as minhas coisas lá dentro, depois tranquei o carro de novo e voltei pra praia, pra rua.

Sim! Eu fui tomar banho de chuva!!
Final de tarde perfeito!

Tentando por uns instantes não pensar nos desastres que uma chuva de verão hoje em dia pode causar, eu realmente consegui curtir o momento. Braços abertos, de cara pro céu, correndo e pulando... Lá estava eu. Uma criança, de havaianas e saidinha de praia, num delicioso banho de chuva.

Um tempo depois, entrei de volta no carro. Tooooda molhada. Cabelos escorrendo, roupa encharcada, o corpo totalmente molhado e um sorriso enorme nos lábios.
Fiquei pensando... por que a gente não é criança mais vezes, na vida??

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

De volta pra casa!!

Bom dia!!

Depois de quase dez dias levando uma vidinha de princesa, estou de volta.
Cada vez tenho mais certeza de que a gente se acostuma rápido ao que é bom, e pra comprovar a teoria, fui preparar meu café da manhã e derrubei todo o shake do liquidificador na pia! É mesmo muito dura essa vida de preparar seu próprio "desayuno"...

Enquanto desarrumo as malas, deixo aí, pra enfeitar, as imagens dos Lagos de Palermo, em Buenos Aires. Los hermanos capricharam no visual, arrebentaram nas rosas, e eu fiquei quase a manhã inteira de bobeira, passeando por lá. Uma delícia!!

Volto depois com outras novidades. Preciso tentar de novo preparar meu café da manhã.








segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Uns dias de folga

Com sua licença, vou ali e já volto.




E nesses dias e noites estarei ali, admirando o mar, o nascer e cada por-do-sol; pensando na vida, nos sonhos, desejando, e sendo feliz com aquilo que tenho, sem me lamentar pelo que me falta...

Até dia 19, minha gente querida!

É a mesma pessoa???



Salve-salve o photoshop!!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Feliz Sábado!!

foto: Suzi - Por-do-sol em 08.01.2010
Praia do Recreio - Posto 9 - Rio de Janeiro

Flores, o mar, pores-do-sol... pequenas belas coisas que fazem meu dia feliz.
Não sei quantas vezes por semana você consegue parar pra pensar nas coisas que, verdadeiramente, fazem você feliz. Talvez a pressa, o atraso, talvez os compromissos, os aborrecimentos, talvez qualquer coisa desvie sua atenção e impeça você de parar um pouquinho pra pensar nisso. Que coisas me fazem feliz?
Pode ser um sorriso de uma criança. Um abraço. Um cheiro. Pode ser tirar os sapatos apertados e afrouxar a gravata. Pode ser um banho quentinho...

Não muito raro somos tentados a achar que aquilo que nos faz feliz é exatamente o que não temos. "Eu seria feliz se fulano estivesse aqui..." "Eu seria tão feliz se ela me amasse..." "Eu seria feliz se tivesse grana suficiente para isso e aquilo..." "Eu seria feliz se tivesse cursado aquela faculdade..."

E enquanto contabilizamos nossas infelicidades e deficiências, por nos faltar justo aquilo que "precisamos"... esquecemos de contar as bênçãos. Esquecemos de perceber, naquilo que temos e somos, o que pode fazer nosso dia feliz.

Gaste um pouco do seu tempo, hoje, para pensar nisso: "O que me faz feliz?"
E depois, curta a felicidade de ter aquilo na vida. Curta. Porque a vida é curta, pra gente passar por ela apenas lamentando!

foto: Suzi - A flor, de "O Pequeno Príncipe" - em novembro/2009
Parque do Ibirapuera - São Paulo/SP
FELIZ SÁBADO!!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Coisa mais linda!

Veja que belo trabalho do artista, num bonde, em Lisboa. Cobriu de espelhos o trem, fazendo refletir a cidade.
Coisa mais linda!!

Os jornais que divulgaram as imagens no Brasil não se prestaram, infelizmente, a mencionar o nome do artista... Fico aqui no aguardo de que meus amigos portugueses complementem as informações... Mas minha cara Guiga, portuguesinha querida, me mandou os créditos: o nome do artista é Alexandre Farto e o projeto se chama "Carris Arte em Movimento".

Adorei a ideia. Veja a beleza do inverno europeu refletida nos espelhos...



terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Quando éramos crianças...


... Havia as orações cantadas...
"Papai do Céu abençoa
Essa hora de alegria
A comidinha tão boa
Que Deus nos dá todo dia"

... Havia as outras, faladas...
"Em paz me deitarei
e dormirei
Porque só tu, Senhor,
me fazes habitar em segurança"

... E havia aquelas que fazíamos quietinhos, em silêncio, pedindo pelo botão da camisa do irmão, para que ele voltasse pro lugar dele; a que tratava das condições do tempo pro dia seguinte, pedindo que chovesse muito pra que a mamãe deixasse a gente ficar em casa e não ir à escola; e até aquela em que a gente pedia pra Deus fazer a mãe não perceber que estávamos passando em frente ao Posto de Vacinação...

Sim, eu fiz todas essas orações quando era criança.

Não perdi a "mania" de orar, depois que cresci, e até me sinto um pouco orgulhosa de ter deixado isso de herança na vida de gente que viveu comigo, de ter despertado o mesmo "hábito" em alguém... Porque a gente ora pra agradecer, pra reclamar, contar novidades, desabafar; orar é abrir o coração pra Deus, como num papo entre amigos.


E como é assim que acontece entre amigos, um assunto puxa outro. Vou orar, agora, pra dormir, mas a conversa pode tomar rumos inesperados e, vai saber, pode ser que eu me empolgue e não durma tão cedo!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Quais são os seus planos?


Em 2008 fiz uma viagem adorável. Na volta, a ideia era repetir em 2009, com outro roteiro, e por um período maior - dezessete dias.
Não aconteceu. Em compensação, aconteceram outras coisas incríveis, inclusive aquela maravilhosa viagem de três semanas pra Québec, incluindo Montréal.

Essa é a primeira lição que, se você ainda não aprendeu, o Senhor Zero Dez quer ensinar a você: não se entristeça por sonhos que não se realizam nem se aborreça com os planejamentos que não deram certo. Você não sabe o que está guardado pra você mais adiante...

E então acontece que havia os planos das férias, de 07 de janeiro a 05 de fevereiro/2010. Também furaram. Não é a primeira vez que isso me acontece. Mas, tudo bem. Se, por um lado, preciso trabalhar dia sete, quinta-feira, por outro, provavelmente, conseguirei uns dias de folga, no decorrer do mês... O planejamento de férias ficou alterado, mas, quem sabe, haverá coisas melhores, mais adiante. Não se trata de mera resignação. É o exercício de transformar o óbvio no inesperado.

E nessa linha do inesperado, de repente eu dou um pulinho ali na terra de "los hermanos", nuns desses dias de folga, saboreio "una media luna de dulce de leche", um sorvetinho da Freddo, e janto em Puerto Madero... Quem sabe descolo uma tarde em Punta del Leste?? Um passeio pela Casapueblo e pela Ilha dos Lobos? Ou, vai saber, eu termino ficando em casa e pegando praia e por-do-sol à beira-mar todo dia? Sabe-se lá, de repente vou parar no Nordeste do Brasil, quem sabe termino caminhando sem rumo pela Rambla de Montevideo, ou me acabo no Mercado del Puerto. São desejos. Bons desejos.

A segunda lição é esta: não crie expectativas. Apenas deseje que as coisas aconteçam. Se não rolar aquilo que você desejou, tudo bem. Você levanta, sacode a poeira, ri, e segue adiante. Começa de novo. Faz novos planos. Novos desejos. Mas se houver expectativa e alguma coisa não sair de acordo com o que você queria... ah, meu amigo... você vai desaguar no mar da frustração. E o Senhor Zero Dez vai ficar muito aborrecido com você!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Feliz (primeiro) Sábado (de 2010)

Acordar, viver
Carlos Drummond de Andrade

Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.

Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?

Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?

Ninguém responde, a vida é pétrea.


2010. Hora de acordar e recomeçar. E que bom que, passada a euforia da virada, a gente se depare exatamente com um sábado... aquele dia que Deus preparou pra gente ser feliz! Então, vamos lá! Vamos acordar e recomeçar! E nada importa se a tarefa é árdua. A gente nasceu pra ser feliz!

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

2010!!!

Com um atraso de quase três meses... Enfim, ele chegou!! Seja bem-vindo, Senhor zero dez!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Contagem regressiva

Eu diria que o ano acabou, pra mim, já faz um bom tempo. Mas o calendário não me acompanhou... De lá pra cá, anseio 2010 como quem deseja um oásis, no meio do deserto. Espero por novos tempos como quem imagina seus próximos dias depois de um transplante de coração. Aguardo o que se chama de "Ano Novo" como quem se encontra na gare, esperando o trem das onze.

Avidez. Sofreguidão. Sede.

A noite do dia 31 será para mim apenas a formalidade da "virada". O ano já me acabou. Ops! "O ano já acabou". Corrijo. E confesso que não tenho sabido, exatamente, o que fazer nesse meio-tempo, entre o final de 2009 e o recomeço, aquele dia em que todos os calendários estarão marcando "01 de janeiro de 2010"...

Não há mágica mas há magia. Muito embora o último dia do ano, na sua essência, nada tenha de diferente do dia que virá a seguir, certo é que uma sensação invulgar toma conta das gentes. Todos sabem que nada vai mudar num passe de mágica, mas existe a magia do "novo", do recomeço; é quando começamos a por em prática os planos novos, as resoluções, os projetos para as diversas áreas da vida.
Essa magia nos move!

Eu sou uma otimista inveterada. E embora esteja aqui, sem saber em que momento me encontro, depois de um final antecipado de 2009, estou na contagem regressiva. E uma coisa levarei comigo: a certeza de que as portas de entrada da nossa vida são meras passagens; podemos ou não dar acesso, aos que por ela passarem, a todas as demais dependências da casa; mas a porta de saída não se pode trancar. Somos livres. Livres. Para entrar e sair. Para estar, demorar ou apressar a partida. Somos livres. Todos nós somos livres - entenda! -, por mais que isso possa doer quando não se trata da sua liberdade.

Feliz 2010! Com saúde, sabedoria, e portas abertas!

I Have a Dream
"I have a dream, a song to sing
To help me cope with anything
If you see the wonder of a fairy tale
You can take the future even if you fail
I believe in angels
Something good in everything I see
I believe in angels
When I know the time is right for me
I'll cross the stream - I have a dream

I have a dream, a fantasy
To help me through reality
And my destination makes it worth the while
Pushing through the darkness still another mile

I believe in angels
Something good in everything I see
I believe in angels
When I know the time is right for me
I'll cross the stream - I have a dream
I'll cross the stream - I have a dream

I have a dream, a song to sing
To help me cope with anything
If you see the wonder of a fairy tale
You can take the future even if you fail

I believe in angels
Something good in everything I see
I believe in angels
When I know the time is right for me
I'll cross the stream - I have a dream
I'll cross the stream - I have a dream."


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Véspera de Natal

Você olha da janela, vai à banca de jornal, passa pelo supermercado... e sabe o que se percebe?
As pessoas estão correndo tanto, nesta véspera de Natal, que mais parecem perus fugindo da mesa... Os homens, claro. Porque as mulheres... nem parecem peruas!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Um post sem imagem para ilustrar...

“Já ancorado na Antártica, ouvi ruídos que pareciam de fritura.
Pensei: será que até aqui existem chineses fritando pastéis?
Eram cristais de água doce congelada que faziam aquele som quando entravam em contato com a água salgada. O efeito visual era belíssimo.
Pensei em fotografar, mas falei para mim mesmo:
- ‘Calma, você terá muito tempo para isso...’
Nos 367 dias que se seguiram, o fenômeno não se repetiu. Algumas oportunidades são únicas”.
Amyr Klink

Há dois dias estou tentando organizar meu escritório, em casa. Incrível como ao longo dos meses vamos acumulando correspondências comerciais desnecessárias, papeis de rascunho, bilhetes para a secretária, papeluchos com números de telefone sem nome... São muitas árvores!
No meio disso tudo, sempre encontro uma foto que me traz lembranças, um bilhetinho que não tenho coragem de jogar fora, ingressos...

O texto que acabo de transcrever me acompanha desde a casa antiga. Ficava exposto num quadro de avisos que eu mantinha no meu quarto. Logo abaixo a gente lê: "Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ONTEM e o outro AMANHÃ. portanto, HOJE é o dia certo para AMAR, ACREDITAR, FAZER e, principalmente, VIVER."

Hoje, aquele pedacinho de papel já amarelado iria embora, na sacola do lixo. Achando que já aprendi a lição, cheguei a pensar: já posso me desfazer disso, guardando a ideia na mente. Mas lembrei que nós, humanos, somos muito fracos de mente. Temos uma tendência incrível ao esquecimento. Uma forte inclinação ao desânimo e ao adiamento... Basta que pequenas coisas comecem a dar errado. Basta que as coisas que julgamos importantes e grandiosas não aconteçam do modo como gostaríamos que ocorressem... Por via das dúvidas, vou manter à vista o papel amarelado.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

"Incredible is nothing!"

Não é crível... Mas na linha do "nothing's hit", eu diria: "Incredible is nothing!"

E não é que, enquanto o Flamengo lança a camisa do HEXACAMPEONATO, onde se lê HEXA NA RAÇA, o Fluminense resolve fazer uma "camisa comemorativa do não-rebaixamento"?
Não! Isto não é piada de rubro-negro.

O único time do Rio que deveria guardar com orgulho o ano de 2009 na memória é o FLAMENGO, hexacampeão.
Vasco, que levou o título da 2ª divisão do campeonato brasileiro deveria ficar quietinho, esquecer isso, fingir que 2009 nem existiu.
Flu e Botafogo têm, igualmente, motivos de sobra pra enterrar 2009 no fundo do poço - fundo do poço: o lugar em que eles passaram a maior parte do campeonato deste ano.

Mas aí vem o Fluminense, o mais fundo do poço dos dois, e esfrega na cara dos seus pobres torcedores a humilhação de ter de comemorar o fato de não ter caído pra segundona. E estampando isso numa camisa oficial!! Pra ninguém esquecer!

Fala sério! Ou eu não entendo mais nada de futebol, ou o mundo da bola virou de cabeça pra baixo!

Como diria o Bóris Casoy... Está provado: "Isto é uma vergonha!"

domingo, 20 de dezembro de 2009

P.S. I Love You - não é um texto curto, mas eu preciso falar tudo - ou quase tudo...

Era um sábado desses, à noite. Já faz alguns poucos meses que meus finais de semana são apenas aqueles dois dias depois das quintas e sextas. Não reclamo. A vida é cíclica. O que ontem era rotina hoje já não existe e não nos cabe lamentar ou discutir se éramos mais ou menos felizes que agora. De certa forma eu me adaptei a contentar-me com um sábado feliz durante o dia - manhã e tarde, em atividades que incluíam meus adolescentes na igreja, a família pela hora do almoço, amigos e canções à tarde; e à noite passei a divertir-me com atividades alternativas. Não posso queixar-me; fui privilegiada, por exemplo, por encontrar V., uma criatura que me parece, até hoje, um misto de anjo e homem. Mas isso é outro papo...

Como já disse alhures (e eu só usei esta palavra porque, de verdade, acho um charme escrever alhures), era uma noite de sábado. Já há algum tempo eu queria ver esse filme. Queria porque me indicaram. Queria porque, afinal, o "Danny" aparecia, de repente, do jeito que a gente imaginou e nunca pode ver em Grey's Anatomy. Queria porque no dia em que eu comentei, aqui, a galera (e a malta) toda disse que era um filme pra se ver com caixinha de lenços de papel ao lado, um filme incrível, e tals.

A saga pra conseguir o DVD atravessou o Oceano Atlântico.
Brasil e Portugal.
Cópias esgotadas.
Até que ela, do jeito mais carinhoso que você possa imaginar, me fez chegar às mãos o filme.


Era um sábado à noite. De certa forma, reuniram-se comigo M., V., R., S., W., L., E., I., e todos aqueles que de alguma forma, mais ou menos demorada, passaram ou tentaram passar pela minha vida.
A cena e o bilhete sobre o casaco arrancaram soluços, de mim. O carinho do Danny (neste filme, eu sei, o nome dele é Billy) me deixaram comovida, e por mais que o título possa fazer qualquer um suspeitar que se trata de uma película "mulherzinha", é bem no começo, já, que se percebe ser um filme que mexe com os sentimentos mais profundos que você carrega dentro de si mesmo...

"...Talvez um dia isso aconteça..." São quase as últimas palavras do filme. São as primeiras palavras que eu repito, para mim mesma, a cada manhã...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Feliz Sábado!!

"Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração..."


E sem que se esqueça... Hoje é sábado!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Seis de dezembro de 2009 - o dia que não acabou

Há alguns anos, num dia seis de dezembro, numa família já formada por quatro pessoas, nascia uma garotinha. Num sorteio, seu nome foi escolhido. Ideia de um dos irmãos. Apesar de gostar demais do nome que lhe deram, sua gratidão, mesmo, vai pra quem fez o sorteio, considerando que havia, em algum papelzinho, por lá, uma outra proposta: "Dinorah" - o "h" é por minha conta, pra garantir, ao menos, um certo charme, mas estou certa de ele não existia, na sugestão. Se saísse o "Débora", que, dizem, também estava lá, eu até aceitaria numa boa, mas Dinorah não era, exatamente, a minha ideia de nome pra mim, embora tenha um significado lindo e origem hebraica; e posto que, é bem verdade, naquele momento eu nem pudesse ter ideias para então poder dizer que não era essa a minha ideia de nome.

Desde criança, algumas coisas ficaram bem claras, naquela família, como por exemplo: os irmãos devem se amar, precisam se defender mutuamente, nunca devem dormir brigados, e devem ajudar uns aos outros; todos têm responsabilidades, em casa; lavar, passar, cozinhar, fazer a cama, arrumar a casa, são tarefas de todos e não apenas de menina; somos pobres mas somos limpinhos (e isso incluía nunca usar calcinha, cueca ou meias rasgadas); somos ricos da graça de Deus; pais devem ser respeitados; estudar é fundamental; e futebol é FLAMENGO.

Dos três filhos, admito, quem levou essa última lição mais a sério fui eu. Meu irmão é FLAMENGO, seus filhos (muito mais por influência das tias de ambos os lados da família) são FLAMENGO, todos têm sua camisa oficial, mas confesso que eu ainda levo aquela lição um pouco mais a sério que meus dois irmãos, muito embora a disputa não inclua minha irmãzinha, que é meio desobrigada nos assuntos de futebol - como se não soubesse que todos nascem FLAMENGO e, "uma vez FLAMENGO, FLAMENGO até morrer"... Por fora, pros outros, ela diz que não tem time. A gente deixa. Uma coisa é não gostar de futebol. Outra, bem diferente, é não ter um time. Ela tem um time. Mas não espalha... Ela apenas ri, com um certo ar de quem é desprendido nesses temas futebolísticos.

O ano, agora, é 2009.
Já fazia dezessete que o FLAMENGO, campeão do mundo, não levantava a taça brasileira. Flamengo de Zico, Andrade, Adílio, Leandro, Raul, Mozer, Junior, Tita, Nunes, Carpeggiani... Um time de futebol, de alegrias, de estrelas, de ídolos, de vitórias e conquistas. Campeão de terra e mar, o Clube de Regatas do Flamengo! Um time, para ser grande, não precisa, necessariamente de títulos, mas o Flamengo sempre teve na sua grandeza um misto de taças, títulos, ídolos, e torcedores apaixonados no mundo inteiro...

2009. Um time que começou timidamente, o campeonato. Fez algumas boas exibições mas sofreu tanto com a ausência de seus titulares! - fosse por suspensões automáticas decorrentes de cartões amarelos, fosse por problemas físicos ou por faltas sofridas em campo que afastavam por meses os jogadores -, e foi obrigado a jogar diversas rodadas com reservas sacados da equipe de juniores, meninos ainda em treinamento, misturados a apenas dois ou três titulares em campo... Mas quando Pet e Adriano estavam por lá, comandavam um show à parte.

A pressão na garotada foi ficando forte, inclusive porque ninguém quer saber se são crianças do infantil, do juvenil, ou atletas da equipe de "masters"... se estão em campo, é o FLAMENGO. E a camisa, aquele "manto sagrado" há que fazer a diferença. Enquanto os problemas físicos dos titulares não se resolviam, o Mengão ía administrando aquela parte intermediária da tabela de classificação; mas isso, nós sabíamos, era muito pouco.
A equipe foi se recompondo aos poucos e se mostrando madura, equilibrada, centrada, confiante e determinada. Sempre de chuteiras, não havia salto alto. E o Andrade, você sabe...

Andrade, o técnico que calçou as "sandalinhas da humildade" o tempo inteiro, era apenas um "auxiliar" (já há uns seis anos), que passou a "interino" após a dispensa do Cuca, e que um dia, ainda em momento anterior à decolagem do Flamengo, terminou sendo efetivado. Um técnico que fez toda a diferença. Mas isto daria um outro post...

E a equipe que veio numa ascensão incrível, comendo pelas beiradas, mantinha os pés no chão e buscava "apenas" uma vaga para disputar a "Libertadores da América" em 2010...

E como resultado de um trabalho sério, na penúltima rodada "do mais emocionante campeonato brasileiro na era dos pontos corridos", lá estávamos nós, ocupando a primeira posição.
Deixando pra trás o Palmeiras, que se manteve na cabeça por diversas rodadas seguidas, alardeando do Oiapoque ao Chuí que o Brasileirão de 2009 já tinha campeão, deixando pra trás São Paulo, Inter, Cruzeiro, Atlético... levantando poeira, o Flamengo chegava lá.

Não é bobagem, quando se diz que "se deixarem o Flamengo chegar... já era!"
O que se quer dizer com isso, pra quem ainda não entendeu, é que é preciso segurar o Flamengo o mais cedo possível. Se são pontos corridos, é preciso marcar em cima desde o comecinho; se é mata-mata, segurem ali pelas oitavas-de-final, no máximo... porque se não fizerem isso, e o Flamengo for chegando... Ah, minha gente... já era. Quando ele chega numa final... Dá nisso. Ninguém segura mais.
No Campeonato Brasileiro, o Mengão tem SEIS títulos de campeão. Nenhum de vice-campeão. Copiou?

Pois é.
Agora era o dia seis de dezembro de 2009. A festa havia começado de manhã. O aniversário daquela criança que levou a sério a lição que o papai ensinou não poderia ser mais emocionante. A última rodada do campeonato não poderia cair num dia mais perfeitinho. Tudo combinado. E embora "tenham esquecido de combinar com os russos"**, vencemos por 2x1 contra um Grêmio que não tinha nada a ganhar ou perder, e para quem, empatar ou ganhar significaria o título para o arquirrival (o Inter - uma espécie de rivalidade como a existente entre Vasco e Flamengo, lá no Sul do país), mas que jogou toda a bola que sabia, num campeonato em que ficou marcado por só ter ganho uma partida fora de casa. Levantamos a taça, com dois gols de zagueiros, e uma torcida em delírio no mundo inteiro. Sim, no mundo inteiro!
Acredite! O mundo é sinixxxxxtramente rubro-negro!

Em casa, ficaram: a TV, ligada, e meus sapatinhos do Imperador. Tudo como nas últimas rodadas, pra não mexer em time que está ganhando...
Na casa da mamãe e do papai, a família reunida, com direito a manto sagrado, óculos de sol nas cores do time do coração, faixa de campeão já preparada, Hino do Flamengo tocando (até então "apenas penta"), fotos, alegria, clima de festa e cheiro de Hexa no ar.


Começa o jogo. Maracanã lotado. Uma festa, daquelas que só a maior torcida do Brasil sabe fazer...
Mas lá estavam "os russos"... E eles meteram o primeiro gol.

Intervalo de jogo, a caravana segue, porque é hora de encontrar os amigos. A essa altura, o jogo estava empatado e isto significava um inédito vice-campeonato que não nos interessava. David havia garantido, ao menos, uma ida para o vestiário sem o amargo gosto do 1x0. Mas ainda era um vice-campeonato... Meu pai, então, do alto de sua sabedoria rubro-negra, me segreda ao ouvido:
- Filha, você chegou aqui campeã. Está saindo sem o título. Mas vai voltar campeã!
Saí.

Agonia, pelo caminho. Chego ao destino. Estaciono. A festa mais uma vez é um misto de aniversário com campeonato brasileiro. Passam-se dois minutos... É!!! Lá vem o cabeça!! Ronaldo Angelim. O cara. 2x1.

A gente respira. Não exatamente aliviado. Muita emoção. Coração na boca. E na chuteira dos caras, em campo. Adrenalina.

O árbitro apita o final da partida. Endorfina.
Eu pego o telefone e no meio daquela emoção toda, disparo:
- Pai!!!! É o HEXA!!!! Vou voltar campeã!! Eu sabia!! Se eu não pudesse confiar no meu pai, iria confiar em mais quem, nesse mundo???


Daí em diante, só alegria.
Ligações feitas e recebidas. Cumprimentos de FELIZ ANIVERSÁRIO que se misturavam aos de HEXACAMPEÃ. Ligação do Rio, São Paulo, Oshawa/CA.

Era o dia seis de dezembro de 2009.
A festa começou de manhã. Emendou com a tarde, varou a noite e entrou pela madrugada. Seguiu-se pela segunda-feira, a semana inteira... atravessa o mês... não para, não para, não para...

Seis de dezembro de 2009. O dia que não acabou!




P.S.
Eu pedi, de aniversário, pro Flamengo, o HEXACAMPEONATO. Ele me deu.
Pois é... deu confiança, já era. Ano que vem, vou pedir o Mundial Interclubes. E aí, mermão, vamos bordar outra estrelinha dourada...
Pai, pode pegar esse título de aniversário também! Dá pra dividir!!


** Na Copa do Mundo de 1958 o técnico da Seleção Brasileira, Vicente Feola, disse aos jogadores, na preleção para o jogo contra a então União Soviética, que bastava fazer a bola chegar aos pés do Garrincha que ele garantiria a vitória. E aí Mané Garrincha mandou na lata: “Seu Feola, já combinou isso com os russos?”

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Eu volto, com calma, pros registros do HEXA

Ressaca não-alcoólica. Overdose de endorfina. Hexatensão na veia. Preciso dormir um pouco. O sono dos justos, e campeões. Eu volto com calma, para os registros do HEXA. Você não perde por esperar!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Seis de dezembro, que dia mais feliz!!

Acordar cedo (dez pras nove), praticamente de madrugada, num domingo de manhã, e já começar o dia derramando lágrimas de emoção, sentindo uma coisa boa por dentro é mesmo algo muito especial, que garante alegria para o ano inteiro...

Eu hoje madruguei desse jeito...
Pois quando amanheci, li umas letrinhas que fizeram cair aguinha do meus olhos. Aqui em casa, sempre foi assim: eu era a menina sapeca, tagarela, a caçulinha, e meus irmãos eram a parte séria da família. Músicos desde criancinhas, eu os admirava (tanto!) por isso. Os dois eram quietinhos e quando falavam sempre impressionavam, pela lucidez, pela fluência, pelo controle das emoções. Eu era a gaiata. Havia um equilíbrio perfeito, e eles sempre foram, como até hoje são, objeto da minha admiração...

Embora explorassem meu medo de baratas a minha infância inteirinha, eram também meus protetores. Cuidavam da irmãzinha pequenininha e sempre foram amorosos comigo. Meu irmão sempre me fez rir, em casa. Sua gargalhada, conhecida apenas dos mais próximos, é algo maravilhoso de ouvir. Chora de rir com algumas histórias que ouve e que conta, e eu sinto realmente muita falta dele perto de mim (física e geograficamente falando). Foi sábio, quando me incentivou e advertiu quando eu decidi morar sozinha, lembrando-me, inclusive, da questão das baratas e da independência, que não podia ser seletiva... Minha irmã, aparentando ainda mais seriedade, sempre foi muito quieta, econômica nas palavras (até pouco tempo atrás ainda era assim...) mas sempre foi também aquela que abriu os caminhos, em termos "comportamentais", sempre falou muito com o olhar e tornou-se a primeira Mestra, da família... Foi uma irmã de vanguarda, eu diria, como são as primogênitas. Meus irmãos abriram todos os caminhos. Foram modelos, pra mim. Tremendamente observadores, aprendi a ser do jeitinho deles, falando baixinho nos momentos em que a vontade é de gritar. São Mestres, minha irmã é Doutoranda, meu irmão é referência, ambos tocam piano maravilhosamente bem, são da paz, e são meus irmãos. E eu vou tentando trilhar os mesmos passos, pra quando crescer ser gente grande que nem eles...
Eu fui mesmo muito abençoada, nascendo nesta família...

E então acontece que hoje de manhã eu acordo e vem a surpresa... Eu amanheço e me deparo com um texto lindo, que me fez lembrar da infância (eu adoro lembranças da infância...) e fez cair lágrimas dos meus pequenos olhos castanhos... Eu preciso dividir com vocês, porque, simplesmente, foi lindo!



Quando criança, ouvia e via algumas amigas falando de um tal de aniversário de boneca. Organizavam esse evento, arrumavam o ambiente como se fosse para o aniversário de "gente" e comemoravam o aniversário de suas bonecas.

Eu nasci numa família onde ganhar 1(uma) boneca por ano, no Natal era A FESTA. Assim, nunca pude participar daquelas festas, porque também, aquelas meninas não estavam no meu círculo de relacionamento.

Mas... DEUS sabe de todos os nossos sonhos e me presenteou - PARA A VIDA INTEIRA - com uma boneca viva, humana, inteligente, bonita, irmã. Posso comemorar todo ano o aniversário dessa boneca, mesmo não sendo mais criança. Posso admirá-la não como ela estaria a vida toda, se fosse uma boneca inanimada. Mas compartilho do seu crescimento em todos os aspectos e celebro a vida, junto a ela.

Parabéns, Suzi. Te amo.




E agora eu estou de saída, simplesmente porque ela organizou uma festa pra boneca. Um "brunch" do jeitinho que só ela sabe fazer, na casa da mamãe, me permitindo acordar depois das nove e chegar só pra curtir...
Família... Ai, minha querida família... Vocês são tudo, em qualquer lugar do mundo. Sempre perto de mim, no meu coração...
Valeu, Deus!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Feliz Sábado!!

Muito daquilo que a gente chama "defeito" é apenas "diferença".
Deixe de lado qualquer coisa que afaste você de alguém, abrace quem está ao seu lado, traga pra perto quem está longe, e tenhamos todos um FELIZ SÁBADO!!


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Reflexões no começo de mais um dia de trabalho

No meu trabalho, minhas palavras são escritas para traduzir o pensamento de outra pessoa. Eu preciso saber de antemão ou intuir o que o outro pensa a respeito de qualquer assunto (justrabalhista) que me chegue às mãos, e escrever como se fosse o próprio. Preciso fazer isso com tamanha perfeição e grau de convencimento, porque, em alguns casos, o outro, sequer, já ponderou sobre o tema, e é preciso que ele, ao ler, chegue a pensar que aquilo tudo saiu da sua própria cabecinha.

Preciso confundir os meus pensamentos com o dele, durante o tempo em que estou redigindo os textos, de modo que eu escreva exatamente aquilo que ele escreveria se estivesse ali, fazendo o meu trabalho, que, na verdade, é o dele. É como pensar com a mente do outro.
E algumas vezes é difícil, quando eu penso diferente... de um jeito diametralmente contrário ao dele; ainda assim eu preciso defender o posicionamento dele como se eu visse mesmo as coisas do modo como ele vê. Nesses casos, como eu costumo dizer, é preciso abraçar a ideia, vestir a camisa e defender com a alma aquilo que ele quer.

Algumas vezes separo um tempo para discutir a divergência. Ele me ouve. Às vezes mantém a mesma posição, outras vezes concorda com a minha tese. Mas eu sei: a palavra final é sempre a dele, e eu escrevo bonito o que ficar decidido (por ele, é claro).

Já percebi que quanto melhor eu traduzo os seus entendimentos, mais satisfatório é o resultado do meu trabalho, embora muitas vezes eu quisesse escrever tudo diferente. E não adianta reclamar... O dono do boteco é ele.

Nossa relação com o Chefe é assim também. Nossa vida deve ser escrita por nós mesmos. E tanto podemos escrever do nosso próprio jeito, com nossa própria maneira de entender as coisas, como podemos escrever, com nossas próprias palavras, as ideias, os planos e os sonhos dEle...

Discutir com Deus aspectos da nossa vida com os quais não concordamos, faz parte do processo. Insistir em fazer tudo do nosso modo, ou admitir que Ele é o dono da parada e aceitar que a palavra final é a dEle, são as opções que temos.

Dá mais certo quando a história da nossa vida é a tradução dos entendimentos dEle. É mais satisfatório, o resultado do trabalho, embora muitas vezes se queira escrever tudo diferente. Simplesmente porque, na vida, o dono do boteco é Ele.

Curiosamente, nos conformamos quando perdemos uma discussão jurídica, ou, no caso do seu trabalho, qualquer outra discussão, com a Chefia. Ficamos meio insatisfeitos, porque sempre achamos que nosso modo de encarar as coisas é o mais genial, ou mesmo porque pensamos que é o mais acertado, para o caso. Mas nos conformamos. Assimilamos a ideia do chefe e seguimos adiante - algumas vezes apenas para preservar nosso emprego... Outras vezes porque aprendemos a ser humildes. Mas por que nos recusamos a fazer as coisas de um jeito diferente do nosso, quando se trata da nossa própria vida??

Estou começando mais um dia de trabalho. É mais um dia da minha vida, também.
Hora de escrever...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

É você, Lombaaaardi!!

Na minha infância, a gente não era viciado na Globo, a emissora de tv que diversas famílias reverenciavam com uma exclusividade assustadora. Lembro que na casa de algumas amigas minhas as pessoas acordavam e íam direto ligar a tv que SEMPRE estava sintonizada na Globo (sintonizado a gente só usa pra rádio?? não sei, mas você entendeu o que eu quis dizer). E lá nessas casas a tv ficava ligada o dia inteiro. Na Globo. Sempre achei estranho. E dizia pra mim mesma: "Eu, hein!"

Na minha casa nunca foi assim. Meus pais selecionavam os programas e acho que desde cedo eu aprendi acerca da variedade, do ecletismo... indiretamente, aprendemos sobre escravidão e manipulação. Víamos Sítio do Pica-pau Amarelo, que passava na Globo e na TV Educativa, víamos na Globo o Fantástico - às vezes, quando não estávamos na igreja, porque o horário batia. Mas víamos Fantástico, na época em que o programa realmente apresentava coisas fantásticas - "Da idade da pedra, ao homem de plástico, o show da vida..." Víamos "O meu pé de laranja lima", na TV Bandeirantes - hoje tão íntima de todos, a "Band". "Éramos seis"... Víamos a programação da TV Tupi, a TV Manchete... E víamos o Programa Sílvio Santos.

Minha infância foi cheia de "Domingo no Parque", "Boa Noite, Cinderela", Show de calouros. Lembro das brincadeiras dos programas: "você troca um jogo de bolas de gude por uma bicicleta?" "SIIIIIIIM". Ou, quando o menino dava a maior bobeira, tadinho... "NAAAAÃO!!!!"
E em todos os intervalos, quem estava lá???

Pois é, "É com você, Lombaaaardi!"

E vinha aquela voz incrível, falando do tênis Montreal, antimicrobiel, "porque você é jovem"...

Era uma voz misteriosa e todos nós morríamos de curiosidade de saber quem era o Lombardi. Algumas pessoas apostavam que era o próprio Sílvio, quem gravava. Mas seria muito bem feito, porque "parecia ao vivo!"

Ninguém encontrava fotos do Lombardi, por aí. Isso aumentava o mistério e não havia o Google Images pra estragar a brincadeira, nem "paparazzis" pra acabar com o suspense.

Hoje, aqui em meio ao trabalho, abro a página dos noticiários e me deparo com a notícia: "Morre Lombardi, o famoso locutor do programa Sílvio Santos".
Acabou.
Que pena...

É estranho, mas parece que um pouco da criança que ainda guardo dentro de mim ficou de luto. A sensação é de que sua infância se perdeu mais um pouquinho de você...
Que pena...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Algum artista de rua já fez sua foto em grafite?