sábado, 31 de julho de 2010
Feliz Sábado!!
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Histórias de amor - LVIII
Ela vestia uma sainha leve e descia serelepe as escadas.
Ele, de uma seriedade ímpar, não resistiu à levidade,
e correspondendo ao sorriso ladino
comentou entrepensando:
...me bastaria
a sua ousadia...
Ele, de uma seriedade ímpar, não resistiu à levidade,
e correspondendo ao sorriso ladino
comentou entrepensando:
...me bastaria
a sua ousadia...
segunda-feira, 26 de julho de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
Feliz Sábado!!
Lembro do tempo da escola, quando era dia de prova.
Eu sempre fui aluna aplicada, mas falava pra caramba durante a aula e minha mãe sempre recebia "queixa" dos professores, que contavam pra ela que eu acabava meus deveres rápido pra poder conversar com os colegas. Diziam que eu atrapalhava os outros, conversando com eles. Eles não podiam reclamar das minhas notas, e aí se queixavam do meu bate-papo durante a aula. Não à toa eu sonhava em ser jornalista, pra falar à vontade, por dever de ofício.
Mas isso é outro papo.
O que me fez lembrar das provas na escola foi um texto que eu li na Bíblia, esta semana, e que me fez voltar no tempo... A gente via uma pergunta, na prova, e na hora não lembrava da resposta. Lembra disso? Acontecia comigo, acontecia com meus colegas e duvido que você nunca tenha passado por isso. Qual era a primeira reação? Não, eu não estou falando de abrir o caderno ou de perguntar pro colega, porque isso é cola, e não era o caso. A gente segurava o lápis na mão, a mão segurava o queixo... e olhava pro céu. Ficava olhando pra cima, lembra? Às vezes até batia o lápis na carteira, mas continuava olhando pro céu.
Não raramente, só faltava aquela questão. A gente sabia que poderia gabaritar a prova. Só faltava aquela! E continuava ali, às vezes até que o sinal batesse, tentando ver se a resposta vinha. Olhando pro céu.
E o professor?
O que o professor fazia ao ver isso? Você lembra? Invariavelmente, o professor dizia:
Mas isso é outro papo.
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Não raramente, só faltava aquela questão. A gente sabia que poderia gabaritar a prova. Só faltava aquela! E continuava ali, às vezes até que o sinal batesse, tentando ver se a resposta vinha. Olhando pro céu.
E o professor?
O que o professor fazia ao ver isso? Você lembra? Invariavelmente, o professor dizia:
- "Vambora, vambora! A resposta não vai cair do céu!"
Pois é. Lembra disso?
Eu lembrei assim que li este texto:
Pois é. Lembra disso?
Eu lembrei assim que li este texto:
Olha só que coisa!
Sabe quando mal o dia amanhece e a gente já se sente cansado, desanimado, sem forças pros desafios? Quando a gente nem percebe que é um novo dia?
Veja o que Davi disse:
"Bem cedinho, de manhã, faço a minha oração. Tu, Senhor, ouves a minha voz. Faço a minha oração e fico esperando, vigiando com atenção para descobrir a tua resposta." (tradução da Bíblia Viva)

Era assim que funcionava:
Amanhecia. Davi, primeiramente, orava; orava, orava muito, sem se cansar, eu imagino. Ele havia acabado de acordar, sua mente estava leve, estava limpa, sem os pensamentos e preocupações que o haviam agitado no dia anterior, então ele orava e nutria a certeza da resposta. Ficava ali esperando a resposta cair do céu.
Esperando a resposta cair do céu...
Davi não orava e saía correndo, apressado. Ficava ali, esperando.
Li um texto do Bullón, em que ele explicava que a expressão: "fico esperando", no hebraico, diz, literalmente, "olho para cima".
Olha que legal! Ficar olhando pro céu, esperando a resposta vir lá de cima. E se as coisas acontecem como a gente desejava, que beleza!, ótimo!, a gente as recebe com gratidão; mas se Deus mostrar outra saída... paciência. Sim. Paciência. A resposta que cai do céu é sempre a certa.
Antes de sair de casa, hoje, diga assim: "De manhã, Senhor, ouves a minha voz; de manhã Te apresento a minha oração e fico esperando."
E então, espere mesmo.
E então, espere mesmo.
Amanhã é domingo, e depois vem a segunda, a terça-feira, uma semana inteira pela frente. A cada manhã apresente sua oração; e fique esperando a resposta cair do céu.
Aqueles professores da escola não sabiam de nada!
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quinta-feira, 22 de julho de 2010
Los Hermanos
"Sou totalmente a favor do casamento gay, na Argentina.
Tudo que contribuir para eles não se reproduzirem, tá valendo."
Tudo que contribuir para eles não se reproduzirem, tá valendo."
terça-feira, 20 de julho de 2010
Dia do Amigo

Eu seria tão mais chata, tão mais irritante, tão menos feliz e tão menos engraçadinha se vocês não estivessem presentes na minha vida, cada um ao seu modo, e de algum jeito!
E embora a gente não precise de um dia pra celebrar a amizade, é bom ter uma data especial pra dedicar aos amigos, principalmente se a gente não está com eles o tanto de dias, por ano, que gostaria de estar.
Um beijo, queridos amigos.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
Programa de Domingo
sábado, 17 de julho de 2010
Feliz Sábado!!
"... e escrever é prolongar o tempo, é dividi-lo em partículas de segundos, dando a cada uma delas uma vida insubstituível."
Prolongue o tempo... estenda o sábado... escreva alguma coisa, guarde numa gaveta ou exiba por aí, mas escreva e prolongue o seu sábado. Estenda o tanto de felicidade desse dia!!
(Clarice Lispector in Para Não Esquecer)
Prolongue o tempo... estenda o sábado... escreva alguma coisa, guarde numa gaveta ou exiba por aí, mas escreva e prolongue o seu sábado. Estenda o tanto de felicidade desse dia!!
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
Quando tudo reverbera
Esta foi uma semana atípica. Trabalhei de casa a semana inteira, e só fui ao Gabinete na quarta. A semana passada terminou de um jeito também diferente, com uma festa de varar a madrugada, capaz de me fazer chegar em casa de manhãzinha, quando o céu já começava a clarear. O inverno, igualmente, anda um pouco diferente. Os dias de frio, sempre acho que são os mais frios que vivi em toda a minha vida carioca. Os dias de sol, me fazem desejar que este seja o inverno mais quentinho do mundo, mesmo sabendo que o inverno mais cheio de sol, que eu me lembre, foi também o que mais senti frio na alma... o inverno de 1999. Mas isso é outro papo.
Dia desses aí, nesta semana estranha, fui à praia. Havia um sol lindo no céu. Não chegava a ser um sol de verão nem um céu de outono, mas definitivamente nem de longe parecia ser um dia de inverno... Lá, de frente pra mim, um mar de águas cristalinas, verdinho esmeralda, clarinho, clarinho. De dentro d'água, a gente via o fundo do mar. Havia uma piscininha, de manhã cedo, quando a maré ainda estava baixa; adiante, um grande banco de areia, onde a água cobria apenas nossos pés, com o sol refletindo, lindo, nos meus pezinhos molhados... Mais à frente, e só então, a imensidão do mar.
Ali, parada, olhei o desenho da areia por debaixo das águas, que no ir e vir moldavam pequenas camadas de areia, parecendo o desenho de pequenas ondas, numa simetria incrível! Uma obra de arte, de beleza encantadora! Fiquei ali olhando, embevecida, percebendo como os raios do sol atravessavam as águas do mar e faziam dourar a areia desenhada... Um pouco acima de mim, com maestria, leveza e de um jeito doce, como é próprio das aves marinhas, voavam as gaivotas...
Que dia lindo!
Cheguei ali despretensiosamente, querendo apenas sentar de frente pro mar, sentir o sol na pele e recarregar as energias. Saí extasiada com o espetáculo. Dominada pela paixão que tudo aquilo fez despertar em mim. Impressionada com os detalhes. Livre de todo peso ou incômodo.
Embora todos os dias, invariavelmente, tenham 24 horas; o mar seja o mesmo; o céu esteja sempre no mesmo lugar, e o sol nasça e se ponha com a mesma regularidade... nada - mas nada mesmo! - precisa ser igual nem repetitivo. Nem os dias, as semanas, menos ainda os anos. Se soubermos reparar nos detalhes, também saberemos ver que neles é que reside a diferença.
E o que isso pode fazer pela nossa própria felicidade... só experimentando!
Experimente!!
Afinal, "quando menos se espera, tudo reverbera!" (Hilda Hilst)
sábado, 10 de julho de 2010
Feliz Sábado!!
Não bastasse por si só o sábado ser um dia feliz, hoje à noite ainda tem festa. E eu, que não sou de virar, vou ficar acordada até de manhã!!
Que seu sábado também seja feliz; que seja também um dia de festa, e que a festa seja mesmo dentro do seu coração, ainda que haja uma tremenda tempestade do lado de fora.
FELIZ SÁBADO!!!
Que seu sábado também seja feliz; que seja também um dia de festa, e que a festa seja mesmo dentro do seu coração, ainda que haja uma tremenda tempestade do lado de fora.
FELIZ SÁBADO!!!
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sexta-feira, 9 de julho de 2010
Quando a piada perde a graça
Somos assim: um povo que ri da própria desgraça, uma gente que faz piada dos próprios infortúnios, e por isso se sente assim tão à vontade pra rir da miséria dos outros, pra fazer piada da desventura alheia... Somos assim e nos orgulhamos disso. É uma espécie de "lavação de alma". Especialmente quando nada há que possamos fazer... nós rimos e fazemos rir. Temos que esse é o melhor remédio. Então, o lance é rir.
Mas às vezes cansa.
Cansa. E a piada se torna sem graça. Às vezes a desgraça é tanta, nos outros, que é preciso piedade de nós mesmos, pra que esse espírito de zombaria dê um tempo, se afaste, e a gente pare de ser meio boboca e leve as coisas um pouco mais a sério. Ou, o que seria melhor, com respeito.
Não condeno ninguém que esteja brincando com os fatos. Não mesmo. Eu mesma me levo pouco a sério e prefiro o riso à tristeza, mas às vezes é imprescindível parar de rir...
Insisto que nenhuma vez, sequer, critiquei quem está rindo com isso, rindo disso, quem esteja criando frases engraçadas, piadas, e fazendo humor com tudo o que está acontecendo com o Bruno, esse cara que vive experimentando o céu e o inferno desde que nasceu.
Não critico mesmo. Acho que é da natureza do brasileiro, isso. Mas pra mim já deu.
Da única vez que tentei rir de uma das piadinhas que circularam por aí, e cheguei até a repassar pra uma meia dúzia de gentes, meu riso não durou mais que dez segundos. Porque, se o cara for culpado a piada não vai ter graça nenhuma; e se for inocente... muito menos.
Não consigo mais rir disso, e só consigo sentir uma tremenda amargura.
Hoje li um texto que traduz um pouco daquilo que tenho pensado e falado com as pessoas, referentemente a esse assunto. E continuo sentindo uma tristeza muito grande, que me impede de rir e replicar os posts que leio no twitter, que recebo por emails, que ouço por aí...
Queria, por mim, pelas crianças, pelo povo brasileiro, pela torcida do Flamengo, por todos os torcedores de outros times, pelas famílias, pelo amor, por Deus do Céu, pela fé, pela humanidade, pelos animais, pela vida, pela esperança, pela mulheres, pelos homens, pelos pobres, pela Eliza, pelo Bruno... queria muito que isso tudo não passasse de um pesadelo de quem "foi dormir de barriga cheia".
sábado, 3 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Da Série COPA DO MUNDO - 2ª edição (parte 7)
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