terça-feira, 27 de outubro de 2009

Minha (particular) semana do saco cheio

Fazer as malas. Embarcar. Deixar para trás, por uma semana, os compromissos, as responsabilidades, os próprios problemas e os dos outros. Encontrar amigos queridos, abraçar quem se quer bem. Sentir saudade de alguns que ficam por aqui. Viver despreocupadamente por sete dias. Depois de tudo, refazer as malas. Embarcar. Deixar para trás a semana vivida sem apreensões. Despedir-se de amigos queridos. Sentir saudade dos que ficarão por lá. Chegar. Recomeçar.
Desculpem-me, mas só eu sei, exatamente, o que quero dizer...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O nome dele é Antônio Carlos Ferreira de Sena

Pra derrubar todos os seus conceitos e preconceitos. Pra mostrar que conhecimento, saber, cultura e filosofia estão muito, mas muito além das aparências. Pra nos ensinar que as pessoas que têm conteúdo, que sabem falar, nem sempre estão de terno e gravata, com microfone na mão, ou nas grandes instituições. Você já bateu papo com seu vizinho, hoje? Já aprendeu ou ensinou alguma coisa a alguém? Já falou ou ouviu alguma coisa que o fizesse pensar?
Pois é... O repórter queria apenas fazer uma pesquisa. Tinha um "script". Saiu tonto. Quer ver? Clique AQUI.

E pode aplaudir!!


(reprodução - mas só leia depois de assistir, pra não perder o efeito. e para ler, arraste o mouse até o final do post)
Repórter:
-Quando você pensa em supermercado, qual o primeiro nome que lhe vem a cabeça?
Camelô:
-Raciocínio Racional.
Repórter:
-Qual supermercado?
Camelô:
-Raciocínio Racional. Esse é o mercado que eu conheço, é o mercado do seu Id, do interior de cada ser; esse é o verdadeiro mercado. Entendeu? É do Eu verdadeiro. É o Eu interior. Esse é o mercado que é o desenvolvimento da glândula pineal, da célula epífise, que está no íntimo do mesencéfalo, na base do cérebro.
Meu nome é Antônio Carlos Ferreira de Sena.

domingo, 25 de outubro de 2009

Delicioso cheiro de terra molhada.
Chuva que cai lá fora.

Com licença...

Com licença, eu vou à praia.



Vou ver o MAR... e você pode ficar aí, vendo o MAL... vino Salvador. Eu deixo.

sábado, 24 de outubro de 2009

Feliz Sábado!!

Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
— que é uma questão
de vida ou morte —
será arte?
Ferreira Goulart - Na Vertigem do Dia (1975-1980)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Exausto - por Adélia Prado

Eu quero uma licença de dormir,
perdão pra descansar horas a fio,
sem ao menos sonhar
a leve palha de um pequeno sonho.
Quero o que antes da vida
foi o sono profundo das espécies,
a graça de um estado.
Semente.
Muito mais que raízes.
(in "Bagagem" São Paulo: Ed.Siciliano, 1993)



quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A boneca e o equilibrista...



A chave de tudo está no equilíbrio entre a loucura e a prudência,
entre o trabalho e o ócio,
a atenção e a intenção.
A chave de tudo, parece, está no equilíbrio entre o moderno e o antigo,
o fazer e o demolir,
o centrífugo e o centrípeto,
entre a segurança e o risco,
o buscar e o evitar.
Equilíbrio entre o ir e o voltar,
o mistério e o conhecimento,
o cansar e o descansar.
Entre a demora e a urgência,
a teoria e a constatação,
o ficar e o deixar-se levar.
Porque tudo acontece entre a vida e a morte.
E a chave de tudo nunca, nunca estará no equilíbrio entre sonho e realidade,
entre o amor e a indiferença,
entre dar-se e trancar-se,
entre o interesse e a apatia,
entre o preto e o branco.
Porque a vida em cinza é muito menos do que poderia ser.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sonhos

Há duas noites tenho tido sonhos estranhos.
Tentar interpretá-los à luz do seu inconsciente, dos desejos secretos e das experiências vividas ao longo do dia transforma-se numa atividade quase assustadora, embora inevitável. Ignorá-los é impossível. Eu gostaria de acordar e não lembrar, como acontece com os sonhos bons... mas as cenas insistem em não sair da minha cabeça.


terça-feira, 20 de outubro de 2009

Vem!

A gente costuma dizer que a vida apronta, a vida não é fácil, a vida é engraçada, a vida isso, aquilo, aquilo outro... Na verdade, a vida não é nada. O que existe é você e seu modo de reagir às coisas que acontecem ou deixam de acontecer. Assim, eu acho que não é a vida que é fácil ou difícil; eu é que tenho ou crio dificuldades e facilidades diante das coisas que se apresentam diante de mim, e isso, sim, interfere no meu modo de enxergar "a vida". Isso é o que altera a minha vivência.

Se você quiser continuar encarando que é a vida que direciona as coisas ou que interfere na gente (e eu às vezes penso assim também), tudo bem. Mas é preciso imaginar que a vida, então, está sempre de braços estendidos. A vida é um convite. Convite pra uma festa bacana. A vida chama. Por que é que a gente insiste em não atender? Por que se contentar, apenas, com a sobrevivência? Meu Deus... há tanto pra viver!



Vem!


...ainda não ligou o nome à pessoa? clique AQUI

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Segunda-feira com (quase) cara de domingo

Trabalhei, ontem. Domingo dividido entre trabalho, mercadinho, trabalho, visitas, trabalho, música, trabalho, futebol, trabalho, entrevista do Bonner à Marília Gabriela e, chega de trabalho!



O destaque do dia foi mesmo o Flamengo dando show de bola, na casa dos caras. Dá gosto de ver esse time jogar, mermão! O sérvio tá numa fase espetacular. Um misto de treinamento, técnica, talento e amor. Mas o bonitinho mesmo foi ele dizer que o gol olímpico foi pro Rio de Janeiro, por 2016, e arrematar com um "a minha cidade merece". Não é o que o Di Cavalcanti diz?


É... e se o Botafogo não fez sua homenagem a Vinicius de Moraes, aniversariante desta segunda-feira, 96 aninhos, torcedor ilustre... nós, rubronegros, fizemos a festa.
Pode cantar, Poetinha: "Se todos fossem no mundo iguais a você..."



E já que ontem foi dia de trabalho,
hoje fica sendo o dia do lazer.
Acontece que eu esqueci de combinar com o sol...
Essa, a triste razão por que não vai rolar a praia programada. Nesse caso, acho que vou ficar mesmo sentada num banquinho de jardim vendo o tempo passar...


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domingo, 18 de outubro de 2009

Terceiro motivo da rosa - por Cecília Meireles

Se Omar chegasse
esta manhã,
como veria a tua face

Omar Khayyam,
tu, que és de vinho
e de romã,
e, por orvalho e por espinho,
aço de espada e Aldebarã?

Se Omar te visse
esta manhã,
talvez sorvesse com meiguice
teu cheiro de mel e maçã.
Talvez em suas mãos morenas
te tomasse, e disesse apenas:
"É curta a vida, minha irmã".

Mas por onde anda a sombra antiga
do âmago astrônomo do Irã?

Por isso, deixo esta cantiga
- tempo de mim, asa de abelha -
na tua carne eterna e vã,
rosa vermelha!

Para que vivas, porque és linda,
e contigo respire ainda
Omar Khayyam.
©Cecília Meireles in Mar Absoluto, 1945


Algumas vezes eu amanheço pensando em rosas vermelhas. A sensação é de que acabei de sonhar com elas, o que, na verdade, não me lembro, mesmo, de já ter acontecido. O desejo é de espalhar pétalas numa banheira, mas eu nem tenho banheira, a-ha! Como alternativa, penso em cobrir o chão da sala, como Leo Buscaglia fazia com suas folhas de amendoeira recolhidas do quintal... E a ideia de rosas vermelhas vai tomando proporções maiores ou menores, no decorrer do dia. Às vezes passo numa floricultura do caminho e compro uma rosa. Vermelha. Em casa, coloco num copo d´água. E fico ali olhando, maravilhada com a beleza da rosa, que dá vida até a um copo de vidro.
Há muita beleza, na natureza. E uma rosa vermelha... bem, uma rosa vermelha é uma rosa vermelha! Há tantos motivos, numa rosa, e um deles é esse aí: me dar a certeza de que também sou bela, e que a vida é curta...

Bom domingo!


sábado, 17 de outubro de 2009

Feliz Sábado!!


“...todos nós, falhos, que acreditamos que o Amor governa.
Levantemo-nos e deixemos que ele brilhe”.

(excerto de "A Cabana")

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Em boca fechada...

Alguns dirão que foi um desabafo. E não lhes faltará razão. Dunga, por muito menos, também soltou os cachorros. A diferença é que a seleção de Dunga tem Kaká, Adriano, Nilmar, Luís Fabiano... e eles terminaram blindando o técnico.

Já se pode até dizer que Dunga é o errado que vem dando certo.

Maradona não teve a mesma sorte. Messi não fez nada e a vaga de los hermanos, na Copa de 2010, deve-se, unicamente, a um gol aos 49 do segundo tempo, num impedimento claríssimo que o juiz não teve peito pra apitar. Comemoraram como se fosse a conquista da Copa do Mundo. Esta semana, por uma conjunção de fatores, em que a sorte também favoreceu os argentinos (e eu não acho que sorte seja demérito), o passaporte foi carimbado definitivamente. Com direito a peixinho e tudo!

Pois bem.
O show de Dieguito, após a classificação, estampou as capas de jornais e revistas mundo afora. Os que não encaram como "um desabafo depois de toda a pressão", aquele derramar de palavras chulas, condenaram as manifestações efusivas do técnico. Cá entre nós, já se podia esperar que alguém que teve a vida repleta de incidentes, inclusive com os jornalistas, seu alvo preferido, "desabafasse" daquele jeito bombástico e ofensivo.

O fato é que não ficou por isso mesmo...

Enquanto os fieis seguidores de Dom Dieguito já colocaram à venda, no "MercadoLibre" camisetas com as frases explosivas do ídolo, a Fifa tomou as suas providências.

Diego Maradona deverá ser punido, em decorrência de processo administrativo que será movido contra ele, por infringir o art. 58 do Regulamento, que trata de humilhações e discriminações ("Aquele que por atos ou palavras humilhar, discriminar, ou ultrajar uma pessoa ou um grupo de pessoas em razão de sua raça, cor da pele, idioma, credo ou origem de forma que atente contra a dignidade humana..."). Pois é... a condenação envolve "cinco partidos de suspensión, como mínimo, más 20.000 francos suizos, es decir, 77.400 pesos. Nada barato...", como diz o jornal "Olé".
Ou seja, cinco partidas da seleção sem poder pisar no estádio, e uma graninha saindo "de su bolsillo".

Mamãe já dizia: em boca fechada não entra mosquinha...
E eu recomendo:
use essa boquinha pra esbanjar sorriso e simpatia...


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e clique na imagem se quiser ver de perto esse sorrisinho...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Deve ser difícil...

Ontem à noite a WB transmitiu o episódio de ER que traz nosso querido Dr. Doug Ross. Na noite anterior, a transmissão, nos EUA, garantiu o recorde de audiências da série, desde 2007.
A última cena foi linda. Linda...

George Clooney, um quase cinquentão, continua arrancando suspiros da gente... mas sabe o que eu fiquei pensando, quando vi uma foto dele e da namoradinha, indo ao cinema dia desses para o lançamento de um filme??
Nada além de: como deve ser difícil ir ao cinema vestido desse jeito...



Vamos combinar... não é muito mais fácil viver de jeans e camiseta, num país tropical??


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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Seguidores

O melhor famoso para seguir no Twitter:
William Bonner.
O melhor famoso pra te seguir no estacionamento:
Malvino Salvador.


foto 2 da série "Terno e Gravata"
duvido que você não tenha clicado na imagem, para ampliar...
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terça-feira, 13 de outubro de 2009

Papo (chato) de trabalho; mas a imagem é boa (na boa!)

Uma história triste precisa de um pouco de cor

Domingo eu fechei todas as persianas de casa. Se eu tinha mesmo de trabalhar, ao menos podia fingir que lá fora chovia.

Na sexta-feira, faltando sete minutos pras seis da tarde, depois de horas num mesmo processo, examinando preliminares, cautelar incidental, e mérito de ação rescisória (quem sabe o que é isto tem a exata noção da trabalheira), eu, finalmente, estava chegando ao final propriamente dito: a parte em que a gente fixa o valor da causa e calcula as custas do processo. Depois é copiar pra "pen drive" e levar pro trabalho pra imprimir.

Como havia cautelar e rescisória, e custas para ambas as ações, fiz uma pesquisa nos meus arquivos para encontrar um dispositivo que já trouxesse pronto o texto. A isso se dá o nome de "preguiça mental". Pois com preguiça de pensar no que escrever e escrever de cabeça, eu fui pelo mais fácil: "copiar e colar".

Justo nessa hora o editor de textos travou.

Precisei fechar e reiniciar o programa. Muito inteligente, ele me perguntou se eu queria pegar os arquivos de "backup" e renomear, arquivar ou apagar. E não me pergunte por que... mas eu escolhi APAGAR. E o pior: ele me obedeceu, sem pestanejar. Sem nem perguntar: "Você está certa disso??"

E foi assim, meu amigo, que eu perdi todo o meu trabalho da sexta-feira.
Salvaram-se as preliminares, pra contar história.
Nada mais.

Você vai dizer: "- Poxa, mas por que você não salvou?"
E eu direi que tenho "backup" automático programado a cada um minuto. Sim! Um minuto! E mesmo assim, perdi.

Se eu recomeçasse tudo, naquele exato momento, teria grandes chances de lembrar com mais precisão o que havia escrito nas quatro laudas que se perderam. Mas o meu sistema ficou nervoso e eu achei que era melhor arriscar esquecer do que correr o risco de deixar escapar palavras de ordem no meio do texto... Fechei tudo e fui descobrir o "twitter".

Voltando ao domingo. Agora você entende por que eu fechei as persianas da casa inteira, enquanto as pessoas normais estavam indo à praia, felizes?

A propósito, por falar em trabalho...
Aquela coisa do preto no branco...


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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Um texto de Rubem Alves sobre a criança que existe dentro de nós

O Rubem Alves é um dos meus escritores preferidos, já cansei de falar isso. Outro dia eu estava lendo umas coisas dele e achei tudo muito interessante, pra variar. Aí, ontem à noite eu fui procurar o texto de novo, porque por conta dessa brincadeira que começou semana passada - quando eu disse que queria um jeito de continuar escrevendo aqui, mas de modo que o post do dia 7 de outubro continuasse eternamente acima de todos os próximos (por motivos óbvios) - eu me peguei pensando justamente nessas coisas...


Ninguém vai me desmentir e dizer que o moço da foto é feioso, esquisito, "bonitinho"
(o famoso "irmão do feio", ou "o feio arrumadinho"), coisas do tipo. Não existe controvérsia: o cara é "o cara", fim de papo. Eu realmente não conheço ninguém, e isto incluiu os meninos - que se limitarão a dizer que ele é "pintoso" - que não ache o cara lindo pra caraca (para dizer-se o menos). E aí que nos comentários do post de 9 de outubro veio a sugestão, que foi efusivamente acolhida e aplaudida, numa brincadeira que consiste em postar diariamente a imagem do moço, qualquer que seja o assunto tratado no blog.

Por isso eu lembrei do texto do Rubem Alves.

Vou explicar: É que não basta ver. Admirar o belo não é um ato de prazer, em si (tudo bem, eu admito: é um prazer, em mim; mas vamos falar sério. rs*). O que dá prazer, o que encanta, não é a mera contemplação da beleza, porque a imagem, sozinha, vira sensaboria, rapidamente. O que fascina, mesmo, é a imaginação. Imaginamos o que está por trás daquele sorriso, daquele olhar, do jeito de falar ou de ouvir do "objeto" da nossa admiração... Simplesmente porque é com isso que nós vamos brincar. Nesse momento, Rubem Alves cita Nietzsche, dizendo que "Em todo homem há uma criança que deseja brincar...", e é isso o que nos atrai uns aos outros, sabia? Se está achando que não é bem assim, espere até ler o que ele escreveu. Leia calmamente. E pense nos seus relacionamentos: aqueles que não deram certo, aqueles que se dissolveram após um tempo, aquele que vem "de vento em popa"...

Eu quis transcrever esse texto, hoje, porque talvez você entenda, de uma vez por todas, que embora cresçamos, continuamos querendo brincar, como crianças.
Você admira o outro, em última análise, por imaginar o tanto de brincadeira que pode estar guardada dentro dele, pra vocês brincarem juntos; e se depois de conhecer o saco de brinquedos que ele traz você ainda não se cansa, e continua ficando feliz só de pensar em brincar com ele, e o mesmo se dá entre ele e você... vocês têm tudo para ser felizes de verdade!

Meu pai me contou que, quando era menino, no início do século passado, guardava seus brinquedos num saco. Os brinquedos que meu pai menino guardava no saco: latas vazias, pedaços de barbante, sementes, sabugos de milho, botões, pedaços de pau, pedrinhas e todo tipo de coisas inúteis. Quando alguém aparecia para visitar minha avó ele pegava o saco de brinquedos e o esvaziava diante da visita. Certamente achava seus brinquedos interessantíssimos! A mãe dele ficava furiosa e lhe aplicava o devido corretivo de chineladas depois que a visita ia embora. A chinela era um dos itens favoritos que minha avó guardava no saco de brinquedos dela. As crianças continuam as mesmas. Ainda gostam de mostrar brinquedos. A gente cresce e continua criança. "Em todo homem há uma criança que deseja brincar..." (Nietzsche). E todos temos o nosso saco de brinquedos. A fala somos nós abrindo o saco e despejando brinquedos... O saco de brinquedos: isso é de fundamental importância, quando o amor está em jogo. A paixão acontece quando, fascinados por uma imagem – pode ser um jeito de olhar, um jeito de sorrir, um jeito de falar... - imaginamos que dentro daquele corpo de imagem fascinante estão guardados os brinquedos com que gostamos de brincar. O que vemos é a imagem da pessoa amada, mas o que imaginamos são os brinquedos que julgamos guardados dentro dela. A imagem, sozinha, logo se transforma em monotonia. Ninguém consegue ficar o tempo todo contemplando a pessoa amada, por bonita que seja. O que alimenta a paixão não é a imagem mas os brinquedos que ela guarda... Hermann Hesse dizia que a pessoa objeto do nosso amor é apenas um símbolo, uma lagoa onde o rosto da "Outra" aparece refletido. Que Outra? Aquela que imaginamos. Veja esses versos de Fernando Pessoa. Mas leia bem devagar...

“Amamos sempre, no que temos,
O que não temos quando amamos.
O barco pára, largo os remos
E, um a outro, as mãos nos damos.
A quem dou as mãos? À Outra.
Teus beijos são de mel de boca,
São os que sempre pensei dar,
E agora a minha boca toca
A boca que eu sonhei beijar.
De quem é a boca? Da Outra..."


E assim vai. Mas chega um tempo em que nos cansamos de dar as mãos, nos cansamos de olhar, nos cansamos de beijar. E dizemos: "Vamos brincar?"

Hora de abrir o saco, hora da verdade... Os brinquedos espalhados pelo chão, descobrimos que não eram os brinquedos que imaginávamos. O saco era lindo! E a beleza do saco nos enganou. Uma relação amorosa, para ser duradoura, tem de ser uma relação de brincar. Ela dura enquanto os dois brincam. Um gosta de brincar com bilboquê ou de ouvir música sertaneja, enquanto o outro detesta bilboquê e prefere ouvir música clássica... Aí o jeito é brincar sozinho. O Outro, quando aparece, é um desmancha-prazeres... Pergunta que os parceiros deveriam se fazer: "Temos prazer em brincar juntos? Ficamos felizes só em pensar que vamos brincar juntos?" Se a resposta for negativa é melhor ir procurar outro saco...

domingo, 11 de outubro de 2009

Programa de Domingo OU
Um post que dispensa palavras


Domingo.
Dia de ficar na cama até tarde...
OU
(no words. apenas suspiros...)

sábado, 10 de outubro de 2009

Feliz Sábado!!

Do mesmo modo que, dizem, o máximo do ódio está a um milímetro do amor, também o máximo da tristeza pode estar a um passo da alegria...
Eu desejo, sinceramente, que seu sábado seja um dia feliz!

...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...*...


Enquanto isso...
e porque a ideia foi mesmo genial...
ele aí.
;)




Como diria o M.Luque...
"Beijo, me liga!"

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Há um jeito de continuar escrevendo aqui, mas de um modo que o post de 7 de outubro fique eternamente acima de todos os próximos??