terça-feira, 13 de outubro de 2009

Papo (chato) de trabalho; mas a imagem é boa (na boa!)

Uma história triste precisa de um pouco de cor

Domingo eu fechei todas as persianas de casa. Se eu tinha mesmo de trabalhar, ao menos podia fingir que lá fora chovia.

Na sexta-feira, faltando sete minutos pras seis da tarde, depois de horas num mesmo processo, examinando preliminares, cautelar incidental, e mérito de ação rescisória (quem sabe o que é isto tem a exata noção da trabalheira), eu, finalmente, estava chegando ao final propriamente dito: a parte em que a gente fixa o valor da causa e calcula as custas do processo. Depois é copiar pra "pen drive" e levar pro trabalho pra imprimir.

Como havia cautelar e rescisória, e custas para ambas as ações, fiz uma pesquisa nos meus arquivos para encontrar um dispositivo que já trouxesse pronto o texto. A isso se dá o nome de "preguiça mental". Pois com preguiça de pensar no que escrever e escrever de cabeça, eu fui pelo mais fácil: "copiar e colar".

Justo nessa hora o editor de textos travou.

Precisei fechar e reiniciar o programa. Muito inteligente, ele me perguntou se eu queria pegar os arquivos de "backup" e renomear, arquivar ou apagar. E não me pergunte por que... mas eu escolhi APAGAR. E o pior: ele me obedeceu, sem pestanejar. Sem nem perguntar: "Você está certa disso??"

E foi assim, meu amigo, que eu perdi todo o meu trabalho da sexta-feira.
Salvaram-se as preliminares, pra contar história.
Nada mais.

Você vai dizer: "- Poxa, mas por que você não salvou?"
E eu direi que tenho "backup" automático programado a cada um minuto. Sim! Um minuto! E mesmo assim, perdi.

Se eu recomeçasse tudo, naquele exato momento, teria grandes chances de lembrar com mais precisão o que havia escrito nas quatro laudas que se perderam. Mas o meu sistema ficou nervoso e eu achei que era melhor arriscar esquecer do que correr o risco de deixar escapar palavras de ordem no meio do texto... Fechei tudo e fui descobrir o "twitter".

Voltando ao domingo. Agora você entende por que eu fechei as persianas da casa inteira, enquanto as pessoas normais estavam indo à praia, felizes?

A propósito, por falar em trabalho...
Aquela coisa do preto no branco...


e pra quem ainda não entendeu a história, clique AQUI

13 comentários:

Amigao disse...

Bom dia!

Amigao disse...

Você anda tão empolgada com este atorzinho aí que acho que um simples bom dia já tá de bom tamanho, né não?
Quantas páginas tem o album desse moço?

Estava Perdida no Mar disse...

Jurava q vc era jornalista...rs
Ah, e não liga não...eu tb já fiz besteirinhas parecidas com documentos meus. Ao menos, salvaram-se as preliminares. Sabe como é, tudo começa pelas preliminares. Beijos

Luís F. disse...

Também já me aconteceu... É simplesmente I R R I T A N T E!!!!

(para não empregar uma palavra pior...)

Suzi disse...

Você tem razão, Amigão. Um bom dia me basta. Talvez seja até redundância dizer-se "...mas bom dia mesmo!"
:o))

p.s.
quantas páginas?? incontáveis. a de hoje, por exemplo, é apenas o começo de uma certa sequência, se é que você me entende...
ahahahaha!!!

Suzi disse...

Perdidinha, o jornalismo, na verdade, "ficou na minha vida como uma paixão mal resolvida", como cantariam Kleiton e Kledir...

Eu quis muito ser jornalista, repórter de rua, redação, essas coisas, mas terminei caindo na área da Educação e depois no Direito...

Ficou a paixão. Vai ver, é por isso que você não é a primeira pessoa "a me confundir"...

Suzi disse...

Foi justamente por temer uma "palavra pior" no meio do texto que eu desisti de recomeçar na sexta, entende, Luís F.?
;)

Mariah disse...

como diria a sabedoria da minha avó...nem tudo é 100% bom, nem tudo é 100% mal.
saudosa BIC...saudoso PAPEL ALMAÇO!
é...tempos modernos.
beijos

Suzi disse...

Às vezes, Mariah, ainda faço rascunhos no papel, com minha Bic. Mas, confesso, na hora de passar pro computador a preguiça é "emeeeeensa"!!!
Com os tempos modernos nada mais pode seguir escrito a mão. Então, termina sendo dois trabalhos.
E chega ao ponto de a gente quase não conseguir pensar, escrevendo a mão. kkkkkkkk

JEANSECAMISETA disse...

Estava lendo e fui ficando nervosa só de imaginar se fosse comigo...Mas confesso que quando cheguei no final o coração fez tuc-tuc de uma forma diferente.;D
Tô viciadinha nesse seu blog, sabia? kkkkkkkkkkkk
Bjim

Suzi disse...

No final tudo dá certo, Cris. Se é que você me entende.
:o)))

Custódia C.C. disse...

Confesso que fui correndo para o fim do post e só depois voltei para ler a tua saga.
Acho que todos nós já passámos por isso :) E o melhor é ir arejar primeiro e só depois voltar ao tronco :):)

Suzi disse...

E eu confesso, Ccc, que me sinto bem mais confortável por saber que essas coisas acontecem nas melhores famílias...
(e eu me refiro tanto ao problema com o editor de textos, quanto ao comportamento diante da imagem. ahahahaha!!!)