domingo, 30 de setembro de 2012

Aos poucos

Aos poucos você vai se resignando, vai se conformando.
Aos poucos você vai desacelerando o coração quando pensa em tudo o que aconteceu.
Aos poucos você vai preenchendo o vazio com a esperança do reencontro e a certeza de que tudo se fará novo.
Aos poucos você chora mais comedidamente.
Aos poucos, bem aos poucos, você começa a se sentir menos fraco e sua boca menos amarga.
Aos poucos você vai aprendendo a conviver com a saudade e com as lembranças sem que isso lhe impeça os movimentos.
Aos poucos, bem aos poucos, você consegue pensar na morte e dizer: "você não vai vencer para sempre, sua feia!" e não mais se sente apenas um perdedor ao lembrar que ela tirou de você alguém demasiadamente amado...
Aos poucos você percebe frutos da vida que se foi dos quais você nem sequer havia se dado conta, e se alegra, e se orgulha.
Aos poucos você se vê de novo sorrindo quando vê uma borboleta voando.
E com o tempo, quem sabe, os outros entendam que o luto é digno, faz parte, é honra, e que você, respeitosamente, vai carregar para sempre uma fitinha preta no seu coração, em memória daquele que se foi; mas aos poucos, bem aos poucos, você vai REVIVENDO... porque quem perde alguém que ama, morreu um pouco também e precisa tornar a viver.


"Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto."
(João 12: 24-25)

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Primavera chegou!

Ontem foi dia 23 de setembro.
Eu costumava cantar, com as crianças da escola, u'a música muito gostosinha pra saudar a chegada da Primavera. Era assim, a letra:

  ...Logo ao amanhecer uma linda flor eu vi
Seu cheiro a exalar, havia algo no ar
Vontade então senti, de correr, saltar, brincar
Como uma criança feliz foi que eu descobri:

Que a primavera chegou!
Que alegria que a primavera chegou pra todos nós!
Que a primavera chegou, chegou para mim!
Primavera é voltar a ser criança outra vez.
A ser criança outra vez. ♫ 

Mas a verdade é que em casa e na família, eu sempre cantava, todo ano, mesmo depois quando eu já não dava mais aulas, mesmo quando já era Verão, Outono e Inverno:

"...Ê!!! a Tia Vera chegou!!
Que alegria que a Tia Vera chegou...
Ê!!! a Tia Vera chegou!!
Chegou para mim..."


É... só que agora, nunca mais.
Isso vai ficar na lembrança pra sempre, mas eu espero conseguir cantar, ainda, com um sorriso no rosto, em sua memória, e celebrando a saudade boa que eu sinto dela, porque não é todo mundo que se vai e mesmo assim fica.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Como é difícil...

Como é difícil voltar aqui quando o coração ainda está em dor...

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Para os corações cansados e abatidos...

"Não vos preocupeis com o dia de amanhã;
basta a cada dia o seu mal..."

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Quando tudo falha

Eu devia ter uns 15 anos quando li um livro chamado "Quando tudo falha". Sei que ele narrava diversas histórias, mas confesso não lembrar de nenhuma delas, passado todo esse tempo.
Por outro lado é curioso como eu jamais esqueci das últimas palavras daquele livrinho. Depois de todas aquelas histórias, estava lá, antes da contracapa, as palavras que marcaram minha vida, desde então. Palavras que vêm a minha mente sempre que estou confusa, ou a ponto de desistir das coisas em que preciso acreditar... 
Estava lá:
"Viva a sua fé; e quando tudo falhar ela o fará viver."

Estou vivendo um momento de grande tensão, com um problema de saúde na família, em que mais do que nunca é preciso ter fé. "Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem." É preciso exercitar diariamente a fé, porque nos momentos de maior angústia e dor é ela quem vai nos sustentar, quem nos fará viver.
É isso.
Estamos nesse ponto. Naquele ponto em que sabemos que o que nos fará viver é a fé.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Feliz Aniversário, Ballack-meu-bem!!

Com atraso imperdoável... Feliz Aniversário, Ballack-meu-bem!!
Mas datas são apenas datas... o amor é o que há de estar guardado no coração!!
;)
26 de agosto/2012

P.S. Ou eu tirava ou eu aparecia na foto. Preferi fotografar e deixar vocês com a imagem do que é muito mais belo. Não que essa seja a opinião dele... :)))

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

"Tudo azul"??

Ela era Baby Consuelo e cantava ♪♫ "Tudo azul / tudo azul..." ♫♪
Agora é Baby do Brasil, e sumiu...

Enquanto isso, na África...
Tu-do-ro-sa!!!
[E agora, além de ♫♪ "ser legal ser negão no Senegal" ♪♫
deve ser legal nadar no lago Retba]

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Charlie Brown e sua turma

Taí o livro fazendo grande sucesso (de ações de marketing, pelo menos)! E eis que depois de tanto ouvir falar em 50 tons de cinza, descubro três tons de verde. Você já viu três tons de verde??


[clique na imagem para ampliar]

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Agosto


Tenho a tendência de achar que agosto não é um mês legal.
Mas lembro que tenho pelo menos quatro pessoas muito queridas que fazem aniversário este mês, e então já não há como implicar com o pobrezinho do agosto!
Não bastasse, neste ano, exatamente no dia 31, tem a tal da Lua Azul. Embora seja um fenômeno plenamente astronômico, tem um charme que o romantiza.

Se, na origem, a Lua Azul era a terceira Lua Cheia em uma estação que tivesse quatro, hoje, por um erro, em sua "versão atual", ela se refere à segunda Lua Cheia de um mês. Pra você ver que até o que é definido pela ciência o homem cuida de adaptar.

Diz-se, por aí, que havia na Inglaterra o uso da expressão para se prever que tal coisa aconteceria "na Lua Azul", significando o que costumamos chamar de "o dia de São Nunca"; por outro lado, diz-se também que uma promessa feita na Lua Azul é das mais preciosas, revestida de toda a sinceridade do coração. Como eu disse, é o charme do romantismo invadindo a Astronomia...

De tudo, o que concluo é mesmo isso: agosto já não se sustenta como "o mês do desgosto"; e preparou para nós, sutilmente, melhores e mais agradáveis surpresas.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A alegria virá pela manhã


Que Deus cuide dos nossos problemas
que a noite se vá
que venha o dia
e que a alegria
amanheça conosco.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

O post mais delicado dos últimos tempos

Vi no Facebook:

"Apagar sms antiga é tão triste que devia tocar 'Someone like you' enquanto eu apago."
(by CN)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Dos desafios e da felicidade como viagem e não como destino

Há alguns dias aceitei o desafio de passar um dia inteiro sem reclamar de nada.
No final do dia, quando, vitoriosa, contei a algumas pessoas que havia vencido, percebi reações variadas, o que me fez pensar um pouco a respeito disso.


Teve quem dissesse que também topava o desafio, afinal, não era muito de reclamar. E eu confesso que me surpreendi com a declaração, porque eu mesma tenho tido toda a paciência do mundo para ouvir seus desabafos. Sabe alguém que quando você encontra tem sempre "mil coisas que não estão dando certo", pra reclamar te contar? É o marido que não é parceiro, o filho que só traz problemas, a vida que não está nada boa, o trabalho que tá angustiante, os amigos que não ouvem... Pois é. Mas a pessoa acha que "não é muito de reclamar"... Sabe, às vezes a gente nem se dá conta de que reclama tanto; pensa que tá só batendo papo... A gente não pensa naquilo que fala. E pensa que fala diferente.

Teve também quem dissesse: "Ah, isso é fácil!", mas nem cogitou de fazer a mesma coisa, mesmo que por um único dia. Também isso me fez pensar que às vezes não etiquetamos como "reclamação" comentários do tipo: "Ai, por que eu tenho que acordar tão cedo!?", ou "Caraca! Não dá pra parar de chover só um pouquinho não?", "Que calor é esse? Ninguém merece!", ou ainda aquelas inocentes frases: "Não aguento mais esse telefone, que não para de tocar!", "Tudo eu, tudo eu!", "Esse Faustão é um chato!"...
A gente pensa que está apenas falando uma coisa. Mas, não! Isso é reclamação mesmo. E a gente nem sente.
Aí eu te pergunto: é facinho assim como se diz, passar um dia inteiro sem reclamar de nada??

Mas houve também quem dissesse: "Que máximo! Vou tentar também!", mais ciente do exercício de autocontrole que vai precisar fazer, mas com desejo enorme de praticar a paciência e a tolerância.

De tudo, o que mais me impressionou foi o impacto do desafio na minha própria vida. Percebi que durante todo o dia eu fui mais comedida nas minhas palavras. Precisei pensar mais antes de falar qualquer coisa - e, veja bem, eu não sou uma pessoa que fala o que vem à cabeça, alguém que fala sem pensar; mas sou rápida, falo bastante; e esse controle me fez ter uma fala mais pausada, uma voz mais macia, até. Eu via uma coisa que não me agradava, e em vez de reclamar procurava pensar no que eu poderia enxergar de bom naquilo. Quando achava, eu falava do lado bom da coisa; se não, ficava quieta mesmo. Eu gostei muito.

É um desafio. Não pense que é uma brincadeira. Porque nós vivemos muito pilhados, na pressão, com mil responsabilidades profissionais, familiares, emocionais. Dar conta de tudo é trabalhoso, e reclamar é muito prático. Às vezes, até alivia.

Repare que se você começa a reclamar de alguma coisa com alguém que também tem motivos para reclamar do mesmo tema, a conversa flui, pode durar horas. Os argumentos se complementam que é uma beleza! E vocês cada vez falam mais rápido, com mais riquezas de motivos continuam reclamando, vão ficando estimulados a encontrar mais razões e fundamentos, e não se acalmam; ao contrário, a irritação vai crescendo.
Experimente contra-argumentar com alguém que está reclamando de alguma coisa (e sobre a qual você também teria mil motivos para reclamar) com o lado positivo daquilo tudo. Experimente. É bem provável que o outro se choque. Talvez até a conversa acabe ali mesmo. E pelo menos ninguém continuou reclamando.
Depois se orgulhe disso. Você terá seus méritos.

Quando digo que a felicidade não é um destino e, sim, um caminho, não estou brincando. A sensação de vitória ao final daquelas 24 horas foi muito boa; mas a felicidade, ao longo do dia, foi simplesmente incrível!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A incapacidade de ser verdadeiro


"Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões-da-independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas. A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caíra no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias.

Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça:

- Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é mesmo um caso de poesia."

                               ANDRADE, Carlos Drummond de.
                                               Deixa que eu conto. São Paulo, Ática, 2002

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Você dá conta de tudo?

Tenho que processar o cartão de crédito e o banco, porque fiquei mais de uma semana, no exterior, sem conseguir sacar dinheiro; tenho que reclamar com a Saraiva porque o aquecedor que eu comprei pela internet simplesmente não liga; tenho que ir ao dentista; tenho que marcar oftalmologista; tenho que fazer as unhas, resolver uma pilhas, aliás, váaaaaarias pilhas de processos; tenho que marcar o almoço da verdade aqui em casa, que deveria ter rolado no dia 1º de abril; tenho que rever bons amigos, que não encontro faz tempo; tenho que dar atenção a gente da família que está dodoi... 
Você consegue dar conta de tudo?



quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Eternamente Amigas

Eu e A.
Só faltou o banquinho do jardim...


- agradecimento a minha maninha que encontrou, em algum lugar, a foto do futuro. Deixando claro que isso é coisa lá do ano 3019, por óbvio.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Quando uma boa leitura é como uma canção

Lembro de um texto do Rubem Braga em que ele dizia que assim como os compositores, que lá no comecinho das partituras colocam indicações sobre o andamento e o "espírito" com que devem ser tocadas as músicas (Allegro vivace, Largo, Allegretto, Grave...), também os escritores deveriam fazer a mesmíssima coisa com seus textos. Ele dizia que as pessoas leem mal porque não sabem o ritmo nem o espírito do texto.

Gosto do Português porque é uma língua rica, cheia de recursos; gosto das vírgulas, do ponto e vírgula, das reticências, das reticências seguidas de exclamação ou de um ponto de interrogação, e de como o "espírito" é outro se as reticências vêm depois e não antes da interrogação, por exemplo. Mas confesso que sinto uma pontinha de inveja do espanhol, que já avisa desde antes que aquela oração é uma pergunta, quando coloca um "?" de cabeça pra baixo logo no começo da frase...

Um texto bem pontuado é um bom convite à leitura; é quase perfeito. Mas alguns sinais que indicassem o andamento e o espírito do texto seriam mesmo a perfeição!

Imagine uma carta de amor que no começo trouxesse a indicação "moderato", "vivace", "vivacissimo" ou "presto"!, que lá pelo meio mudasse para "adagio", e no final... Ah... que no final trouxesse "gravissimo"! Você já leria com parte do sentimento de quem escreveu.
O resto... Bem, o resto ficaria por conta.
E haveria muito mais frutos do amor pelo mundo.

domingo, 29 de julho de 2012

Sabe como é?

O cara pensa que tá no lugar certo, mas aí passa um conhecido e vê que ele tá com a pessoa errada.

Pois é... aconteceu com ele.

sábado, 28 de julho de 2012

Repara bem

Se você olhar pro lado, andando por aí, e achar, do nada, uma florzinha colorida no meio da calçada,
ou uma frutinha qualquer numa árvore de rua...
pode acreditar, é a natureza deixando um recado gentil:
"reparou como eu posso dar cor e sabor ao seu dia, sem muito esforço...? cuida d'eu..."

Leve a sério!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Sim, eu estou voltando!

Há mais de um ano afastada deste cantinho, retorno bem disposta a escrever aqui minhas ideias e a ausência delas.
Encontro um espaço novo, cheio de alterações, e é como se tudo estivesse recomeçando. Tá lá, de cara: o Blogger mudou!
Recomeços sugerem novidades, ânimo, gás! E aqui vamos nós!

Queria recomeçar falando somente de coisas boas, espargindo alegria, transbordando de festa e paixão... Mas não sai da minha cabeça a notícia triste do dia... Acabo de descobrir, por acaso mesmo, que no dia do meu aniversário, no ano passado, perdi um amigo. Perdi para a morte, essa inimiga implacável, com quem passamos a vida inteira esbarrando. Descubro isso cerca de oito meses depois e me dou conta de como eu queria que o tempo voltasse, pra um último abraço, pelo menos.
Mas o tempo não para...

Daqui a poucos minutos começa um novo dia, começa um novo Sábado, pra que eu me lembre da esperança, apesar da tristeza de não poder fazer o tempo voltar; pra que eu não esqueça das promessas, embora seja este um mundo tão cheio de juramentos quebrados; pra que eu coloque em exercício a minha fé, num mundo descrente de tudo; e pra que eu me alimente com a certeza de que há de haver um reencontro.

Meu querido Paulo Cesar Graça e Paz se foi e eu nem pude me despedir...
Já perdi o A.C., minha amiga V, todos os meus avôs... Já perdi meu primo N., minhas tias I. e E., meus tios D. e I... Já perdi muita gente pra morte...!

Mas existe a vida eterna, e eu não os perdi pra sempre. "Deus amou o mundo de tal maneira... para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna..."
Só que por ora... fica a ausência.

É por isso que enquanto estivermos aqui, precisamos curtir o amor e a amizade que nos une, porque a gente nunca sabe quando vai se ver de novo.

Vou pegar o telefone agora e desejar um FELIZ SÁBADO pra quem eu desejei semana passada, pra quem eu não vejo há meses, pra quem eu guardo no coração mas não encontro no dia-a-dia. Porque a gente nunca sabe se vai falar de novo com um amigo ainda aqui nesta vida. A gente nunca sabe se o encontro, o sorriso, o abraço, vão ser repetidos só na eternidade...

Que o Sábado nos dê a chance de fazer felizes aqueles a quem queremos bem; que nos dê a chance de cuidar de quem está perto de nós. E nos alimente com uma saudade gostosa dos queridos que se foram.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O pequeno príncipe

"O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando tiveres me cativado. O trigo que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo..."