sexta-feira, 29 de abril de 2016

Longe... lento... é só um pretexto.

Uma vez eu dei de presente pra um amigo que estava indo morar em Portugal um livro do Bach chamado "Longe é um lugar que não existe".

Bobagem. Balela. 
Longe é um lugar que se chama Botafogo, se você mora na zona oeste do Rio de Janeiro. Duas horas de carro pra fazer um percurso de 30km. Longe, longe, muito longe. 

Na verdade, admito, não é isso. É mais correto dizer: lento, lento, muito lento, porque numa velocidade de 95km por hora (média de limite de velocidade das duas vias expressas), em menos de 20 minutos eu chegaria ao destino. Mas o trânsito do Rio tem cada vez mais a cara de São Paulo, e tá insuportável... O seu carro tem que ser uma espécie de Uber, com água, lanchinho, e motorista bem humorado (nunca usei o Uber e só imagino que os motoristas tenham um bom senso de humor).

Na verdade, essa volta toda que eu dei no post, com menção ao livro de Richard Bach e tal, é só um pretexto pra contar que hoje eu me lembrei de S., o amigo que foi pra Portugal e depois Espanha, voltou ao Brasil e agora, até onde sei, vive na Inglaterra de Queen Elizabeth Alexandra Mary Windsor Isabel II.

É gostoso e faz parte das pequenas alegrias da vida lembrar de gente que dá saudade. Saudade é uma coisa boa.

Hoje é sexta e vem um final de semana inteiro aí, pela frente. E de repente eu vou procurar ter notícias de S. e de quem mais, faz tempo, eu não vejo. Porque isso faz bem pra gente. Sempre faz bem. Afinal, lento, lento, lento, tudo bem, isso existe. Mas longe... ah! "longe é um lugar que não existe.".

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