segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Coisa de mulherzinha. E coisa de macho.

Coisa de mulherzinha, mesmo...

Dez horas da noite, vou à portaria falar com minha irmã. Esqueço o elevador e desço correndo pelas escadas. Último degrau, dou de cara com uma barata, no hall de entrada, e com o filho do vizinho, uma criança de uns dez anos.

Reação imediata da mulher:
paralisação total dos membros inferiores e superiores, deixando em movimento apenas a boca, que sussurra, escondida, com medo de a barata ouvir:
- "Danieeeeel... Mata, por favor..."

Entre risos (dele) e um quase-choro (meu), o garoto chuta a bicha quase na rua e me diz:
- Pronto!

Eu, ainda inerte, balbucio:
- Mas ela morreu? E foi parar na rua?

Rindo, ele diz:
- Quase. Ainda não. Mas peraí.
E a manda embora de uma vez numa pontaria e tanto.

Orgulhoso pelo feito, e muito gentil, ele mantém a porta aberta para que eu, enfim, consiga passar.
Eu agradeço como diante de um super-herói, e penso:

- É de pequeno que se faz um homem!

3 comentários:

J@de disse...

Tomara que esse moleque cresça gentil assim!!
Beijos!!

Suzi disse...

Gentil e corajoso, né?
Afinal, matar baratas, abrir a porta, sorrir...
Tem que ser muito doce e muito macho.
Tomara.
Bom menino!
:)

Natália disse...

Medo mesmo de barata eu não tenho, mas nojo...
Eca! São muito nojentinhas essas moças.

E muito fofo esse pequeno vizinho.