E tenha um feliz sábado, num mundo mais feliz!
sábado, 2 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
E fevereiro não poderia começar melhor!
Torcíamos para que ele esperasse mais um diazinho, antes de dar as caras pro mundo, para que seu nascimento acontecesse no dia 02.02.02. Mas ali ele já mostrou que estaria sempre à frente do que quer que pensássemos pra ele. E quando fez dois anos e eu insistia em chamá-lo de "meu bebê", ele me disse: "Eu não sou bebê..." Quando perguntei o que ele era, então... o ex-bebê me respondeu espertamente com a maior simplicidade: "Eu sou menino!"
Estava ali um menino "esperto da mente"!
Ano passado, quando a mãe leu para ele o meu post, saiu-se com este comentário:
- "é muito gentil dela".
Não é adorável?
Ele quer ser astronauta, quando crescer.

Ou gari.

Ou cortador de grama.

Não importa o que escolher, já se sabe: vai fazer muito bem. É atencioso, concentrado, perspicaz, tem um vocabulário invejável (em português e em francês) e se preocupa com as outras pessoas. Vai ser um grande homem, no que quer que faça.
Aos 18 meses, "tocava piano" no ritmo certo da música que cantávamos, a música da chuva que cai, ping, ping, ping, pong... Embora as notas não fossem as da melodia, o tempo era perfeito, usava os dez dedos pra tocar; apesar de não alcançar o pedal, sabia sustentar nos dedinhos quando a nota era longa; e no final sorria feliz com os aplausos. Tem o talento musical do papai, colorido pelos olhos charmosos e azuis da mamãe.
Nasceu no primeiro dia de fevereiro, em 2002, e desde então nunca mais deixamos de nos emocionar com suas histórias, seus comentários, seu sorrisinho maroto, seu carisma. Sim. Uma criança com carisma! É impossível não se apaixonar por ele. Como é impossível estar aqui e não morrer de saudades, porque ele está lá...
Ao meu amorzinho, FELIZ ANIVERSÁRIO!!
E a todos vocês, que freqüentam esta casa, um recadinho:
"Ajude seu filho a formar bons hábitos enquanto ainda é pequeno. Assim, ele nunca abandonará o bom caminho, mesmo depois de adulto.
(Provérbios 22:6)
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Provérbio de Agur
"Há quatro animais pequenos que ensinam sabedoria ao homem mais inteligente:
as formigas, tão pequenas, que sabem guardar comida para o inverno;

os coelhos, tão fracos, que fazem sua toca no meio das pedras para se protegerem;


os gafanhotos, que não têm líder mas voam juntos, em grandes bandos;

as lagartixas, que podemos matar com as mãos e, no entanto, vivem até nos palácios dos reis."
(Provérbios 30:24-28)
as formigas, tão pequenas, que sabem guardar comida para o inverno;

os coelhos, tão fracos, que fazem sua toca no meio das pedras para se protegerem;


os gafanhotos, que não têm líder mas voam juntos, em grandes bandos;

as lagartixas, que podemos matar com as mãos e, no entanto, vivem até nos palácios dos reis."
(Provérbios 30:24-28)
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Nulla dies sine linea
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Isso irrita
É um problema sério...
Uma vez li uma tirinha do "Hagar, o Horrível". Dizia que quanto mais você trabalha, mais trabalho dão pra você fazer. Verdade pura. Estou irritada. É mesmo muito chato você se virar pra dar conta de tudo, fazendo o trabalho de dois, trabalhando final-de-semana e tudo, e em vez de o outro se tocar e perceber que é isso o que está acontecendo, não. Ele simplesmente tem a idéia de que tudo está tão bem que não há a menor pressa de chamar o número 2.
Uma vez li uma tirinha do "Hagar, o Horrível". Dizia que quanto mais você trabalha, mais trabalho dão pra você fazer. Verdade pura. Estou irritada. É mesmo muito chato você se virar pra dar conta de tudo, fazendo o trabalho de dois, trabalhando final-de-semana e tudo, e em vez de o outro se tocar e perceber que é isso o que está acontecendo, não. Ele simplesmente tem a idéia de que tudo está tão bem que não há a menor pressa de chamar o número 2.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
domingo, 27 de janeiro de 2008
É a Taia. Sininho. Tri. Rubro-negra. Penta. Campeã do mundo. É o dia dela!
Sim, é um prazer conhecê-la, um encanto suas bochechinhas rosadas, uma gracinha seu sorriso de menina. Sim, ela é fofa, se diz mimada, tem um ombro amigo capaz de suportar grandes pesos, e, como eu e você, gosta de um colo quando está triste. Tem cabelos lindos e uma risadinha de criança doce. É mais forte do que imagina ser. E tem a incrível capacidade de começar de novo, do exato ponto onde parou, como se fosse tudo a primeira vez. É, juntamente com a Gioconda, minha irmã trigêmea por adoção. E não tente entender essa história porque, nós três sabemos, é demais pra sua cabecinha, caro leitor.E se não bastasse tudo o que a moça é e que me faz amá-la... Ela é Flamengo! É penta! E é besta!
TAIA, QUERIDA, FELIZ ANIVERSÁRIO!!!
sábado, 26 de janeiro de 2008
Feliz Sábado pra todos! Feliz Aniversário pra ela!
Não tinha tédio, não tinha nada
Ninguém podia irritar ela não
Porque a vaca falava palavrão
Ninguém podia dormir no ponto
Porque a vaca chamava de tonto
Ninguém podia amizade fingir
Porque a vaca ía descobrir
Mas era vaca sem lero-lero
Dava aos amigos carinho sincero!
Ninguém podia irritar ela não
Porque a vaca falava palavrão
Ninguém podia dormir no ponto
Porque a vaca chamava de tonto
Ninguém podia amizade fingir
Porque a vaca ía descobrir
Mas era vaca sem lero-lero
Dava aos amigos carinho sincero!
Mumumu, muito grata por estar nesse grupo, aí, dos que recebem seu sincero carinho o ano inteiro. Hoje, o dia é seu; mas a festa é nossa. Porque ter você por perto é garantia de proteção, alegria e diversão o tempo todo.
FELIZ ANIVERSÁRIO!!
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Através dos tempos
Há muitos anos deixei de anotar os telefones com caneta, num pedaço de papel...Um encontro entre amigos que não se vêem faz anos, e na despedida eles dizem: "anota meu telefone." Imediatamente o outro pega o celular e se põe a "anotar". E dependendo da intimidade que tenha com o aparelho, "anotar" pode levar alguns generosos minutos.
Já foi mais fácil...
Mas tente voltar às origens e anotar um número de telefone num papel, e eu dou um doce a quem conseguir encontrá-lo depois. Acontece comigo. O papelzinho fica na bolsa, esquecido, ou num bolso de uma roupa qualquer, e aos poucos... aos poucos se desfaz - ou porque há muita coisa na bolsa disputando espaço com ele ou porque nenhum papel resiste a uma lavagem à máquina...
Quando se perde o celular, perdem-se junto todos os números de telefone dos seus contatos desde o último aparelho comprado. E é nessa hora que vem o lamento: "ai... perdi o telefone do fulano!"
A maior preguiça do mundo é "passar a limpo" os telefones de um celular para outro. Há quase três anos eu não troco meu aparelho para não ter de passar por essa aflição, e o aparelho anterior continua aqui na mesa do escritório funcionando exclusivamente como agenda eletrônica, sendo óbvio que não existem agendas eletrônicas que precisem de carga na bateria a cada três dias... É a preguiça de uma que se envolve com o capricho da outra.
Nos velhos tempos, a gente mandava carta pelo Correio, escrevia à máquina, discava o número do telefone quando queria falar com alguém. Nos tempos modernos, tudo segue por e-mail, qualquer texto é digitado - se você tem menos de 20 anos nunca, sequer, datilografou nada! - e nem se disca, mais, um número no telefone; até isso é digitado.
Definitivamente, eu me tornei um indivíduo nostálgico, uma boneca que sente saudade, com tristeza e abatimento profundos causados pelo afastamento de coisas que ama e pelo desejo de tornar a vê-las... Ou não se justificaria eu ter comprado, ontem, uma agenda de telefones, daquelas que a gente anota tudo com caneta, e se erra tem de rabiscar.

Dicionário Michaelis:
Nostalgia - Tristeza e abatimento mais ou menos profundos causados pelo afastamento de lugares, pessoas ou coisas que se amam e pelo desejo de as tornar a ver.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Dieta?
Alguém me liga e pergunta se conheço alguma dieta que não seja muito rigorosa mas que, de fato, emagreça. Diz que não agüenta ficar sem comer chocolate.
Eu tranqüilizo:
- Mas chocolate não engorda.
- Não???
- Não. Claro que não!
- ???
- Chocolate não engorda, batata frita não engorda, sorvete não engorda, macarronada não engorda... QUEM ENGORDA É VOCÊ, QUERIDA!
- (silêncio)
E aí, nessa onda, lembrei daquelas dicas infalíveis, quando se trata de dieta:
1. Se você come e ninguém vê, a comida não tem calorias. Sem provas não há crime.
2. Se você tomar um refrigerante diet junto com uma barra de chocolate, as calorias da barra de chocolate são canceladas pelo refrigerante.
3. Se você comer de olhos vendados, pode engordar o quanto quiser que nunca vai ter um enfarte: o que os olhos não vêem o coração não sente.
4. Ande só com gente gorda e procure engordar todo mundo a sua volta, você parecerá mais magro.
5. Comida de cinema, como pipoca, supra-sumo, jujuba e MMs, não é considerado como comida e vai pra categoria cultura.
6. Biscoito quebrado tem menos caloria, pode comer à vontade.
7. Quando você lambe uma colher de doce, as calorias não podem ser contadas porque, por justiça, elas pertencem ao prato e não a você.
8. Comida gelada, como sorvete, não pode ser considerada calórica, porque caloria é medida de calor e sorvete nunca é quente.
9. É um mito que verdura emagrece. Elefante é herbívoro.
10. Não fique chateado se você passar a vida gordo. Você terá toda a eternidade pra ser só osso!
Então, frase do dia: NÃO FAÇA MAIS DIETA!
Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA! Você tem pneus? Lógico, todo avião tem!
Eu tranqüilizo:
- Mas chocolate não engorda.
- Não???
- Não. Claro que não!
- ???
- Chocolate não engorda, batata frita não engorda, sorvete não engorda, macarronada não engorda... QUEM ENGORDA É VOCÊ, QUERIDA!
- (silêncio)
E aí, nessa onda, lembrei daquelas dicas infalíveis, quando se trata de dieta:
1. Se você come e ninguém vê, a comida não tem calorias. Sem provas não há crime.
2. Se você tomar um refrigerante diet junto com uma barra de chocolate, as calorias da barra de chocolate são canceladas pelo refrigerante.
3. Se você comer de olhos vendados, pode engordar o quanto quiser que nunca vai ter um enfarte: o que os olhos não vêem o coração não sente.
4. Ande só com gente gorda e procure engordar todo mundo a sua volta, você parecerá mais magro.
5. Comida de cinema, como pipoca, supra-sumo, jujuba e MMs, não é considerado como comida e vai pra categoria cultura.
6. Biscoito quebrado tem menos caloria, pode comer à vontade.
7. Quando você lambe uma colher de doce, as calorias não podem ser contadas porque, por justiça, elas pertencem ao prato e não a você.
8. Comida gelada, como sorvete, não pode ser considerada calórica, porque caloria é medida de calor e sorvete nunca é quente.
9. É um mito que verdura emagrece. Elefante é herbívoro.
10. Não fique chateado se você passar a vida gordo. Você terá toda a eternidade pra ser só osso!
Então, frase do dia: NÃO FAÇA MAIS DIETA!
Afinal, a baleia bebe só água, só come peixe, faz natação o dia inteiro, e é GORDA! Você tem pneus? Lógico, todo avião tem!
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Há vantagem na solidão
Não estou escrevendo para ninguém gostar ou, ao menos, entender. Estou escrevendo, simplesmente, e isto me supre: contrabalança, quando nada. Esta noite, esta chuva — e poderia escrever as coisas mais alegres, esta noite. Neruda, coitado, as mais tristes.Só há uma vantagem na solidão: poder ir ao banheiro com a porta aberta. Mas isto é muito pouco, para quem não tem sequer a coragem de abrir a camisa e mostrar a ferida."
Antônio Maria em 9.10.1964 ("Com Vocês Antônio Maria")
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
E cai a chuva...
Basta chover de mansinho que a vida adquire outro ritmo. Alguma coisa diferente das tempestades, da chuva forte, de vento.A chuva que cai de mansinho dá outra cadência ao tempo. Não existe a pressa de sair de casa, porque não é prenúncio de temporal; não há necessidade de esperar um pouco mais antes de pegar o caminho da rua, até que passe, porque sabe-se, não vai passar tão cedo; ela é apenas chuva que cai de mansinho e não tem hora pra acabar.
Não se pensa em apressar os passos, no meio de uma chuva fina, nem se cogita de ir lá fora tomar banho de chuva. É um outro movimento, que se estabelece. É diferente. Completamente diverso, basta olhar da janela, de onde quer que você esteja, para perceber que a vida é outra, num dia de chuva que cai de mansinho. Os homens da obra trabalham, mas não assobiam sambas-enredo do próximo Carnaval; o sibilar é do Bolero de Ravel. As empregadas domésticas ouvem notícias, no rádio, e abandonam a 98 FM, num dia em que a chuva cai de mansinho. Do forno, em cada cozinha, sai um pão de queijo. O café quentinho perfuma os ambientes e nada se faz no ritmo alucinado de um dia de sol quente ou no pianissimo típico de uma grande tempestade, quando parece que debaixo do edredon o tempo vai parar. Não se lava a varanda, porque chuva que cai de mansinho nem parece molhar; também não se lava roupa, porque não vai secar. Chuva assim, de mansinho, só lava a alma...
Pode-se pensar em tudo, num dia de chuva. Se a chuva é forte, pensa-se na tragédia, no se eu morrer, nos barrancos que se quedam, nos deslizamentos de terra; se é de vento, a chuva, pensa-se nas saias que levantam, nos cabelos que se fingem lisos e não vão resistir, no guarda-chuva que vira, no frio que faz; mas se é mansinha, a chuva que cai, só se pensa no passado ou no futuro, como se entre a vida e a morte só existisse o amor...
Num dia de chuva que cai assim, de mansinho, deseja-se um dia inteiro de boas recordações, porque a nostalgia é a única que bate a nossa porta, e se não abrimos ela fica ali, sentada, à espera, passando bilhetes por debaixo da porta, soprando melancolia pelo buraco da fechadura até que nos rendamos. E se é pra entrar, que traga boas lembranças.
Se cai um temporal, é diferente. Corre-se para trancar tudo, portas, janelas, coração... não há frestas, nenhuma tv ligada, e só se pensa na proteção. Na chuva que cai de mansinho, você sabe, o coração é o primeiro a se abrir, e nem nos barracos de pau-a-pique existem a correria, a apreensão, as orações de quem tem medo de que a casa caia. Ninguém imagina que a casa vá cair porque abrigou mais um por um dia. Mesmo que o hóspede seja a nostalgia, só até a chuva passar. Só por este dia...
Quando a chuva cai de mansinho lá fora, tudo é poesia aqui dentro; não a poesia frenética das paixões de verão com marcas de sol sobre a pele nem a poesia estrondosa de um céu cheio de raios e trovões das grandes tempestades; é a poesia acústica, do ritmo próprio de um dia em que a chuva que cai cai de mansinho.
domingo, 20 de janeiro de 2008
Bulim de Impim
No verão do ano passado eu estive lá.
Acabo de voltar ao mesmo lugar. Mesmas pairagens, mesma paisagem, árvores ainda mais carregadas de frutos, céu azul, verde das matas, alegria das gentes, comida e bebida para aumentar a festa. Quando nossa família não se resume a pais e irmãos, filhos, cunhados, noras e genros, mas inclui nossos amigos, os amigos dos pais, dos irmãos, dos filhos, dos cunhados, das noras e dos genros, e envolve também os amigos desses amigos, todos em paz, só harmonia, e muita gargalhada, pode-se dizer que a felicidade existe.
***
E por que, mais uma vez, eu deixei de fotografar a plaquinha pendurada no poste da estrada??
Acredite em mim, lá estava escrito:
Acabo de saber que voltaremos por lá em maio deste ano. Vou fotografar a plaquinha. Quem sabe, se me der coragem, eu até experimento o "invento"!
atualizaçãodo post da minha alegria, às 21h10min:
Acabo de voltar ao mesmo lugar. Mesmas pairagens, mesma paisagem, árvores ainda mais carregadas de frutos, céu azul, verde das matas, alegria das gentes, comida e bebida para aumentar a festa. Quando nossa família não se resume a pais e irmãos, filhos, cunhados, noras e genros, mas inclui nossos amigos, os amigos dos pais, dos irmãos, dos filhos, dos cunhados, das noras e dos genros, e envolve também os amigos desses amigos, todos em paz, só harmonia, e muita gargalhada, pode-se dizer que a felicidade existe.
***
E por que, mais uma vez, eu deixei de fotografar a plaquinha pendurada no poste da estrada??
Acredite em mim, lá estava escrito:
BULIM DE IMPIM
Acabo de saber que voltaremos por lá em maio deste ano. Vou fotografar a plaquinha. Quem sabe, se me der coragem, eu até experimento o "invento"!
atualização
Campeonato Carioca - 1ª Rodada:
Flamengo 2 X 0 Boavista
Vasco 1 X 2 Madureira
Madureira!! Ahahahahahaha!!! Na casa dos caras!! Ahahahahaha!!!Vasco 1 X 2 Madureira
sábado, 19 de janeiro de 2008
Feliz Sábado!!
"... A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma."
Mas o texto começa assim:
Então, mocinhas e mocinhos, levantem-se de onde estão, agora mesmo. É. Você, aí. Pare de poupar a vida. Deixe o (mau) costume de lado, agite-se, perceba o que você tem de bom, o que você vê, o que você é. Pare de se acostumar àquela vidinha mais ou menos que anda por aí. Descarte o que não é bom. Enxergue a verdadeira beleza. Água pura e potável em casa pra beber, por exemplo. Gente boa ao seu lado pra abraçar. Um sol no céu (ou flocos de neve, se for o caso), coração bondoso dentro de você, um lar para voltar, depois de sair...
Hoje é sábado. Dia de alegria. Não há nada o que fazer? Isso é pouco pra se dar por satisfeito. Levante-se, invente, pare de se acostumar, para não deixar a vida perder-se de si mesma, pra não perder a vida sem viver. É como diz o pai de A.: "Não entendo esse povo que compra carro novo e põe capa nos bancos. Verdade, o banco fica novinho, não suja nem nada. Aí, depois, vende o carro com o banco lindo e novinho, que nunca pôde ver, porque sempre esteve coberto com aquelas coisas horrorosas."
Levante-se, tire a capa. Chega de se acostumar.
Olhe pro relógio: ainda é tempo de ter um FELIZ SÁBADO!! E isso é apenas o começo!
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma."
(Marina Colasanti)
Mas o texto começa assim:
"Eu sei que a gente se acostuma.
Mas não devia."
Mas não devia."
Então, mocinhas e mocinhos, levantem-se de onde estão, agora mesmo. É. Você, aí. Pare de poupar a vida. Deixe o (mau) costume de lado, agite-se, perceba o que você tem de bom, o que você vê, o que você é. Pare de se acostumar àquela vidinha mais ou menos que anda por aí. Descarte o que não é bom. Enxergue a verdadeira beleza. Água pura e potável em casa pra beber, por exemplo. Gente boa ao seu lado pra abraçar. Um sol no céu (ou flocos de neve, se for o caso), coração bondoso dentro de você, um lar para voltar, depois de sair...
Hoje é sábado. Dia de alegria. Não há nada o que fazer? Isso é pouco pra se dar por satisfeito. Levante-se, invente, pare de se acostumar, para não deixar a vida perder-se de si mesma, pra não perder a vida sem viver. É como diz o pai de A.: "Não entendo esse povo que compra carro novo e põe capa nos bancos. Verdade, o banco fica novinho, não suja nem nada. Aí, depois, vende o carro com o banco lindo e novinho, que nunca pôde ver, porque sempre esteve coberto com aquelas coisas horrorosas."
Levante-se, tire a capa. Chega de se acostumar.
Olhe pro relógio: ainda é tempo de ter um FELIZ SÁBADO!! E isso é apenas o começo!
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
George Clooney - Mensageiro da Paz da Organização das Nações Unidas
Lindo, esse lance do queridinho ser nomeado "Mensageiro da Paz", nesta sexta-feira, pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. O que mata é ser o nono, numa lista que inclui o ninguém-merece-paulo-coelho.
Que o moço continue envidando esforços pelo fim da guerra e da fome em Darfur, no Sudão, como tem feito, brilhantemente. E que faça sua luz brilhar em outras partes do mundo, também, onde a paz precisa reinar.
Que o moço continue envidando esforços pelo fim da guerra e da fome em Darfur, no Sudão, como tem feito, brilhantemente. E que faça sua luz brilhar em outras partes do mundo, também, onde a paz precisa reinar.
Eles até que tentam... mas são um fracasso!
Não é implicância. É constatação:
Eles são desafinados, letristas fraquíssimos, e conseguiram estragar a tão gostosinha "Anna Julia", de "Los Hermanos", já gravada até pelo ex-Beatle George Harrison. E eles são mui, muito, muitíssimo desafinados, eu já disse?
Marcelo Camelo "aprovou a versão", divulgou a mídia.
A-ha! Mas é claro que só porque ficava muuuito chato, sendo vascaíno, falar a verdade.
Eles são desafinados, letristas fraquíssimos, e conseguiram estragar a tão gostosinha "Anna Julia", de "Los Hermanos", já gravada até pelo ex-Beatle George Harrison. E eles são mui, muito, muitíssimo desafinados, eu já disse?
Marcelo Camelo "aprovou a versão", divulgou a mídia.
A-ha! Mas é claro que só porque ficava muuuito chato, sendo vascaíno, falar a verdade.
Sobre a utopia, outra vez
A utopia "é a representação daquilo que não existe ainda, mas que poderá existir se o homem lutar para sua concretização."
A utopia é o contrário do mito... "O mito ilude o homem e retarda a História. A utopia alimenta o projeto de luta e faz a História".
Utopia é "a consciência antecipadora do amanhã".
A utopia é o contrário do mito... "O mito ilude o homem e retarda a História. A utopia alimenta o projeto de luta e faz a História".
Utopia é "a consciência antecipadora do amanhã".
João Baptista Herkenhoff
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Velha infância
Hoje eu vi um Karmann Ghia branco, na rua!O motorista, um homem, vestia camisa social, gravata, carregava no rosto uns óculos, e dirigia orgulhoso sua máquina. Deixei que passasse e o moço deve ter imaginado que eu não queria levar poeira, mas o que eu queria mesmo era olhar de perto. Parei atrás dele, no sinal. Fiquei vendo as letrinhas desenhadas, na traseira: Karmann Ghia, como se fosse uma assinatura.
E aí me peguei pensando nas coisas antigas da vida. No tempo em que havia o fusca vermelho do Reinaldo, sem banco atrás, e que cabia umas dez pessoas; no tempo em que a gente ía pra rua tomar banho de chuva, catar pedrinhas de gelo, molhar os cabelos... tempo em que pra telefonar a gente usava "ficha de telefone", e pra andar de ônibus ganhava fichas coloridas, de plástico.
Pensamento vai, pensamento vem, lembrei das brincadeiras em casa... da gente lustrando o chão brincando de carrinho, porque eu, pequenininha, a caçulinha, sentava num pano, e meus irmãos me puxavam, arrastando pela casa, para dar o brilho da cera...
E pensando nisso tudo, tive saudades da infância... da cuca de banana da minha mãe, do leque que o meu pai fazia com o dinheiro do pagamento... saudades do meu irmão, que está longe, e da minha irmã, que está aqui perto; saudade dos meus pais... saudade de uma espécie de felicidade que a gente só tem quando é criança...
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Ally McBeal
Hoje, finalmente, assisti a um episódio inteiro de "Ally McBeal" e começo a entender, enfim, por que minha cunhadinha sempre disse que lembrava de mim, quando via a Drª Ally.
Hohohoho!!!
"...qual é a nossa chance se a sociedade nos marca?"
Hohohoho!!!
"...qual é a nossa chance se a sociedade nos marca?"
Bom dia!

Recebi de um amigo um e-mail com desejos para um feliz 2008 e uma série de imagens lindas. Parecem todas desenhadas a lápis e pintadas com giz de cera. Muito gostosinhas de ver.
E por falar em coisa gostosa, há um sol lindo, lá fora. Gostosinho mesmo! E quente, quente, muuuuito quente. A graça do verão, no Rio de Janeiro, é justamente esse calor "insuportável", que todo mundo reclama, mas no final completa: "agora, sim, isso aqui 'tá com cara de Rio!". De todo modo, sinto-me confortável, hoje, trabalhando em casa, vendo, pelas portas da varanda, o imenso céu azul, o colorido das plantas, a luz do sol, e sentindo o fresquinho do ar-condicionado.
Bom dia!
Eu volto daqui a pouco.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
Em drágeas
* Praia na sexta com sol de verão e histórias pra contar, mas ainda sem tempo.
* Leituras e visitas para colocar em dia.
* Férias suspensas resultam em mais trabalho do que se fosse um mês normal. Isso é péssimo.
* Notícias por telefone de fazer cair o queixo.
* Há mais loucos no mundo do que se pode imaginar.
* "Bandido bom é bandido morto", dizia aquele cara que eu não lembro o nome agora. Não penso exatamente assim, mas todo mundo tem que responder pelos seus atos. Até os bandidos. É uma questão de tempo, e de inteligência dos homens de bem.
* Domingo. Chove cântaros aqui e logo ali nem uma gota. Ê, Rio de Janeiro!
* A melhor de todas: Torneio de Dubai. Vasco. Vice de novo. hohohoho!!!
* Leituras e visitas para colocar em dia.
* Férias suspensas resultam em mais trabalho do que se fosse um mês normal. Isso é péssimo.
* Notícias por telefone de fazer cair o queixo.
* Há mais loucos no mundo do que se pode imaginar.
* "Bandido bom é bandido morto", dizia aquele cara que eu não lembro o nome agora. Não penso exatamente assim, mas todo mundo tem que responder pelos seus atos. Até os bandidos. É uma questão de tempo, e de inteligência dos homens de bem.
* Domingo. Chove cântaros aqui e logo ali nem uma gota. Ê, Rio de Janeiro!
* A melhor de todas: Torneio de Dubai. Vasco. Vice de novo. hohohoho!!!
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
domingo, 13 de janeiro de 2008
Gestos
sábado, 12 de janeiro de 2008
Feliz Sábado!!
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Bebeto de Freitas
Para você, que veio parar aqui procurando notícias sobre a prisão do Bebeto de Freitas:
O mérito do habeas corpus começou a ser julgado hoje, em sessão pública da Sedi, TRT da 1ª Região, às 9h da manhã. O Relator, Desembargador Antônio Carlos de Azevedo Rodrigues proferiu seu voto, pela denegação da ordem de habeas corpus; o Desembargador Marcos Cavalcanti proferiu voto em sentido contrário, ou seja, pela mantença do salvo-conduto anteriormente concedido em caráter liminar; outros Desembargadores votaram com o Relator, mas a decisão final ainda não foi proferida, porquanto o Des. Paulo Roberto Capanema pediu vista dos autos, ficando suspensa a sessão.
Caso prevaleça, por maioria, o voto do Relator, será revogado o salvo-conduto e negada a ordem, podendo o I.Juiz da Execução tomar as providências que entender cabíveis, leia-se, expedir o Mandado de Prisão.
Bebeto de Freitas, Presidente do Botafogo, é tido - pelo Juízo Centralizador das execuções trabalhistas e pelo Relator do HC - como depositário infiel, por não haver sido devidamente repassado ao Juízo o percentual de 15% da renda auferida pela entidade desportiva em fevereiro de 2006.
É isso aí.
O mérito do habeas corpus começou a ser julgado hoje, em sessão pública da Sedi, TRT da 1ª Região, às 9h da manhã. O Relator, Desembargador Antônio Carlos de Azevedo Rodrigues proferiu seu voto, pela denegação da ordem de habeas corpus; o Desembargador Marcos Cavalcanti proferiu voto em sentido contrário, ou seja, pela mantença do salvo-conduto anteriormente concedido em caráter liminar; outros Desembargadores votaram com o Relator, mas a decisão final ainda não foi proferida, porquanto o Des. Paulo Roberto Capanema pediu vista dos autos, ficando suspensa a sessão.
Caso prevaleça, por maioria, o voto do Relator, será revogado o salvo-conduto e negada a ordem, podendo o I.Juiz da Execução tomar as providências que entender cabíveis, leia-se, expedir o Mandado de Prisão.
Bebeto de Freitas, Presidente do Botafogo, é tido - pelo Juízo Centralizador das execuções trabalhistas e pelo Relator do HC - como depositário infiel, por não haver sido devidamente repassado ao Juízo o percentual de 15% da renda auferida pela entidade desportiva em fevereiro de 2006.
É isso aí.
A vida ensina
"...Que tudo vire verbo e verbe. Verde. Como a esperança. Pois, do jeito que o mundo vai, dá vontade de apagar e começar tudo de novo. A vida é substantiva, nós é que somos adjetivos."
(Artur da Távola)
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Curiosos de plantão
É incrível a quantidade de gente que vem parar aqui por causa do maridinho alemão...
E então o povo começa a ler e reler e buscar e clicar em meses anteriores, imagens anteriores, tudo para saber não só da "performance" do Mike, no futebol, mas louco, é claro, para saber da "performance" do moço aqui em casa.
Ê, gente curiosa!
p.s.
a foto campeã de acessos foi aquela da chegada ao Rio, no aniversário do ano passado, postada juntamente com a da latinha daquele famoso refrigerante.
E então o povo começa a ler e reler e buscar e clicar em meses anteriores, imagens anteriores, tudo para saber não só da "performance" do Mike, no futebol, mas louco, é claro, para saber da "performance" do moço aqui em casa.
Ê, gente curiosa!
p.s.
a foto campeã de acessos foi aquela da chegada ao Rio, no aniversário do ano passado, postada juntamente com a da latinha daquele famoso refrigerante.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
"Toilet" ou "lounge"?
Rio de Janeiro, Barra Shopping, oito da noite. Segunda-feira.
Uma fila enorme no banheiro. Isto, por si só, já é um fato curioso, considerando-se que há bastantes banheiros no shopping, que não estamos em época de festas, e mesmo considerando que existem muitas mulheres que se parecem com minha amiga A., que não pode ver um banheiro que dá vontade... Pois é. Mas estariam todas elas reunidas às oito da noite no primeiro andar do mesmo shopping??
Bem, muito bem, o que tem de curioso, mesmo, nisto tudo, é que o estabelecimento comercial transformou os "toilets" em verdadeiros "lounges". Pasme! Há espelhos enormes, bancadas tipo penteadeira ("penteadeira"... ainda se usa essa palavra?) ou escrivaninha, porque você pode ficar ali passando batom, arrumando o cabelo, mas também escrevendo cartas, monografias, cartões de aniversário, o que quiser, sentada em confortáveis "puffs", lindos e macios.
E lá estavam duas meninas, com seus 12 ou 14 anos, talvez, sentadas e conversando animadamente, enquanto as respectivas mães faziam o que realmente se deve fazer num banheiro.
E as mocinhas passavam as mãos naquela linda bancada de mármore, apoiavam nela os braços e a cabeça, sorriam, conversavam, riam... mãos no rosto, no cabelo, na bancada de novo...
Alôou!!! Há enormes sofás, no shopping, lá fora. Alguém já contou que banheiro (notadamente o público) não é lugar de ficar sentado, batendo papo?? Alguém viu aquela matéria do "Fantástico", sobre banheiros? Alguém tem idéia da quantidade de bactérias que estão "voando" por ali, já que provavelmente nem 1% dos usuários dá descarga com a tampa do vaso sanitário abaixada?? Alguém pode ensinar alguma coisa de útil às crianças?
p.s.
se eu não estivesse na rua desde o começo da tarde, se estivesse um pouco menos cansada e se a gripe não tivesse atacado a minha garganta, eu teria disposição para fazer o que deveria ser feito; eu realmente teria ído à Administração do Shopping tentar entender a idéia dos caras...
Uma fila enorme no banheiro. Isto, por si só, já é um fato curioso, considerando-se que há bastantes banheiros no shopping, que não estamos em época de festas, e mesmo considerando que existem muitas mulheres que se parecem com minha amiga A., que não pode ver um banheiro que dá vontade... Pois é. Mas estariam todas elas reunidas às oito da noite no primeiro andar do mesmo shopping??
Bem, muito bem, o que tem de curioso, mesmo, nisto tudo, é que o estabelecimento comercial transformou os "toilets" em verdadeiros "lounges". Pasme! Há espelhos enormes, bancadas tipo penteadeira ("penteadeira"... ainda se usa essa palavra?) ou escrivaninha, porque você pode ficar ali passando batom, arrumando o cabelo, mas também escrevendo cartas, monografias, cartões de aniversário, o que quiser, sentada em confortáveis "puffs", lindos e macios.
E lá estavam duas meninas, com seus 12 ou 14 anos, talvez, sentadas e conversando animadamente, enquanto as respectivas mães faziam o que realmente se deve fazer num banheiro.
E as mocinhas passavam as mãos naquela linda bancada de mármore, apoiavam nela os braços e a cabeça, sorriam, conversavam, riam... mãos no rosto, no cabelo, na bancada de novo...
Alôou!!! Há enormes sofás, no shopping, lá fora. Alguém já contou que banheiro (notadamente o público) não é lugar de ficar sentado, batendo papo?? Alguém viu aquela matéria do "Fantástico", sobre banheiros? Alguém tem idéia da quantidade de bactérias que estão "voando" por ali, já que provavelmente nem 1% dos usuários dá descarga com a tampa do vaso sanitário abaixada?? Alguém pode ensinar alguma coisa de útil às crianças?
p.s.
se eu não estivesse na rua desde o começo da tarde, se estivesse um pouco menos cansada e se a gripe não tivesse atacado a minha garganta, eu teria disposição para fazer o que deveria ser feito; eu realmente teria ído à Administração do Shopping tentar entender a idéia dos caras...
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Pensando bem...
Os ponteiros do relógio giram com velocidade diretamente proporcional à felicidade do momento.
domingo, 6 de janeiro de 2008
sábado, 5 de janeiro de 2008
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Impossível. Divertido.
Walt Disney dizia que é divertido fazer o impossível.
Há muitos modos de ver uma situação, encarar um fato, perceber a realidade. Dar de cara com a dificuldade e dizer que não é possível mudar é o modo mais fácil de viver. O menos divertido, também. O mais sem graça.
Há diversos modos de viver a vida. Resignar-se quando se pode tentar de novo não é o melhor deles. Desistir quando se sente fraco, nem de longe é o mais indicado.
Há um certo risco em viver. Existe a dor, a morte, a violência, há o desprezo e a indiferença... Mas existe o amor, como força motriz. Amor à vida, amor ao próximo, amor pelo novo, pelo recomeço. Não sei se você percebe onde eu quero chegar, mas existem dificuldades que servem de estorvo para a felicidade da gente, ou de auxílio para a vitória. Depende de nós; do nosso modo de enxergar as coisas.
Se você viver dizendo que as coisas vão ficar ruins, tem uma enorme chance de se tornar um profeta. Deveríamos assumir toda a responsabilidade por nossas convicções, nossos atos e nossas reações. Se não podemos controlar o mundo, o comportamento das outras pessoas, o que elas dizem e fazem, temos, por outro lado, e em nossas mãos, o controle das nossas atitudes. Catástrofe ou vantagem. Depende do modo como se vê. Depende, ainda mais, da nossa reação. Não é nada proveitoso encarar-se apenas como vítima, se é possível reagir. E quando é impossível, aí, como diria Walt Disney, é divertido.
Rio, meio-dia, 43 graus.
Sexta-feira, nove da noite, hora de ver a lua.
Embora o sol nunca se apague, algumas vezes ele está escondido atrás das nuvens, outras horas está do outro lado do mundo; mas sempre vai estar lá, não duvide. Há um tempo para o dia, outro para a noite. Há um tempo certo para cada coisa. Levante-se, é hora de reagir.
Há muitos modos de ver uma situação, encarar um fato, perceber a realidade. Dar de cara com a dificuldade e dizer que não é possível mudar é o modo mais fácil de viver. O menos divertido, também. O mais sem graça.
Há diversos modos de viver a vida. Resignar-se quando se pode tentar de novo não é o melhor deles. Desistir quando se sente fraco, nem de longe é o mais indicado.
Há um certo risco em viver. Existe a dor, a morte, a violência, há o desprezo e a indiferença... Mas existe o amor, como força motriz. Amor à vida, amor ao próximo, amor pelo novo, pelo recomeço. Não sei se você percebe onde eu quero chegar, mas existem dificuldades que servem de estorvo para a felicidade da gente, ou de auxílio para a vitória. Depende de nós; do nosso modo de enxergar as coisas.
Se você viver dizendo que as coisas vão ficar ruins, tem uma enorme chance de se tornar um profeta. Deveríamos assumir toda a responsabilidade por nossas convicções, nossos atos e nossas reações. Se não podemos controlar o mundo, o comportamento das outras pessoas, o que elas dizem e fazem, temos, por outro lado, e em nossas mãos, o controle das nossas atitudes. Catástrofe ou vantagem. Depende do modo como se vê. Depende, ainda mais, da nossa reação. Não é nada proveitoso encarar-se apenas como vítima, se é possível reagir. E quando é impossível, aí, como diria Walt Disney, é divertido.
Rio, meio-dia, 43 graus.
Sexta-feira, nove da noite, hora de ver a lua.
Embora o sol nunca se apague, algumas vezes ele está escondido atrás das nuvens, outras horas está do outro lado do mundo; mas sempre vai estar lá, não duvide. Há um tempo para o dia, outro para a noite. Há um tempo certo para cada coisa. Levante-se, é hora de reagir.
O Homem Aranha no Brasil
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Qual é o nome do seu filho?
"Se tem Ana Botafogo, Irving São Paulo e Stanislaw Ponte Preta, por que não Corinthians?"
Alexandre Aparecido Teixeira, agente penitenciário, em defesa do fato de ter dado o nome "Alex Corinthians" ao filho.
p.s.
O apelido da criança, hoje com 7 anos, adivinhe...
... Pois é. É “Timãzinho”.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
O "show" da virada
Os fogos estouraram um minuto antes.
Não vi referência alguma (tão decantada) aos Jogos Pan-Americanos no céu de Copacabana.
Não ouvi a tal contagem regressiva interativa, tão anunciada.
Não rolou o tal pedido de "bis" que disseram que iria acontecer.
Não vi nenhuma novidade, a não ser aqueles fogos que pareciam mosquitinhos voando (bonitinhos, até).
Não senti emoção como nos anos anteriores, a não ser por estar na companhia de pessoas queridas e por pensar nas que não estavam ali para um abraço.
As operadoras de celular, mais uma vez, não trabalharam suficientemente para evitar o congestionamento da rede, e por conta disso não consegui falar com meu irmão, que me ligou por volta da meia-noite, torpedos passados às oito e meia da noite só chegaram à meia-noite e meia, ligações não se completavam, mensagens SMS ficavam "pendentes", e a gente continua pagando uma grana preta para ter um serviço que não funciona "no horário de pico".
Na terra de Tom Jobim e Vinicius, é de entristecer uma virada de ano com show de funk.
Enfim, vamos combinar, foi um fiasco, a festa de Copacabana.
A gente quer mais, a cada ano. Mais e melhor. Não a decadência. Porque até a queima de fogos na Av. Paulista, em pleno cimento, foi muuuuito melhor, este ano.
Que horror...
Não vi referência alguma (tão decantada) aos Jogos Pan-Americanos no céu de Copacabana.
Não ouvi a tal contagem regressiva interativa, tão anunciada.
Não rolou o tal pedido de "bis" que disseram que iria acontecer.
Não vi nenhuma novidade, a não ser aqueles fogos que pareciam mosquitinhos voando (bonitinhos, até).
Não senti emoção como nos anos anteriores, a não ser por estar na companhia de pessoas queridas e por pensar nas que não estavam ali para um abraço.
As operadoras de celular, mais uma vez, não trabalharam suficientemente para evitar o congestionamento da rede, e por conta disso não consegui falar com meu irmão, que me ligou por volta da meia-noite, torpedos passados às oito e meia da noite só chegaram à meia-noite e meia, ligações não se completavam, mensagens SMS ficavam "pendentes", e a gente continua pagando uma grana preta para ter um serviço que não funciona "no horário de pico".
Na terra de Tom Jobim e Vinicius, é de entristecer uma virada de ano com show de funk.
Enfim, vamos combinar, foi um fiasco, a festa de Copacabana.
A gente quer mais, a cada ano. Mais e melhor. Não a decadência. Porque até a queima de fogos na Av. Paulista, em pleno cimento, foi muuuuito melhor, este ano.
Que horror...
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
2008

"Se a vida te deu 1000 motivos p'ra chorar,
Que Deus te dê 2008 motivos p'ra sorrir."
Que Deus te dê 2008 motivos p'ra sorrir."
(Marcus Melo Maia)
in memoriam
in memoriam
Ele não teve tempo de nos dizer isso, pessoalmente, mas o desejo estava lá anotado, na agenda pessoal, no dia 31 de dezembro... e as lágrimas escorreram dos nossos olhos.
Ele não teve tempo de começar a contar as 2008 alegrias, e sua despedida precoce foi um dos mil motivos que nos fizeram chorar neste final de ano.
Ele se foi. Nós ficamos. Ele nos desejou 2008 motivos para sorrir, e deixou uma lição: "vivamos do ontem, no hoje, e em função de um depois."
Então, não perca tempo. Aproveite cada momento da sua vida para dizer àqueles a quem você ama o quanto eles lhe são importantes. Não perca tempo com bobagens, dê razão a quem tem razão, abra mão da sua, em nome da paz. Sorria. Seja gentil. Até mesmo com quem não é amável. Seja paciente, tolerante, compreensivo. Seja amorável, terno, afável. De repente, tudo acaba. E o que importa, no final de tudo, é mesmo ter tocado o coração das pessoas.
Feliz 2008! Saúde e sabedoria. Amor, paz e justiça.
Ele não teve tempo de começar a contar as 2008 alegrias, e sua despedida precoce foi um dos mil motivos que nos fizeram chorar neste final de ano.
Ele se foi. Nós ficamos. Ele nos desejou 2008 motivos para sorrir, e deixou uma lição: "vivamos do ontem, no hoje, e em função de um depois."
Então, não perca tempo. Aproveite cada momento da sua vida para dizer àqueles a quem você ama o quanto eles lhe são importantes. Não perca tempo com bobagens, dê razão a quem tem razão, abra mão da sua, em nome da paz. Sorria. Seja gentil. Até mesmo com quem não é amável. Seja paciente, tolerante, compreensivo. Seja amorável, terno, afável. De repente, tudo acaba. E o que importa, no final de tudo, é mesmo ter tocado o coração das pessoas.
Feliz 2008! Saúde e sabedoria. Amor, paz e justiça.
sábado, 29 de dezembro de 2007
Feliz Sábado!!
"... É como ter o sol irradiante dentro d'alma! É a alegria de andar sobre a terra, e a arte de voar até as nuvens. É o dom de tornar brandos ou duros os deveres...O amor concilia tudo, prendendo-nos à vida, e pondo-nos no coração o medo de perdê-la.
(...)
Quantas vidas renascem por um pouco de amor..."
(Clarice Lispector)
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Programa de Quinta-feira
A manhã e a tarde de quinta-feira nós passamos no Jardim Zoológico. Precisávamos levar os pais de M. para passear. Algum lugar que os distraísse, os fizesse rir um pouco; que lhes colocasse em contato com a Natureza e com Deus. Perder um filho, você sabe, não é nada fácil; é como se lhe arrancassem do peito o seu próprio coração, eu imagino. É uma dor cruel, eu percebo.
E ali estávamos nós. À alegria e à irreverência dos macacos e chimpanzés, à beleza do condor de asas abertas, ao charme dos pavões e da girafa, juntamos nossa admiração. Mas em mim havia um misto de respeito e tristeza, porque existe a dor de ver animais confinados. Um sol de quase 40 graus e pingüins expostos, bichinhos procurando sombra... a água disponível para banho igualmente exposta ao sol e, portanto, incapaz de refrescar os animais... Saí achando que Zoos não deveriam mais existir. E que os restaurantes localizados dentro do Parque deveriam servir, necessária e exclusivamente, comida vegetariana.
Às 17h30min eu estava saindo de Copacabana. Às 19h40min eu ainda estava na Barra da Tijuca. Misturavam-se, aqueles que voltavam do trabalho, com aqueles que já pegavam a estrada para sair da cidade, e com os que íam ao shopping, às compras e ao "Cirque du Soleil". Um caos.
De repente, toca o telefone. Era M. que havia ganho de presente três ingressos de cadeiras especiais no Maraca, para ver o Jogo das Estrelas. O presente foi na intenção de nos animar, em meio à tristeza que tomou conta de nós desde o dia 24. E o A. acertou em cheio, pois precisávamos mesmo de alguma coisa como aquela festa. E estava ali um jeito de sair daquele engarrafamento-monstro pra uma coisa melhor que ir pra casa dormir. Nem pensei duas vezes; aceitei o convite e não me arrependi.
Zico deu show. Jogou, mais uma vez, os 90 minutos. Saiu uns 5 antes do apito final, para nos dar a chance de gritar num grande coro: "Hei! Hei! Hei! O Zico é nosso Rei!", e receber os aplausos de um Maracanã lotado com mais de 40 mil pessoas!
Só mesmo o Zico! Um espetáculo, com a participação especial da maior torcida do Brasil, a mais irreverente do mundo!
Toda a cobertura da partida você pôde ler nos sites, nas revistas e nos jornais, mas a emoção e o divertimento, mesmo, só quem esteve lá para ouvir coisas do tipo:
"Ô... Obina é melhor que o Eto'o! Obina é melhor que o Eto'o! Obina é melhor que o Eto'o! Ôoooo!" - "É... O Zico é melhor que o Pelé! O Zico é melhor que o Pelé! O Zico é melhor que o Pelé! Éeeeee!" - "Lá-lá-lá-lá-il! o Dinamite parece o Clodovil!" - a musiquinha do Renato Gaúcho (que jogou no time do "Flamengo 1987" e mesmo assim foi vaiado) - as "homenagens" à Ana Paula, a auxiliar que "bandeirou" uma porção de impedimento que não existiu, impedimento até do Zico... fala sério!
O Bradesco patrocinou o evento, e ao nosso lado havia uma torcida de camisas vermelhas, com bandinha e tudo, formada por bancários, provavelmente. mais uma vez a irreverência da torcida rubro-negra nos proporcionou um momento espetacular de risos: no final da partida, ouvia-se "Uh!! O Bradesco é pior que o Itaú! O Bradesco é pior que o Itaú! O Bradesco é pior que o Itaú! Uuuuuhhhhhh!"
E, por último, pra completar a seqüência, se não estava nas azuis especiais, você ainda perdeu a cena em que o repórter do SBT tentava gravar a matéria e esquecia o texto porque se preocupava mais com o cabelo. Não sei o nome dele, mas "Narciso" lhe cairia muito bem.
O moço gravava e regravava, e repetia e repetia, porque esquecia, porque ventava nos cabelinhos dele. E parava tudo para arrumar o cabelo. E voltava, e passava a mão nos cabelos... Até que uma hora, lá, completamente "sem-noção", esquecendo que estava diante da torcida do Flamengo, ele chega mais pertinho do câmera e o moço passa a mão nos cabelinhos do repórter, pra colocar no lugar. Ah, meu amigo... Pra quê?!! Você imagina o que aconteceu, né? A torcida não perdoa, meu querido. Não perdoa meeeeesmo! E se o moço não conseguia gravar, imagine depois dessa!
E eu não consegui mais parar de rir.
No final, a gente combinou: essa "fica só entre mim e a torcida do Flamengo", como se costuma dizer por aí.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
Jogo das estrelas
Ano passado eu só dei a notícia.
Este ano EU FUI!!!
Vou contar tudinho. Mas amanhã.
Por enquanto, fica a imagem do primeiro dos dois belos gols do Galinho de Quintino.
E, cá entre nós, o Galinho arrebentou!!!
Este ano EU FUI!!!
Vou contar tudinho. Mas amanhã.
Por enquanto, fica a imagem do primeiro dos dois belos gols do Galinho de Quintino.
E, cá entre nós, o Galinho arrebentou!!!
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Um texto que me fez chorar
Às vezes leio algumas coisas, por aí, que me emocionam de modo especial. Sabe aquela história de tocar o coração das pessoas? Pois é. Ele tocou o coração de alguém que, de alguma forma, também já tocara o seu. Ao ler, aconteceu o mesmo comigo, e eu desabei em lágrimas. Experimente ler de coração aberto. E procure o seu jeito de fazer a diferença na vida de alguém.
"Desço na estação Jurubatuba e paro no quiosque onde sempre encontro a turma. E sem perceber fico por ali até a madrugada. Estou carregando uma bolsa térmica da Sadia. Presentinho de um fornecedor. A turma começa a se despedir. Eu fico mais um pouco. Quando aparece o Oliveira.
Oliveira é catador de latinhas. Não sei o seu nome. É negro, com uma barba branca. Difícil precisar sua idade. Ele caminha pelo recinto catando latinhas e como no quiosque não vende cigarros ele sai perguntando se alguém quer que ele vá ao shopping para comprar. Querem. Ele ganha o troco de caixinha. Ele limpa os carros dos freqüentadores do quiosque. Ele engraxa sapatos, ele ajuda o dono do quiosque a arrumar as cadeiras e a lavar o chão. Faz isso por ajudar, não ganha nada não. Só de vez em quando o dono dá pra ele um marmitex que ele nem abre. Leva pra casa para as crianças. 'Amanhã tem corrida em Interlagos, eu tenho que ir cedo para catar as latinhas de cerveja. Tem muito catador. É uma máfia. Se eu me der bem amanhã, dá pra conseguir uns cinqüentinhas".
Oliveira mora no Jardim Cocaia, muito longe daqui do bairro. Mas ele vai a pé. Não anda de ônibus, pra economizar. Todo dinheiro que ganha durante a noite ele dá para a patroa comprar comida. Tem dois filhinhos novos, ainda. Votou no Lula. 'Ô homem bom!'.
- No Lula?
- Ele cuida dos pobres. Se ele sair vão acabar com a ajuda que ele dá pra gente. É por isso que ninguém gosta do Lula, porque ele cuida da gente. É Deus no céu e Lulalá. (Falar o que pra ele? Que ele tá errado?)
É muito difícil andar pela madrugada no bairro sem encontrar o Oliveira. '- Boa noite patrão! Tá tudo bem. Eu vou acompanhar o senhor até sua esquina. Teve um assalto hoje, ali no seu bairro.' E assim vamos caminhando e conversando; é uma noite meio fria, esta sexta feira. Choveu muito durante o dia.
Ele nunca conheceu seu pai nem sabe quem é. Nem por isso faz da sua vida um drama. Ele odeia filmes porque dá sono. Odeia ler, também. O que ele gosta mesmo é de ver o programa do Gugu. E aproveita e pede 'O senhor pode escrever uma carta pra mim? É pro Gugu. Eu quero que ele me ajude a voltar pra minha terra'. É corintiano doente. Mas não liga nem sofre. 'Esses jogadores estão com o burro na sombra. Eu não fico sofrendo por causa deles não, moço'.
Ele emenda um assunto com o outro. 'Você viu, seu moço, o sobrinho da Fátima morreu. Se matou. Como é que alguém com a vida tão bonita, com dinheiro, estudado. Um moço bonito, sabe?, pode conquistar qualquer mulher. Tanta coisa boa pra se fazer na vida. Como é que um ser humano desse vai querer morrer? Mas sabe o que é isso, seu moço? Este povo estuda muito pra ficar burro. O rapaz que se matou era ateu. Falava que Deus não existe. Agora quem não existe é ele, né, moço?'.
Oliveira, não sabe que eu trabalho em agência de publicidade, que estudei muito. Que tenho um blog. Não sabe o que é orkut. Ele queria mesmo era uma TV daquelas bem grandes pra poder assistir o Gugu. Faustão ele não gosta não. Ele diz que 'depressão é coisa de rico; pobre não tem tempo pra isso não, moço.' Ele não sabe o que é você ler, ler e ler, e continuar sabendo que você não leu um quinto do que deveria ter lido para ser considerado alguém, no mínimo, inteligente. Ele não gosta de religião nenhuma não. Mas gosta de ler os salmos. Ele acredita em Deus. Ele aprendeu a rezar e sempre faz isso. 'Deus é muito bom, moço!' Ele não sabe como a gente é idiota e se preocupa com um monte de coisas que ele sequer imagina que existam. Ele pretende ganhar cinqüentinha amanhã pra gastar no mercado. Nem imagina que acabei de gastar o dobro disso com cervejas. Ele não sabe a agonia que é ficar preso no trânsito da marginal Pinheiros com tantas praias lindas lá na terra dele, 'que se o Gugu, ler a minha carta, eu vou voltar e vou vender água de coco na praia.Vende muito, moço, vai muito turista lá.'
Enfim, chegamos na minha esquina. Me despeço e agradeço a companhia. Num impulso ofereço a bolsa térmica que estou carregando. Digo que é um presente de natal. É simples, tem um peru e um pernil. 'É pra você comemorar o natal com sua familia.' Ele abre a bolsa. 'Moço, faz tanto tempo que não como isso não! Minha patroa vai adorar. Obrigado patrão!'
- Feliz natal, Oliveira!"
postado por Amigão
"Desço na estação Jurubatuba e paro no quiosque onde sempre encontro a turma. E sem perceber fico por ali até a madrugada. Estou carregando uma bolsa térmica da Sadia. Presentinho de um fornecedor. A turma começa a se despedir. Eu fico mais um pouco. Quando aparece o Oliveira.
Oliveira é catador de latinhas. Não sei o seu nome. É negro, com uma barba branca. Difícil precisar sua idade. Ele caminha pelo recinto catando latinhas e como no quiosque não vende cigarros ele sai perguntando se alguém quer que ele vá ao shopping para comprar. Querem. Ele ganha o troco de caixinha. Ele limpa os carros dos freqüentadores do quiosque. Ele engraxa sapatos, ele ajuda o dono do quiosque a arrumar as cadeiras e a lavar o chão. Faz isso por ajudar, não ganha nada não. Só de vez em quando o dono dá pra ele um marmitex que ele nem abre. Leva pra casa para as crianças. 'Amanhã tem corrida em Interlagos, eu tenho que ir cedo para catar as latinhas de cerveja. Tem muito catador. É uma máfia. Se eu me der bem amanhã, dá pra conseguir uns cinqüentinhas".
Oliveira mora no Jardim Cocaia, muito longe daqui do bairro. Mas ele vai a pé. Não anda de ônibus, pra economizar. Todo dinheiro que ganha durante a noite ele dá para a patroa comprar comida. Tem dois filhinhos novos, ainda. Votou no Lula. 'Ô homem bom!'.
- No Lula?
- Ele cuida dos pobres. Se ele sair vão acabar com a ajuda que ele dá pra gente. É por isso que ninguém gosta do Lula, porque ele cuida da gente. É Deus no céu e Lulalá. (Falar o que pra ele? Que ele tá errado?)
É muito difícil andar pela madrugada no bairro sem encontrar o Oliveira. '- Boa noite patrão! Tá tudo bem. Eu vou acompanhar o senhor até sua esquina. Teve um assalto hoje, ali no seu bairro.' E assim vamos caminhando e conversando; é uma noite meio fria, esta sexta feira. Choveu muito durante o dia.
Ele nunca conheceu seu pai nem sabe quem é. Nem por isso faz da sua vida um drama. Ele odeia filmes porque dá sono. Odeia ler, também. O que ele gosta mesmo é de ver o programa do Gugu. E aproveita e pede 'O senhor pode escrever uma carta pra mim? É pro Gugu. Eu quero que ele me ajude a voltar pra minha terra'. É corintiano doente. Mas não liga nem sofre. 'Esses jogadores estão com o burro na sombra. Eu não fico sofrendo por causa deles não, moço'.
Ele emenda um assunto com o outro. 'Você viu, seu moço, o sobrinho da Fátima morreu. Se matou. Como é que alguém com a vida tão bonita, com dinheiro, estudado. Um moço bonito, sabe?, pode conquistar qualquer mulher. Tanta coisa boa pra se fazer na vida. Como é que um ser humano desse vai querer morrer? Mas sabe o que é isso, seu moço? Este povo estuda muito pra ficar burro. O rapaz que se matou era ateu. Falava que Deus não existe. Agora quem não existe é ele, né, moço?'.
Oliveira, não sabe que eu trabalho em agência de publicidade, que estudei muito. Que tenho um blog. Não sabe o que é orkut. Ele queria mesmo era uma TV daquelas bem grandes pra poder assistir o Gugu. Faustão ele não gosta não. Ele diz que 'depressão é coisa de rico; pobre não tem tempo pra isso não, moço.' Ele não sabe o que é você ler, ler e ler, e continuar sabendo que você não leu um quinto do que deveria ter lido para ser considerado alguém, no mínimo, inteligente. Ele não gosta de religião nenhuma não. Mas gosta de ler os salmos. Ele acredita em Deus. Ele aprendeu a rezar e sempre faz isso. 'Deus é muito bom, moço!' Ele não sabe como a gente é idiota e se preocupa com um monte de coisas que ele sequer imagina que existam. Ele pretende ganhar cinqüentinha amanhã pra gastar no mercado. Nem imagina que acabei de gastar o dobro disso com cervejas. Ele não sabe a agonia que é ficar preso no trânsito da marginal Pinheiros com tantas praias lindas lá na terra dele, 'que se o Gugu, ler a minha carta, eu vou voltar e vou vender água de coco na praia.Vende muito, moço, vai muito turista lá.'
Enfim, chegamos na minha esquina. Me despeço e agradeço a companhia. Num impulso ofereço a bolsa térmica que estou carregando. Digo que é um presente de natal. É simples, tem um peru e um pernil. 'É pra você comemorar o natal com sua familia.' Ele abre a bolsa. 'Moço, faz tanto tempo que não como isso não! Minha patroa vai adorar. Obrigado patrão!'
- Feliz natal, Oliveira!"
postado por Amigão
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