Água que nasce na fonte Serena do mundo E que abre um Profundo grotão Água que faz inocente Riacho e deságua Na corrente do ribeirão... Águas escuras dos rios Que levam A fertilidade ao sertão Águas que banham aldeias E matam a sede da população... Águas que caem das pedras No véu das cascatas Ronco de trovão E depois dormem tranqüilas No leito dos lagos No leito dos lagos... Água dos igarapés Onde Iara, a mãe d'água É misteriosa canção Água que o sol evapora Pro céu vai embora Virar nuvens de algodão... Gotas de água da chuva Alegre arco-íris Sobre a plantação Gotas de água da chuva Tão tristes, são lágrimas Na inundação... Águas que movem moinhos São as mesmas águas Que encharcam o chão E sempre voltam humildes Pro fundo da terra Pro fundo da terra... Terra! Planeta Água Terra! Planeta Água Terra! Planeta Água...
Que o dia, hoje, seja feliz.
Que as águas, no Rio, caiam das pedras, no véu das cascatas, refresquem e alegrem...
Que em São Paulo sejam gotas, apenas, não sejam tristes, nem lágrimas na inundação.
Que em Minas sejam alegre arco-íris sobre a plantação.
Que aí, onde você está, seja lá onde for, sejam misteriosa canção. Que elas encharquem o chão, mas voltem humildes pro fundo da terra, serenas no mundo.
Minha ligação com o mar é antiga. Lembro que sempre gostei de praia, e também me lembro, perfeitamente, da minha mãe me advertindo: "cuidado... você é afoita!" Não me recordo se era ela quem costumava dizer que "o mar não tem cabelo", mas essa era uma informação preciosa, e eu, criança, fantasiava o mar como um homem imeeeeenso, grandão... careca, e eu tentando alcançá-lo, sem conseguir, porque não havia cabelos para eu me agarrar... Cresci fascinada pelo mar, e aprendi muito cedo a me encantar com céus azuis e com o verde das matas.
E nas vezes em que tenho a chance de me encontrar no meio desses detalhes extasiantes da natureza, há sempre um quê de fascinação, encantamento e admiração que toma conta de mim...
Fico pensando que Deus planejou cuidadosamente cada coisa, cada tom, cada variação de cor, cada contraste, cada som. Acho mesmo que, como um bom Pai, Ele queria que tudo fosse perfeito. E embora o homem continue tentando destruir a criação, eu ainda vejo primor e requinte em cada amanhecer, em cada noite que cai, em cada pedacinho de céu azul, em cada onda do mar...
Na quinta-feira, dia 14, eu pude ver o sol brilhando no Rio da Prata, de manhã cedinho. Um espetáculo que admirei seduzida pela beleza, reconhecendo que havia sido mesmo preparado para minha alegria...
Era a primeira vez que eu iria pisar em terra firme depois de três noites navegando pelo Oceano Atlântico e pelo Rio de La Plata... Respirei fundo, sentei ali, olhando o espelho d'água que se formava naquela manhã gostosa, e pensei comigo: por que às vezes me deixo abater por coisas tão pequenas, comparadas à imensa beleza e precisão daquilo que realmente me faz feliz?
No meio daquele espetáculo, eu me levantei, e vivi um dia incrível!
Procure alguma coisa bonita de ver, hoje. Como eu costumo dizer: nem que seja uma flor num copo de geleia. Mas procure, sim, alguma coisa para admirar, antes de colocar seus pés na rua, antes de interagir com alguém. Pare, veja, admire.
Deixe-se encantar por alguma coisa, hoje. Só depois encare o dia e a vida que lhe aguardam lá fora. Agradeça a Deus a beleza daquilo que lhe encantou. Agradeça, reconhecendo ter sido um presente para alegrar sua vida. Respire fundo. Lembre-se que hoje é sábado. Levante-se e pronto! E depois me conte se você viveu ou não um dia incrível!
Não se deixe abater por coisas menores...
Detenha-se naquilo que pode, realmente, fazer você feliz.
Hoje eu curti o lado bom da chuva. Saí da praia enquanto as nuvens negras se aproximavam da areia...
... corri até o carro, guardei todas as minhas coisas lá dentro, depois tranquei o carro de novo e voltei pra praia, pra rua.
Sim! Eu fui tomar banho de chuva!! Final de tarde perfeito!
Tentando por uns instantes não pensar nos desastres que uma chuva de verão hoje em dia pode causar, eu realmente consegui curtir o momento. Braços abertos, de cara pro céu, correndo e pulando... Lá estava eu. Uma criança, de havaianas e saidinha de praia, num delicioso banho de chuva.
Um tempo depois, entrei de volta no carro. Tooooda molhada. Cabelos escorrendo, roupa encharcada, o corpo totalmente molhado e um sorriso enorme nos lábios.
Fiquei pensando... por que a gente não é criança mais vezes, na vida??
Depois de quase dez dias levando uma vidinha de princesa, estou de volta. Cada vez tenho mais certeza de que a gente se acostuma rápido ao que é bom, e pra comprovar a teoria, fui preparar meu café da manhã e derrubei todo o shake do liquidificador na pia! É mesmo muito dura essa vida de preparar seu próprio "desayuno"...
Enquanto desarrumo as malas, deixo aí, pra enfeitar, as imagens dos Lagos de Palermo, em Buenos Aires. Los hermanos capricharam no visual, arrebentaram nas rosas, e eu fiquei quase a manhã inteira de bobeira, passeando por lá. Uma delícia!!
Volto depois com outras novidades. Preciso tentar de novo preparar meu café da manhã.
E nesses dias e noites estarei ali, admirando o mar, o nascer e cada por-do-sol; pensando na vida, nos sonhos, desejando, e sendo feliz com aquilo que tenho, sem me lamentar pelo que me falta...
Flores, o mar, pores-do-sol... pequenas belas coisas que fazem meu dia feliz.
Não sei quantas vezes por semana você consegue parar pra pensar nas coisas que, verdadeiramente, fazem você feliz. Talvez a pressa, o atraso, talvez os compromissos, os aborrecimentos, talvez qualquer coisa desvie sua atenção e impeça você de parar um pouquinho pra pensar nisso. Que coisas me fazem feliz?
Pode ser um sorriso de uma criança. Um abraço. Um cheiro. Pode ser tirar os sapatos apertados e afrouxar a gravata. Pode ser um banho quentinho...
Não muito raro somos tentados a achar que aquilo que nos faz feliz é exatamente o que não temos. "Eu seria feliz se fulano estivesse aqui..." "Eu seria tão feliz se ela me amasse..." "Eu seria feliz se tivesse grana suficiente para isso e aquilo..." "Eu seria feliz se tivesse cursado aquela faculdade..."
E enquanto contabilizamos nossas infelicidades e deficiências, por nos faltar justo aquilo que "precisamos"... esquecemos de contar as bênçãos. Esquecemos de perceber, naquilo que temos e somos, o que pode fazer nosso dia feliz.
Gaste um pouco do seu tempo, hoje, para pensar nisso: "O que me faz feliz?"
E depois, curta a felicidade de ter aquilo na vida. Curta. Porque a vida é curta, pra gente passar por ela apenas lamentando!
foto: Suzi - A flor, de "O Pequeno Príncipe" - em novembro/2009
Veja que belo trabalho do artista, num bonde, em Lisboa. Cobriu de espelhos o trem, fazendo refletir a cidade.
Coisa mais linda!!
Os jornais que divulgaram as imagens no Brasil não se prestaram, infelizmente, a mencionar o nome do artista... Fico aqui no aguardo de que meus amigos portugueses complementem as informações... Mas minha cara Guiga, portuguesinha querida, me mandou os créditos: o nome do artista é Alexandre Farto e o projeto se chama "Carris Arte em Movimento".
Adorei a ideia. Veja a beleza do inverno europeu refletida nos espelhos...
... E havia aquelas que fazíamos quietinhos, em silêncio, pedindo pelo botão da camisa do irmão, para que ele voltasse pro lugar dele; a que tratava das condições do tempo pro dia seguinte, pedindo que chovesse muito pra que a mamãe deixasse a gente ficar em casa e não ir à escola; e até aquela em que a gente pedia pra Deus fazer a mãe não perceber que estávamos passando em frente ao Posto de Vacinação...
Sim, eu fiz todas essas orações quando era criança.
Não perdi a "mania" de orar, depois que cresci, e até me sinto um pouco orgulhosa de ter deixado isso de herança na vida de gente que viveu comigo, de ter despertado o mesmo "hábito" em alguém... Porque a gente ora pra agradecer, pra reclamar, contar novidades, desabafar; orar é abrir o coração pra Deus, como num papo entre amigos.
E como é assim que acontece entre amigos, um assunto puxa outro. Vou orar, agora, pra dormir, mas a conversa pode tomar rumos inesperados e, vai saber, pode ser que eu me empolgue e não durma tão cedo!
Em 2008 fiz uma viagem adorável. Na volta, a ideia era repetir em 2009, com outro roteiro, e por um período maior - dezessete dias.
Não aconteceu. Em compensação, aconteceram outras coisas incríveis, inclusive aquela maravilhosa viagem de três semanas pra Québec, incluindo Montréal.
Essa é a primeira lição que, se você ainda não aprendeu, o Senhor Zero Dez quer ensinar a você: não se entristeça por sonhos que não se realizam nem se aborreça com os planejamentos que não deram certo. Você não sabe o que está guardado pra você mais adiante...
E então acontece que havia os planos das férias, de 07 de janeiro a 05 de fevereiro/2010. Também furaram. Não é a primeira vez que isso me acontece. Mas, tudo bem. Se, por um lado, preciso trabalhar dia sete, quinta-feira, por outro, provavelmente, conseguirei uns dias de folga, no decorrer do mês... O planejamento de férias ficou alterado, mas, quem sabe, haverá coisas melhores, mais adiante. Não se trata de mera resignação. É o exercício de transformar o óbvio no inesperado.
E nessa linha do inesperado, de repente eu dou um pulinho ali na terra de "los hermanos", nuns desses dias de folga, saboreio "una media luna de dulce de leche", um sorvetinho da Freddo, e janto em Puerto Madero... Quem sabe descolo uma tarde em Punta del Leste?? Um passeio pela Casapueblo e pela Ilha dos Lobos? Ou, vai saber, eu termino ficando em casa e pegando praia e por-do-sol à beira-mar todo dia? Sabe-se lá, de repente vou parar no Nordeste do Brasil, quem sabe termino caminhando sem rumo pela Rambla de Montevideo, ou me acabo no Mercado del Puerto. São desejos. Bons desejos.
A segunda lição é esta: não crie expectativas. Apenas deseje que as coisas aconteçam. Se não rolar aquilo que você desejou, tudo bem. Você levanta, sacode a poeira, ri, e segue adiante. Começa de novo. Faz novos planos. Novos desejos. Mas se houver expectativa e alguma coisa não sair de acordo com o que você queria... ah, meu amigo... você vai desaguar no mar da frustração. E o Senhor Zero Dez vai ficar muito aborrecido com você!
Como acordar sem sofrimento? Recomeçar sem horror? O sono transportou-me àquele reino onde não existe vida e eu quedo inerte sem paixão.
Como repetir, dia seguinte após dia seguinte, a fábula inconclusa, suportar a semelhança das coisas ásperas de amanhã com as coisas ásperas de hoje?
Como proteger-me das feridas que rasga em mim o acontecimento, qualquer acontecimento que lembra a Terra e sua púrpura demente? E mais aquela ferida que me inflijo a cada hora, algoz do inocente que não sou?
Ninguém responde, a vida é pétrea.
2010. Hora de acordar e recomeçar. E que bom que, passada a euforia da virada, a gente se depare exatamente com um sábado... aquele dia que Deus preparou pra gente ser feliz! Então, vamos lá! Vamos acordar e recomeçar! E nada importa se a tarefa é árdua. A gente nasceu pra ser feliz!
Eu diria que o ano acabou, pra mim, já faz um bom tempo. Mas o calendário não me acompanhou... De lá pra cá, anseio 2010 como quem deseja um oásis, no meio do deserto. Espero por novos tempos como quem imagina seus próximos dias depois de um transplante de coração. Aguardo o que se chama de "Ano Novo" como quem se encontra na gare, esperando o trem das onze.
Avidez. Sofreguidão. Sede.
A noite do dia 31 será para mim apenas a formalidade da "virada". O ano já me acabou. Ops! "O ano já acabou". Corrijo. E confesso que não tenho sabido, exatamente, o que fazer nesse meio-tempo, entre o final de 2009 e o recomeço, aquele dia em que todos os calendários estarão marcando "01 de janeiro de 2010"...
Não há mágica mas há magia. Muito embora o último dia do ano, na sua essência, nada tenha de diferente do dia que virá a seguir, certo é que uma sensação invulgar toma conta das gentes. Todos sabem que nada vai mudar num passe de mágica, mas existe a magia do "novo", do recomeço; é quando começamos a por em prática os planos novos, as resoluções, os projetos para as diversas áreas da vida. Essa magia nos move!
Eu sou uma otimista inveterada. E embora esteja aqui, sem saber em que momento me encontro, depois de um final antecipado de 2009, estou na contagem regressiva. E uma coisa levarei comigo: a certeza de que as portas de entrada da nossa vida são meras passagens; podemos ou não dar acesso, aos que por ela passarem, a todas as demais dependências da casa; mas a porta de saída não se pode trancar. Somos livres. Livres. Para entrar e sair. Para estar, demorar ou apressar a partida. Somos livres. Todos nós somos livres - entenda! -, por mais que isso possa doer quando não se trata da sua liberdade.
Feliz 2010! Com saúde, sabedoria, e portas abertas!
I Have a Dream "I have a dream, a song to sing To help me cope with anything If you see the wonder of a fairy tale You can take the future even if you fail I believe in angels Something good in everything I see I believe in angels When I know the time is right for me I'll cross the stream - I have a dream
I have a dream, a fantasy To help me through reality And my destination makes it worth the while Pushing through the darkness still another mile
I believe in angels Something good in everything I see I believe in angels When I know the time is right for me I'll cross the stream - I have a dream I'll cross the stream - I have a dream
I have a dream, a song to sing To help me cope with anything If you see the wonder of a fairy tale You can take the future even if you fail
I believe in angels Something good in everything I see I believe in angels When I know the time is right for me I'll cross the stream - I have a dream I'll cross the stream - I have a dream."
Você olha da janela, vai à banca de jornal, passa pelo supermercado... e sabe o que se percebe? As pessoas estão correndo tanto, nesta véspera de Natal, que mais parecem perus fugindo da mesa... Os homens, claro. Porque as mulheres... nem parecem peruas!
“Já ancorado na Antártica, ouvi ruídos que pareciam de fritura.
Pensei: será que até aqui existem chineses fritando pastéis?
Eram cristais de água doce congelada que faziam aquele som quando entravam em contato com a água salgada. O efeito visual era belíssimo.
Pensei em fotografar, mas falei para mim mesmo:
- ‘Calma, você terá muito tempo para isso...’
Nos 367 dias que se seguiram, o fenômeno não se repetiu. Algumas oportunidades são únicas”.
Amyr Klink
Há dois dias estou tentando organizar meu escritório, em casa. Incrível como ao longo dos meses vamos acumulando correspondências comerciais desnecessárias, papeis de rascunho, bilhetes para a secretária, papeluchos com números de telefone sem nome... São muitas árvores!
No meio disso tudo, sempre encontro uma foto que me traz lembranças, um bilhetinho que não tenho coragem de jogar fora, ingressos...
O texto que acabo de transcrever me acompanha desde a casa antiga. Ficava exposto num quadro de avisos que eu mantinha no meu quarto. Logo abaixo a gente lê: "Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito. Um se chama ONTEM e o outro AMANHÃ. portanto, HOJE é o dia certo para AMAR, ACREDITAR, FAZER e, principalmente, VIVER."
Hoje, aquele pedacinho de papel já amarelado iria embora, na sacola do lixo. Achando que já aprendi a lição, cheguei a pensar: já posso me desfazer disso, guardando a ideia na mente. Mas lembrei que nós, humanos, somos muito fracos de mente. Temos uma tendência incrível ao esquecimento. Uma forte inclinação ao desânimo e ao adiamento... Basta que pequenas coisas comecem a dar errado. Basta que as coisas que julgamos importantes e grandiosas não aconteçam do modo como gostaríamos que ocorressem... Por via das dúvidas, vou manter à vista o papel amarelado.
Não é crível... Mas na linha do "nothing's hit", eu diria: "Incredible is nothing!"
E não é que, enquanto o Flamengo lança a camisa do HEXACAMPEONATO, onde se lê HEXA NA RAÇA, o Fluminense resolve fazer uma "camisa comemorativa do não-rebaixamento"?
Não! Isto não é piada de rubro-negro.
O único time do Rio que deveria guardar com orgulho o ano de 2009 na memória é o FLAMENGO, hexacampeão.
Vasco, que levou o título da 2ª divisão do campeonato brasileiro deveria ficar quietinho, esquecer isso, fingir que 2009 nem existiu.
Flu e Botafogo têm, igualmente, motivos de sobra pra enterrar 2009 no fundo do poço - fundo do poço: o lugar em que eles passaram a maior parte do campeonato deste ano.
Mas aí vem o Fluminense, o mais fundo do poço dos dois, e esfrega na cara dos seus pobres torcedores a humilhação de ter de comemorar o fato de não ter caído pra segundona. E estampando isso numa camisa oficial!! Pra ninguém esquecer!
Fala sério! Ou eu não entendo mais nada de futebol, ou o mundo da bola virou de cabeça pra baixo!
Como diria o Bóris Casoy... Está provado: "Isto é uma vergonha!"
Era um sábado desses, à noite. Já faz alguns poucos meses que meus finais de semana são apenas aqueles dois dias depois das quintas e sextas. Não reclamo. A vida é cíclica. O que ontem era rotina hoje já não existe e não nos cabe lamentar ou discutir se éramos mais ou menos felizes que agora. De certa forma eu me adaptei a contentar-me com um sábado feliz durante o dia - manhã e tarde, em atividades que incluíam meus adolescentes na igreja, a família pela hora do almoço, amigos e canções à tarde; e à noite passei a divertir-me com atividades alternativas. Não posso queixar-me; fui privilegiada, por exemplo, por encontrar V., uma criatura que me parece, até hoje, um misto de anjo e homem. Mas isso é outro papo...
Como já disse alhures (e eu só usei esta palavra porque, de verdade, acho um charme escrever alhures), era uma noite de sábado. Já há algum tempo eu queria ver esse filme. Queria porque me indicaram. Queria porque, afinal, o "Danny" aparecia, de repente, do jeito que a gente imaginou e nunca pode ver em Grey's Anatomy. Queria porque no dia em que eu comentei, aqui, a galera (e a malta) toda disse que era um filme pra se ver com caixinha de lenços de papel ao lado, um filme incrível, e tals.
A saga pra conseguir o DVD atravessou o Oceano Atlântico.
Brasil e Portugal.
Cópias esgotadas.
Até que ela, do jeito mais carinhoso que você possa imaginar, me fez chegar às mãos o filme.
Era um sábado à noite. De certa forma, reuniram-se comigo M., V., R., S., W., L., E., I., e todos aqueles que de alguma forma, mais ou menos demorada, passaram ou tentaram passar pela minha vida.
A cena e o bilhete sobre o casaco arrancaram soluços, de mim. O carinho do Danny (neste filme, eu sei, o nome dele é Billy) me deixaram comovida, e por mais que o título possa fazer qualquer um suspeitar que se trata de uma película "mulherzinha", é bem no começo, já, que se percebe ser um filme que mexe com os sentimentos mais profundos que você carrega dentro de si mesmo...
"...Talvez um dia isso aconteça..." São quase as últimas palavras do filme. São as primeiras palavras que eu repito, para mim mesma, a cada manhã...