sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Almoço às quatro da tarde

Hoje almocei às quatro da tarde.
Uma família de portugueses, num dos pontos mais feios do Rio, serve o bacalhau mais simples e gostoso da cidade. Fica ali por trás do Sambódromo, numa daquelas ruelas cinzentas, sem saída. A mesa é daquelas de bar e as cadeiras também. Não há requinte, guardanapos são de papel, daqueles do "pastel do china", sabe? Pois é. Olhando, você não dá nada. Mas é o endereço do bacalhau mais bem feitinho e delicioso do Rio. Artesanalmente preparado. Crocante, alto, delicioso. Quem atende é o Zé. Dona Maria está em Portugal, porque faz aniversário agora, dia 20, e vai comemorar por lá. Lola é quem prepara o bacalhau, quando a mãe não está e depois que o pai morreu.
Tudo bem, é preciso ter coragem para ir lá. O visual do estabelecimento é de amargar. (risos) Nem as moscas vão lá, de tão feio. Mas se você for uma vez, termina voltando. E voltando, e voltando. E garanto: sempre vai ter uma boa história pra contar. Ainda mais se estiver em boa companhia, como era o meu caso.
Bacalhau com batatas, pimentões verdes e vermelhos, azeitonas pretas, batatas cozidas e cebola. Para acompanhar, grão-de-bico com salsinha. Delícia total!!

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Como foi a sua noite?


Então eu dormi ontem e acordei hoje.
Tá bom... Você vai dizer: "ora, ora, mas não devia ser sempre assim?"
E eu vou explicar melhor: eu dormi "muito ontem" e acordei "muito hoje", saca? Fui dormir às dez e pouco e acordei quase às dez, em pleno dia de trabalho!
Mas um sono reparador de energias é o melhor estimulante para um novo dia.
Posso trabalhar, agora?
Pretendo reparar meu atraso.

p.s.
Dormi, sonhei, acordei, e me lembro de uma parte do sonho. Eu fui ao Maracanãzinho ver um jogo de vôlei do Brasil com não sei quem; dei bronca no pai de um dos jogadores, bati papo com uma porção de gente, gritei muito, e ainda voltei pelo caminho com R., de quem fui grande amiga na minha adolescência e por quem tenho carinho até hoje mas que raramente encontro em situações lúdicas. A amizade e o carinho eram os mesmos da adolescência. Andamos de braços dados, no caminho de volta até o ponto do ônibus, como nos tempos em que andar de braço dado na rua só queria mesmo significar amizade. Um grande barato!

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Exemplo


Exemplo
Lupicínio Rodrigues

Deixe o sereno da noite molhar teus cabelos / Que eu quero enxugar, amor / Vou buscar água na fonte / Lavar os teus pés, perfumar e beijar, amor / É assim que começam os romances / E assim começamos nós dois / Pouca gente repete estas frases / Um ano depois / Dez anos estás ao meu lado / Dez anos vivemos brigando / Mas quando eu chego cansado / Seus braços estão me esperando / Esse é o exemplo que damos / Aos jovens recém-namorados / Que é melhor se brigar junto / Do que chorar separados.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Lupicínio



Aves Daninhas
Lupicínio Rodrigues

Eu não quero falar com ninguém
Eu prefiro ir pra casa dormir
Se eu vou conversar com alguém
As perguntas se vão repetir
Quando eu estou em paz com meu bem
Ninguém por ele vem perguntar
Mas sabendo que andamos brigados
Esses malvados querem me torturar

Se eu vou a uma festa sozinha
Procurando esquecer o meu bem
Nunca falta uma engraçadinha
Perguntando ele hoje não vem
Já não chegam essas mágoas tão minhas
A chorar nossa separação
Ainda vem essas aves daninhas
Beliscando o meu coração.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Boa noite!

Desassossego


Amo-te tão profundamente que nem sei dizer;
a dor da saudade que sinto vem como o espinho pontiagudo da delicada rosa
que me fere a mão quando a alcanço.
Manhã chuvosa...
Descanso...
Amo. Um solitário amor; o que rima com dor
é saudade.


domingo, 5 de agosto de 2007

Ninguém

Ninguém se conforma de já ter sido.
Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto)
Texto extraído de "Dupla Exposição: Stanislaw Sérgio Ponte Porto Preta"

É mais fácil

Ser imbecil é mais fácil.
Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto)
Texto extraído de "Dupla Exposição: Stanislaw Sérgio Ponte Porto Preta"

Isso é crime!

A pessoa começa o blog dizendo que mudou de endereço e tal, que "já foi melhor que isso" e escreve: "...É só uma faze ruim..."
Você acredita que, passado um ano e pouco, a pessoa que escreve "faze(sic) ruim" possa se tornar um poeta??

No mês seguinte, escreve assim:
"Eu sei, desapareci por um tempo. Também sei que isso é quase pornográfia(sic), porém sei também que todos temos pensamento impuro algumas vezes... Impuro? Impuros para os ipócritas(sic), pra mim é o mais puro dos puros sentimento(sic)... hum... acho que eu estou falando asneiras, o que também é normal, todos fazemos isso... as(sic) vezes, somente as(sic) vezes...", "... se a pessoa tiver afim(sic) que se entregue..."

Será que alguém convence, com todos esses escandalosos e imperdoáveis erros de português, que meses depois já sabe escrever e grafar corretamente em "seus" poemas e crônicas?? Pior é que, sem o menor pudor, a criatura recebe elogios "à profundidade dos seus textos"!

Pra que faz isso?
Por que não dar os créditos, não colocar aspas, pra que fingir que as palavras saíram do seu próprio exercício mental?
Por que não dizer, por exemplo, que essas intrigantes linhas (24.05.05), são de G. I. Gurdjieff? Por quê?

Eu tive o cuidado de perguntar diretamente à pessoa. Ela teve o cuidado de não me responder.
...

As gentes se preocupam muito com os crimes contra o patrimônio, contra a vida, contra a organização do trabalho, e às vezes nem lembram daqueles praticados contra a propriedade imaterial, aí incluídos os crimes contra a propriedade intelectual, igualmente tipificados no nosso ordenamento jurídico... Eu fico indignada! E os textos copiados/plagiados não são meus, é bom que se esclareça.

Então, se você leu e elogiou os textos abaixo (pequena amostra, porque eu não vou dar mais espaço do que o necessário, a isso), acredite, você fez papel de bobo, meu amigo. E se o texto é seu, você foi vítima.
Nota: os crimes contra a propriedade intelectual têm procedimento mediante queixa.

o texto de 28.07.2007 você encontra aqui, desde 2005 - datado de 18.01.2005

um quarto para as seis - publicado por ela em 15.06.2007, você encontra aqui - datado de 12.06.2006 - Portugal

o poema "Olhos que se calam quando eu me calo", postado pela moça em 03.05.2007, você encontra aqui, já publicado em 2004 - datado de 28.07.2004


update às 15h06min:
Quem passou aqui depois das duas/três da tarde, vai clicar nos links e já não vai encontrar os textos que a moça "escreveu" nem aquele com as pérolas do tipo "hipócrita" sem "h", por exemplo; porque além de já corrigir o "faze" por "fase" (muito bem!!!), ela está apagando os posts copiados/plagiados (alguns).
Bem, que sirva ao menos para isto, este meu post. Mas o melhor seria mesmo que fossem dados os devidos créditos aos verdadeiros autores.

sábado, 4 de agosto de 2007

Ele quer mesmo!!!

Gente, ele não pára mesmo de pensar na caneca!!!

Será??

Será que foi o próprio??
Será que depois de procurar todas as referências no google ele foi a todos os sites e blogs dar a sua versão??
Será??

Agora é pra valer!

Procura-se apartamento em Madri.
Precisamos abrir mão de alguns euros no salário do maridinho, mas eu acho que vou me adaptar muito melhor na Espanha. O ar inglês não nos fez muito bem.

Às vezes...








Às vezes, tudo o que queremos é uma surpresa...







...e se ela não vier, mesmo assim tenha um Feliz Sábado! Há muitos motivos para que o sábado seja um dia feliz.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

O fantasma da Ópera

Quando fui ver "The Phantom of the Opera", na Broadway, trouxe uma caneca, do espetáculo. Morro de ciúme dela. Mor-ro-de-ci-ú-me!! Porque é a coisa mais linda e eu tenho muito medo que alguém quebre ou arranhe. Uma caneca preta. Preta e brilhosa. Linda. Então, você coloca um líquido quente, como o chocolate quente que eu amo nas noites frias e nas manhãs geladas, e aí acontece uma coisa linda, na caneca. Vai aparecendo a máscara do Fantasma da Ópera! É mágico. E hoje eu comecei minha noite derretendo umas trufas deliciosas num leite bem quente que coloquei na caneca. E que delícia foi aquilo, hein??!!

Podia ser sempre azul

Todo dia amanhece.
Mas alguns... nublados.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

O dolo

Dodô absolvido.
5x3

O dolo é um elemento subjetivo; é o próposito do indivíduo; a vontade de concretizar as características objetivas do tipo penal. A decisão judicial afirma que não houve dolo, do jogador. Dodô foi absolvido.

A teoria do dolo é importantíssima. Não apenas para discutir a culpabilidade de um réu. Também para situações que envolvam o trato pessoal, os relacionamentos, os amores e as suas dores.


Acredite se quiser (republicando)

Minha tia me diz que viu a reportagem da menina que tem uns vinte prenomes.
Aí me contou que em Recife, quando era criança, conheceu um homem que adorava música.
E as filhas eram: Domilda, Remilda e Familda.

Perguntei: Não tinha Mimilda??


p.s.
Terminei deletando o post que publiquei à tarde e, com ele, foram-se os incríveis comentários que vocês fizeram, e que me fizeram morrer de rir. Fiquei arrasada, porque havia histórias hilárias, aqui... Vou tentar recuperar, de algum modo.
:o(

Domilda, Remilda, Familda

Caraca! O post da Domilda, Remilda, Familda apareceu, não sei como, nos meus rascunhos. Achei que estava duplicado, por conta desse novo recurso de salvar automaticamente os rascunhos, e apaguei.
Agora ele sumiu daqui!
:o(

Isso é coisa de Mimilda!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Debaixo do edredon, tentando rir pra não chorar de frio



Boa noite...

Millôr Fernandes

"...Carioca, é. Moreno e de 1,70 metro de altura na minha geração, com muitos louros de 1,80 metro importados da Escandinávia na geração atual, o carioca pensa que não trabalha. Virador por natureza, janota por defesa psicológica, autocrítico e autogozador não poupando, naturalmente, os amigos e a mãe dos amigos - ele vai correndo à praia no tempo do almoço apenas pra livrar a cara da vergonhosa pecha de trabalhador incansável. E nisso se opõe frontalmente ao 'paulista', que, se tiver que ir à praia nos dias da semana, vai escondido pra ninguém pensar que ele é um vagabundo..."

Millôr, in "Que País é Este?", excerto de "O Carioca É. Antes de Tudo."

Este texto é para lembrar Millôr Fernandes, mas também para me lembrar que o Rio de Janeiro é uma cidade de praia, sim, embora não pareça, nestes últimos dias...