terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Natal na Ilha do Nanja


Cecília Meirelles

Na Ilha do Nanja, o Natal continua a ser maravilhoso. Lá ninguém celebra o Natal como o aniversário do Menino Jesus, mas sim como o verdadeiro dia do seu nascimento. Todos os anos o Menino Jesus nasce, naquela data, como nascem no horizonte, todos os dias e todas as noites, o sol e a lua e as estrelas e os planetas. Na Ilha do Nanja, as pessoas levam o ano inteiro esperando pela chegada do Natal. Sofrem doenças, necessidades, desgostos como se andassem sob uma chuva de flores, porque o Natal chega: e, com ele, a esperança, o consolo, a certeza do Bem, da Justiça, do Amor.

Na Ilha do Nanja, as pessoas acreditam nessas palavras que antigamente se denominavam "substantivos próprios" e se escreviam com letras maiúsculas. Lá, elas continuam a ser denominadas e escritas assim.

Na Ilha do Nanja, pelo Natal, todos vestem uma roupinha nova — mas uma roupinha barata, pois é gente pobre — apenas pelo decoro de participar de uma festa que eles acham ser a maior da humanidade. Além da roupinha nova, melhoram um pouco a janta, porque nós, humanos, quase sempre associamos à alegria da alma um certo bem-estar físico, geralmente representado por um pouco de doce e um pouco de vinho. Tudo, porém, moderadamente, pois essa gente da Ilha do Nanja é muito sóbria.

Durante o Natal, na Ilha do Nanja, ninguém ofende o seu vizinho — antes, todos se saúdam com grande cortesia, e uns dizem e outros respondem no mesmo tom celestial: "Boas Festas! Boas Festas!"

E ninguém pede contribuições especiais, nem abonos nem presentes — mesmo porque se isso acontecesse, Jesus não nasceria. Como podia Jesus nascer num clima de tal sofreguidão? Ninguém pede nada. Mas todos dão qualquer coisa, uns mais, outros menos, porque todos se sentem felizes, e a felicidade não é pedir nem receber: a felicidade é dar.

Pode-se dar uma flor, um pintinho, um caramujo, um peixe — trata-se de uma ilha, com praias e pescadores ! — uma cestinha de ovos, um queijo, um pote de mel... É como se a Ilha toda fosse um presepe. Há mesmo quem dê um carneirinho, um pombo, um verso! Foi lá que me ofereceram, certa vez, um raio de sol!

Na Ilha de Nanja, passa-se o ano inteiro com o coração repleto das alegrias do Natal. Essas alegrias só esmorecem um pouco pela Semana Santa, quando de repente se fica em dúvida sobre a vitória das Trevas e o fim de Deus. Mas logo rompe a Aleluia, vê-se a luz gloriosa do Céu brilhar de novo, e todos voltam para o seu trabalho a cantar, ainda com lágrimas nos olhos.

Na Ilha do Nanja é assim. Árvores de Natal não existem por lá. As crianças brincam com pedrinhas, areia, formigas: não sabem que há pistolas, armas nucleares, bombas de 200 megatons. Se soubessem disso, choravam. Lá também ninguém lê histórias em quadrinhos. E tudo é muito mais maravilhoso, em sua ingenuidade...

É assim que se pensa na Ilha do Nanja, onde agora se festeja o Natal.

Cecília Meirelles descreveu o Natal na Ilha. E você, como descreveria o Natal na sua vida? A felicidade é dar? Mesmo uma flor, uma fatia de bolo, um quilo de feijão, uma lata de óleo, um pote de doce de abóbora, um abraço, um bilhetinho? Dar amor, dar um pedaço de pão, dar a quem tem fome, a quem tem sede, a quem tem frio, a quem pouco ou nada tem. Dar o melhor sorriso, o maior abraço. Dar de coração. Dar o coração.

Eu queria que todos, no mundo inteiro, os bondosos, e até mesmo os que não têm amor no coração, tivessem uma noite de paz e um dia de Natal onde a bondade e a felicidade reinassem soberanas. Para que os benfeitores tivessem a bênção da recompensa por toda a vida de bondade que vivem, e os malfeitores, sem amor, vissem como é maravilhoso um mundo de paz. Mas não é assim que acontece...

E não acontece aqui, bem perto de nós, onde famílias terminam por celebrar a noite de Natal em meio a lágrimas e à dor da saudade, porque a maldade e a violência desta cidade enlouquecida e sem Deus retiraram de nós nossos entes queridos, exatamente na véspera da noite de Natal.

Há um clima de tristeza e lágrimas, e o que nos consola é a esperança que nos traz a certeza da ressurreição:
Aquele que crê em Mim, ainda que esteja morto, viverá.
João 11:25

domingo, 23 de dezembro de 2007

Ufa!!!!!!

Quando a imagem diz tudo.



p.s.
ou quase tudo; pois por aqui há bem menos sacolas e bem mais cansaço!

sábado, 22 de dezembro de 2007

Feliz Sábado!!!

Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas. (...)

No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.





Clarice Lispector in "Para não esquecer"

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Quando a exceção acontece

Muito bem. Eu já disse que só há duas possibilidades de você me ver num casamento. Pois se toda regra tem exceção, hoje é dia de exceção.
Acontece que há cerca de um mês fui cantar num casamento; essas coisas são pagas, você sabe. Ao final, como costuma acontecer, uma outra noivinha veio falar comigo e com a pianista. Eu não canto em casamento aos sábados, por princípio, e como aprendi que o dia começa com o pôr-do-sol, considero que o sábado começa no pôr-do-sol da sexta-feira.
Agora, pra você entender, estamos no finalzinho da sexta, quase começo do sábado.
Mas naquele dia aquela mocinha veio falar com a gente e dizer que casaria no dia 21 de dezembro. E de repente ela contou sua história. Não tinha vontade de casar na igreja, mas a mãe queria muito, e então, para fazê-la feliz, resolveu fazer a cerimônia religiosa na igreja. Mas agora, que triste, a mãe havia falecido.
O que, de repente, era só para agradar a mãezinha passou a ser desejo próprio. Um misto de emoção, saudade, gratidão, homenagem, aliado a uma percepção da importância do gesto.
Contou que já era órfã de pai, e que só tem um irmão - mais ninguém, neste mundo; que seu grande sonho é ter uma família de novo, e grande; e é agora que vai começar a construí-la.

Ali estava eu, já comovida com a história da menina que perdeu a mãe para a morte, e que continuava a sonhar, apesar de toda a tempestade que a inundava por dentro; ali estava eu na porta de uma igreja, numa noite fria, com o coração totalmente amolecido...

Foi assim que resolvi dar-lhe um presente.
Um presente de Natal. Um presente de casamento.
Um presente pela história de amor.
Pelos sonhos.
Pela esperança.

E é assim que hoje, excepcionalmente, você vai me ver num casamento, cantando, de graça, para alguém que só vi uma vez na vida. E que tocou meu coração.

Produtos românticos, nós todos...

(Álvaro de Campos)
Arrumar a vida, pôr prateleiras na vontade e na ação.
Quero fazer isto agora, como sempre quis, com o mesmo resultado;
Mas que bom ter o propósito claro, firme só na clareza, de fazer qualquer coisa!
Vou fazer as malas para o Definitivo,
Organizar Álvaro de Campos,
E amanhã ficar na mesma coisa que antes de ontem — um antes de ontem que é sempre…
Sorrio do conhecimento antecipado da coisa-nenhuma que serei.
Sorrio ao menos; sempre é alguma coisa o sorrir…
Produtos românticos, nós todos…
E se não fôssemos produtos românticos, se calhar não seríamos nada.
Assim se faz a literatura…
Santos Deuses, assim até se faz a vida!
Os outros também são românticos,
Os outros também não realizam nada, e são ricos e pobres,
Os outros também levam a vida a olhar para as malas a arrumar,
Os outros também dormem ao lado dos papéis meio compostos,
Os outros também são eu.
Vendedeira da rua cantando o teu pregão como um hino inconsciente,
Rodinha dentada na relojoaria da economia política,
Mãe, presente ou futura, de mortos no descascar dos Impérios,
A tua voz chega-me como uma chamada a parte nenhuma, como o silêncio da vida…
Olho dos papéis que estou pensando em arrumar para a janela,
Por onde não vi a vendedeira que ouvi por ela,
E o meu sorriso, que ainda não acabara, inclui uma crítica metafísica.
Descri de todos os deuses diante de uma secretária por arrumar,
Fitei de frente todos os destinos pela distração de ouvir apregoando,
E o meu cansaço é um barco velho que apodrece na praia deserta,
E com esta imagem de qualquer outro poeta fecho a secretária e o poema…
Como um deus, não arrumei nem uma coisa nem outra…

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Barão de Itararé

"O homem é um animal que pensa;
a mulher, um animal que pensa o contrário."
("Máximas e Mínimas do Barão de Itararé", 1985)
É isso aí.
Tem hora que é só pra contrariar!
Tem hora.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

É hoje!

Mike, enfim, depois de oito longos meses afastado dos gramados, volta a jogar hoje, na partida entre o Chelsea e o Liverpool, pelas quartas-de-final da Copa da Liga Inglesa.
O astro deste blog volta ao gramado hoje à tarde, às 17h45min (horário de Brasília), em Londres, para ajudar sua equipe a conquistar uma vaga nas semifinais da competição e a "ganhar bonito". Porque não basta ganhar. É preciso ganhar bonito, sacou?


Kaká também deixou bonita a festa de premiação dos melhores de 2008.
Esse garoto dispensa comentários. Aos 25 anos tem todos os títulos. Um coração bondoso, modéstia, e amor a Deus, sobre todas as coisas.

E o Cristiano Ronaldo, com seu mau humor característico? Pretendeu estragar a festa? Ora, ora... Pelé, em qualquer festa de futebol no mundo, tem licença para cometer gafes.

Premiada, também, foi a Marta, na categoria feminina de melhor do mundo.
Uma noite de gala para os brasileiros!


Enfim, e por último, É HOJE, também!!
Último dia de trabalho, no boteco. Portas fechadas às 17h30min em ponto. Passa a régua, a caneta, a borracha, o apontador, "processos nunca mais" é o lema. Até janeiro, pelo menos. De volta, só ano que vem, e até lá vou esquecer do presente que o Papai Noel me deu.
Chega!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Enfim!

Enfim, aquele cartaz com a contagem regressiva para o recesso aponta: FALTA UM DIA!!!
Enfim!
Um ano trabalhoso, este. Cansativo mesmo.
E quando, no apagar das luzes, havia uma esperança de dividir a carga de trabalho, quem viria para somar despediu-se dois dias depois de ter chegado; na antevéspera do recesso, e justamente pelo "volume de trabalho"...
Foi-se, para nunca mais voltar. Não era isso que queria para a sua vida. (sic)
Pois é...

Bem, a expectativa para o novo ano é continuar trabalhando, trabalhando, trabalhando. Fazendo tudo o que eu já fazia e mais um pouco, por delegação de tarefas que só foram delegadas por conta da "nova aquisição", mas que não deixarão de ser da minha responsabilidade, mesmo agora, depois do prematuro adeus...
Não foi à toa que me apelidaram, lá, de "Suzi Alice". Eu achei que ía melhorar, em 2008. Sonhei com o país das maravilhas ...
... e o Papai Noel me dá esse presente!

Paulo Leminski

SAUDOSA AMNÉSIA
a um amigo que perdeu a memória

(por Paulo Leminski)




Memória é coisa recente.
Até ontem, quem lembrava?
A coisa veio antes,
ou, antes, foi a palavra?
Ao perder a lembrança
grande coisa não se perde.
Nuvens, são sempre brancas.
O mar? Continua verde.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Globo de Ouro

Momento besteirinha, vamos aos indicados ao prêmio de televisão. Premiação dia 11 de janeiro de 2008, se a greve dos roteiristas (ainda a pleno vapor) acabar. Ahaha!!! Eles lá fazem greve também, e em "serviços essenciais"!!!

Eu vou dizer em quem votaria. Mas eu não conheço uma pancada desses indicados. Então, meu voto não deveria ser levado em conta, né? Acho que é por isso que não é mesmo. Ho!

Então, pra resumir, vou te contar: voto em Grey's Anatomy em todas as categorias em que teve indicação. Porque dessa lista aí, eu, que tenho mais o que fazer do que ficar vendo série de tv o dia inteiro, só conheço mesmo a tal da "Grey's" e aquele seriado do Alec-todo-bom-Baldwin, que vi umas 2 ou 3 vezes e que desisti, porque o Alec, vamos combinar, está inchado demais e eu tenho medo de concluir que ele já não tem mais o mesmo encanto. Pena não ter "Without a trace", pena que "Friends" não concorre mais. Pena mesmo é que "Friends" acabou.

MELHOR SÉRIE DRAMÁTICA - "Big Love", "Damages", "Grey's Anatomy", "House", "Mad Men", "The Tudors"

MELHOR SÉRIE COMÉDIA - "30 Rock", "Californication", "Entourage", "Extras", "Pushing Daisies"

MELHOR ATOR DE SÉRIE DRAMÁTICA - Michael C. Hall ("Dexter"), Hugh Laurie ("House"), Bill Paxton ("Big Love"), Jonathan Rhys-Meyers ("The Tudors"), John Hamm ("Mad Men")

MELHOR ATRIZ DE SÉRIE DRAMÁTICA - Patricia Arquette ("Medium"), Glenn Close ("Damages"), Minnie Driver ("The Richies"), Edie Falco ("Família Soprano"), Sally Field ("Brothers & Sisters"), Holly Hunter ("Saving Grace"), Kyra Sedgwick ("The Closer")

MELHOR ATOR DE COMÉDIA - Alec Baldwin ("30 Rock"), Steve Carrell ("The Office"), Ricky Gervais ("Extras"), David Duchovny ("Californication"), Lee Pace ("Pushing Daisies")

MELHOR ATRIZ DE COMÉDIA - Christina Applegate ("Samantha Who?"), America Ferrera ("Ugly Betty"), Tina Fey ("30 Rock"), Anna Friel ("Pushing Daisies"), Mary-Louise Parker ("Weeds")

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE - Rose Byrne ("Damages"), Rachel Griffiths ("Brothers & Sisters"), Katherine Heigl ("Grey's Anatomy"), Samantha Morton ("Longford"). Anna Paquin, ("Bury My Heart at Wounded Knee"), Jaime Pressly ("My Name Is Earl")

MELHOR ATOR COADJUVANTE - Ted Danson ("Damages"), Kevin Dillon ("Entourage"); Jeremy Piven ("Entourage"), Andy Serkis ("Longford"), William Shatner ("Boston Legal"), Donald Sutherland ("Dirty Sexy Money")


p.s.
quando li que a Glenn Close está indicada para melhor atriz, no Globo de Ouro, mor-ri-de-rir!!!!!! Categoria "melhor atriz" ou "pior coadjuvante"???
Desculpem-me, mas essa, acho que só a Mumumu entendeu. Piadinha (infame) interna.

Acordei

Acordei com soluço.
Haaaaaaaá!!! É muuuuuito legal!!
Verdade!

domingo, 16 de dezembro de 2007

Está chegando o Natal. Bacalhau genérico??


Aprendi, lendo alguma coisa sobre as leis dietéticas do Judaísmo, que "peixe" é um alimento "parve". E que os peixes que eu como são chamados "peixes casher". Dentre eles, está a merluza. E tudo isto eu estou pesquisando porque aprendi uma receita de bolinho de bacalhau "genérico". Ahahahaha!!! Pois é... tem gente que pensa em tudo! Às vezes, final de ano, boletos de IPVA, IPTU, matrícula escolar chegando, 13º salário destinado à quitação de dívidas, blá-blá-blá... e o orçamento não permite que você pague 60 ou 70 reais num quilo de bacalhau para fazer os tradicionais bolinhos. Então, aquele pessoal do "Acidez Mental e Estomacal" divulgou uma receitinha que sai por uns 8 reais. Hohohoho!!! Anote aí:


INGREDIENTES * 1kg de filés de merluza * 3 colheres de sopa bem cheias de sal * 1 litro de água

MODO DE FAZER
1) Ferva os filés por 10 minutos na água com sal. 2) Escorra e arrume os filés em uma assadeira de modo que não fiquem uns em cima dos outros. 3) Coloque a assadeira descoberta na geladeira e deixe de um dia para o outro. 4) No dia seguinte, desfie e aplique em qualquer receita de bacalhau.

Obs:
Os autores da receita dizem que a merluza fica idêntica ao bacalhau, inclusive na sua fibrosidade característica, e que é perfeita para fazer bolinhos. Parece milagre, mas não é! E tudo porque a merluza e o bacalhau são "parentes próximos", ambos da mesma espécie chamada "Merluccius".
Sacou?

Tá bom. Mas, aí, você é chique, tem 14º salário, e prefere mesmo "o legítimo"; com direito a vinho do Porto, azeite extra virgem e tudo o mais. Então, lá vai a melhor receita de bolinhos de bacalhau, assinada pela portuguesa Lurdes Modesto. De cara, a moça dá uma ótima dica para desfiar o bacalhau:
  1. coloque o bacalhau cozido, sem as espinhas, num pano de prato bem limpo.
  2. cubra com a outra ponta do pano de prato e vá esfregando, como se estivesse lavando roupa. Com isso, o bacalhau vai se esfiapando e fica pronto para o bolinho.

E atenção: Para a Dona Lurdinha-patrícia, é obrigatório fritar em azeite de oliva, e é o vinho do Porto que dá um toque especial à receita.

Ingredientes:

- 250 gramas de bacalhau;
- 200 gramas de batata;
- ½ cebola picadinha;
- 1 generosa colher de sopa de salsinha picada;
- 1 cálice pequeno de vinho do Porto;
- 3 ou 4 ovos;
- noz-moscada ralada na hora;
- sal e pimenta-do-reino.

Modo de fazer:
Dessalgue o bacalhau com bastante antecedência. Se não for muito espessa a posta, 48 horas trocando a água muitas vezes. É bom manter o bacalhau na geladeira.

Cozinhe o bacalhau dessalgado. Retire as eventuais espinhas e a pele.

Descasque e cozinhe as batatas.

Desfie muito bem o bacalhau num pano de prato.

Transforme as batatas num purê.

Coloque o bacalhau e o purê de batata numa vasilha. Junte a cebola picada, o vinho do Porto e a salsinha. Tempere com noz moscada, salgue a apimente.

Vá misturando a preparação com as mãos e colocando os ovos, um a um até conseguir uma massa homogênea. A quantidade vai depender do tamanho dos ovos.

Molde os bolinhos com as mãos e frite em abundante azeite de oliva bem quente.

Está pronto para servir.

p.s.
eu sempre dispenso a pimenta. sempre.


Muito bem. Bolinho de bacalhau lembra festa, festa lembra aniversário. Aniversário lembra meu pai-pai. E por falar em pai-pai, eu lembro do Castrinho: "Meu pai-pai...", "meu garoto...", "Meu pai-pai...", "meu garoto..."
Feliz Aniversário, meu pai-pai!!

sábado, 15 de dezembro de 2007

Lado bom e lado mau

Aqueles dois pedacinhos de mim que foram morar na melhor parte da América do Norte... lembra? Pois é. Já falam francês, e com tamanha desenvoltura, que V. já é o tradutor-intérprete da irmãzinha de 3 anos. L. fala comigo em francês e ele traduz para mim. Um show! E o português continua perfeito. Tá, sou tia-coruja mesmo, e pronto. Mas duvido que você também não chorasse de emoção ao ouvir aquelas duas criaturinhas cantando, acompanhadas do papai, ao piano.

Há tristezas, na vida. Há.

Às vezes, pequenos gestos são suficientes para desfazer tristezas e mágoas.
Mas até para isso há um tempo certo. Não perca a hora.

Festa de final-de-ano terça-feira, no trabalho.
Amigo oculto, comes-e-bebes.
Eu não estou animada. Mas isso é outro papo.

Natal e Réveillon no Rio. Não é a pior opção nem é o pior lugar do mundo. Tanto assim que há milhares (milhões, talvez) de gentes vindo pra cá. Mas se estar no Rio significa ficar no Rio, porque é a sua própria casa, isso não tem, assim, tanta graça, ainda mais se você fez planos que não se realizaram.

Ryan Grace cheirou, cheirou, fumou, injetou, aspirou, misturou crack com maconha e cocaína, pegou uma faca, saiu de casa, tentou roubar, feriu, roubou, bateu com o carro roubado, largou, ameaçou um motoboy, tentou roubar de novo, levou uma "capacetada" na cabeça, caiu, e foi parar na Delegacia, totalmente doido, com papo de estar sendo perseguido (pelo pessoal da favela e do PCC). Morreu na cela. Sozinho. Com manchas roxas pelo corpo, lábios azulados e rosto com vermelhidão. Provavelmente, parada cardíaca.
A droga é uma droga. Ninguém se engane.

Feliz Sábado!!


A Carlos Drummond de Andrade
(João Cabral de Melo Neto)

Não há guarda-chuva
contra o poema
subindo de regiões onde tudo é surpresa
como uma flor mesmo num canteiro.

Não há guarda-chuva
contra o amor
que mastiga e cospe como qualquer boca,
que tritura como um desastre.

Não há guarda-chuva
contra o tédio:
o tédio das quatro paredes, das quatro
estações, dos quatro pontos cardeais.

Não há guarda-chuva
contra o mundo
cada dia devorado nos jornais
sob as espécies de papel e tinta.

Não há guarda-chuva
contra o tempo,
rio fluindo sob a casa, correnteza
carregando os dias, os cabelos.

("João Cabral de Melo Neto - Obra completa", pág. 79)


E eu ainda diria que não há guarda-chuva contra a tristeza que de repente toma conta do coração da gente seja lá por que cargas d'água for...

E se é assim, lembre-se que hoje é o dia que o Senhor nos deu. Trate de sorrir, e de fazer sorrir. Esteja alegre e seja a alegria de onde quer que você esteja. Cuide de ter um sábado feliz, não importa a tempestade que esteja lá fora. E eu não estou falando apenas da tormenta da chuva...

FELIZ SÁBADO!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Para quem quiser ler

Para quem queira ler, ou precise ler, ou nem precise, mas deva. Para quem quiser anotar num pedaço qualquer de papel uma idéia, uma coisa pra se pensar numa hora dessas, num vazio da mente, num dia de chuva ou em tardes de melancolia...
Para quem pensa que sabe tudo e tem todas as certezas, para quem duvida de tudo e já não acredita em nada.
Taí.
Um poema de Vinicius. Uma parceria de Vinicius e Claudio Santoro:

EM ALGUM LUGAR
Deve existir
Eu sei que deve existir
Algum lugar onde o amor
Possa viver a sua vida em paz
E esquecido de que existe o amor
Ser feliz, ser feliz, bem feliz.

(Livro de letras - Vinicius de Moraes, pág. 142)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

E, de repente, em pleno aeroporto do Rio de Janeiro...

... diretamente de Lisboa...


Vá chegando e se sentindo em casa, Miguelito!
O Rio, como o Cristo, continua lindo e de braços abertos!

Quando você se sente melhor

Eu fiquei muito mais tranqüla quando ouvi, da própria Clarice, que ela também não compreendia muito bem, ou totalmente, o conto "O ovo e a galinha".
Que alívio!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Chamando, chamando, chamando!!

The Mall Is Calling by Stephanie Marrott

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Séries da TV - Grey's Anatomy


Derek
Patrick Dempsey

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

"Biscoitinho da sorte"



Preciso desejar algo mais para a sua segunda-feira?

sábado, 8 de dezembro de 2007

Feliz Sábado!!!


Almoço em família.
Alegria, comemoração, gratidão, saudade de quem está longe. E se "longe é um lugar que não existe"*, estaremos todos juntos, no coração.
Um sábado feliz, para comemorar uma vida feliz. Ainda estamos em ritmo de festa, por aqui!
Feliz sábado pra você também!!

________
*Richard Bach

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Dá um tempinho pro sono?


Volto mais tarde, tá bom?

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

É hoje, pois é... É hoje!


O Haver
(Vinicius de Moraes)


Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura
Essa intimidade perfeita com o silêncio
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo
- Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...

Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo
De ferir tocando, essa forte mão de homem
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.

Resta essa imobilidade, essa economia de gestos
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito
Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimível
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.

Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento
Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade
Do tempo, essa lenta decomposição poética
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.

Resta esse coração queimando como um círio
Numa catedral em ruínas, essa tristeza
Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria
Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história.

Resta essa vontade de chorar diante da beleza
Essa cólera em face da injustiça e o mal-entendido
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa
Piedade de si mesmo e de sua força inútil.

Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado
De pequenos absurdos, essa capacidade
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil
E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.

Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser
E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa
Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.

Resta essa faculdade incoercível de sonhar
De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade
De aceitá-la tal como é, e essa visão
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante

E desnecessária presciência, e essa memória anterior
De mundos inexistentes, e esse heroísmo
Estático, e essa pequenina luz indecifrável
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.

Resta esse desejo de sentir-se igual a todos
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória
Resta essa pobreza intrínseca, essa vaidade
De não querer ser príncipe senão do seu reino.

Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade
Pelo momento a vir, quando, apressada
Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante
Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...

Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto
Esse eterno levantar-se depois de cada queda
Essa busca de equilíbrio no fio da navalha
Essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo
Infantil de ter pequenas coragens.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

E o amanhã já está à vista

Soneto de aniversário
(Vinicius de Moraes
)

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.

(Rio, 1942)


Vinicius é "O Poeta". Vinicius é. Não se precisa explicar. Porque tem a palavra certa, a doçura exata, a visão plena do amor e da vida, e um bocado de humor mesmo quando qualquer coisa dói assim um pouco, ou mesmo muito. Vinicius tem um verso, uma prosa, um poema inteiro para cada momento da minha vida. Pra cada instante da sua, também, se você começar a reparar. Enfim, Vinicius está aqui, hoje, porque é véspera. Amanhã, porque é o dia. E sempre, porque é eterno.

Até amanhã.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Sonho de padaria - receita


Sonho de padaria
Receita de Marcela Martins Braga

rendimento: 30 porções
tempo de preparo: 50 min

INGREDIENTES:

Massa:
* 40 g de fermento biológico para pão
* 2 colheres de sopa de açúcar refinado
* ½ copo de requeijão de leite morno
* 1 colher de sopa. de manteiga sem sal
* 3 ovos inteiros ligeiramente batidos
* 2 gemas em temperatura ambiente
* ½ colher de chá de açúcar aromatizado sabor baunilha
* ½ colher de sobremesa de raspas de limão
* 1 pitada de sal
* ½ kg de farinha de trigo especial (aproximadamente) açúcar e canela em pó (para polvilhar)

Creme para sonho:
* 1 litro de leite
* 1 lata de leite condensado
* ½ xícara de chá de açúcar refinado
* 6 gemas passadas pela peneira
* 120 g de amido de milho
* 2 colheres de sopa de rum
* 1 colher de sobremesa de essência de baunilha


MODO DE PREPARO:


Massa:
1. numa tigela grande dissolva o fermento com o açúcar.

2. Junte os demais ingredientes e vá acrescentando a farinha de trigo, aos poucos, até obter o ponto de "rasgar" a massa.

3. Passe para a mesa e trabalhe muito bem.

4. Deixe crescer até dobrar de volume.

5. Abra-a com o rolo sobre superfície polvilhada de farinha de trigo, corte com cortadores próprios e deixe crescer novamente.

6. Frite-os em óleo quente.

Creme para o sonho:
1. coloque numa panela o leite, o leite condensado, o açúcar, as gemas e o amido de milho e leve ao fogo, mexendo sempre, até formar um creme firme.

2. Quando frio, misture o rum e a essência e empregue com saco de confeiteiro e bico pitanga.

Montagem:
1. corte os sonhos ao meio, aplique o creme de confeiteiro.

2. Passe-os por uma mistura de açúcar refinado com canela em pó e sirva.

www.tudogostoso.com.br


Bem, dois quilos perdidos, depois da overdose de sopa, posso comer uns 10, dos trinta que a receita rende. Alguém é servido?? Mumumu não, porque vai querer logo os 30!
Este é o trabalho especial de N., amanhã.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Gol - Linhas Aéreas Inteligentes - 6 anos

Vamos combinar: o comercial da Gol é tudo!!

sábado, 1 de dezembro de 2007

Dieta da Sopa

INGREDIENTES
6 cebolas,
2 cenouras,
1 chuchu,
1 maço de cebolinha,
2 pimentões,
1 repolho,
1 salsão / aipo,
caldo Knnor (eu não usei, porque tem muita gordura; substituí por aquele caldo de legumes em pó, 0% de gordura)
e
cheiro-verde.

MODO DE FAZER
Cozinhe os ingredientes até ficarem macios. Se preferir, bata no liquidificador (eu preferi, mas deixei sem bater algumas folhas de repolho, umas cenouras em rodelas, um cubinhos de chuchu e umas folhinhas de salsa e na hora de servir as porções eu misturava). Consuma durante uma semana, sempre que tiver fome.

1º DIA - Coma frutas à vontade, exceto abacate e banana.
2º DIA - Coma verduras à vontade, mais uma batata assada.
3º DIA - Coma frutas e verduras à vontade.
4º DIA - Coma até 8 bananas e leite desnatado à vontade.
5º DIA - Coma de 280 a 550 gramas de carne grelhada e até 6 tomates.
6º DIA - Carnes e verduras à vontade.
7º DIA - Arroz integral, sucos de frutas e verduras à vontade.

Devo dizer que, quanto às frutas, comi de todas, sem restrição. Só não comi jaca porque não consegui comprar, pra você ter uma idéia. Mas teve melão, mamão, manga (que é bastante calórica), abacaxi, laranja (partida em 4 partes, só não comi a casca. ahahahaha!!!), maçã, goiaba, ameixa, carambola, fruta de conde, uva...
Dica: beba o máximo de água que puder, durante a dieta.

Bem, eu vou deixar aqui o texto que veio no e-mail que L. me encaminhou depois de ter recebido de alguém. Eu acho que dieta é que nem corrente. Vai passando pra um, que passa pro outro, passa pro outro, e se você quebrar, engorda dez quilos em uma semana. Vai duvidar??


"A dieta da sopa surgiu nos Estados Unidos. A princípio, era indicada para pessoas com problemas cardíacos. No Brasil, popularizou-se rapidamente, sendo conhecida também por outros nomes, como: "Sopão do Pitanguy" (já que o médico a recomenda para quem quer afinar a silhueta) e "Dieta Galisteu" (é que a modelo Adriane Galisteu afirma que perdeu 8 quilos em duas semanas).
Eu resolvi que preciso perder uns quilinhos e, como não quero ficar naquelas dietas eternas, mas sim resolver rápido meus problemas (depois eu me reeduco!), resolvi procurar a famigerada dieta da sopa. Não é que eu não achei na net? Só achei uma no fórum da globo, que é toda diferente da que já vi e fiz há muitos anos. Fui então remexer meus papéis velhos e achei a dita. Vou colocá-la aqui, pois sei que muitos devem estar tendo a mesma dificuldade que eu. Bom, aí vai. A dieta proporciona uma limpeza no organismo. Possui baixas calorias, mas em compensação é rica em vitaminas e sais minerais."

Bem, como eu disse, o texto estava no e-mail. Você pode duvidar de tudo; mas que a dieta é de baixas calorias, rica em vitaminas e sais minerais, e faz uma limpeza no organismo, não há nenhum pinguinho de dúvida!

Hoje é meu sexto dia. Já perdi dois quilos, tá?
E tenho uma festa de criança para ir, logo mais, à noite.
Sem sacrifício não tem graça...
Pois é...

Feliz Sábado!!


FELIZ SÁBADO!!!



sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Pouco me importa

Pouco me importa. Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me importa.



Alberto Caeiro
Pouco me importa. (24-10-1917) - Poemas Inconjuntos

O desejo de hoje

O desejo de hoje é o "pipocão do mal", como chama o namorado da minha amiga.
Sabe aquele pacotão de pipocas doces, que vem no saco cor de rosa e que vende no sinal de trânsito?
Pois é...


(atenção: amanhã eu publico a "Dieta da Sopa".)

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

A parada é a seguinte, o seguinte é o negócio

Dieta da sopa. Pois é. A turma toda, no trabalho, resolveu fazer, depois que Z. foi o único a levar a sério da primeira vez, e o resultado foram 3,5kg a menos, no final da semana.

- Pô, dessa vez eu vou levar a sério - disse um.
- Caraca... eu quero isso pra mim! - falou outro.
- É... vou tomar vergonha e sopa - disse um outro.

O certo é que até eu, com meus 46kg que já estavam chegando a 47, resolvi entrar na brincadeira. E como eu sou osso duro de roer, não vou desistir. Muito mais pra poder, depois, dizer: "Viu?", do que, propriamente, querendo emagrecer.

A verdade é que eu nunca me imaginei fazendo dieta. Nunca. Então, é praticamente surreal, isso tudo, na minha vida. Mas sabe que é legal? Autocontrole legal! Você pensar numa paçoca e comer mamão! hohohohoho!!
Emagrecer eu não quero. Mas você sabe... mulheres... nunca satisfeitas. E como disseram que a primeira coisa que você perde, nessa dieta, é a barriguinha... Aí, já viu.
Porque, afinal, nós, que não temos aquela belezinha de vida das modelos, que têm 24h a cada dia para dividir entre salão, academia e fotos... "sá cumé", né?

Muito bem. A parada começou na segunda-feira. Acaba domingo.
E acho que agora está muito bem explicado por que o desejo "emeeeeeeenso" de sonho de padaria.
Sacou? Pois é.

E o sonho, hein?

E aí, que eu acordei meeeesmo foi querendo comer um sonho daqueles de padaria. Com muito creme. Muito, muito, muito creme!!!
Tem aí?

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Dos sonhos

Eu estava dormindo e sonhando e no sonho eu vivia e vivia tão intensamente que acordei mesmo com vontade de acordar!!!!!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

O que fica

... As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.
Mas as coisas findas
muito mais que lindas
essas ficarão.
(Drummond)

domingo, 25 de novembro de 2007

Os símbolos do Rio



Hoje é dia de Mengão no Maraca.
Dia de cantar a versão rubro-negra do "Tema da Vitória", do Ayrton Senna do Brasil.
E sair pro abraço!

Bom domingo!!

sábado, 24 de novembro de 2007

Feliz Sábado!!!



















O sábado é um dia feliz,
um dia feliz,
um dia feliz!
O sábado é um dia feliz!
Amo cada sábado!!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

O meu olhar...

A Guiga postou, outro dia. É tão lindo!, que eu trouxe pra cá.
Você sabe... dentre todos os heterônimos, ele é o meu queridinho.




O meu olhar azul como o céu
É calmo como a água ao sol.
É assim, azul e calmo,
Porque não interroga nem se espanta ...

Se eu interrogasse e me espantasse
Não nasciam flores novas nos prados
Nem mudaria qualquer cousa no sol de modo a ele ficar mais belo...
(Mesmo se nascessem flores novas no prado
E se o sol mudasse para mais belo,
Eu sentiria menos flores no prado
E achava mais feio o sol ...
Porque tudo é como é e assim é que é,
E eu aceito, e nem agradeço,
Para não parecer que penso nisso...)

Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos, XXIII - O meu Olhar

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

A neve no Québec



Pois é aí que vivem aqueles dois pedacinhos de mim que foram morar em outro país.
E eu sinto frio só de ver.
Mas também vejo beleza em cada floquinho da neve que cai.
Sinto frio, vejo beleza, sinto saudades...



Há uns quatro meses, acredite, eles moravam aqui:



Custo a acreditar que é o mesmo lugar...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Um "era uma vez" de verdade

Esta história não é uma fábula. Não é um conto. Nem um texto de auto-ajuda.
Esta é a história de um garoto de 19 anos, que quase morreu aos dez.
Eu não o conheço, nunca o vi, mas me parece que escreve muito bem, para os 19 anos. E ainda que escrevesse mal, vamos combinar, escapou da morte muito bem. Como já disse, não o conheço. Na verdade, nem sei mais por que se chama "Arcanjo de Prata", embora ele já tenha explicado isso, numa descrição antiga de seu perfil - se nesse aspecto não me falha a memória, que já me falha por não lembrar a origem do cognome.

Mas, voltando à história... Estava lendo, outro dia. E pensei em mandar um e-mail pedindo permissão para colocar aqui as últimas linhas da história. E aí pensei que talvez não tocasse a alma de ninguém, caso não se percebesse o contexto... Foi por isso que decidi reproduzir aqui a história toda, do menino, e de como ele quase morreu.
Depois de ler, pense um pouco no que pode significar pra você uma frase como esta: "Nossa vida não é menos frágil que uma planta, e cada ato tem uma força infinitamente mais significativa do que pensamos."


"Há mais de 8 anos uma senhora pegou a muda de uma árvore e plantou sob a escada de sua casa.
A senhora não gastou muito tempo para escolher exatamente onde iria plantá-la. Por que gastaria? 1 centímetro para a esquerda ou 1 centímetro para a direita não afetaria nada, pensou.
Ela tinha apenas uma ligeira impressão de que aquele ponto era o ideal.

Passado um tempo, aquela senhora vendeu sua casa para um casal que tinha dois filhos.
A muda, que virou uma pequena árvore, coitada, não durou muito e precisou ser cortada, sobrando um mero toco, quase uma estaca ao avesso, representando uma vida extinta.

Certo dia, o filho do casal, de apenas 10 anos, decidiu brincar naquela escada... ele escorregou, caiu de costas e... o toco afiado da árvore deixou de perfurar seu pulmão por uma diferença milimétrica que a senhora não saberia calcular.
O mero ato daquela senhora, o improvável destino natural de uma muda e a criança somaram-se numa cadeia de eventos que ensinou àquele menino duas coisas: Nossa vida não é menos frágil que uma planta, e cada ato tem uma força infinitamente mais significativa do que pensamos."

(daqui)

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Ivan Lins no Rival

Sábado à noite. Noite que intermedeia as noites de um feriadão mais do que prolongado. Para muitos cariocas, um feriado que começou na quinta e só acaba na terça. Quase uma semana.

Sábado de música no Teatro Rival Petrobras, no centro do Rio.
Ivan Lins, no show "Saudades de casa". Uma ode ao Rio de Janeiro e ao Brasil. Com direito ao "Hino à Bandeira Nacional", "Samba do Avião", e outras canções que nos lembram de amar esta cidade maravilhosa, este país sofrido.
Além disso, cantou aqueles versos lindos de "Coração da gente é igual país / Não deu certo uma mudança / Você muda de esperança / Porque a gente merece ser feliz..."


No palco, o sorriso largo do pianista e compositor que andou pelos Estados Unidos, pelo Japão, pela Coréia, Espanha, Alemanha e Noruega, ultimamente, numa turnê mais que bem-sucedida aos lado de seus músicos.

A grata surpresa de ver no palco João Castilho, o guitarrista preferido do meu irmão nas suas produções musicais. E emoção tomando conta de todos, especialmente de mim, quando "Meu País" foi executada. Aqueles versos "... aqui sou um passarim / que as penas estão por dentro / por isso aprendi a cantar, voar, voar, voar..." Essa música lembra um momento muito especial da minha vida. E interpretar os versos dessa canção era uma tarefa deliciosa, que nos embalava nas tardes de verão...



Afora os momentos românticos, com "Bilhete", "Acaso", "Daquilo que eu sei", "Madalena"... teve a emoção de "Depende de nós", que lembra a minha infância, um LP tocando na sala e eu cantando pela casa: "Depende de nós / que o circo esteja armado / que o palhaço esteja engraçado / que o riso esteja no ar / sem que a gente precise sonhar..."


Emoção imensa, também, e de fazer escorrer lágrimas dos olhos, foi o momento em que Ivan Lins chamou ao palco Daniel Gonzaga, filho de Gonzaguinha, neto de Luiz Gonzaga.
Juntos, cantaram "Debruçado", uma parceria de 1969 com Gonzaguinha, da época em que faziam parte do Movimento Artístico Universitário - MAU. A letra é linda, e a voz de Daniel nos remete à voz do pai, chorosa, pungente... Aplaudidíssimo, Daniel cantou mais uma, e a nostalgia, a saudade e a alegria, tomaram conta de todos. E as duas horas e pouco de show pareceram 20 minutos.




É isso aí.
Ele continua lá, neste próximo final-de-semana. De quinta a domingo.
Apareça e se emocione também.

sábado, 17 de novembro de 2007

Feliz Sábado!!

"Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol.
Ambos existem; cada um como é."

(Alberto Caeiro in Poemas Inconjuntos)



Feliz sábado, de sol ou de chuva, como seja, seja lá como seja.
Porque, afinal, é sábado. E o sábado, você sabe, é como é. O sábado é o dia mais feliz!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Jardim Botânico do Rio de Janeiro



Já há alguns finais-de-semana eu tenho me programado para passar a manhã de domingo no meio das árvores do Jardim Botânico. E aí, a cada domingo é uma coisa que acontece... e a idéia fica na cabeça e não passa pras pernas. Geralmente é a chuva. Outras vezes, a chuva e o sono. Algumas outras, trabalho. Enfim...

O Jardim Botânico do Rio tem algo de especial. Meio mágico, até. Aquelas palmeiras imperiais têm um quê de Jardim do Éden. Eu imagino que o paraíso, de certa forma, lembre o Jardim Botânico da minha cidade. Você mergulha naquele verde, ouve os barulhinhos de água e de pássaros, e esquece as buzinas lá de fora, a poluição, o cinza, as mazelas sociais, a violência. Esquece. Por uns instantes. Vejo uma vitória-régia e fico pensando que uma daquelas folhas praticamente me agüenta, em cima. Tenho vontade de experimentar, ver se me agüenta mesmo. Vejo as mangueiras carregadinhas de frutos e penso: o Brasil é mesmo uma terra abençoada! A tal do "em se plantando, tudo dá". E isso encanta você de uma tal maneira, que quando se dá conta, já é de tarde.

Tenho uns amigos que moram no bairro. Mas é como morar de frente pra praia e não curtir praia, ou não ter tempo de mergulhar. Não é porque moram ali, pertinho do Jardim Botânico, que passam, freqüentemente, suas manhãs de domingo infiltrados na natureza. Que pena. Já nos acostumamos tanto ao barulho e aos monóxidos de carbono, que ter uma pracinha arborizada em frente de casa, mesmo que toda envolta de carros estacionados, muitas vezes já é suficiente, como "contato direto" com a natureza. E aí, seja pela correria do trabalho, seja por outros compromissos, se vai deixando de aproveitar o pedacinho do céu que Deus deixou no Rio. Que pena.


Jardim Botânico, para quem quer conhecer

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Chá da tarde






Um chá, um filminho na tv, edredon pra se enrolar, como se não houvesse mais nada a fazer.
Fim de tarde, começo de noite... É isso aí.

Enquanto é tempo, acorde! Para não chorar depois.

Lê este blog quem um dia veio aqui, de bobeira, e terminou ficando; quem veio de raiva, e continuou voltando; quem veio ao acaso e terminou gostando; vem aqui quem viu a boneca na estante de outra casa e na saída da festa veio atrás, pra conhecer o endereço; vem aqui gente curiosa, que quer saber da vida da boneca, detalhes, nomes, tudo; vem quem torce pela felicidade, vem até quem torce por uma notícia triste. Tem gente que vem pelas imagens, outras que vêm pelo Google, e aí os méritos são do Flamengo, praticamente um campeão de buscas em dias que sucedem os de jogos do Mengão. Tem gente que vem perturbar, eu sei, mas não consegue. Tem toda aquela gente, que foi chegando e foi ficando, numa troca sadia de bons sentimentos. Gente de perto, para quem a gente acaba abrindo as portas da própria casa, e gente de longe, que já abriu as portas à espera da nossa chegada. Mas isso é assunto para outro post...

Neste, eu quero lamentar a ausência de uma pessoa, por aqui. Porque se ele freqüentasse este blog, saberia que o meu recadinho, hoje, é pra ele. Para que um dia não precise cantar a canção de Lupicínio. Para que ele não espere o dia em que terá de procurar o amor que hoje está aí (ainda) ao seu lado. Pra não precisar rastejar...
Acorda, meu filho! 25 anos não são vinte e cinco dias...


Um Favor

Lupicínio Rodrigues


Eu hoje acordei pensando
Por que é que eu vivo chorando
Podendo lhe procurar
Se a lágrima é tão maldita
Que a pessoa mais bonita
Cobre o rosto pra chorar
E refletindo um segundo
Resolvi pedir ao mundo
Que me fizesse um favor
Para que eu não mais chorasse
Que alguém me ajudasse
A encontrar meu amor
Maestro, músicos, cantores
Gente de todas as cores,
Faça esse favor pra mim
Quem puder cantar que cante
Quem souber tocar que toque
Flauta, trombone ou clarim
Quem puder gritar, que grite
Quem tiver apito, apite
Faça esse mundo acordar
Para que onde ela esteja
Saiba que alguém rasteja
Pedindo pra ela voltar...

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Eu queria isso...


terça-feira, 13 de novembro de 2007

Fácil-fácil-gostosinho

Se você acha que comida trabalhosa é a que faz sucesso, está bem enganado. Comida gostosa e que faz sucesso é aquela feita com amor. E, no meu caso, com amor e praticidade. Minha mãe sempre gostou de cozinhar. Festa, pra ela, é ter a casa cheia. As mesas, lá em casa, eram sempre grandes, de forma que pudesse abrigar muita gente, e sempre havia sofás pela sala, onde mais gente pudesse sentar e almoçar. Ainda é assim, até hoje. Delícia! Não tenho os dotes culinários da minha mãe, mas domingo eu estava aqui, meio sem vontade de ir pra rua, gastar dinheiro almoçando fora, mas também sem a menor vontade de me enfiar na cozinha por horas. Então, caí no fácil-fácil-gostosinho. A lentilha eu já havia trazido da casa da mamãe, no sábado à tarde. O arroz, cheio de alho dourado no azeite extra virgem, fiz em dez minutos. Um bacalhau que N. havia deixado já dessalgado e desfiadinho, foi o mote para o almoço que me rendeu elogios.

Cozinhei duas batatas grandes e dois ovos. Cortei-os em rodelas. Nada de sal. Um tomate bem vermelhinho, sem sementes, cortado em meias-tiras. Forrei um pirex redondo e fundo, de porcelana branca, com as rodelas de batata; reguei com azeite, salpiquei o bacalhau desfiado; cobri com as rodelas dos ovos, reguei mais uma vez com azeite e coloquei outra porção de bacalhau por cima. Distribuí as tirinhas de tomate, enfeitando e colorindo o prato, mais um fio de azeite, para regar, e deixei na geladeira, gelando, enquanto eu arrumava a mesa.

Quando servi, ganhei um elogio tão gostoso quanto o almoço.
E se alguém come três vezes o mesmo prato, não é pra te agradar...
Básico. Simples assim.


Isso foi no almoço. Não por acaso era domingo, dia de jogo mais uma vitória do Flamengo; e o Vasco, tadinho, "o bacalhau"... se deu mal. A trilha sonora do jantar foi "Chora, vascaíno, o sonho acabou... Libertadores, sou eu que vou!!"

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Experimentações

Você pode se surpreender com os resultados, se falar o que quer, com carinho.

Correntinha literária

Beto me passou uma correntinha dessas. Chamam de "meme" mas eu acho esse nome muuuuito sem graça... Correntes eu também acho meio chatas. Mas essa é literária. Então, mesmo com atraso... tô dentro! O chato, mesmo, pra quem estiver aqui, lendo, é que bem a minha frente a estante é "jurídica". Os livros bacanas, que não são de trabalho, estão na estante ao lado... Mas disseram que não era pra escolher... Olha no que deu!

É assim que funciona:

  1. Pegue o primeiro livro que encontrar (sem escolher!)
  2. Abra-o na 161ª página
  3. Procure pela 5ª frase
  4. Poste a frase no blog
  5. Não escolha a melhor frase nem o melhor livro
  6. Repasse para 5 pessoas
Taí a frase, que é o parágrafo terceiro do artigo 144 da Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988 (ou CRFB/88, para os íntimos):

"Em caso de greve em atividade essencial, com possibilidade de lesão do interesse público, o Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo, competindo à Justiça do Trabalho decidir o conflito."


O número seis, da correntinha, eu não vou fazer, tá? Seria maldade demais. Quem quiser, pega aí e brinca.