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quarta-feira, 7 de março de 2018

Como eu amo a vida!

Lendo há pouco um livro de crônicas da Lya Luft, encontrei uma que fala da sua amizade e afeição por Caio Fernando Abreu. É a crônica n. 36. O título, Caio F. (como ele gostava).




A certa altura, ela conta: "(...) Quando ele adoeceu, li seu artigo revelando sua condição, num dos mais admiráveis testemunhos de humanidade e coragem que conheci neste mundo hipócrita. Perto do seu fim, tivemos duas experiências de amizade destinada. Numa delas, jantávamos juntos, num restaurante discreto perto da casa dele, já retornado a Porto Alegre. Caio de repente segurou a minha mão por algum tempo, depois disse: 'Eu sempre vivi como quem quer se matar. Agora que sei que vou morrer... como eu amo a vida!'. 

Nada melodramático, nenhuma autopiedade, apenas dolorida constatação." 

(Em Outras Palavras, Lya Luft, pág. 153, Editora Record).




Não havia melodrama nem autopiedade, como deixa bem claro Lya, que estava ali, olhando nos seus olhos e segurando sua mão. E essa constatação dolorida me faz pensar se nós, ainda vivos, não temos feito pouco caso da vida, também...


quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Perdas & Ganhos

Estava há pouco folheando "Perdas & Ganhos", da Lya Luft, e me deparei com esta frase: "Quando as coisas parecem muito ruins, ensinou-me uma amiga, pode-se indagar: 'é tragédia ou é apenas chateação?'".

Isso me fez lembrar da pergunta que faço quando meus alunos estão arrasados, "emburrados" ou dando "chilique" por conta de algum problema. Eu pergunto qual é o tamanho do problema. "Isso é um problema grande, um problema médio ou um problema pequeno?" Esse questionamento vale pra crianças e adultos. E talvez poucas vezes a gente pare pra pensar nisso, no meio da tempestade... 

Algumas vezes, só porque o problema é do outro a gente tende a minimizar as coisas; e quando é nosso a gente tende a superestimar... são sempre problemões. E o mal disso é que há uma desproporção que afeta o modo como pensamos na solução. Um problema é sempre um problema, e a gente precisa aprender isso de uma vez por todas. 

Pode ser uma tragédia ou uma chateação, mas vamos respeitar a dor de quem está passando por ele (e talvez sejamos nós mesmos), porque é um problema, ainda que seja pequeno até mesmo aos olhos da própria pessoa.

Depois de saber o tamanho do problema vem o grande lance: se a gente pensar um pouco, a gente gasta a energia certa para resolvê-lo. Por exemplo: problemas pequenos são sempre rápidos e facinhos de resolver; se o problema é tipo "médio", talvez a gente precise de um tempo pra que ele seja resolvido, porque certas coisas acontecem em etapas; e se for um problemão a gente vai ter em mente que algumas coisas não saem exatamente como a gente quer, e vai tentar descobrir se tem jeito ou se é uma questão de se adaptar, resiliência.

Vou voltar pra minha leitura, enquanto você pensa aí no tamanho daquele problema que tava tirando você do sério mais cedo... Não seria apenas uma chateação?




sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

O sucesso em uma frase


"Velho ditado nordestino: 'Tatu tá gordo? A unha é que sabe.'. Ou seja, como você já deve ter percebido, mas manda a paranóia que eu explique de qualquer jeito, é a resposta das pessoas bem-sucedidas aos que acham que tudo que elas têm caiu do céu, em analogia com o tatu, que está gordinho e cevado, mas à custa do trabalho com as unhas." 
(João Ubaldo Ribeiro)

Extraído de DEVE ser BOM ser VOCÊ, de Sidney Rezende, Ed. Futura - 2ª edição

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Desatando nós


Na sexta-feira eu precisei ir a uma agência da CEDAE (Companhia de Águas, do Rio). Tinha em mente que seria apenas o começo de uma batalha que chegaria, muito provavelmente, aos bancos do Judiciário. Mesmo assim falei com Deus antes de sair: "Querido Pai do Céu, vai antes e adianta as coisas, por favor...".

Surpreendentemente (sim! eu ainda me surpreendo quando Ele dá o jeito dEle...) as coisas se resolveram de uma forma rápida e linda. E além de tudo agora eu tenho um documento e já não existe razão para chegar às Cortes. Tudo o mais vai se resolver a seu tempo.
Isso me fez feliz.
Muitas vezes a gente sai de casa pensando que as coisas vão dar trabalho e já antecipa, mentalmente, todos os detalhes dos aborrecimentos. Nós gastamos a nossa mente com isso. 
Que bobagem!

Siga sua semana gastando seus neurônios com coisas que coloquem você pra cima. Na hora de dar pulos de alegria você já estará preparado!




terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Revendo valores

Meu escritório está uma bagunça. Comecei o ano no meio dessa bagunceira toda. Aliás, terminei o ano assim. "Meu escritório está uma bagunça" foi uma frase que eu repeti algumas vezes em 2017. Eu não tive agenda de papel, em 2017. Quer dizer, tive mas usei pouco. Eu fiquei meio perdida em mil compromissos em 2017. Acho que essas coisas todas se interligaram. E me incomodaram.


2018 chegou. Parece que a gente sempre precisa de um marco. Não fiz lista de resoluções no dia 31 de dezembro. Mas desde o dia 4 de janeiro estou revendo algumas coisas para manter meus princípios e reorganizar meus valores. Parece teoria? Não é não. 
Cada um tem suas prioridades e sabe o que está fora do lugar. Eu não quero só arrumar e manter o escritório arrumado, mas isso é importante, porque é nele que eu trabalho, é nele que eu faço as minhas meditações no começo de cada dia, é nele que eu escrevo... Quando ele está bagunçado minha mente fica assim também. E isso me incomoda. Outra coisa que está fora do lugar, na minha vida, é o meu sono. Dormir depois da meia-noite começou a virar rotina e isso atrapalha a minha vida. Além de precisar, diariamente, de onze horas de sono (ele pode ser dividido em duas partes - oito de noite e mais três de tarde... que delícia!!), eu preciso que ele aconteça cedo. Já aprendi que o soninho da beleza está ali por volta das nove e meia da noite e vai até as duas da madruga. É ele que rejuvenesce as células do corpo. Dormir tarde, ir pra cama só de madrugada, são hábitos que envelhecem a gente antes do tempo. 

Bem, acho que todo mundo precisa de vez em quando rever seus valores. Não necessariamente no dia 31 de dezembro. Eu comecei. E duvido que você não tenha também alguma coisa pra colocar no lugar. Escritório, bolsa, cabeça... Vai que você consegue!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Por que os anjos voam?

Hoje eu li uma parada bem legal, de manhã. Uma frase de Gilbert Chesterton, citada por Marcos Benedicto, no livro "Um olhar para o céu - Meditações Diárias", 2016, Ed. Casa Publicadora Brasileira:


"Os anjos podem voar porque encaram a si mesmos com leveza."


Bom humor e leveza, alegria mesmo quando as coisas não estão assim tão perfeitinhas, rir de si mesmo... E a gente pode até voar!!


terça-feira, 3 de maio de 2016

Mexe com quem tá quieto...

A gente tá quieto num canto. Mas tanto o outro fala... que a gente acaba se ligando no que nem vinha ao caso. Agora chupa essa manga. Falou demais...


sábado, 30 de abril de 2016

Pensando ser esperta

A pessoa que pensa que é esperta tem a tendência de subestimar a capacidade de esperteza do outro; e é aí que mostra o quanto é tola...
Em outras palavras, o mal do malandro é achar que todo mundo é mané.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Sobre ser feliz com aquilo que se tem

Hoje é feriado, no Rio.
Aquela história: eu poderia estar viajando, eu poderia estar na praia, eu poderia estar dormindo, eu poderia estar percorrendo o caminho de Tiradentes... mas estou aqui pedindo um pouco da sua atenção. Ahahahaha!!!
Longe de me lamentar pelo que não estou fazendo, tô cheia de alegria com aquilo que tenho pra hoje: umas louças pra lavar, um filminho (a escolher) e Barcelona no Camp Nou.
Então, sua atenção para isto: olhe as tantas coisas que estão para acontecer hoje na sua vida, e escolha ser feliz por aquilo que você tem. A gente não precisa se deter no que não tem, naquilo que falta, no que é chato; há coisas boas de se ver, de fazer, e de sentir. Ainda que pareçam tão pouco ou tão simples.
Bom feriado, pra você!
Hoje é dia de Barcelona, bebê!!


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Copiando...

Sabe aqueles textos que não carregam junto os créditos? Pois este é um desses. Resolvi postar assim mesmo, depois de ler no mural de um amigo, no Facebook, e encontrar ali duas ou três frases que me sacudiram. É que a gente tem a triste tendência de ir vivendo a vida sem a devida intensidade. E vai passando pelos dias como quem corre uma maratona. Mas isso não é viver bem...
Pode ser que nada disso lhe diga alguma coisa; mas pode ser que você acorde pra algum detalhe que está deixando passar... Seja lá como for, não encare isso como um texto de "autoajuda". É um puxão de orelha mesmo!

Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência.
Isso inclui idade, peso e altura. 
Deixe o médico se preocupar com eles.
Para isso ele é pago.
Frequente, de preferência, seus amigos alegres. 
Os de " baixo astral" puxam você para baixo.
Continue aprendendo...
Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa.
Não deixe seu cérebro desocupado.
Uma mente sem uso é a oficina do diabo. 
E o nome do diabo é Alzheimer.
Curta coisas simples. 
Ria muito e muito e alto. 
Ria até perder o fôlego. 
Lágrimas acontecem. 
Aguente, sofra e siga em frente.
A única pessoa que acompanha você a vida toda é você mesmo.
Esteja vivo, enquanto você viver!
Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, o que for.
Seu lar é o seu refúgio.

Aproveite sua saúde. 
Se for boa, preserve-a.
Se está instável, melhore-a.
Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
Não faça viagens de remorso.
Faça uma viagem ao Shopping, para cidade vizinha, para um país estrangeiro, mas não faça viagens ao passado. 
Diga a quem você ama, que você realmente os ama, em todas as oportunidades.
E lembre-se sempre que: a vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego: de tanto rir...
De surpresa...
De êxtase...
De felicidade...